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Desenvolvimento de Barcelos: Um tesouro esquecido na gaveta

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© José Rosa
© José Rosa

Há algo de quase artístico em Barcelos, conseguimos vender a imagem de cidade criativa, com o artesanato e o galo colorido a saltar para o mundo, mas cá dentro vivemos, muitas vezes, de obras-primas inacabadas. Uns chamam-lhe “desenvolvimento”, eu prefiro: vitrine bonita com prateleiras vazias.

Barcelos continua a perder o comboio – e não apenas no sentido figurado, basta tentar apanhar um comboio decente para percebermos o que significa a expressão “ficar em terra”.

Quando falamos de desenvolvimento, não basta erguer rotundas caprichosas, nem inaugurar espaços com pompa e foguetes. Desenvolvimento é pensar em mobilidade, em sustentabilidade, em criar oportunidades para os jovens que, mal acabam os estudos, já têm a mala feita para Braga, Porto, Lisboa ou estrangeiro.

Quantos programas sérios existem para fixar talento cá? A receita tem sido sempre a mesma, palmadinha nas costas, um evento cultural aqui, um torneio desportivo ali, uma estreia de cinema… espera… cinema não, que isso em Barcelos ainda é só um sonho. E… siga. Só que isso não cria emprego qualificado, não atrai investimento inovador, não prepara o concelho para competir no século XXI neste mundo cada vez mais globalizado. O que Barcelos precisava era de pensar fora da caixa. Porque não criar um centro tecnológico, um verdadeiro laboratório de empreendedorismo e criatividade? Espaços de cowork, incubadoras de startups, áreas para investigação aplicada. Enfim, um “Silicon Valley à moda do galo”. Talvez assim conseguíssemos segurar os jovens empreendedores em vez de os ver partir em busca de ecossistemas mais dinâmicos.

Outro capítulo brilhante é o da regeneração urbana. Quantos edifícios devolutos, uns privados outros históricos, continuam ao abandono, cheios de potencial para cultura, turismo ou até habitação acessível? Dá-se um jeitinho aqui, um retoque acolá, corta-se a fita, fotografia para o jornal. Mas o resto fica ali, a desfazer-se em caliça, como se fizesse parte de um museu de “coisas que podiam ter sido”. Barcelos gosta de dizer que é cidade criativa, mas a criatividade parece aplicar-se apenas à forma de adiar as decisões difíceis.

E, claro, não podíamos deixar de falar da tão aguardada nova ponte sobre o Cávado. Um projeto desenhado por um arquiteto famoso, apresentado como símbolo do futuro e da modernidade de Barcelos. Até soa bem, não soa? Só há um detalhe curioso, o anúncio surge, invariavelmente, nas vésperas das eleições. Parece sempre aquele número de magia feito para distrair o público, mostra-se a maquete renderizada, fala-se da “ligação estratégica” e depois… silêncio durante anos. A ponte nunca sai do papel, mas serve para atravessar uma outra margem, a do voto fácil.

Depois há o ambiente. Ecologia tornou-se palavra da moda, aparece em discursos, em brochuras e até em hashtags simpáticas. Mas experimentar colocar Barcelos na rota da mobilidade elétrica, ou de corredores verdes planeados a sério, já é pedir demais. Continuamos com os mesmos pontos negros ambientais, o mesmo tratamento minimalista do Rio Cávado e, já agora, do Rio Neiva, sempre esquecido mas vital para o equilíbrio ambiental do concelho. E claro, a mesma filosofia de “deixa andar”, um lema tão barcelense como o galo.

Barcelos merecia mais, planeamento com visão, decisões que pensassem o futuro a 10, 15 ou 20 anos e não apenas até às próximas eleições. Projetos que colocassem o concelho no mapa não só pelas tradições que sempre tivemos (e que são valiosas), mas pela capacidade de inovar e gerar mudanças .

Mas, enquanto isso não acontece, continuamos a viver neste permanente ensaio geral, onde tudo parece estar “em andamento”. O problema é que o espetáculo nunca começa. E nós, os barcelenses, continuamos como espectadores silenciosos, a aplaudir entre suspiros e esperanças adiadas, segurando a promessa de um futuro melhor que insiste em fugir aos nossos olhos, enquanto a cena principal permanece sempre vazia.

