Filipe de Oliveira, candidato do PS à Câmara Municipal de Vieira do Minho, propõe 15.º Mês da Pensão Social para idosos carenciados.
“Em 2024, existiam em Vieira do Minho, 3855 idosos, o que corresponde a cerca de um terço da população total, 672 dos quais com 85 anos ou mais. Temos mais idosos, cada vez mais envelhecidos, gerando situações muito diversificadas que exigem diferentes respostas, para que cada um deles possa usufruir de uma vida digna e de um envelhecimento ativo e saudável”, refere o socialista.
O candidato pretende ser “um impulsionador dos Centros de Recreio e Lazer (CCLs), reforçando, melhorando e diversificando a sua atividade”.
Filipe de Oliveira considera que “é gratificante podermos contribuir, no presente e no futuro, para que todos aqueles que no passado nos trouxeram até aqui, possam continuar a viver de verdade”.
Filipe Aguiar, candidato do CHEGA à Câmara Municipal de Braga, apresentou novas propostas no âmbito da campanha “Mudar para Transformar”, centradas na mobilidade e na “afirmação de Braga como verdadeira capital de distrito”.
Para Filipe Aguiar, “a mobilidade é um fator-chave de desenvolvimento e deve ser pensada de forma integrada, ligando Braga aos concelhos vizinhos e aproximando a cidade das pessoas”. O candidato defende que “com o novo plano ferroviário do Norte seja possível chegar a Barcelos, Guimarães ou Famalicão em 10 a 15 minutos, através de soluções rápidas, seguras e confortáveis”.
“Não se trata de conquistar prémios internacionais, mas de servir com excelência cada cidadão da nossa região”, sublinha.
O candidato critica ainda “políticas que dificultam a vida de quem conduz”, defendendo que “a prioridade deve ser oferecer alternativas reais de mobilidade que libertem as estradas e reforcem a integração regional”.
Ao mesmo tempo, Filipe Aguiar coloca “a mobilidade pedonal como um dos pilares centrais da sua visão para Braga”.
Entre as propostas estão “a requalificação de espaços como a Praça do Município e o Campo da Vinha, promovendo caminhabilidade, acessibilidade e ligação ao centro histórico”.
“Só com cidadania ativa nos passeios e no espaço público teremos uma cidade mais humana, acessível e vibrante. Braga merece – e terá – caminhos seguros para todos, dos miúdos aos mais velhos”, garante.
O SC Braga venceu o Celtic, na Escócia, por 0-2, em jogo correspondente à segunda jornada da Fase de Liga da Liga Europa.
Aos 20 minutos da partida, Ricardo Horta marca um golaço apanhando Kasper Schmeichel de surpresa.
Aos 85’, Gabri Martínez amplia a vantagem após jogada de contra-ataque. Pau Victor rematou para uma primeira defesa do guarda-redes adversário, que ainda evitou a recarga de Gabri Martínez, mas, à terceira, o espanhol fez o segundo golo.
Com esta vitória, o SC Braga sobe à primeira posição da tabela classificava com seis pontos.
De acordo com os dados do Registo Oncológico Nacional (RON), em 2021 foram diagnosticados cerca de 70 mil novos casos de cancro, dos quais 8.714 de cancro da mama.
O cancro da mama é o mais frequente entre as mulheres, constituindo a principal causa de morte por cancro na população feminina em Portugal. A maioria dos casos surge de forma esporádica, em mulheres com mais de 50 anos, devido à acumulação de alterações genéticas adquiridas ao longo da vida.
Contudo, cerca de 5 a 10% dos casos têm origem em variantes genéticas herdadas de um dos progenitores, conferindo uma predisposição genética de alto risco para o desenvolvimento de cancro da mama hereditário, frequentemente em idades precoces.
O cancro hereditário em idade fértil e reprodutiva representa uma carga socioeconómica significativamente superior à do cancro esporádico. Para além dos custos diretos com os tratamentos, trata-se de uma doença familiar, com um impacto profundo na saúde mental dos familiares. Em Portugal, estima-se que sejam diagnosticadas anualmente cerca de 870 mulheres jovens com cancro da mama hereditário — mais de duas por dia — casos que poderiam ter sido prevenidos ou detetados precocemente.
