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Pedro Chagas Freitas leva reflexão sobre resiliência e empatia aos profissionais do Hospital de Braga

Escritor partilhou experiências pessoais e destacou a importância de aceitar a falha, cultivar a coragem e cuidar de quem cuida.

© ULS Braga

O escritor Pedro Chagas Freitas esteve esta manhã no Hospital de Braga para conduzir a palestra “Os Caça-Alfaces”, uma sessão integrada nas comemorações do 2.º aniversário da Unidade Local de Saúde de Braga e dirigida aos profissionais da instituição.

Num registo descontraído e marcado pelo humor e pela emoção, o autor partilhou episódios da sua vida pessoal e familiar, incluindo o período em que acompanhou um dos filhos durante um internamento hospitalar, utilizando essas experiências como ponto de partida para uma reflexão sobre o cuidado, a resiliência e a condição humana.

Inspirado no livro O Hospital das Alfaces, Pedro Chagas Freitas estruturou a intervenção em torno de seis conceitos associados às letras da palavra “alface”: amor próprio, liberdade, falha, alegria, coragem e empatia.

Ao abordar o amor próprio, defendeu a importância de aceitar vulnerabilidades e imperfeições, criticando a tendência para mostrar apenas os sucessos. “Eu sou isto, sou o que correu mal”, afirmou, incentivando os participantes a reconhecerem o valor das suas experiências, mesmo quando marcadas pelo fracasso.

Sobre a liberdade, associou-a à criatividade e à capacidade de pensar para além das rotinas, defendendo que a inovação nasce muitas vezes da distração e da curiosidade, mais do que da procura incessante pela produtividade.

A falha ocupou um lugar central na palestra. O escritor recordou vários momentos difíceis do seu percurso profissional, desde trabalhos que desempenhou antes do reconhecimento literário até aos anos em que escreveu sem leitores. “Falhei em tudo e é por isso que estou aqui”, resumiu, numa mensagem de valorização da persistência e da aprendizagem através dos erros.

Num dos momentos mais emotivos da sessão, Pedro Chagas Freitas falou da alegria encontrada durante o internamento do filho, recordando como, mesmo em contextos de grande adversidade, é possível encontrar momentos de felicidade e esperança.

A coragem e a empatia encerraram a reflexão. O autor destacou a necessidade de reconhecer o valor de quem enfrenta dificuldades e defendeu que a verdadeira empatia passa por compreender e partilhar a perspetiva do outro, e não apenas sentir pena das suas circunstâncias.

A iniciativa proporcionou aos profissionais da ULS Braga um momento de reflexão sobre os desafios humanos associados ao cuidar, reforçando a importância da resiliência, da compreensão e do equilíbrio emocional no exercício diário das suas funções.

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