
Guimarães recebeu esta segunda-feira a sessão de apresentação da Fábrica de IA BSC – IA e Supercomputação ao Serviço da Inovação, uma iniciativa promovida pelo Município de Guimarães, pela Universidade do Minho e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), que destacou o papel estratégico da inteligência artificial e da supercomputação no desenvolvimento económico e tecnológico da região.
O encontro decorreu no Auditório Nobre da Universidade do Minho, no Campus de Azurém, reunindo responsáveis institucionais, investigadores, empresas e startups para dar a conhecer as potencialidades da futura Fábrica de Inteligência Artificial, bem como as oportunidades proporcionadas pelas infraestruturas europeias de supercomputação.
Na abertura da sessão, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, destacou que a instalação da futura Fábrica de IA, a presença do supercomputador Deucalion e o investimento superior a cinco milhões de euros na construção de um novo centro de dados em Azurém representam uma oportunidade estratégica para o concelho e para toda a região.
“O conhecimento produzido na universidade e nos centros de investigação tem de chegar às empresas e traduzir-se em inovação, competitividade e melhor qualidade de vida para as pessoas”, afirmou o autarca, defendendo uma forte articulação entre universidades, empresas e entidades públicas para potenciar o impacto destas infraestruturas.
Ricardo Araújo sublinhou ainda que Guimarães pretende acrescentar ao seu legado histórico uma nova dimensão ligada à inovação tecnológica, assumindo-se como um verdadeiro “Berço da Inovação”, capaz de atrair investimento, talento qualificado e novos projetos empresariais.
Também João Nuno Ferreira, vice-presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, destacou a importância da Fábrica de IA enquanto instrumento de aproximação entre a investigação científica e as necessidades concretas das empresas. Segundo o responsável, o objetivo passa por acelerar a transformação do conhecimento em produtos, serviços e novos negócios, reduzindo custos e tempos de desenvolvimento.
A sessão incluiu ainda apresentações de startups e entidades que já utilizam recursos de supercomputação, uma mesa-redonda dedicada ao tema “IA e Supercomputação ao Serviço da Inovação” e a apresentação das capacidades do Deucalion, considerado o mais avançado centro de supercomputação em operação em Portugal.


