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Ricardo Silva: “Queremos fazer de Braga a cidade do bem-estar e da qualidade de vida”

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© Angélica Antunes
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O concelho de Braga prepara-se para ir a eleições e eleger o seu terceiro presidente em democracia. Ricardo Silva é o candidato independente à Câmara Municipal de Braga pelo movimento “Amar e Servir Braga”. Com 44 anos, é licenciado em História e Arqueologia e é presidente da Junta de Freguesia de São Victor desde 2013, tendo sido reeleito em 2021 como independente.

O que motivou a sua candidatura à Câmara Municipal de Braga?

Eu diria que um exercício à frente da Junta de Freguesia de São Victor é sempre uma boa escola para perceber os problemas da cidade, perceber aquilo que afeta diretamente todos os cidadãos. Sendo que, eu diria que a coligação Juntos por Braga, aquela que é hoje candidata à Junta de Freguesia, acaba por justificar o aparecimento deste movimento de cidadãos. Uma candidatura a uma Junta de Freguesia que diz que é preciso trazer mais investimentos que ficou por fazer no Município, na Junta de Freguesia e que agora a Junta também precisa de mais delegação de competências, prova, de facto, que o Município não teve uma atuação igualitária para a Junta de Freguesia, mas teve uma política discriminatória e não tratou de todos por igual.

E, portanto, quanto mais não fosse, até por esta experiência de ter passado e ter vivido esse ato discriminatório, essa ausência de visão para a Junta de Freguesia, é para nós um perentório que emerge uma candidatura por parte dos cidadãos para tratar o território como um só e de forma coesa.

Que balanço faz destes 12 anos da coligação Juntos por Braga à frente da Câmara Municipal?

Eu diria que há aqui duas avaliações a fazer e bastante diferentes. Durante o primeiro mandato, os primeiros quatro anos foram, de facto, bastante profícuos naquilo que seria o desenvolvimento de cidade.

Nós hoje ainda temos a felicidade de saber, grande parte dos cidadãos sabem quem é o presidente da Câmara, sabiam quem eram os vereadores, sabiam quais eram as políticas que estavam a ser instituídas, mas a partir de meados do segundo mandato e este terceiro, notou-se aqui um declínio naquilo que são as opções de cidade. Percebeu-se a ausência de estratégia para o nosso território e percebeu-se que a política, conforme havíamos sido habituados no primeiro mandato, estava-se a degradar.

Não sei se de forma mais sobranceira, de forma mais nobre, de forma mais distante da população, e não basta obviamente fazer festas e andar na rua para dizer que há proximidade. A proximidade envolve outros preceitos e, portanto, achamos que o balanço neste último mandato é um ónus pesado para quem esteve em exercício na cidade. Obviamente que é com isto que nós não vivemos e, portanto, também temos que encontrar aqui políticas que vão ao encontro das necessidades da cidade e por isso é que achamos que o balanço é dividido em bom e mau.

Na sua ótica, quais as principais necessidades do concelho? Quais são os principais problemas que Braga enfrenta atualmente e como os pretende resolver?

Braga cresceu muito na década de 80 e 90, precisamente fruto daquilo que seria um movimento espontâneo de desenvolvimento da cidade, e aí Mesquita Machado terá feito o melhor que sabia e que conseguiu, mas não teve uma visão planeada de cidade. A verdade é que a cidade foi crescendo, mas um bocado de forma desorganizada, de forma aleatória e hoje recebemos os constrangimentos que isso traz, porque já neste exercício de governação de Ricardo Rio, percebemos que aumentou a população mas em cima das mesmas infraestruturas que vinham da década de 80 e de 90. O que é que isto faz? Faz acontecer que há aqui uma sobrecarga na nossa cidade que vai além dos limites do aceitável.

Há hoje um desgaste muito grande do espaço público. Nós percebemos que hoje há um aumento de trânsito, há um aumento de lixo, há um aumento dos preços da habitação, há uma dificuldade de aceder aos lugares de creche, aos lugares das estruturas residenciais para as pessoas idosas e vemos também aquilo que é hoje o decrescimento de uma cidade, que é, por exemplo, ter mais pessoas a dormir na rua. Nós hoje conseguimos identificar vários problemas.

