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Juntos por Guimarães querem requalificar estradas do concelho

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© Juntos por Guimarães
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A coligação Juntos por Guimarães querem a requalificação integral das EN101, EN206, EN310 e EN105.

“É pôr fim a décadas de atraso na mobilidade do concelho e devolver às populações a dignidade de estradas seguras, acessíveis e modernas”, sublinha a coligação.

“Durante anos, a EN101 foi deixada ao abandono, por pura teimosia do PS, que preferiu canalizar os investimentos para a Via do Avepark, uma obra nunca concluída e que parte dos Vimaranenses sempre contestou. O resultado foi que um dos principais eixos rodoviários do concelho permanece degradado, inseguro e congestionado, comprometendo a qualidade de vida de milhares de pessoas que dependem diariamente desta ligação. Com a Coligação Juntos por Guimarães, esta realidade vai mudar”, acrescenta.

Os Juntos por Guimarães pretendem “transformar a EN101, EN206, EN310 e EN105 em verdadeiras avenidas urbanas, modernas e seguras, que unam o centro de Guimarães a vilas como Caldelas, Ronfe e Lordelo”. “Serão intervenções de fundo, com melhoramentos de segurança e condições adequadas para transportes públicos. Não se trata apenas de asfaltar estradas: trata-se de devolver mobilidade, fluidez e dignidade ao território, colocando fim a anos de esquecimento”, reforçam.

“Com este plano, assumimos a responsabilidade de criar acessos que aproximem pessoas, empresas e serviços, garantindo que nenhum vimaranense fica para trás”, finalizou.

Cancros Digestivos: O silêncio que custa vidas em Portugal

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© Vítor Neves
© Vítor Neves

Em Portugal, todos os dias, cerca de 30 pessoas perdem a vida devido a cancros digestivos². Em 2022, estes tumores (incluindo estômago, colorretal, pâncreas, fígado e esófago) representaram uma fatia substancial da carga oncológica nacional². Estes números, por si só alarmantes, ganham contornos ainda mais dramáticos quando percebemos que Portugal está entre os países com maior incidência e mortalidade por cancro do estômago na Europa Ocidental, com especial peso no Norte do país¹.

O Dia Mundial do Cancro Digestivo, que se assinalou esta semana, deve ser mais do que uma data simbólica. É um alerta para uma crise de saúde pública que continua a crescer perante os nossos olhos. Até 2045, as projeções internacionais apontam para um aumento dos novos casos de cancros digestivos em Portugal, se nada mudar, à semelhança da tendência europeia². Isto traduziria um falhanço coletivo em travar doenças que, quando diagnosticadas precocemente, têm hipóteses reais de tratamento eficaz.

Porque razão Portugal tem este peso tão desproporcionado? A resposta está em fatores culturais e estruturais. A dieta tradicional, rica em sal e fumeiro, o consumo persistente de álcool e tabaco, as taxas de obesidade e sedentarismo e, sobretudo, a elevada prevalência da infeção por Helicobacter pylori (agente carcinogénico para o estômago) explicam parte desta realidade. Mas não podemos ignorar um fator igualmente grave: o silêncio e a normalização dos sintomas. Durante meses, demasiados portugueses convivem com perda de apetite, perda de peso, azia frequente ou dor persistente no estômago sem procurarem ajuda médica. Quando chegam ao consultório, o cancro está muitas vezes em fase avançada, com opções terapêuticas mais limitadas.

É urgente quebrar este ciclo. Precisamos de apostar em campanhas de sensibilização em linguagem clara e enfrentar uma das falhas mais graves da saúde pública em Portugal: a ausência de um programa de rastreio de base populacional.

Em 2024, foi dado um primeiro passo com um projeto-piloto nos Açores: rastreio gratuito da infeção por Helicobacter pylori na ilha Terceira, através das farmácias. É um avanço importante, mas localizado e de caráter piloto; à escala nacional, o rastreio continua oportunístico, sem cobertura universal nem organização populacional.

