
Findo a CDU – Coligação Democrática Unitária agradece aos cerca de 400 eleitores que, na freguesia de São Vicente, deram a confiança do seu voto ao nosso trabalho. Apesar de sermos um único membro na Assembleia de Freguesia de São Vicente, o trabalho desenvolvido é fruto de um coletivo que ultrapassa os limites de uma candidatura e de uma lista.
Na CDU, o trabalho na freguesia media uma intervenção municipal que nutre uma intervenção nacional. São várias as reuniões do coletivo municipal da CDU, em Braga, onde os assuntos de São Vicente são debatidos. São várias as posições desse coletivo que, no Executivo ou na Assembleia Municipal, defendendo todos os Bracarenses, defendem com particularidade os interesses dos Vicentinos.
Os dois temas que têm marcado a campanha são a Mobilidade e a Habitação e não há forma de os confrontar sem uma política assumida de investimento público. Não vamos tirar carros do Nó de Infias, da Rotunda Sá de Miranda ou da Rua Conselheiro Januário, sem uma majoração significativa nos transportes públicos.
A maioria das pessoas não quer estar parada no tráfego nem quer a sobrecarga de despesa que um automóvel acarreta. Simplesmente não existe uma alternativa viável.
Ao contrário do que se diz, a reabilitação urbana atirou as pessoas para fora da cidade, enquanto elitizou e turistificou o Centro-Histórico. O comércio tradicional depende do habitante de longa data e por isso está a desaparecer. E não é possível ser habitante longa data se a maioria da oferta é de T0 ou T1 com áreas mínimas e a preços incomportáveis.
A política de transformar os pisos térreos em apartamentos fez da Rua de São Vicente um dormitório. Não obstante, continua a ser das ruas da nossa freguesia por onde mais pessoas passam a pé.
É certo que são necessárias políticas centrais de construção de fogos novos e em grande número, mas a habitação não se rege apenas pelo número de casas disponibilizadas. A habitação rege-se também pela capacidade que os autarcas têm de programar políticas que melhorem a qualidade de vida dos seus fregueses. Essa qualidade de vida depende de políticas locais, de eleitos nos executivos e nas assembleias de freguesia que afirmem que não lhes convém as políticas de habitação mercantilizadas. Que não lhes convém que um PDM aumente a capacidade construtiva sem contrapartidas públicas notórias. Ou que não interessam benefícios fiscais para a construção se o resultado são prédios novos vazios para alimentar a especulação.
Os maiores desafios para São Vicente são o leque reduzido de competências. Na perspetiva da CDU as prioridades estão trocadas no que respeita às competências.
As escolas, e tudo que se lhes respeita são competências centrais. A escola pública tem de ser também universal. Igual para todos. Nas refeições escolares pagamos mais por um serviço de pior qualidade e, simultaneamente, estamos incapacitados de mudar uma lâmpada ou um vidro partido numa escola. Não podemos reabilitar uma rua ou uma praça, implantar bancos ou plantar árvores, mas podemos gerir a contração de auxiliares de educação.
Na CDU não consideramos que esta seja uma forma de política de proximidade, que é a base do trabalho de uma Junta de Freguesia, mas mais uma forma de delapidar a escola pública.
É necessário um recentramento das competências da Junta de Freguesia de São Vicente para que o seu trabalho de proximidade seja efetivo. Precisamos, urgentemente, de intervir na Qualificação do Espaço Público, melhorando espaços de proximidade a bairros e urbanizações. Precisamos de um Programa para “Pontas Letivas” que seja público e inclusivo para crianças com Necessidades Educativas Específicas. Precisamos de um Programa Cultural capaz de potenciar as valências das associações da freguesia e capaz de atrair novas associações e coletividades. Precisamos de Reabilitar o Pavilhão Multiusos da Sede da Junta de Freguesia, para que o mesmo se adapte melhor à receção de eventos desportivos, culturais e institucionais.
É para isso necessário que o trabalho da Junta de Freguesia de São Vicente não se encerra na freguesia, no executivo ou na assembleia. Ele precisa de continuidade da base ao topo, do local ao nacional em simultaneidade, sem populismos ou demagogia, tal como faz a CDU em São Vicente e em Braga.