Sejamos realistas, não há uma varinha mágica capaz de resolver todos os problemas de uma vez e de uma só vez. Isto exige planeamento, exige implementação de estratégias, e se há coisas que nos podem parecer hoje mais óbvias, como soluções para a mobilidade, soluções para a habitação, há outras matérias que vão exigir aqui outra profundidade, outra reflexão e chamar também os parceiros, nomeadamente na parte da associação social, na parte da educação, na parte da coesão territorial. Portanto, estou convencido que nós, ao longo destes próximos dias, iremos apresentar as nossas propostas de solução para todos estes temas e granjear a simpatia e a confiança da população de Braga.

Caso for eleito, o que pretende mudar no concelho nos próximos quatro anos?

A nossa primeira demanda é reorganizar os serviços municipais. É preciso, num espécie de coloquialismo, dizer que é preciso “arrumar a casa”. Hoje a Câmara não obedece a uma imagem corporativa. Muitas vezes os cidadãos deslocam-se à Câmara e vão falar com alguém do ambiente, com alguém do pelouro da cultura ou com alguém do urbanismo. Isto não é uma imagem corporativa que se queira para uma entidade pública. A entidade pública, ainda por cima, também tem que ser um bom pagador.

Hoje, quando nós vamos às coletividades ou visitamos empresas, sabemos que o Município está a pagar a seis meses, a nove meses, e as empresas e as associações precisam, obviamente, de uma instituição que seja credível, confiável e que pague a tempo certo. Ninguém vive a dar e vender. Portanto, se há compromissos e se há dinheiros públicos, têm que estar disponibilizados logo que acabe o serviço ou dentro de um período razoável após o serviço.

Aquilo que nós queremos é pôr uma “casa arrumada”, uma casa de contas certas e começar nestes próximos quatro anos a desenvolver os projetos que depois serão executados nos próximos mandatos, se a população assim confiar em nós.

Quais as propostas do seu partido para os mais jovens?

Temos muitas, mas posso dizer que temos uma que pode não ser a mais popular de todas, que é precisamente uma reorganização daquilo que devem ser os movimentos festivos da cidade. Nós acreditamos que o Município tem um papel de responsabilidade social e essa responsabilidade social deve obedecer um plano para a juventude, para o bom crescimento. A boa educação da juventude não pode assentar-se somente em festas onde se promove o consumo do álcool e de forma irresponsável e de forma desregrada. Na Noite Branca, muitas vezes, temos adolescentes de 14, 15 e 16 anos a consumir álcool em excesso e ninguém se preocupa em pedir bilhetes de identidade ou perceber se estão acompanhados pelos pais.

Isto não é uma forma aceitável de um Município promover as suas atividades festivas. Tem que haver responsabilidade social. Nós daqui poderíamos até hipotetizar porque é que o parceiro de um Município tem que ser uma cervejeira quando poderia ser até uma companhia de água.

Nós podemos levantar estas questões, mas dizer-vos que tem que haver uma reorganização das festas e com isto não estou a dizer que vamos acabar com as festas. As festas são precisas para a descompressão social, para promover o convívio, mas achamos que tem que haver aqui um compromisso pedagógico e social. Portanto, vamos reorganizar os eventos festivos e depois temos aqui eixos que têm que acertar muito na empregabilidade e na qualificação jovem.

Nós hoje, não nos compensa estar a fomentar a educação académica para um determinado setor se ele não tiver empregabilidade. Portanto, também temos que perceber hoje quais são as necessidades do nosso concelho, também para potenciar a empregabilidade e a empregabilidade qualificada. Temos que ter aqui o IEFP, os gabinetes de inserção profissional e as escolas técnicas, as profissionais, e este caráter geral como parceiros sociais.

Precisamos, obviamente, não só de reformular o acesso ou a maior facilidade na mobilidade, porque hoje sabemos que há jovens que podem deslocar-se em Braga de transporte público, de viatura particular, de bicicleta ou de trotinete, mas hoje a cidade é perigosa, sobretudo para os modos suaves. Quem se desloca e quem escolhe deslocar-se em bicicleta ou em modos suaves ou em transporte público tem que conseguir aceder, ou tem que sair do seu ponto de partida, e aceder ao seu destino de forma confiável e de forma segura.

