
A terceira reunião do Executivo Municipal de Braga, realizada esta quarta-feira, ficou marcada pela aprovação da redução do IMI para 2026.
A proposta da descida da taxa para os prédios urbanos de 0,33% para 0,32% teve votos favoráveis da coligação Juntos por Braga, da vereadora independente Catarina Miranda, Partido Socialista, Amar e Servir Braga e Iniciativa Liberal. O CHEGA votou contra.
Apesar de terem votado favoravelmente, a oposição criticou o valor proposto, querendo uma descida mais acentuada.
Para Rui Rocha, esta redução que entra em vigor no próximo ano não deverá valer mais do que um café por mês. “A redução é um sinal. Estamos a favor, mas parece-nos um sinal francamente insuficiente. A descida de impostos é para nós muito importante para aliviar as famílias. Este executivo podia ter sido mais ambicioso e podia ter levado este ato bem mais longe para ser mais amigo das famílias”, disse o vereador da Iniciativa Liberal.
Também Ricardo Silva, do movimento independente Amar e Servir Braga, acha esta redução “muito tímida”, sustentando que se o Executivo quer fazer uma política fiscal “amiga das famílias tem que ir também ao IRS”.
Pedro Sousa, do Partido Socialista, falou que a redução do IMI será apenas de 10 euros para quem paga anualmente cerca de 300 euros. “A trajetória descendente é naturalmente positiva, mas achamos que é possível, do ponto de vista da opção política, fazer outro tipo de opções”, sublinhou.
Filipe Aguiar justificou o voto contra, uma vez que o CHEGA é contra a existência do IMI. “O IMI é um imposto que não devia existir, pois penaliza as famílias de uma forma muito severa. Obviamente que vemos com bons olhos esta diminuição, mas achamos que foi pouco e deveríamos ir para a taxa mesmo mínima”, referiu o vereador.
Por seu turno, João Rodrigues regozijou-se pela aprovação da proposta, frisando que esta redução “assenta numa lógica de justiça fiscal e de responsabilidade financeira”. “Nós não escolhemos entre baixar impostos e fazer obra. Escolhemos governar com rigor para poder fazer ambas as coisas. Queremos uma cidade que trabalhe e cresça, sem pedir sempre mais a quem já paga tudo”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal.
Quanto à descida do IRS, o autarca diz tratar-se de “uma jogada da oposição”. “A oposição, à hora da reunião de Câmara, traz uma proposta de redução do IRS, quando sabia que não podia fazer, isto não passa de um número de quem tinha tempo para apresentar a proposta no seu devido tempo e que não apresentou”, finalizou.


