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Torre Medieval do Museu Pio XII recebe exposição de desenho e pintura dedicada a Braga

© Museu Pio XII

A Torre Medieval do Museu Pio XII inaugura na próxima sexta-feira, 22 de julho, às 18:30, a exposição de desenho e pintura “Braga – Do Ocre ao Ciano”, da autoria de Patrícia Ferreira.

A exposição poderá ser visitada até ao dia 25 de setembro.

Sinopse:

“Braga – Do Ocre ao Ciano” é uma exposição de desenho e pintura dedicada à cidade de Braga, patente na Torre Medieval do Museu Pio XII, a partir do dia 22 de Julho.

São cerca de 200 obras da artista Patrícia Ferreira que nascem a partir do pulsar da cidade e da deambulação da autora por entre as ruas e praças, cantos e recantos da sua cidade natal.

Braga marca, indubitavelmente, o trabalho da artista, que encontrou nele o melhor modo de mergulhar, interpretar e retratar as suas origens. Braga é a sua cidade, é também a cidade dos seus pais e dos seus avós e nota-se. Nota-se nos desenhos que não se quedam por lugares icónicos e fachadas, mas que registam os sinos que marcam o tempo, os bombos que definem o ritmo, as concertinas que alegram o espírito, os rituais, as igrejas, as tradições, as esplanadas, os grandes momentos, os pequenos detalhes, o silêncio, os miradouros, árvores e fontes, praças e avenidas, pessoas com e sem pressa, com e sem destino.

“Braga – Do Ocre ao Ciano” é uma exposição aberta à cidade como quem a abraça e, não tendo a pretensão de a mapear em toda a sua extensão (nem poderia), antes sugere olhares e caminhos e apresenta-se como um convite para a percorrer com vagar.

Biografia da artista:

Patrícia Ferreira nasceu em 1977, em Braga, cidade onde vive e desenvolve o seu projeto artístico. Formou-se nas áreas da comunicação e da gestão. Foi gestora no setor financeiro durante quase 20 anos, deixou de o ser para dedicar a sua vida por inteiro à sua arte. Agora faz o que é.

Expõe regularmente desenho, pintura, ilustração e cartoon; é urbansketcher; conduz oficinas e workshops e faz trabalho de ilustração para livros. Destacam-se as exposições individuais: “Micro-Nouvelles: 13 Histórias Trágicas + 2 Breves”, “Mar_é”, “O Circo da Vida”, “33” e “(DES)Obedecer”. Ao nível de prémios, salientam-se a Menção Honrosa na II Bienal de Desenho de Almada, atribuída em 2018.  

Muitas das suas obras são de natureza autobiográfica, mas também gosta de criar nos campos da poesia visual, do humor sarcástico, das personagens extravagantes, da história e de capturar instantâneos do quotidiano. No seu trabalho mais recente, tem concentrado a sua atenção na conceção de obras que refletem acerca do dilema da obediência/desobediência, concretamente no feminino. Entre riscos, manchas, cor e algum verbo, assume-se, acima de tudo, como uma contadora de histórias. 

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