Depois, temos que perceber como é que nós conseguimos ser um elemento transformador no eixo do mercado habitacional, porque nós hoje temos jovens a quererem se autonomizar e a não conseguir, porque um jovem em início de carreira não consegue pagar as rendas como elas estão ou mesmo assegurar uma prestação de uma casa.

Portanto, aquilo que nós queremos é que o Município também tenha um papel preponderante no mercado da habitação, sobretudo para conseguir potenciar aquilo que são as habitações a custo controlado, democratizando a acessibilidade à habitação. Portanto, nós estamos convencidos que temos propostas para ir ao encontro destas necessidades.

E para os seniores? Existem propostas?

Os seniores são uma matéria igualmente sensível como os jovens porque nós, muitas vezes, tendemos a falar para os seniores do ponto de vista do acesso aos lares ou às estruturas residenciais para as pessoas idosas.

Nós hoje sabemos que temos uma falta de oferta também a custos que sejam acessíveis para as famílias e temos de não correr o risco de ter um sénior que muitas vezes entra numa vaga do Estado Social e vai parar a um lar ou a uma estrutura residencial a Vieira do Minho.

Temos que ter outro tipo de atuação para evitar que os nossos seniores sejam descolocados e sejam colocados até em outras estruturas residenciais. Portanto, é necessário encontrar mais estruturas residenciais vagas, mas também é preciso promovermos o envelhecimento ativo, seja com exercício físico, seja com trabalhar a motricidade fina. É preciso trabalhar estas questões como o Município tem vindo a fazer, como a Academia Sénior. É importante, mas também é importante promovermos aqui, não só os cuidados de saúde básicos, e em primeira instância à população sénior, porque muitas vezes começam-se a isolar e, portanto, deixam de aceder muitas vezes aos seus cuidados primários de saúde. É preciso termos equipas que vão ao encontro dessas pessoas.

Uma das questões que muito nos preocupa, e que também experienciámos logo na pele, é precisamente a ausência de retaguarda familiar e o isolamento sénior. Há a ausência de retaguarda familiar por parte de alguns seniores e isso promove muito o isolamento social. Foi por isso que nós fizemos a Ceia de Natal em São Victor, tivemos de estimular esta familiaridade, este cuidar do próximo. Nós precisamos disso, precisamente tendo equipas que vão às casas das pessoas, fazer este levantamento e perceber que tipo de medidas é que nós também podemos estimular para quebrar esse isolamento. Há muitas pessoas que vão criticando, por exemplo, os convívios seniores na Malafaia, mas são essenciais precisamente para retirar as pessoas de casa.

Nós temos que ter aqui uma transversalidade de ações destinadas ao público sénior, sempre nesta ótica de cuidar da pessoa que, sobretudo em final de vida, merece dignidade, merece este cuidado e merece obviamente que políticos tenham este cuidado e esta proximidade.

Que mensagem quer deixar aos eleitores do concelho de Braga?

Eu diria que votar em Amar e Servir Braga é um voto de confiança seguro. Nós, a partir de agora, vamos ouvir provavelmente os dois principais partidos a dizer que é preciso apelar ao voto útil, mas o voto útil não se faz votando naqueles que se mostraram incapazes de corrigir os problemas do passado ou que ajudaram até a construir mais problemas em cima dos problemas que já existiam.

O voto útil é aquele que deve ser visto como o capaz de resolver os problemas e ajudar a construir soluções, e nós hoje temos uma equipa que está à vista de todos.

Nós somos a única candidatura que colocou os outdoors com a equipa das 11 pessoas propostas a vereadores precisamente para poderem analisar o seu nome, o seu currículo, o seu passado e mostrar que esta equipa é melhor que todas as outras porque tem mais experiência, porque tem mais conhecimento, porque tem muita vontade de fazer mais e melhor, usando até um chavão aqui de uma outra candidatura. Nós estamos convencidos que conseguimos fazer mais e melhor do que outras forças partidárias porque move-nos este grau de humanismo, esta vontade de humanizar a política e esta vontade de fazer diferente.

Fazer diferente não é apontar para as estrelas e dizer que vamos ser a capital do Norte. Não, nós só queremos ser a cidade do bem-estar e da qualidade de vida e se formos uma cidade feliz, seremos obviamente a melhor força política para o conseguir.

