
Hoje, 17 de maio, celebra-se o Dia Mundial da Reciclagem. Para assinalar a data, a BRAVAL, que opera nos concelhos de Braga, Amares, Vila Verde, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro e Vieira do Minho, mostra o trabalho realizado na recolha seletiva que permite transformar os materiais em novos produtos e diminuir o uso de recursos naturais.
Diariamente, as equipas da Braval que operam nas estradas são confrontadas com dificuldades e apelam à sensibilização da comunidade.
Jorge Vasconcelos, auxiliar na recolha seletiva da empresa multimunicipal, sublinhou que todos os dias enfrenta vários obstáculos, uma vez que as pessoas deixam os materiais fora dos Ecopontos. “As pessoas deixam coisas fora dos Ecopontos e alguns estão completamente vazios só com caixotes de papel a entupir o contentor. Há pessoas que deixam madeira em cima dos Ecopontos, mas também há quem coloque a madeira dentro, o que é um absurdo. Também há quem meta relva e material de construção, mas há sítios apropriados para meterem isso”, lamentou.

O auxiliar referiu que no seu trabalho é confrontado com carros estacionados frente aos Ecopontos, dificultando a recolha da reciclagem. “Há viaturas paradas mesmo frente aos contentores, mesmo quando se encontram completamente cheios, e não podemos fazer nada porque os carros estacionados dificultam o nosso trabalho. Também nas ruas apertadas é muito difícil para o motorista ir lá e dar a volta”, explicou.
Jorge Vasconcelos deixou uma mensagem de sensibilização às pessoas para colaborarem e colocarem os materiais nos devidos Ecopontos. “Quero deixar uma mensagem para que as pessoas tenham mais responsabilidade e que nos ajudem para que nós possamos fazer o melhor trabalho possível para a BRAVAL. Peço para que continuem a reciclar de modo a termos um futuro melhor”, apelou.

Luís Leite, motorista de pesados na recolha seletiva da BRAVAL, também falou sobre as mesmas complicações que enfrenta na recolha da reciclagem. “O motorista enfrenta muitos problemas: os carros mal estacionados, mesmo junto aos contentores, e depois queremos abrir os Ecopontos e nem os conseguimos abrir, caixas colocadas no chão, pois no nosso caso é apanhar o cartão. O trânsito também é uma das grandes dificuldades, sobretudo nas horas de ponta. Por vezes, quando estamos parados e queremos arrancar para ir junto ao Ecoponto, estão filas e os condutores não nos deixam entrar e fazem-nos perder muito tempo. Pelo menos, poderiam ser mais sensibilizados nesse aspeto para nos deixarem trabalhar à vontade”, salientou.
O motorista também deixou uma mensagem às pessoas para continuarem a colaborar com os trabalhadores da BRAVAL. “As pessoas têm que ter o cuidado de reciclar, porque é bom para o futuro, e que nos ajudem também a meter o cartão no Ecoponto do cartão, as embalagens com as embalagens e o vidro no vidrão”, finalizou Luís Leite.

Após a recolha dos resíduos, os camiões voltam para o Ecoparque da BRAVAL onde é feita a triagem que permite transformar os materiais em novos produtos.
Os camiões depositam na Estação de Triagem para ser selecionado em diferentes fileiras. No caso do papel, o ecoponto azul é separado entre cartão e papel branco. Após a separação, os resíduos entram numa máquina enfardadeira onde é feito o fardo.
No ecoponto amarelo, os materiais são rigorosamente separados em várias fileiras. As embalagens de plástico são classificadas por diversos tipos de plásticos, daí a importância do devido sistema de separação.

Quando o armazém da BRAVAL tem carga suficiente, os materiais são transportados para a indústria recicladora para a transformação em novos produtos.
Além do papel, do plástico e do vidro, a BRAVAL recolhe também pilhas, óleos, pneus, círios de cemitério e eletrodomésticos.
O Ecoparque da Braval – Estação de Triagem está localizado na Rua do Aterro, em Ferreiros, na Póvoa de Lanhoso.
Em 2025, a Braval recolheu 19.357 toneladas de resíduos recicláveis nos ecopontos existentes na sua área de abrangência, mais 450 toneladas do que em 2024. Reciclar é preservar o planeta. Faça a sua parte!


