
A Polícia Judiciária (PJ) deteve dois homens e uma mulher, com idades entre os 40 e os 45 anos, suspeitos dos crimes de homicídio e furto qualificado na sequência da morte de um empreiteiro de 60 anos, ocorrida na noite de 8 de julho, no Porto.
A PJ refere que os suspeitos viajaram do Brasil para Portugal com um plano previamente delineado para assaltar a vítima. Durante o assalto, o homem terá sido asfixiado no interior da própria habitação, acabando por morrer. Após o crime, os suspeitos terão levado diversos bens de valor e deslocaram-se para Lisboa, onde permaneceram até serem detidos no Aeroporto Humberto Delgado, quando se preparavam para regressar ao Brasil.
O corpo de Francisco Tavares de Sousa só foi encontrado a 10 de julho, depois de amigos terem alertado as autoridades por não conseguirem contactá-lo.
Segundo a Rádio Portuense os dois principais suspeitos são os pais de uma antiga namorada da vítima. A rádio acrescenta que o casal já teria estado em Portugal em 2025 e, nessa ocasião, terá alegadamente roubado cerca de 20 mil euros ao empreiteiro, dinheiro que este guardava numa caixa de sapatos. A mesma publicação refere ainda que os suspeitos regressaram ao país acompanhados por um terceiro homem, alegadamente para concretizar um novo assalto que terminou com a morte do empreiteiro.
A investigação da Polícia Judiciária não encontrou, até ao momento, indícios de envolvimento da ex-namorada da vítima nos factos investigados.
Francisco Tavares de Sousa era empreiteiro da construção civil, tinha 60 anos, era natural de Lever, em Vila Nova de Gaia, e residia na Rua de Bonjóia, no Porto. As cerimónias fúnebres realizaram-se na Igreja Paroquial de Lever, onde foi sepultado.
Os três arguidos foram presentes a primeiro interrogatório judicial, tendo o tribunal decretado a medida de coação mais gravosa, ficando todos em prisão preventiva enquanto prosseguem as investigações.


