
Senhor Presidente,
Senhor Responsável pela Polícia Municipal,
Braga atravessa, atualmente, um dos períodos mais exigentes ao nível da mobilidade urbana. O crescimento da cidade, aliado ao encerramento e condicionamento de várias artérias estruturantes, tem originado um aumento significativo do volume de trânsito, com particular incidência nas horas de ponta, sobretudo a partir das 18 horas. Os constrangimentos são hoje sentidos diariamente por milhares de cidadãos, com especial impacto em zonas críticas como o Nó de Infias, a rotunda de Sá Miranda, a rotunda em Real, a saída para a Avenida António Macedo (na ligação de Real em direção ao Porto, Variante do Fojo, Rotunda junto ao Braga Parque, ), o Campo da Vinha, nomeadamente na saída da Rua Alferes Alfredo Ferreira e na entrada daquela zona, agravados pelo fecho da Rua de Ferraz.
Também a zona da Quinta das Cabanas, em particular a sua rotunda, enfrenta níveis de congestionamento que exigem resposta. São alguns dos exemplos pela cidade toda. Perante este cenário, é fundamental agir com pragmatismo e sentido de urgência. Se é verdade que as soluções estruturais são indispensáveis, também é evidente que Braga precisa de respostas operacionais imediatas. E uma dessas respostas está ao alcance do Município: a mobilização estratégica da Polícia Municipal para a gestão ativa do trânsito.
A Polícia Municipal não deve ser vista apenas como uma força de fiscalização estática. Pelo contrário, pode e deve assumir um papel mais dinâmico, orientador e preventivo. A presença de agentes nos principais cruzamentos e rotundas, especialmente nas horas de maior afluência, permitiria regular fluxos, evitar bloqueios e melhorar significativamente a fluidez do trânsito.
Há já exemplos claros de que a intervenção humana direta, no terreno, funciona. Um agente a coordenar o trânsito consegue, muitas vezes, resolver em minutos situações que, sem orientação, se arrastam por longos períodos. Assim, propõe-se que, através de uma reorganização dos turnos e da afetação de recursos, a Polícia Municipal seja destacada para pontos estratégicos da cidade, com especial enfoque nas zonas acima referidas. Esta presença deverá ser planeada, contínua nos períodos críticos e integrada numa estratégia mais ampla de mobilidade urbana.
Importa ainda reconhecer uma realidade incontornável, os efetivos das restantes forças de segurança são hoje mais reduzidos, o que limita a sua capacidade de resposta a este tipo de necessidades. Neste contexto, a Polícia Municipal assume um papel ainda mais relevante e insubstituível na gestão do quotidiano urbano.
Braga precisa, mais do que nunca, de uma Polícia Municipal próxima, organizada e orientada para a resolução concreta dos problemas dos cidadãos. Não basta fiscalizar! É necessário intervir, antecipar e ajudar a cidade a funcionar melhor. Esta é uma medida de implementação simples, com custos reduzidos e impacto imediato na qualidade de vida dos bracarenses.
Com sentido construtivo e espírito de cidadania ativa, deixo esta proposta para reflexão e ação.