De forma semelhante, no cancro colorretal não existe ainda um programa nacional universal de rastreio de base populacional: a implementação permanece regional e desigual, deixando grandes segmentos da população sem acesso regular e equitativo.

A prevenção e o diagnóstico precoce são as nossas maiores armas e passam por reduzir fatores modificáveis como o tabaco, o álcool, o excesso de sal, a obesidade e o sedentarismo; detetar e erradicar H. pylori em larga escala, com vias de acesso simples; garantir endoscopia atempada sempre que haja sintomas persistentes ou lesões pré-malignas; e evoluir de pilotos locais para programas organizados, com convites sistemáticos, monitorização e auditoria, assegurando equidade territorial. É também essencial garantir um rastreio de base populacional para o cancro colorretal no nosso país.

O impacto dos cancros digestivos vai muito além das estatísticas: sofrimento físico e emocional e diagnósticos tardios porque o sistema e a sociedade não responderam a tempo. Cada atraso significa menores probabilidades de sobrevivência.

Não podemos aceitar que Portugal lidere nas piores estatísticas. Não podemos permitir que a normalização do risco nos torne indiferentes. Temos de agir agora. O futuro pode parecer distante, mas 2045 está a duas décadas de distância. O que fizermos – ou não fizermos – hoje determinará quantas vidas conseguiremos salvar amanhã.

É tempo de transformar o silêncio em ação e inverter esta realidade.

Mais de 8500 pessoas visitaram o Castelo de Lanhoso este ano

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© CM Póvoa de Lanhoso
© CM Póvoa de Lanhoso

Desde o início do ano e até ao final de agosto, o Castelo de Lanhoso recebeu 8528 visitantes no interior da Torre de Menagem. Em comparação ao mesmo período do ano passado, os registos apontam para mais 500 pessoas, segundo a Câmara da Póvoa de Lanhoso.

Há um aumento do número de visitantes, em que os turistas são oriundos de mais de 50 nacionalidades, sendo os brasileiros, os franceses e os espanhóis quem mais se destaca.

O número de visitas guiadas ultrapassou as 1000 e o número de povoenses que já entraram no núcleo museológico gratuitamente ultrapassa também esta fasquia.

Estes dados reportam-se apenas às visitas ao interior da Torre de Menagem do Castelo de Lanhoso, sendo que o número das pessoas que visitam as muralhas do Castelo, implantadas sobre o maior monólito granítico do país é mais elevado.

Barcelos assinala Mês da Saúde Mental com programa de sensibilização

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© CM Barcelos
© CM Barcelos

Durante todo o mês de outubro, o Município de Barcelos promove o Mês da Saúde Mental com um conjunto alargado de iniciativas abertas à comunidade, que visam reforçar a importância da saúde mental e combater o estigma associado a esta temática.

Ao longo do mês, serão realizadas atividades dirigidas à população em geral, que incluem aulas abertas, cinema, rádio, caminhadas, teatro, seminários, exposições e uma gala solidária. Além disso, a fachada do edifício dos Paços do Concelho estará iluminada de verde.

Destaques do Programa:

6 de outubro – Aula “Barcelos Saudável”

Esta aula é gratuita e aberta à comunidade, com limite de 30 participantes, e decorre entre as 16:00 e as 17:00, no Pavilhão Municipal de Barcelos. As inscrições terminam no dia 6 de outubro e podem ser efetuadas em agenda.barcelos.pt. Recomenda-se o uso de roupa confortável e água.

7 de outubro – Sessão de Cinema “Verdades Difíceis”

Esta sessão de cinema, em parceria com o Cineclube Zoom, tem lugar no Theatro Gil Vicente, às 21:30, e conta com o comentário final da Dra. Ana Boaventura (Psicóloga Clínica). A entrada tem um custo de quatro euros (gratuita para sócios do Zoom, e com descontos para estudantes, seniores, pessoas com deficiência e acompanhantes).