Sub-19: Vitória SC vence SC Braga por 0-1

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© SC Braga
© SC Braga

O Vitória SC venceu o SC Braga por 0-19, em jogo da oitava jornada do Campeonato Nacional de Sub-19.

Ricardo Carreira, aos 23 minutos da partida, fez o único golo da partida através de cabeceamento.

O Vitória SC garantiu os três pontos na Cidade Desportiva, terminando a partida com menos um jogador após a expulsão de Afonso Sousa, já perto do apito final.

Braga: Francisco Gomes quer apostar na transparência e apoio social

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© LICAU - Lista Independente Continuar a União
© LICAU – Lista Independente Continuar a União

Francisco Gomes é candidato à União de Freguesias de Nogueiró e Tenões, em Braga, com a Lista Independente Continuar a União – LICAU.

“Com grande responsabilidade no campo social na gestão do lar da freguesia e na área desportiva. Prontificou-se a encabeçar o Grupo Independente na candidatura deste às eleições autárquicas do próximo dia 12 de Outubro, liderando uma equipa experiente, mesclada de juventude inovadora, para fazer o que ainda não foi feito”, informaram os membros da lista.

“A LICAU-Lista Independente Continuar a União é um Grupo suprapartidário composto por pessoas oriundas dos mais diferentes quadrantes e opções políticas, que têm como objetivo comum o desenvolvimento da sua terra e a melhoria das condições de vida da sua gente. Mantêm essa formula há anos com grande êxito naquilo que se tem proposto fazer, pois sabem que sendo os partidos políticos elementos preponderantes no sistema democrático são muito solícitos e visíveis nas freguesias em período de campanha, apagando-se quase sempre depois da campanha terminar. O nosso compromisso é com a continuidade, com a estabilidade e com o progresso que juntos construímos. Ao longo dos últimos anos, trabalhamos com dedicação e transparência para transformar a nossa união de freguesias num lugar melhor para todos. Acreditamos que o caminho percorrido é o certo e que é a chave para o futuro. A Lista Independente Continuar a União-LICAU não se candidata para começar do zero, mas para prosseguir com o trabalho que tem dado frutos, consolidando as conquistas e respondendo aos novos desafios, isto é: para fazer o que ainda não foi feito”, na construção de um futuro mais próspero, seguro e solidário”, comunicou.

A Lista Independente Continuar a União-LICAU pretende “apostar na participação cívica e transparência, proximidade e apoio social, sustentabilidade – qualidade ambiental, mobilidade, educação, cultura e desporto”.

Carlos Vicens: “A equipa está motivada para regressar aos triunfos”

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© SC Braga
© SC Braga

O SC Braga recebe, este domingo, às 18:00, o CD Nacional, em jogo da sétima jornada da I Liga. Na antevisão, Carlos Vicens, disse que a equipa “está motivada para regressar aos triunfos no campeonato” e “oferecer a vitória aos adeptos”.

A equipa está focada, motivada e sabe que tem um jogo muito importante. Uma partida onde sabemos que vamos ter um adversário pela frente que, apesar de estar na parte de baixo da tabela, já teve jogos complicados contra adversários difíceis, e por momentos colocou dificuldades a equipas como o FC Porto e o Sporting CP. Então sabemos que é um adversário que vai apresentar, com as suas armas, dificuldades aqui em Braga”, disse o treinador.

Eleições Autárquicas em Real. Uma oportunidade histórica. Uma única solução: Sérgio Gomes

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© Rui Milhão
© Rui Milhão

As próximas eleições autárquicas serão determinantes para uma mudança de paradigma. Há muito para fazer e outro tanto para reivindicar. Temas relacionados com os serviços públicos, a habitação, a saúde, a mobilidade, a educação, a juventude, o apoio a idosos e nos campos mais vastos da ação social, uma Junta de Freguesia não pode ficar de braços cruzados e assistir ao desinvestimento e a aniquilação do desenvolvimento socioeconómico e à melhoria da qualidade de vida dos seus habitantes.

Uma Junta de Freguesia só faz sentido existir se for capaz de ter poder de atuação efetivo, facilitando a vida dos cidadãos e não sendo apenas um órgão meramente burocrático. Devem servir os interesses da população local, executando e gerindo os serviços da freguesia, além de gerirem o seu orçamento e zelarem pelo cumprimento das decisões da Assembleia de Freguesia, que é o órgão deliberativo.

