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Procissão do Ecce Homo percorreu Braga ao som das matracas e à luz dos fogaréus

© Angélica Antunes

A Procissão do Ecce Homo voltou a viver-se em Braga após dois anos de suspensão por causa da pandemia. A manifestação religiosa levou uma enchente ao centro da cidade em mais um momento vivo de catequese da Semana Santa.

Os farricocos, descalços e encapuzados, uns a soar matracas e outros a alçar fogaréus, atraíram as atenções dos bracarenses e visitantes para aquele que é o momento que evoca o julgamento de Jesus Cristo, celebrando, ao mesmo tempo, a misericórdia que ele ensinou.

© Angélica Antunes

Bernardo Reis, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Braga, explicou que a Procissão do Ecce Homo reverte ao século XVI e teve continuidade ao longo dos anos, principalmente a partir do século XX, onde começou a ter uma maior projeção. “Este cortejo é considerado uma referência institucional, pois a procissão ‘Ecce Homo’ tornou-se numa das mais icónicas da Semana Santa de Braga da maneira como ela é organizada, porque ao longo dos anos temos vindo a introduzir algumas alterações de modo a torná-la mais significativa durante um aspeto histórico, não deixando de explorar a parte litúrgica. Introduzimos algumas alterações que são fundamentais para torná-la uma referência a nível nacional e internacional e é um bem para a cidade de Braga e também para o turismo religioso da cidade”, frisou Bernardo Reis.

© Angélica Antunes

De acordo com o provedor, cerca de mil participantes estiveram envolvidos na Procissão do Ecce Homo, que teve como ponto de partida a Igreja da Misericórdia. “Vão participar pessoas ligadas às figuras do passado de Braga, figuras relacionadas à Igreja católica e também ligadas às Obras da Misericórdia que foram introduzidas também há uns anos de forma a dar um impacto maior, pois o nosso espírito é apoiar os mais frágeis e os que mais necessitam dentro da nossa missão. Por outro lado, nos últimos anos, tivemos a preocupação de convidar as misericórdias do país para que viessem a Braga participar neste momento muito importante das Solenidades da Semana Santa”, finalizou Bernardo Reis.

© Angélica Antunes

No cortejo religioso integraram várias figuras alegóricas da Ceia e do Julgamento de Jesus Cristo, como também quadros alusivos à história e vivência das catorze obras da Misericórdia.

© Angélica Antunes

A procissão integrou, como habitual, um único andor, o do “Ecce Homo”, que significa “Eis o Homem!”, por Jesus ter sido entregue por Pilatos há mais de 2000 anos, num ato de simbolismo e reconhecimento do que lhe aconteceu na quinta-feira à noite antes da sua crucificação.

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