9 de outubro – Teatro “Vidas à Margem da Mente”

O Grupo ISJD Areias de Vilar traz ao espaço cénico do Theatro Gil Vicente a peça “Vidas à Margem da Mente”, às 21:30, com entrada gratuita.

10 de outubro – Inauguração da exposição “Retrato e caricatura: Traços da Alma”

A Sala Gótica dos Paços do Concelho acolhe a exposição “Retrato e caricatura: Traços da Alma”, em colaboração com o Museu S. João de Deus. A abertura está prevista para as 10:00 e a entrada é gratuita.

11 de outubro – Caminhada “Juntos pela Saúde Mental”

Esta atividade decorre entre as 10h00 e as 11:30, com início e fim no Parque de Lazer do Brigadeiro, num percurso pela Zona Ribeirinha e ecovia (2,7 km – nível fácil). A caminhada é gratuita, com limite de 110 participantes. As inscrições podem ser feitas em agenda.barcelos.pt e têm como data limite 10 de outubro. Recomenda-se o uso de roupa confortável e que os participantes levem água.

15 de outubro – Seminário “Restart: Conecta-te de forma consciente”

Este seminário, organizado pelo IPCA em parceria com a Rede Municipal de Saúde Mental, realiza-se no Auditório S. Bento Menni, entre as 09:00 e as 12:30. As inscrições estão abertas até 3 de outubro em https://ipca.pt/seminario-restart/

30 de outubro – Gala Solidária “Há Música ao Fundo do Túnel”

Barcelos acolhe, uma vez mais, a Gala Solidária “Há Música ao Fundo do Túnel”. As informações estarão disponíveis brevemente em https://saudemental.barcelos.pt/

IPCA com candidaturas abertas para cursos de línguas semestrais

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© IPCA
© IPCA

Até ao dia 8 de outubro estão abertas as candidaturas para os cursos semestrais no Centro de Línguas do Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA). Os cursos disponíveis incluem Alemão, Espanhol, Francês e Inglês.

As aulas decorrerão entre 27 de outubro e 31 de janeiro, em regime B-Learning (presencial + online), com opções de horário diurno e pós-laboral.

As candidaturas devem ser realizadas exclusivamente online até 8 de outubro.

Alimentação e doença renal: Escolhas que fazem a diferença

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© Inês Moreira
© Inês Moreira

O Dia Mundial da Alimentação, comemorado sempre a 16 de outubro, foi criado em 1979 pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) com os objetivos de sensibilizar a população mundial para as desigualdades de acesso a alimentos seguros e nutritivos e destacar a importância da agricultura e dos diferentes sistemas agroalimentares.

Este ano o tema é “De mãos dadas por alimentos melhores e um futuro melhor” e apela à colaboração de todos (governos, organizações, diferentes setores e comunidades) para transformar os sistemas agroalimentares e garantir que todos tenham acesso a uma alimentação saudável, com qualidade nutritiva sem comprometer a sustentabilidade dos ecossistemas.

Como podemos levar esta mensagem às nossas casas e aplicá-la no nosso quotidiano, convivendo com a doença renal? A alimentação é fulcral para a prevenção e controlo na progressão da doença, por isso as escolhas alimentares diárias e adequadas ao contexto clínico e individual podem melhorar a qualidade de vida e até, em estadios iniciais, retardar a progressão da doença. A redução do consumo de sal e de produtos processados, o ajuste da ingestão proteica e o controlo da ingestão de potássio e fósforo são pontos essenciais para reduzir complicações clínicas. A garantia de acesso equitativo a todos os doentes renais de alimentos seguros, nutritivos e adequados é também parte importante do tratamento. O incentivo ao consumo de produtos frescos, sazonais e de origem local é uma ação importante que cada um de nós pode e deve ter. Se priorizarmos dietas que combinam ganhos em saúde com sustentabilidade (menor desperdício e escolhas conscientes) teremos um futuro ambientalmente equilibrado.