Para que as Juntas de Freguesia façam sentido, precisam de:

  • Ter capacidade de atuação: ter poder de decisão e execução de tarefas que realmente façam a diferença na vida das pessoas.
  • Prover serviços e facilitar a vida dos cidadãos: a sua função principal é atender aos interesses próprios da população residente, atuando como um elo direto entre os cidadãos e a administração local.
  • Serem um órgão executivo eficaz: A junta de freguesia é o órgão executivo, responsável por gerir os serviços e executar decisões por forma a dar uma resposta ambiciosa às necessidades mais urgentes que forem identificadas.

Mesmo longe da Freguesia que me viu crescer e apesar de estar completamente afastado da política ativa e assim desejar permanecer, este é um momento de exceção.

Quem, durante muitos anos lutou e sonhou, por uma perspetiva diferente para a sua Freguesia, não se pode contentar com o tão pouco de agora.

Perfilados os candidatos às próximas eleições autárquicas é altura de refletir e olhar a quem se apresenta. Quem desejam ter à frente do destino na freguesia nos próximos anos?

  • Um candidato que se usou de uma Associação para promoção própria, assegurando não ter interesses futuros e independência política, apresentando-se agora como candidato pelo PS.
  • Um candidato que teve já oportunidade de marcar a diferença, pois já foi eleito secretário da Junta de Freguesia, acabando ao fim de um ano e sem nunca ter tido participação ativa, que não fosse no final do mês ir reclamar a sua compensação financeira, acabando por renunciar ao mandato (CDU).
  • Um candidato que nos últimos anos foi um claro adepto, seguidor, simpatizante, defensor do atual executivo, acreditando agora que “é possível fazer diferente e melhor, devolvendo dinamismo e qualidade” invertendo um cenário do qual sempre foi protetor, não fosse até pelos laços familiares de quem teve responsabilidades políticas nos últimos anos. Não menos relevante, um candidato que no seio do PSD era tido como impensável e passou a solução de recurso uma vez que mais nenhuma se perfilou (Juntos Por Braga).
  • Ou um candidato com vasta experiência autárquica, que representa uma visão de futuro, que corta com um presente sem horizontes, fechado na repetição infindável de limites e pobre de humanidade.

Declaro, assim, apoio à candidatura do Sérgio Gomes, porque acredito na sua competência e dedicação à causa pública. Porque tem preservado a sua autonomia de pensamento e de posicionamento político enquanto cidadão e considera a política, não como uma atividade que degrada quem a pratica, mas como um ato de cidadania, um exercício ético e intransigente de serviço à comunidade.

Porque me revejo nos seus ideais de liberdade, justiça social, fraternidade e na grande importância que confere à educação e à cultura.

Pela sua personalidade humana, intelectual, cívica e pela necessidade de um olhar de esperança à medida das necessidades e das aspirações de todos, acredito que a candidatura do Sérgio Gomes pela Iniciativa Liberal, os princípios e os projetos que nela ancoram são a garantia e o motor da impulsão de um futuro mais agregador e estimulante, capaz de recolocar na agenda valores fundamentais como o desenvolvimento, os jovens, a educação, a cultura e as mais vastas urgentes questões sociais, não podendo, assim, ficar alheio a este seu ato de coragem.

A vida faz-se de escolhas. Façam as vossas cientes de que a qualidade humana dos que detêm a vara do mando determina a qualidade da política que se faz e da civilização que se constrói.

Póvoa de Lanhoso: Frederico Castro afirma que irá avançar com requalificação do campo de jogos em Monsul

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© PS
© PS

Frederico Castro, candidato do Partido Socialista à Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, referiu que foi irá avançar com a requalificação do campo de jogos do Grupo Desportivo de Monsul.

Para Frederico Castro, “o projeto representa um investimento relevante para a prática desportiva e para a vida comunitária, contemplando a instalação de um novo piso e a renovação integral dos balneários. O objetivo é proporcionar melhores condições para treinos, competições e formação de jovens atletas”.

O candidato socialista sublinha que “este investimento permitirá também equilibrar a distribuição de equipamentos desportivos no território, reforçando a coesão entre freguesias e assegurando à população da zona sul do concelho acesso a instalações mais modernas e seguras”.

