
Nos dias 5,6 e 7 de fevereiro, o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian levou ao Theatro Circo o musical: Solo_o ruído do desejo, encenado por Pedro Lima e Maria Fontes.
Num mundo onde o digital e o ruído tomam parte do nosso dia-a-dia, o musical procurou elucidar para a dependência do telemóvel, dos videojogos e da ausência do relacionamento presencial.
Por outro lado, procurou alertar para o maior isolamento dos jovens e para o agravamento de problemas do foro psiquiátrico, concretamente a depressão e a ansiedade.
É cada vez mais importante falar destes temas não só aos mais jovens, mas, também, aos pais, encarregados de educação, aos professores e educadores.
A música é uma excelente forma de passar a mensagem.
A inclusão de alunos na representação e interpretação é importante. Coloca os mesmos a refletir sobre essas temáticas.
Interpretando temas dos Supertramp, com várias coreografias e projeção de mensagens, os interprete conseguiram fazer com que as pessoas que assistiam ficassem “agarradas”, expectantes e emocionalmente envolvidas.
Se a música e arte tem como grande finalidade transmitir sensações, o musical foi o reflexo disso mesmo.
Do espetáculo pode-se retirar algumas conclusões.
Há uma geração que respira talento, mas, ao mesmo tempo, que quer ser ouvida e ser parte ativa na resolução e na procura de soluções para os desafios dos novos tempos. Isso deve levar os responsáveis dos diversos organismos e a sociedade em geral a procurar mecanismos que proporcionem uma melhor escuta, partilha e maior inclusão dos jovens na construção de novas respostas para os problemas atuais.
Por último, felicitar o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, o músico Pedro Lima e a Maria Fontes pela ousadia, leveza e seriedade com que levaram ao público temas que muitas vezes parecem tabus.
Aos jovens que interpretaram e à sociedade em geral é importante passar uma mensagem de esperança para o futuro.
Tal como expressavam num dos momentos: respira. É importante ajudar a juventude a saber respirar nos momentos mais angustiantes ou em fases em que tudo parece envolver-se numa enorme turbulência. Devemos ajudar a mesma a acreditar e a não hesitar em pedir ajuda.
O futuro constrói-se hoje, envolvendo os jovens para que as futuras gerações sejam portadoras de uma maior harmonia.


