OpiniãoHá atitudes que já não se toleram

Há atitudes que já não se toleram

Artigo de Mário Relvas.

© Mário Relvas

A situação do lixo abandonado na via pública junto aos contentores e ao ecoponto já vem desde algum tempo atrás, aqui na avenida Antero de Quental, na freguesia de S, Victor. No entanto, a recolha era efetuada com alguma regularidade, mesmo os “monstros” eram levados com alguma brevidade pelo respetivo pessoal das carrinhas de recolha da AGERE a este fim destinado.

Mas, desde dois dias anteriores ao dia de S. João, as coisas deixaram de correr mais ou menos, para passarem a correr mesmo mal. Tem sido assim, móveis, colchões e lixo diverso, têm ficado acumulados dias e noites a fio. Já cheguei a ver uma carrinha de recolha de monstros da referida empresa (PPP Municipal) a passar a ronda, recolheu tudo na avenida e na rua Luís Soares Barbosa, deixando um enorme colchão neste local, mesmo que tenham descido a rua Dr. Aníbal de Araújo Esmoriz, ficando mesmo de frente para o colchão, que o senhor que faz a limpeza da rua, e fá~la de forma esmerada, havia retirado do chão e colocado de pé encostado à árvore do jardim, para melhor visibilidade dos colegas que têm por missão recolher os “monstros”,. e também para não atrapalhar a passagem aos peões que seguem pelo passeio. 

Depois disso, foi sempre a somar mais lixo ao dito colchão. Dias e dias sem que alguém da AGERE o recolhesse. Acabaram por o recolher, finalmente, mas logo depois alguns cidadãos, com pouco civismo e que sentem a impunidade vigente, colocaram mais “monstros”, que, infelizmente para nós, ali permaneceram novamente uns dias, sem que alguém o recolhesse. Agora até há um sofá aqui na avenida, junto aos contentores do lixo, há vários dias, que já mudou de posição diversas vezes, certamente ali colocado por alguém preocupado com o cansaço de quem passa, para que se sentem ao solinho que está bem quente e nada convidativo a pausas ali.. 

Junto ao ecoponto, quando recolhem o lixo existente no seu interior, quase sempre acabam por deixar o lixo que está indevidamente abandonado em redor do mesmo. E ali vai permanecendo e acumulando. 

Para lá disto, há outras situações que as fotografias demonstram e para as quais se pergunta porque não levam solução breve para sua resolução, pois são intrigantes e deveras incomodativas, perigosas mesmo, para os peões.   

Solicita-se que alguém responsável, quer da junta de freguesia de S. Victor, quer da câmara municipal de Braga, que passe aqui pela avenida e veja o que por aqui vai. Estarei ao dispor. 

É tempo de civilizar a cidade nos mais diversos aspetos legais. Toda a cidade. Incluindo o trânsito pelos muitos estacionamentos indevidos, e devidamente sancionados pelo atual Código da Estrada, incluindo  em cima das passadeiras, em cima dos passeios, bloqueando a passagem aos peões, estacionamentos constantes e prolongados em segunda fila, etc. Há muitas fotografias que revelam a falta de civismo de muitos condutores, na esperança de que todos eles tenham carta de condução, como também revela uma constante falta de fiscalização por parte de quem de direito. 

Pensem sobretudo nos deficientes, demais pessoas com mobilidade reduzida e nos mais idosos, mas também no mau exemplo que se dá aos mais novos.

Não há zonas nobres e outras menos nobres na nossa cidade de Braga. Ou será que uns pagam os impostos que o Estado nacional e local exigem, mais as taxas e taxinhas, e os outros não? Ora, tudo tem hora, há atitudes que já não se toleram. 

A nossa cidade de Braga, em livre mas honesta e respeitosa cidadania, merece mais e melhor da parte de todos e de cada um de nós.

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