Mais do que rostos conhecidos: o que se exige de um candidato autárquico

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© Paula Silva
© Paula Silva

É comum, em tempo de eleições autárquicas, vermos nas listas candidatos que são bem conhecidos na comunidade. São vizinhos, comerciantes, pessoas activas na vida local, com quem muitos de nós já nos cruzámos no dia-a-dia. E isso, naturalmente, faz sentido. A proximidade com a população e o conhecimento do território são características valiosas para quem se propõe a representar e a trabalhar em nome de todos. No entanto, esse factor, por si só, não é suficiente.

Estar próximo da população é importante, mas ser candidato autárquico exige muito mais. Mais do que reconhecimento local, é preciso ter vontade real de servir, disponibilidade efectiva para se dedicar ao cargo, assumir responsabilidades e, acima de tudo, demonstrar competência — tanto técnica como humana.

As autarquias não são meros espaços de representação, nem apenas entidades administrativas. São estruturas que decidem sobre áreas fundamentais da nossa vida: mobilidade, urbanismo, apoio social, educação, cultura, ambiente, entre tantas outras. Gerem recursos, organizam serviços essenciais, influenciam directamente a qualidade de vida dos cidadãos. Quem se candidata tem de estar preparado para tomar decisões, enfrentar desafios, resolver problemas concretos e, muitas vezes, lidar com a pressão e as limitações próprias da administração pública.

É, por isso, essencial que os candidatos tenham capacidade para compreender a complexidade dos desafios locais, pensar estrategicamente e tomar decisões informadas e equilibradas. A competência técnica assegura que os projectos sejam bem pensados, que os recursos públicos sejam aplicados com responsabilidade e que exista uma visão clara para o futuro da freguesia ou do concelho. Já a competência humana traduz-se na capacidade de ouvir, dialogar, trabalhar em equipa e manter o foco no bem comum, mesmo quando surgem interesses divergentes ou pressões externas.

Assim, quando olharmos para uma lista de candidatos e ao escolhermos quem queremos ver nas nossas autarquias, devemos ir além do nome ou do rosto conhecido. Devemos perguntar: esta pessoa tem verdadeiramente condições para assumir esta função? Está preparada, técnica e humanamente, para os desafios que aí vêm?

Escolher bem é um dever de todos. E, porque ser eleito é mais do que um título, aceitar o desafio de se candidatar com responsabilidade é uma missão nobre — que deve ser assumida com seriedade, dedicação, compromisso e respeito por todos.

SC Braga continua sem vencer na Liga BPI

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© SC Braga
© SC Braga

A equipa feminina do SC Braga perdeu frente ao CS Marítimo por 1-2, em jogo a contar para a terceira jornada da Liga BPI.

O CS Marítimo inaugurou o marcador por intermédio de Sissé, aos 30 minutos. As Gverreiras do Minho chegaram ao empate ainda antes do intervalo através de Malu Schmidt a converter com sucesso uma grande penalidade.

Aos 82 minutos, o Marítimo voltou a marcar, resultado que se manteve até ao apito final.

Braga: CDU quer áreas verdes e espaços de lazer em São Lázaro e São João do Souto

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© CDU
© CDU

A CDU, representada por João Baptista, candidato à presidência da Câmara Municipal de Braga, juntamente com o primeiro candidato à União de Freguesias de São José de São Lázaro e São João do Souto, Filipe Gomes, e outros membros da lista da freguesia, fez um encontro e visita com a Associação de Moradores da Quinta Capela.

De acordo com o partido, a iniciativa teve como objetivo “auscultar os problemas concretos dos residentes nesta zona residencial da da União de Freguesias”.

“Entre as situações identificadas verifica-se o atraso na execução da obra de requalificação do ringue de futebol, que se encontra vedado com rede com bases de betão, com o intuito de proibirem o acesso ao ringue e darem início à obra, mas já se passaram vários meses, e nem obra nem usufruto do ringue pelas crianças e jovens que continuam a aguardar pela conclusão da obra.   Na praça Dr. Francisco de Araújo Malheiro, igualmente, o parque infantil foi recentemente requalificado, o que se valoriza, mas não foram tomadas em conta as especificidades das várias etapas de crescimento das crianças, pois os equipamentos são em número diminuto e são apenas direccionados para as crianças até aos 4 ou 5 anos, o que afasta o interesse das restantes crianças no usufruto do parque infantil”, refere a CDU.

