RegiãoVila Nova de FamalicãoPS Famalicão “desagrado” sobre constituição das mesas de voto nas Presidenciais 2026

PS Famalicão “desagrado” sobre constituição das mesas de voto nas Presidenciais 2026

Socialistas acusam Executivo de não convidar pessoas afetas a todas as candidaturas a acompanhar o processo em algumas freguesias.

© PS

Na última reunião de Câmara, o Partido Socialista de Vila Nova de Famalicão manifestou “desagrado” sobre “a forma como as mesas de voto foram constituídas para estas eleições presidenciais”.

Durante a sessão, Eduardo Oliveira, presidente da Comissão Política do PS de Vila Nova de Famalicão, afirmou que o presidente da Câmara “não teve o cuidado de, em algumas freguesias, convidar pessoas afetas a todas as candidaturas para estarem presentes na mesa de voto. O que está em causa é, mais uma vez, a transparência e a elevação da democracia”.

“Os vereadores do PS deram os exemplos da União de Freguesias de Vale São Cosme, Telhado e Portela, Freguesia de Novais e Oliveira Santa Maria e disponibilizaram-se para indicar nomes para as respetivas mesas de voto. O pedido foi negado, o que faz com que nessas mesas estejam presentes, na sua maioria – e, em algumas, na totalidade –, pessoas afetas a coligação PSD/CDS”, acrescenta o partido.

O PS de Vila Nova de Famalicão considera que “não está a ser respeitada a deliberação da Comissão Nacional de Eleições, atempadamente comunicada aos autarcas, que estabelece a necessidade de auscultação prévia de todas as candidaturas na indicação dos membros de mesa, como instrumento essencial para assegurar a transparência do processo eleitoral e a credibilidade dos resultados”.

Eduardo Oliveira sublinhou também que “não está em causa a idoneidade das pessoas. O que está em causa é a falta de transparência e respeito pelas forças partidárias e também pelas candidaturas, pois o mandatário de António José Seguro também não foi ouvido”.

“Lamentamos que, antes do final do ano, tenhamos manifestado preocupação junto do gabinete do presidente da Câmara, que, mais uma vez, desvalorizou esta questão”, concluiu.

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