Infelizmente, essa não é a nossa realidade. Muitas mulheres são surpreendidas por um diagnóstico inesperado em idade jovem, desconhecendo que são portadoras de variantes genéticas herdadas. Este desconhecimento é perigoso, pois leva à desvalorização dos primeiros sintomas, tanto pela própria mulher como pelos profissionais de saúde. Esta interpretação errada é ainda mais frequente em mulheres grávidas, nas quais qualquer alteração mamária tende a ser atribuída às mudanças corporais próprias da gestação.
Atualmente, apenas 20% a 30% dos portadores estão identificados; os restantes 70% a 80% desconhecem a sua predisposição genética, perdendo assim a oportunidade de aceder a vigilância personalizada ou a cirurgias redutoras de risco.
Além disso, mais de metade dos doentes com cancro hereditário não cumpre os critérios atuais para teste genético. Quando não se identifica a variante genética, o risco de desenvolver outros cancros primários não rastreados aumenta — tanto para o próprio doente como para os seus familiares. Cada gene alterado está associado a um grupo específico de órgãos.
A maior barreira ao aconselhamento genético — que deve preceder o teste genético — é a falta de literacia genética entre os profissionais de saúde fora das especialidades de oncologia médica e genética humana. As síndromes de cancro hereditário são complexas, dificultando a identificação de padrões por parte de não especialistas, como os médicos de família. E mesmo quando esta barreira é ultrapassada, surge outra: os longos tempos de espera para consulta e realização do teste genético, devido à escassez de recursos humanos e logísticos. Esta carência representa uma oportunidade perdida de evitar o tipo de cancro com maior potencial de prevenção e deteção precoce.
Os genes mais prevalentes no cancro da mama hereditário são o BRCA1 e o BRCA2 — acrónimo de BReast CAncer Gene. Uma variante no gene BRCA2, por exemplo, pode aumentar o risco de cancro da mama, ovário, mama masculina, próstata e pâncreas. A vigilância personalizada destes portadores deve ser orientada por uma consulta multidisciplinar, idealmente integrada num centro de referência acreditado pela Rede Europeia de Referência GENTURIS (ERN GENTURIS).
Em Portugal, existe uma “mutação fundadora” no gene BRCA2, tornando-a a variante mais prevalente. A nível europeu, temos uma das maiores incidências de mutações neste gene. Com tanto cancro hereditário no nosso país, é incompreensível que não existam dados reais disponíveis: não há um registo nacional de cancro hereditário — uma lacuna que a nossa associação EVITA identificou há vários anos.
Para colmatar estas falhas — a ausência de dados, a iliteracia genética, a subidentificação de portadores, os tempos de espera, entre outras — lançámos no ano passado a EVITA Platform (EVITA Platform). Esta plataforma digital é uma iniciativa cidadã, feita por e para cidadãos, que visa informar quem possa ter predisposição genética para cancro hereditário e prestar apoio via telemedicina. A plataforma permite também o acesso de profissionais de saúde e investigadores, com perfis separados. Quem tiver vários casos de cancro em idade precoce do mesmo lado da família deve preencher o questionário de avaliação na EVITA Platform. Receberá de imediato uma recomendação sobre como proceder.
Para mais informações sobre os critérios para teste genético, gestão de risco e acompanhamento dos portadores, visite a página Cancro Hereditário (Cancro Hereditario), uma iniciativa do grupo de trabalho “Cancro Hereditário” da Sociedade Portuguesa de Oncologia.
A coligação Juntos por Guimarães querem a requalificação integral das EN101, EN206, EN310 e EN105.
“É pôr fim a décadas de atraso na mobilidade do concelho e devolver às populações a dignidade de estradas seguras, acessíveis e modernas”, sublinha a coligação.
“Durante anos, a EN101 foi deixada ao abandono, por pura teimosia do PS, que preferiu canalizar os investimentos para a Via do Avepark, uma obra nunca concluída e que parte dos Vimaranenses sempre contestou. O resultado foi que um dos principais eixos rodoviários do concelho permanece degradado, inseguro e congestionado, comprometendo a qualidade de vida de milhares de pessoas que dependem diariamente desta ligação. Com a Coligação Juntos por Guimarães, esta realidade vai mudar”, acrescenta.