Juntos por Braga apresentam equipa à União de Merelim São Pedro e Frossos

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© Juntos por Merelim São Pedro e Frossos
© Juntos por Merelim São Pedro e Frossos

A coligação Juntos por Braga vai apresentar a sua equipa à União de Freguesias de Merelim São Pedro e Frossos, liderada por Adélia Silva.

A iniciativa acontece no sábado, 4 de outubro, às 15:00, junto à Capela de Santo António, em Frossos. A apresentação contará com a presença do candidato à Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues.

“É um convite que lançamos a toda a população, para que nos venham conhecer, e principalmente, conhecer o nosso projeto para a freguesia. Este é também um momento para que as pessoas se possam informar, para que no dia 12 de outubro possam fazer a sua escolha de forma consciente”, afirma Adélia Silva.

“Será um momento de muita festa e celebração. Teremos música, comida e bebida, e claro, muita alegria. Vamos apresentar a nossa equipa com entusiasmo e convidamos todos os Frossoenses e Merelinenses a estarem presentes”, reforça a candidata.

Guimarães promove Caminho de Torres como destino jacobeu de referência

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© CM Guimarães
© CM Guimarães

Guimarães vai reforçar a sua presença no panorama internacional dos percursos jacobeus ao promover o Caminho de Torres, um itinerário que cruza o território vimaranense, durante as comemorações do Dia Nacional do Peregrino, nos dias 12 e 13 de outubro.

A iniciativa, que se desenrolará em Santiago de Compostela, pretende “dar maior visibilidade às etapas que atravessam o concelho e posicionar Guimarães como paragem obrigatória para os peregrinos que percorrem o trajeto desde Salamanca até à catedral de Santiago”.

O programa arranca a 12 de outubro com uma ação na Praça do Obradoiro, junto à catedral. Peregrinos e visitantes serão surpreendidos com brindes e informação sobre o percurso, numa dinâmica de proximidade que procura despertar a curiosidade e o interesse pela passagem em Guimarães.

O momento central acontece a 13 de outubro, às 11:30 (hora local), na Loja Interativa de Turismo da Entidade Regional Turismo Porto e Norte, em Santiago de Compostela. Ali será apresentada à imprensa espanhola, operadores turísticos e público em geral a nova estratégia de promoção do Caminho de Torres, acompanhada pela exibição de um vídeo promocional e do mapa com os pontos de interesse em Guimarães.

Além das etapas jacobeias, o vídeo destaca o património histórico, cultural e gastronómico da cidade, incentivando os peregrinos a prolongar a sua estadia e a viver uma experiência mais completa. Para reforçar essa ligação, haverá ainda uma prova de vinhos e doces tradicionais vimaranenses.

Na tarde de 13 de outubro terá lugar uma nova ação na Praça do Obradoiro, consolidando a presença de Guimarães no coração de Santiago.

Arrendar casa em Braga ficou 6% mais caro em setembro

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Os preços das casas para arrendar em Portugal aumentaram 4,1% em setembro, face ao mesmo mês do ano anterior. Segundo o índice de preços do idealista, arrendar casa tinha um custo de 16,9 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de setembro, tendo em conta o valor mediano. Em Braga subiram 6%.

O preço das casas para arrendar subiu em todas as capitais analisadas. As maiores variações anuais verificaram-se em Viana do Castelo (23,8%), Bragança (19,8%), Viseu (16,5%), Santarém (12,4%), Leiria (11,9%,) Castelo Branco (11,2%) e Coimbra (11%). Seguem-se Funchal (8,1%), Setúbal (8%), Braga (6%), Évora (5,1%), Porto (4,2%), Aveiro (3,4%) e Lisboa (1,8%).

Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro arrendar casa, com 22,5 euros/m2. Porto (18,1 euros/m2) e Funchal (15,4 euros/m2) ocupam o segundo e terceiro lugares, respetivamente. A seguir surgem Setúbal (13 euros/m2), Coimbra (12,6 euros/m2), Évora (11,8 euros/m2), Aveiro (11,7 euros/m2), Braga (9,9 euros/m2), Viana do Castelo (9,6 euros/m2), Santarém (9,4 euros/m2) e Leiria (9,2 euros/m2).

Já as cidades mais económicas para arrendar uma habitação são Bragança (7,1 euros/m2), Castelo Branco (7,3 euros/m2) e Viseu (7,9 euros/m2).

