
O Partido Socialista (PS) de Barcelos apresentou as linhas gerais do programa eleitoral com que se apresenta às próximas eleições autárquicas de 12 de outubro.
A candidata à presidência da Câmara Municipal, Armandina Saleiro, deixou claro que “o PS tem um projeto sólido para devolver a Barcelos a ambição e o dinamismo que o atual executivo retirou ao concelho nos últimos quatro anos”.
“Este é um programa construído com os barcelenses, de freguesia em freguesia, ouvindo autarcas, associações e cidadãos. É um programa que responde aos problemas concretos da população e que projeta Barcelos para o futuro”, afirmou a candidata.
Entre as “medidas prioritárias”, o PS Barcelos propõe “uma maior autonomia das freguesias através do aumento do protocolo de apoio às juntas de freguesias para 300%”.
Carlos Brito, candidato à Assembleia Municipal, afirmou que “este é o momento certo para dar ainda mais capacidade aos presidentes de Junta”, conferindo com este aumento “mais capacidade, visibilidade e dignidade à figura do presidente de Junta para poder fazer obra junto das suas populações”.
Nuno Martins, mandatário da candidatura e deputado municipal, recordou que “nas últimas Assembleias Municipais foram aprovados subsídios de alguns milhões de euros para algumas juntas de freguesia”, sublinhando que esses “foram deliberados para serem pagos em 2026 já com outro executivo em funções e sem que houvesse cabimentação do mesmo, pois esse orçamento ainda não está em vigor”. “Verificamos aqui a audácia do atual presidente de Câmara ao inovar, atribuindo subsídios a crédito aos presidentes de junta”, ironizou o socialista.
O PS mostrou oposição quanto “à contratação, por quatro milhões de euros e sem concurso público, do projeto de uma nova ponte sobre o Cávado”.
“Este tipo de decisões políticas revelam irresponsabilidade e muito pouco transparência, num regresso a uma ideia que remonta ao ano de 1999 e que tinha sido pensada por anteriores executivos do PSD”, ressalvam os socialistas.
O PS de Barcelos prometeu ainda “um plano de apoio à habitação contemplando, de entre outras respostas; a criação de incentivos ao arrendamento e à reabilitação de casas devolutas; a criação de um Centro Ciência Viva – em parceria com o IPCA; e a instalação do Museu da História do Design Nacional”.
O programa prevê ainda a “conclusão definitiva da requalificação do mercado municipal e a criação de um Centro de Empreendedorismo e Inovação de Barcelos que apoie os empresários e novos negócios”.
A proposta do PS contempla “uma aposta na mobilidade sustentável com mais transportes urbanos e melhores acessibilidades. A expansão da rede de saneamento é uma prioridade, associada à valorização da agricultura local e à promoção de espaços verdes, como os passadiços do Cávado”.
A conferência foi ainda marcada por várias críticas à atual gestão camarária, com uma denúncia daquilo a que os socialistas apelidam de “degradação da gestão municipal”. “O atual executivo liderado pela coligação PSD/CDS endividou o município em 50 milhões de euros, após ter herdado um saldo positivo de 34 milhões e falhou na execução de projetos fundamentais como a habitação, desperdiçando fundos comunitários garantidos. No que se refere ao contrato de concessão de água e saneamento, é um “embuste” a ideia da resolução do problema da água no concelho explicando que o atual executivo apenas perpetuou um contrato que o Tribunal de Contas já classificou como lesivo para o município, transferindo para os barcelenses custos incomportáveis. Os barcelenses pagam hoje num mês o que em 2021 pagavam num trimestre”, sublinharam os socialistas.
O PS considera que “este executivo focou-se em prolongar, por mais 20 anos, o contrato ruinoso da água e saneamento, obrigando as famílias e empresas a pagar faturas cada vez mais pesadas”.
A candidata Armandina Saleiro garantiu que “o Partido Socialista vai apresentar-se nas próximas semanas em todas as freguesias do concelho, lado a lado com a população, para mostrar que existe uma alternativa clara à estagnação, à má gestão e à falta de ética política do atual executivo”, apresentando-se a estas eleições para “vencer, com um programa sério, participado e realista, porque Barcelos não pode perder mais quatro anos”.