O partido sublinha que “a população aguarda ainda o reposicionamento dos bancos de jardim nas proximidades do parque infantil, além da retirada da instalação artística, que ocupa uma área verde do parque e que denota falta de segurança e estabilidade na estrutura dos muros constituídos de blocos de cimento desta instalação, potenciando a eventualidade de um acidente envolvendo os utilizadores do parque, em especial as crianças”.

A visita permitiu ainda, de acordo com a CDU, “auferir que os passeios dos arruamentos têm uma manutenção e ceifa deficitária, pois os serviços camarários apenas exercitam uma atuação reativa, sendo após queixa a sua atuação, quando esta devia ser uma acção vigilante e proativa”.

“A iluminação pública na rua das Forças Armadas é insuficiente, carecendo de luminárias num dos quarteirões habitados. Além disso, são necessárias luminárias de meia altura, pois as copas das árvores tapam parcialmente a projecção de luz para os passeios. Uma referência ainda à zona 30, recentemente implementada, mas que carece da sobre-elevação das passadeiras, assim como outras medidas de limitação da velocidade, no espaço circundante à praça”, finalizou.

Rui Rocha: “Propomos investir um milhão de euros por ano em segurança para os bracarenses”

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© Angélica Antunes
© Angélica Antunes

O concelho de Braga prepara-se para ir a eleições e eleger o seu terceiro presidente em democracia. Rui Rocha é o candidato da Iniciativa Liberal à Câmara Municipal de Braga. Licenciado em Direito, tem 55 anos e foi eleito deputado por Braga à Assembleia da República em 2022, tendo sido reeleito nas legislativas de 2024 e 2025. Foi líder da Iniciativa Liberal entre 2023 e 2025.

O que motivou a sua candidatura à Câmara Municipal de Braga?

Há três razões fundamentais. A primeira é o potencial do Município, que eu acho que é extraordinário. A segunda é considerar que sou a pessoa certa para desenvolver esse potencial. E a terceira é o conjunto de candidatos que estavam em presença, que na minha opinião não são os candidatos adequados a desenvolver esse potencial, nomeadamente no que diz respeito ao candidato do PS, muito ligado ao passado, a Mesquita Machado, ao José Sócrates, e o candidato do PSD, que eu creio que também representa o pior do presente, porque será provavelmente o pior vereador do elenco de Ricardo Rio.

Que balanço faz destes 12 anos da coligação Juntos por Braga à frente da Câmara Municipal?

Eu quero ser justo. Não quero fazer aqui acusações ou dirigir palavras que não sejam justas. Eu creio que a situação que encontraram era uma situação difícil. Creio que, do ponto de vista financeiro, houve um trabalho feito no sentido da recuperação da Câmara, mas depois, a partir de certa altura, esse trabalho estagnou e ficou muito aquém daquilo que eram as promessas e os desejos dos bracarenses.

Portanto, creio que precisamos mesmo de um tempo novo, de um tempo diferente, em que essa ambição que tem faltado, essa coragem que tem faltado para catapultar Braga para uma dimensão completamente diferente se possa encontrar, e é essa visão e essa ambição que eu quero protagonizar.

Na sua ótica, quais as principais necessidades do concelho? Quais são os principais problemas que Braga enfrenta atualmente e como os pretende resolver?

Isso está muito ligado ao o que acabei de dizer, ou seja, o Executivo de Ricardo Rio ficou muito aquém de vários problemas que era preciso resolver.

Um deles é a mobilidade. Creio que todos concordamos que há hoje um problema sério de mobilidade em Braga, muitas das promessas feitas não avançaram, a Variante do Cávado não existe, as soluções de transporte público prometidas também não avançaram e, portanto, Braga ficou para trás nessa matéria.

Outro problema sério é claramente a habitação. A cidade cresceu, temos cada vez mais pressão do ponto de vista dos custos e precisamos, de facto, de mais casas em Braga, trazer mais investimento para que os bracarenses possam ter mais opções para a habitação.