Os Juntos por Guimarães pretendem “transformar a EN101, EN206, EN310 e EN105 em verdadeiras avenidas urbanas, modernas e seguras, que unam o centro de Guimarães a vilas como Caldelas, Ronfe e Lordelo”. “Serão intervenções de fundo, com melhoramentos de segurança e condições adequadas para transportes públicos. Não se trata apenas de asfaltar estradas: trata-se de devolver mobilidade, fluidez e dignidade ao território, colocando fim a anos de esquecimento”, reforçam.
“Com este plano, assumimos a responsabilidade de criar acessos que aproximem pessoas, empresas e serviços, garantindo que nenhum vimaranense fica para trás”, finalizou.
Em Portugal, todos os dias, cerca de 30 pessoas perdem a vida devido a cancros digestivos². Em 2022, estes tumores (incluindo estômago, colorretal, pâncreas, fígado e esófago) representaram uma fatia substancial da carga oncológica nacional². Estes números, por si só alarmantes, ganham contornos ainda mais dramáticos quando percebemos que Portugal está entre os países com maior incidência e mortalidade por cancro do estômago na Europa Ocidental, com especial peso no Norte do país¹.
O Dia Mundial do Cancro Digestivo, que se assinalou esta semana, deve ser mais do que uma data simbólica. É um alerta para uma crise de saúde pública que continua a crescer perante os nossos olhos. Até 2045, as projeções internacionais apontam para um aumento dos novos casos de cancros digestivos em Portugal, se nada mudar, à semelhança da tendência europeia². Isto traduziria um falhanço coletivo em travar doenças que, quando diagnosticadas precocemente, têm hipóteses reais de tratamento eficaz.
Porque razão Portugal tem este peso tão desproporcionado? A resposta está em fatores culturais e estruturais. A dieta tradicional, rica em sal e fumeiro, o consumo persistente de álcool e tabaco, as taxas de obesidade e sedentarismo e, sobretudo, a elevada prevalência da infeção por Helicobacter pylori (agente carcinogénico para o estômago) explicam parte desta realidade. Mas não podemos ignorar um fator igualmente grave: o silêncio e a normalização dos sintomas. Durante meses, demasiados portugueses convivem com perda de apetite, perda de peso, azia frequente ou dor persistente no estômago sem procurarem ajuda médica. Quando chegam ao consultório, o cancro está muitas vezes em fase avançada, com opções terapêuticas mais limitadas.
É urgente quebrar este ciclo. Precisamos de apostar em campanhas de sensibilização em linguagem clara e enfrentar uma das falhas mais graves da saúde pública em Portugal: a ausência de um programa de rastreio de base populacional.
Em 2024, foi dado um primeiro passo com um projeto-piloto nos Açores: rastreio gratuito da infeção por Helicobacter pylori na ilha Terceira, através das farmácias. É um avanço importante, mas localizado e de caráter piloto; à escala nacional, o rastreio continua oportunístico, sem cobertura universal nem organização populacional.
De forma semelhante, no cancro colorretal não existe ainda um programa nacional universal de rastreio de base populacional: a implementação permanece regional e desigual, deixando grandes segmentos da população sem acesso regular e equitativo.
A prevenção e o diagnóstico precoce são as nossas maiores armas e passam por reduzir fatores modificáveis como o tabaco, o álcool, o excesso de sal, a obesidade e o sedentarismo; detetar e erradicar H. pylori em larga escala, com vias de acesso simples; garantir endoscopia atempada sempre que haja sintomas persistentes ou lesões pré-malignas; e evoluir de pilotos locais para programas organizados, com convites sistemáticos, monitorização e auditoria, assegurando equidade territorial. É também essencial garantir um rastreio de base populacional para o cancro colorretal no nosso país.
O impacto dos cancros digestivos vai muito além das estatísticas: sofrimento físico e emocional e diagnósticos tardios porque o sistema e a sociedade não responderam a tempo. Cada atraso significa menores probabilidades de sobrevivência.
Não podemos aceitar que Portugal lidere nas piores estatísticas. Não podemos permitir que a normalização do risco nos torne indiferentes. Temos de agir agora. O futuro pode parecer distante, mas 2045 está a duas décadas de distância. O que fizermos – ou não fizermos – hoje determinará quantas vidas conseguiremos salvar amanhã.
É tempo de transformar o silêncio em ação e inverter esta realidade.