
O PS vem exigir “ação imediata” para garantir a segurança rodoviária na EN 101 em Vila Verde.
Em comunicado, o PS refere que “em Vila Verde, atravessar uma passadeira não pode continuar a ser um ato de coragem.”
“Os atropelamentos registados recentemente em Vila Verde, alguns deles graves e ocorridos em passadeiras, não são casos isolados nem meras fatalidades. São o reflexo de problemas antigos, conhecidos e repetidos na segurança rodoviária do concelho. A EN 101 apresenta um historial marcado por atropelamentos, incluindo vítimas mortais. Trata-se de uma via com elevada circulação automóvel e forte presença pedonal, atravessando zonas habitacionais, comerciais e de serviços”.
O partido acrescenta que “o risco é previsível e amplamente conhecido. Ao longo dos anos foram identificados locais problemáticos, sobretudo nas travessias urbanas da EN 101 e em interseções com vias municipais, onde se acumulam conflitos com peões, cruzamentos mal desenhados e excesso de acessos diretos à via. Muitos destes pontos mantêm-se praticamente inalterados. Quando uma estrada com este historial permanece sem intervenção estrutural, não agir deixa de ser um erro e passa a ser uma escolha. Após 28 anos do mesmo executivo à frente do município, já não é aceitável tratar estes problemas como imprevistos ou fatalidades”.
Filipe Silva, vereador da Câmara Municipal de Viva Verde, considera “inadiável enfrentar falhas claras: velocidades excessivas, passadeiras pouco visíveis, iluminação insuficiente, ausência de medidas eficazes de acalmia de tráfego e fiscalização pouco presente. Este conjunto de fatores cria um risco permanente para quem anda a pé. As soluções existem e estão testadas. Medidas como iluminação LED direcionada para passadeiras, passadeiras elevadas, sinalização luminosa intermitente, recuo do estacionamento junto às travessias e fundos de alto contraste melhoram significativamente a visibilidade dos peões. Ver o peão a tempo é, muitas vezes, a diferença entre travar ou atropelar. Vila Verde não pode continuar a aceitar que atravessar uma passadeira seja um risco diário. A proteção da vida e da integridade física das pessoas tem de estar acima de tudo”, finalizou.