Carlos Vicens: “A equipa quer mostrar uma versão diferente em relação ao último jogo”

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© SC Braga
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O SC Braga joga, esta quinta-feira, às 17:45, frente ao Celtic, na Escócia, em jogo a contar para a segunda jornada da Fase de Liga da Liga Europa. Carlos Vicens disse que a equipa quer mostrar uma versão diferente em relação ao último jogo e conquistar três pontos.

“Preparámos o jogo em tudo e vimos o que Celtic pode fazer. Este ruído à volta da equipa, temos de nos focar no que podemos fazer e usar as nossas armas para podermos competir. Sabemos que o Celtic tem uma tradição europeia muito importante. É verdade que perderam a liderança do campeonato escocês, mas a competição só começou agora. Nós trabalhámos para que a equipa mostre a versão que tem de mostrar, que não oferecemos no último jogo. Essa última versão não podemos repetir. Temos de ver uma versão de Braga com muita força e vontade de ganhar, para tentar um bom resultado e ganhar o encontro”, afirmou o treinador do SC Braga.

PAN Famalicão quer assistente municipal para ajudar pessoas idosas

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No Dia Internacional do Idoso, o PAN Famalicão lembrou que “a comunidade não deve ser vista como gavetas independentes”. 

“No geral, e em particular no nosso concelho, a população idosa tende a representar uma parcela significativa. Assim, teremos de garantir políticas integradas que permitam respostas adequadas aos desafios locais e, por isso, propomos a criação do Conselho Municipal Intergeracional, já anunciado, que nasce precisamente da necessidade de interligar gerações”, refere o partido. 

O PAN propõe a criação da figura do “assistente municipal para a pessoa idosa”, criando equipas de proximidade à população mais vulnerável; combatendo o isolamento e garantindo respostas sociais de inclusão; permitindo proceder à identificação das principais áreas que a população mais idosa regista mais limitações ou dificuldades e fazer corresponder as respectivas respostas; criando equipas multidisciplinares de apoio psicológico, cuidados saúde e outros e a criação de um projeto intitulado “Memória Ativa: Idosos que inspiram jovens, com vista à promoção de ciclos de conferências que permitam a partilha de histórias e experiências e o lançamento de um Programa Intergeracional de Formação”.

”O idadismo, que é o preconceito contra pessoas mais velhas, ainda é um problema presente na nossa sociedade. Muitos idosos são vistos como ultrapassados ou incapazes, quando na verdade possuem uma vasta experiência e conhecimento que podem e devem ser respeitados. Com o devido apoio e reconhecimento, a população idosa pode continuar a contribuir ativamente em diversos setores, enriquecendo a vida comunitária e transmitindo conhecimento para as próximas gerações”, refere a candidata à Câmara de Famalicão, Sandra Pimenta.

Braga assinala centenário do mestre Carlos Paredes com espetáculo audiovisual inédito

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Braga vai assinala o centenário do mestre da guitarra portuguesa, Carlos Paredes, com o projeto “Paredes-Meias”.

Artistas de todas as idades juntaram-se numa residência artística no Mercado Municipal de Braga para explorar o legado do guitarrista através de música, imagem e experimentação.

O resultado desta cocriação será apresentado num espetáculo audiovisual inédito no dia 4 de outubro, às 21:30, no antigo quartel dos Bombeiros Voluntários de Braga, no Largo Paulo Orósio.

Braga assinalou Dia Nacional da Água com apresentação de livro nas Sete Fontes

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© AGERE
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O Parque das Sete Fontes, em Braga, foi palco da apresentação do livro “Quando as Fontes Cantam”, de Adriana Moreira e Hugo Direito Dias, com ilustração de Patrícia Ferreira. Produzida pela AGERE, em parceria com a Academia de Teatro Tin.Bra, a obra foi apresentada através de uma visita encenada que transformou este espaço emblemático num cenário vivo e sensorial.

A iniciativa assinalou o Dia Nacional da Água, celebrado a 1 de outubro, levando dezenas de crianças e o restante público presente a descobrirem as Sete Fontes sob uma nova perspetiva que uniu literatura, teatro e educação ambiental.

A dramaturgia e encenação ficaram a cargo de Reynaldo Barreto Lisboa, que, inspirado na obra homónima, conduziu o público por um percurso onde a narrativa ganhou corpo e voz com as interpretações de Ana Paula Leite e Tiago Guimarães.