A responsabilização nesta temática não pode ser só individual, todos temos de estar unidos nesta missão. Para tal, é importante que o poder político se alie às escolas, empresas do setor agroalimentar, profissionais de saúde e famílias para garantir que se cumpre o que é emergente e necessário. “De mãos dadas” representa a importância de todos, em conjunto, fazermos escolhas que garantam o nosso futuro, mas também o do nosso planeta. No caso da doença renal, doentes, profissionais de saúde e sociedade podem transformar a nutrição numa aliada poderosa no cuidado da saúde, garantindo não apenas alimentos melhores, mas também um futuro com mais vida e qualidade.

Neste dia tão importante, não se esqueça que escolher e partilhar alimentos melhores é um passo essencial para construirmos juntos um futuro mais saudável e sustentável para todos.

Somos Braga avançam com providência cautelar para travar metro bus

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© PS
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António Braga, candidato da coligação “Somos Braga” à presidência da Câmara Municipal, avançou com uma providência cautelar para travar o processo de implementação do metro bus.

Esta decisão surgiu no dia em que os TUB comunicaram que será assinado esta sexta-feira, no Hospital de Braga, o contrato de conceção e construção da Linha Vermelha do BRT – Braga Metro Bus.

“Existem dez candidaturas à Câmara de Braga e nove já se pronunciaram contra o BRT”, relembra António Braga. 

“Estamos a dias das eleições e é evidente que o atual executivo não tem legitimidade política para assumir um compromisso desta dimensão, devendo deixar essa decisão para quem vier a ser eleito”, acrescenta o líder da coligação que une PS e PAN.

António Braga sublinhou também que “o financiamento de cerca de 75 milhões de euros, aprovado no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para o BRT, poderia ser redirecionado para a construção de habitação pública destinada a arrendamento a preços acessíveis”.

Artista plástico transforma muro da Quinta Pedagógica de Braga em obra de arte

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© CM Braga
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O artista plástico Nuno Mendes transformou o muro da Quinta Pedagógica de Braga com a intervenção de inúmeras pinturas de animais.

A iniciativa contou também com cerca de 100 participantes. A sessão de abertura contou com a presença do vereador do Ambiente, Altino Bessa, do presidente da Bragahabit, Carlos Videira, e de representantes da Associação de Moradores de Montélios, que se associaram ao momento inicial da pintura partilhada.

“A obra valoriza a biodiversidade existente na Quinta e assume-se como uma importante ferramenta de divulgação e partilha dos seus recursos naturais. A iniciativa enquadra-se no projeto ‘Viva o Bairro’, promovido pela BragaHabit EM, ao qual a Associação de Moradores de Montélios se candidatou e, em parceria com a Quinta Pedagógica, propôs esta intervenção“, referiu o Município de Braga.

Hugo Varanda quer referendo sobre o futuro do Estádio Municipal de Braga

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© RTP
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Hugo Varanda, candidato do MPT – Partido da Terra à Câmara Municipal de Braga, quer um referendo para decidir o futuro do Estádio Municipal de Braga.

Para o candidato, o Estádio Municipal de Braga “é património dos bracarenses”. “É uma das obras mais emblemáticas do país e um símbolo da nossa cidade. Construído para o Euro 2004, com um custo superior a 200 milhões de euros, representa um investimento gigantesco pago por todos os contribuintes bracarenses. Não pode ser visto apenas como um encargo ou como um ‘ativo financeiro’ pronto para ser alienado. O estádio é um bem público, que pertence à cidade e deve estar ao serviço da comunidade. Reconheço o papel essencial do SC Braga, que é um orgulho da cidade e que, naturalmente, precisa de um espaço adequado à sua dimensão. No entanto, o interesse coletivo deve estar acima de qualquer negócio imediato. Por isso, rejeito uma venda apressada e defendo uma gestão sustentável e transparente, onde o Estádio possa ser também palco de grandes eventos culturais, desportivos e sociais, tornando-se uma mais-valia económica e turística para Braga”, refere.

Segundo Hugo Varanda, “a discussão em torno da venda, entre 20 milhões apontados pelo Município e os 10 milhões sugeridos pelo SC Braga, incluindo até a hipótese de doação, demonstra a falta de clareza com que este processo tem sido conduzido”.

