
Em Braga, o tiro de partida para as eleições autárquicas está dado. A menos de 3 meses do dia 12 de outubro, os motores começam a aquecer e os dados começam a ser lançados. Os principais candidatos estão definidos, as primeiras ideias e propostas já circulam na praça pública e as pré-campanhas estão na rua.
Olhando para o passado político da cidade e o futuro que queremos construir, creio que já podemos afirmar aquilo que Braga precisa e, sobretudo, aquilo que Braga não precisa.
Começando por aí. Braga não precisa de atores de um passado negro que ainda ecoa nas cabeças dos Bracarenses. Não precisa de alguém que olhe para Braga como um passatempo de reforma. Não precisa de ressentidos alimentados por guerras pessoais e acompanhados por radicais que querem fazer de Braga a sua revolução para exprimirem as suas frustrações. Não precisa de derrotados que olham para Braga como o seu último reduto para se manterem à tona na cena política. Não precisa de alguém que olha para Braga apenas quando já nada mais resta e aparece na última curva para tentar vir cortar a meta. Não precisa de homens sós. Não precisa de quem tenta tirar dividendos à boleia de novos fenómenos políticos nacionais.
Em contrapartida, Braga precisa de ser a prioridade e a missão de alguém cujo passado não é um cadastro, cujo presente é fecundo e cujo futuro será de compromisso e serviço. Precisa de uma personalidade que alie jovialidade e inteligência, moderação com experiência, rasgo com sensatez. Precisa de alguém com independência e vida própria. Precisa de alguém que lidere um projeto político agregador, com raízes desde as freguesias mais rurais ao centro da cidade. Precisa de alguém com energia, com profundo conhecimento das dinâmicas de poder, e com coragem para reivindicar, junto do Estado central, o investimento que nos é devido por direito.
Por isso, é evidente que o candidato certo para Braga é João Rodrigues.
Para além de tudo o que já referi, existe um detalhe que não costuma ser muito comum nos dias de hoje, e que, para mim, faz toda a diferença. A capacidade e o interesse genuíno em ouvir todos aqueles que se cruzam com ele, mesmo tendo por vezes opiniões distintas ou até opostas. Num tempo de muito barulho e gritaria, onde parece que a razão é medida em decibéis, ter a capacidade e o interesse genuíno em ouvir o outro, os seus problemas e as suas preocupações, não é de somenos.
Para além das suas características pessoais e humanas, no passado dia 6 de julho tivemos a oportunidade de conhecer alguns compromissos que trouxe a público. Destaco algumas das 12 propostas que considero mais relevantes para o dia a dia das famílias bracarenses. Reconheceu, sem rodeios, o problema de mobilidade e de trânsito no concelho. Propôs transportes públicos gratuitos para todos os residentes e uma nova circular externa que abrandará a pressão automóvel no centro da cidade. Identificou o mau estado de vias e passeios e apresentou uma estratégia permanente para acabar com isso. Pensando nas famílias jovens — e talvez também por viver essa realidade — comprometeu-se com uma rede de creches e a disponibilização de terrenos municipais para a sua construção. Anunciou a criação de mais de 50 hectares de novos parques verdes, a plantação de 100 mil árvores em 4 anos e mais espaços desportivos e de lazer. Propôs um verdadeiro programa de habitação a custos controlados, direcionado à classe média, num concelho onde a pressão imobiliária é crescente apesar de sermos uma das cidades que mais licencia novas casas.
Estes são apenas alguns exemplos, mas são aqueles que mais podem fazer a diferença na vida das famílias. Os restantes compromissos — na cultura, na segurança, no apoio aos mais velhos e à integração daqueles que procuram Braga para viver — merecem também ser lidos e refletidos. Fica o convite.
Braga não pode voltar ao passado. Muito menos pode ser palco para sobrevivências políticas ou projetos pessoais de ocasião. O desafio de tornar Braga o melhor concelho do país é enorme e isso só se poderá fazer com “alguém que tenha cá o coração”.