O espetáculo seguiu um grupo de crianças em passeio escolar que conhece um grilo falador apaixonado por cantar e contar histórias. Ao longo do caminho, os visitantes foram convidados a ouvir e a sentir a “sinfonia” das águas, onde se cruzam as vozes das fontes, dos grilos e dos elementos naturais para transmitir uma mensagem de amor e respeito pelo planeta.

Para além de promover a leitura e a criatividade, esta obra destaca a importância do património hídrico e cultural das Sete Fontes e sublinha a relevância da água na vida quotidiana, sensibilizando as novas gerações para a sua preservação.

Eduardo Oliveira quer construir Multiusos em Famalicão

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© PS Famalicão

Eduardo Oliveira, candidato socialista à Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, apresentou hoje um projeto para a criação de um novo multiusos, em Ribeirão, junto ao parque de estacionamento do Central Park. 

“O equipamento funcionará como um polo dinamizador e de afirmação do concelho a nível regional, nacional e internacional, capaz de ampliar a participação de novos públicos, dinamizar a atividade artística e o emprego, e potenciar o turismo cultural. Esta escolha não é por acaso. Queremos aproveitar os novos acessos criados pela Variante à EN14 – uma obra de um governo do Partido Socialista – e valorizar o potencial desta vila, que tem uma forte identidade industrial e desportiva”, explica Eduardo Oliveira.

O candidato socialista sublinha que “este equipamento não será apenas um espaço desportivo, mas também cultural e económico, funcionando como um verdadeiro motor de dinamização para todo o concelho. O Multiusos será uma infraestrutura moderna e versátil, capaz de acolher grandes eventos e de afirmar Vila Nova de Famalicão como uma referência regional e nacional”.

Ao nível da cultura, Eduardo Oliveira tem como “principais eixos a salvaguarda do património cultural, a modernização e qualificação das estruturas culturais, a criação de incentivos à criação artística e à educação cultural, a promoção do concelho como destino cultural de referência e o fortalecimento da governança cultural”.

Entre as medidas propostas, pretende “a criação do Ecomuseu Municipal e da Rede Municipal de Sítios Arqueológicos, a candidatura do conjunto arqueológico das Eiras a Património Cultural da Humanidade e a valorização de locais de interesse patrimonial, como a Fonte dos Pelames e o lavadouro da Travessa dos Eixidos”. O programa autárquico inclui também “a salvaguarda do património imaterial, a reestruturação da Rede Municipal de Museus e a instalação definitiva do Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave, bem como o reforço do papel do Conselho Municipal da Cultura e o apoio ao tecido associativo”. 

Quanto ao desporto, “a promoção da prática desportiva para todos, o desenvolvimento e qualificação das infraestruturas desportivas e o apoio ao associativismo” estão entre as bandeiras do candidato.

Eduardo Oliveira enumera “propostas como o desenvolvimento de um Plano Municipal do Desporto e da Atividade Física, o fortalecimento do desporto escolar, a criação de um Centro de Recursos para o Desporto Adaptado e de programas de desporto adaptado para idosos e pessoas com deficiência”. No campo das infraestruturas, pretende “criar uma rede municipal de desporto ao ar livre, requalificar e modernizar as Piscinas Municipais e o Estádio Municipal, otimizar equipamentos desportivos com foco na sustentabilidade e expandir rotas pedonais e cicláveis”.

Já no campo da juventude, Eduardo Oliveira destaca “a importância da participação cívica e associativismo qualificado, educação, empregabilidade e empreendedorismo, cultura, desporto e bem-estar e habitação e mobilidade”.

O candidato propõe “o reforço do Conselho Municipal de Juventude, a consolidação do Orçamento Participativo Jovem, a criação de um Hub de Talentos Jovem, articulando formação em soft skills e literacia digital com estágios e programas de primeiro emprego”. Além disso, quer reforçar “o apoio à saúde mental, criar uma rede municipal de espaços de juventude e implementar programas de voluntariado jovem”. Pretende, ainda, lançar “a Academia Municipal de Liderança e Cidadania Jovem, com programas em liderança, associativismo, competências digitais, sustentabilidade e empreendedorismo”.