“Se for eleito presidente da Câmara Municipal de Braga, abrirei um processo transparente, com auditoria aos custos reais de manutenção e projeção futura do Estádio; promoverei a participação cidadã, porque este é um assunto que não pode ser decidido em gabinetes fechados; e exigirei contrapartidas sociais e comunitárias em qualquer acordo, seja ao nível da formação desportiva, da abertura do Estádio à comunidade escolar e associativa, ou do investimento em projetos ambientais e sociais”, reforça o candidato.

UMinho vai atribuir doutoramento honoris causa a José Ramos-Horta

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DR
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A Universidade do Minho (UMinho) atribui, no próximo dia 7 de outubro, o doutoramento honoris causa a José Ramos-Horta, presidente da República de Timor-Leste e Prémio Nobel da Paz. A cerimónia está agendada para as 11:00, no salão medieval da Reitoria, no Largo do Paço, em Braga, com transmissão no YouTube em simultâneo.

Após o tradicional cortejo académico, a sessão prevê uma intervenção de saudação pelo professor Luís Aguiar-Conraria e o “elogio ao candidato” pela professora Isabel Estrada Carvalhais, ambos da Escola de Economia, Gestão e Ciência Política (EEG), proponente desta homenagem em conjunto com o reitor da UMinho. Segue-se, então, o cerimonial de atribuição do título de doutor honoris causa em Ciência Política e Relações Internacionais a José Ramos-Horta, pelo seu papel na defesa dos direitos humanos e da autodeterminação dos povos, bem como pela sua extraordinária contribuição para a independência, a paz e a democracia em Timor-Leste.

O momento conta depois com os discursos de José Ramos-Horta, de Rui Vieira de Castro, reitor da UMinho, e de Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República Portuguesa. O encerramento acontece pelas 13:00, com uma sessão de cumprimentos no salão nobre da Reitoria.

José Ramos-Horta vai também receber os estudantes timorenses a frequentar cursos da UMinho nessa tarde, às 16:00, na Galeria do Paço. Na véspera, dia 6, às 16:30, o Presidente de Timor-Leste profere uma aula aberta no auditório B1 do campus de Gualtar, em Braga. A entrada é livre, mediante inscrição prévia. O governante está igualmente na manhã do dia 6 em Lisboa, para condecorar personalidades portuguesas com a Ordem de Timor-Leste.

Este vai ser o 23.º Doutoramento Honoris Causa atribuído pela Universidade do Minho, após Hans Flasche (1979), Cornelio Sommaruga, Eurico Dias Nogueira, Émile Noel, Eurico Teixeira de Melo (todos em 1990), José Veiga Simão (1994), Joaquim Pinto Machado, Francisco Carvalho Guerra, José Luís Encarnação (todos em 2002), Joaquim Chissano (2005), Joseph Gonnella, Marcel de Botton, Michel Maffesoli (todos em 2011), Nuno Portas (2012), Ramón Villares (2015), Gene Grossman (2016), Álvaro Laborinho Lúcio, Frei Bento Domingues (ambos em 2019), Angel Carracedo (2020), Dava Newman, José Ramos (ambos em 2023) e Alain Aspect (2024).

José Ramos-Horta nasceu em 1949, em Díli. Exilado durante a ocupação indonésia, foi durante décadas o principal porta-voz da causa timorense na ONU. Recebeu o prémio Nobel da Paz em 1996, pela defesa dos direitos humanos e de uma solução pacífica para o conflito iniciado com a invasão de Timor pela Indonésia. Após a restauração da independência do país em 2002, Ramos-Horta foi Ministro dos Negócios Estrangeiros, Primeiro-Ministro e Presidente da República (2007-12, 2022-). É amplamente reconhecido por ser um defensor do diálogo entre os povos, pela sua habilidade diplomática e pelo compromisso que colocou no fortalecimento da cooperação internacional.