Por último, eu identificava aqui também como um desafio a questão da segurança. Braga ainda é uma cidade segura, não faz sentido alarmar as pessoas, mas com o crescimento e com a evolução de certos fenómenos ligados a uma criminalidade mais organizada, nós temos que estar muito atentos a esta questão e é por isso que temos, por exemplo, uma proposta de um investimento adicional de 1 milhão de euros por ano em segurança para os bracarenses.

Caso for eleito, o que pretende mudar no concelho nos próximos quatro anos?

A visão que queremos trazer para Braga é, olhando para a mobilidade, lançar um conjunto de investimentos que são absolutamente terminantes, que não vão estar disponíveis amanhã, mas que é preciso começar desde já a estruturar. O primeiro deles é a questão do TGV. Nós temos que ter uma estação do TGV tão próxima quanto possível do centro da cidade. Isso é uma condição absoluta para o sucesso da operação do TGV.

Nós temos que ter também uma visão para uma década e, nessa visão para uma década, lançar as bases do que será o futuro metro de superfície para Braga, que é também absolutamente determinante. Temos que olhar para o serviço de autocarros públicos e, ao contrário da proposta que faz, por exemplo, o candidato do PSD que quer trazer a gratuitidade para todos, nós dizemos que a gratuitidade deve existir para os que precisam. O foco tem que ser na melhoria do serviço, da frequência, da pontualidade do serviço e, portanto, estas são algumas questões em termos de mobilidade.

Na habitação, queremos lançar um projeto para desafiar investidores para virem para Braga e nos trazerem mais casas com uma visão de desenvolvimento urbanístico a Norte puxada pela Variante do Cávado, a Oeste puxada pela nova estação do TGV, mas o investimento vai para os sítios que oferecem uma visão e, se nós não tivermos essa visão para a cidade, o investimento vai para outros sítios.

Nós queremos trazer esse investimento. Queremos dizer que Braga tem uma visão, tem um projeto urbanístico de excelência para toda a cidade e para essas áreas de desenvolvimento e, portanto, com isso atrair investimento para que haja mais habitação e habitação mais acessível para os bracarenses.

Quais as propostas do seu partido para os mais jovens?

A ideia que queremos transmitir é que Braga tem de ser a capital do Norte. É essa a nossa visão e a nossa ambição. Para sermos a capital do Norte, nós temos que ser capital em várias áreas.

Na segurança, já falei do tal investimento de um milhão de euros que se vai traduzir no reforço dos operacionais da Polícia Municipal e na criação do novo posto da Polícia Municipal junto à Universidade do Minho para que a Polícia Municipal trabalhe 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano.

Nós queremos trazer esse investimento e essa visão para a área da mobilidade com soluções de elevada capacidade para o futuro de Braga em termos de transporte público, queremos trazer mais casas, tudo isto faz parte de uma ideia também para tornar Braga a capital da qualidade de vida.

Essa é a proposta que temos para os jovens. Estamos a construir cidades, estamos a construir municípios para amanhã, mas sobretudo para aqueles que hoje são jovens e que quiserem fazer a sua vida em Braga.

E para os seniores? Existem propostas?

Para os seniores nós temos uma ideia de que há muitas coisas no Estado que neste momento não funciona, no Estado Central, e a obrigação do Município, nos casos em que o Estado Central não funciona, o Município prestar serviço, e isso leva-me a um exemplo concreto.

Hoje em Braga, na Unidade Local de Saúde, mais de 60% das consultas são feitas fora do prazo legalmente previsto para o efeito. Isso é um problema para os mais idosos, que não têm um acesso à saúde, nomeadamente os mais desfavorecidos. Portanto, uma das primeiras medidas que avançaremos é com um seguro de saúde para que os mais idosos, os mais carenciados, não fiquem à porta de um hospital, à porta de um centro de saúde, ou da espera de uma consulta, e possam ter essa consulta através de um seguro que será suportado pelo Município. É um investimento que vale a pena para os nossos idosos.

Que mensagem quer deixar aos eleitores do concelho de Braga?

Quero dizer aos eleitores do concelho de Braga que apresento uma visão, apresento uma ambição. Estou firmemente convencido que nós temos todas as condições, as pessoas, a história, a tradição, a cultura, o território, para sermos a capital do Norte.

Quero convidar os bracarenses a acompanhar-me para construirmos juntos esta nova ideia de Braga como capital do Norte, desafiando o Porto, e dizendo que nós somos capazes de fazer melhor do que qualquer um em Portugal.