PS Barcelos quer “devolver confiança aos barcelenses”

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© PS Barcelos
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O Partido Socialista (PS) de Barcelos apresentou as linhas gerais do programa eleitoral com que se apresenta às próximas eleições autárquicas de 12 de outubro.

A candidata à presidência da Câmara Municipal, Armandina Saleiro, deixou claro que “o PS tem um projeto sólido para devolver a Barcelos a ambição e o dinamismo que o atual executivo retirou ao concelho nos últimos quatro anos”.

“Este é um programa construído com os barcelenses, de freguesia em freguesia, ouvindo autarcas, associações e cidadãos. É um programa que responde aos problemas concretos da população e que projeta Barcelos para o futuro”, afirmou a candidata.

Entre as “medidas prioritárias”, o PS Barcelos propõe “uma maior autonomia das freguesias através do aumento do protocolo de apoio às juntas de freguesias para 300%”.

Carlos Brito, candidato à Assembleia Municipal, afirmou que “este é o momento certo para dar ainda mais capacidade aos presidentes de Junta”, conferindo com este aumento “mais capacidade, visibilidade e dignidade à figura do presidente de Junta para poder fazer obra junto das suas populações”.

Nuno Martins, mandatário da candidatura e deputado municipal, recordou que “nas últimas Assembleias Municipais foram aprovados subsídios de alguns milhões de euros para algumas juntas de freguesia”, sublinhando que esses “foram deliberados para serem pagos em 2026 já com outro executivo em funções e sem que houvesse cabimentação do mesmo, pois esse orçamento ainda não está em vigor”. “Verificamos aqui a audácia do atual presidente de Câmara ao inovar, atribuindo subsídios a crédito aos presidentes de junta”, ironizou o socialista.

O PS mostrou oposição quanto “à contratação, por quatro milhões de euros e sem concurso público, do projeto de uma nova ponte sobre o Cávado”.

“Este tipo de decisões políticas revelam irresponsabilidade e muito pouco transparência, num regresso a uma ideia que remonta ao ano de 1999 e que tinha sido pensada por anteriores executivos do PSD”, ressalvam os socialistas.

O PS de Barcelos prometeu ainda “um plano de apoio à habitação contemplando, de entre outras respostas; a criação de incentivos ao arrendamento e à reabilitação de casas devolutas; a criação de um Centro Ciência Viva – em parceria com o IPCA; e a instalação do Museu da História do Design Nacional”.

O programa prevê ainda a “conclusão definitiva da requalificação do mercado municipal e a criação de um Centro de Empreendedorismo e Inovação de Barcelos que apoie os empresários e novos negócios”.

A proposta do PS contempla “uma aposta na mobilidade sustentável com mais transportes urbanos e melhores acessibilidades. A expansão da rede de saneamento é uma prioridade, associada à valorização da agricultura local e à promoção de espaços verdes, como os passadiços do Cávado”.

A conferência foi ainda marcada por várias críticas à atual gestão camarária, com uma denúncia daquilo a que os socialistas apelidam de “degradação da gestão municipal”. “O atual executivo liderado pela coligação PSD/CDS endividou o município em 50 milhões de euros, após ter herdado um saldo positivo de 34 milhões e falhou na execução de projetos fundamentais como a habitação, desperdiçando fundos comunitários garantidos. No que se refere ao contrato de concessão de água e saneamento, é um “embuste” a ideia da resolução do problema da água no concelho explicando que o atual executivo apenas perpetuou um contrato que o Tribunal de Contas já classificou como lesivo para o município, transferindo para os barcelenses custos incomportáveis. Os barcelenses pagam hoje num mês o que em 2021 pagavam num trimestre”, sublinharam os socialistas.

O PS considera que “este executivo focou-se em prolongar, por mais 20 anos, o contrato ruinoso da água e saneamento, obrigando as famílias e empresas a pagar faturas cada vez mais pesadas”.

A candidata Armandina Saleiro garantiu que “o Partido Socialista vai apresentar-se nas próximas semanas em todas as freguesias do concelho, lado a lado com a população, para mostrar que existe uma alternativa clara à estagnação, à má gestão e à falta de ética política do atual executivo”, apresentando-se a estas eleições para “vencer, com um programa sério, participado e realista, porque Barcelos não pode perder mais quatro anos”.