Nicolas Ghobar e Hala Yacoub, cristãos palestinianos, vão estar esta terça-feira em Braga para falar sobre a Cisjordânia.
A iniciativa decorrerá às 21:15, na Aula Magda da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Católica de Braga.
Hala Yacoub vem de Ramallah, é jornalista e defensora dos direitos humanos, tem 26 anos e vem para falar do que a fez escolher esta profissão num contexto marcado pela violência e restrição de liberdade. Além desta conversa, participou numa no passado dia 8 na Igreja de São José das Taipas no Porto e estará em Lisboa, no Terraço do Graal, dia 18.
Nicolas Ghobar vem de Beit Jala, arredores da cidade de Belém, é artesão e está em Portugal para promover objetos artesanais de madeira para ajudar na sobrevivência da sua comunidade.
O Campos & Lopes Corta-Mato de Barcelos bateu o recorde de participantes e consagrou novos campeões regionais. A prova, organizada pelos Amigos da Montanha, reuniu 350 atletas em Barcelinhos e integrou o Campeonato Regional de Corta-Mato Longo da Associação de Atletismo de Braga.
O evento decorreu num traçado natural junto ao rio Cávado, considerado “ideal” pelos participantes. “O percurso estava em excelente estado e o ambiente foi fantástico”, referiu José Caleiro, diretor da prova, destacando ainda “a colaboração da Fundação Gonçalo Pereira, que voltou a disponibilizar um espaço magnífico para o evento”.
Entre os grandes momentos competitivos, o destaque foi para a consagração dos novos campeões regionais. Beatriz Fernandes (Vitória SC) e Francisco Rodrigues (SC Braga) venceram nas provas absolutas. Coletivamente, o Vitória SC sagrou-se Campeão Regional Feminino e o Vizela Corre conquistou, pela primeira vez, o título de Campeão Regional Masculino.
Os Amigos da Montanha | Escola do Rio estiveram também representados por jovens atletas em diversos escalões, com destaque para Tomás Linhares (vice-campeão reginoal em Juniores Masculinos). Em benjamins A, correram Catarina Silva e Luísa Andrade, em Infantis Lara Correia, Leonor Figueiredo e Simão Linhares, Leonor Cardoso em Juvenis e João Maia, em sub 18. Em veteranos, participou, ainda, Augusto Costa.
Com um foco especial na formação e na promoção de valores desportivos, o evento contou ainda com a presença de atletas da equipa de formação de canoagem dos Amigos da Montanha, após terminada a época da disciplina, reforçando a ligação entre modalidades e o espírito multidisciplinar da Associação. Dulce Rodriguez foi 1.ª em Juniores Femininos.
A Feira Anual de Santa Catarina está de volta a Celorico de Basto de 21 a 25 de novembro.
O evento destaca-se pela sua tradicional feira franca e, ao longo dos anos tem vindo a ganhar outros motivos de interesse sempre com o objetivo de preservar a tradição sem colocar de parte a inovação “necessária para acompanhar os tempos”.
No dia 21 abre ao público a Mostra Gastronómica, um espaço com uma oferta gastronómica diversificada onde se destaca o famoso “caldo de nabos” uma iguaria gastronómica típica da região e muito procurada para “aquecer os dias frios que já se farão sentir durante este feira”. Nesta edição, a mostra muda de lugar e realiza-se na Praça Albino Alves Pereira.
No sábado, a feira franca promete encher as ruas de feirantes com a venda de todo o tipo de produtos. O aroma a castanhas assadas promete preencher todos os recantos desta feira, local onde não faltarão sardinhas, enchidos, agasalhos, árvores de fruto, diversões e a comunidade em massa para comprar os produtos. A feira estará em permanência até ao dia 25 de novembro.
Nesse mesmo período de tempo, decorrerá, em toda a Quinta do Prado, a Exposição Animal e Equipamentos Agrícolas, com o intuito de manter viva a tradição da presença animal nesta feira, prometendo “uma mostra considerável com exemplares das várias raças produzidas no concelho de Celorico de Basto. A feira franca e a feira do gado sempre foram tradição nesta feira anual, e apesar de já não existirem condições para a realização da feira do gado, estão criadas as condições para valorizar os nossos agricultores, os nossos produtores de gado, reforçando este valor endógeno tão crucial para o desenvolvimento local”, destaca o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima.
Nesta edição da Feira Anual da Santa Catarina terão ainda lugar eventos que vêm acrescentar valor cultural a toda a feira. Destaque para a realização da 5.ª edição do Tunacel, um festival de tunas que tem vindo a ganhar palco e que conta com um momento particularmente atrativo no dia 22 de novembro, no cineteatro dos Bombeiros Voluntários Celoricenses.
Serão ainda promovidas as celebrações do 17.º aniversário do Comando Territorial de Braga da Guarda Nacional Republicana que consistem num Concerto da Orquestra de Câmara, a realizar no dia 23 de novembro, no Cineteatro dos Bombeiros Voluntários Celoricenses, no dia 24 de novembro decorrerá uma Cerimónia Militar na Praça Cardeal D. António Ribeiro.
A primeira reunião do novo executivo da Câmara Municipal de Braga, liderado por João Rodrigues, ficou marcada por um episódio que merece reflexão: o chumbo da proposta de requalificação do Largo do Pópulo, também conhecido como Campo da Vinha.
A proposta, que envolvia um financiamento comunitário de 2,6 milhões de euros, foi rejeitada por falta de consenso e, sobretudo, por alegada omissão de informação relevante. A votação revelou um executivo fragmentado: apenas os três vereadores da coligação PSD/CDS/PPM votaram a favor, enquanto os representantes do movimento Amar e Servir Braga e da Iniciativa Liberal votaram contra, e os do PS/PAN e Chega optaram pela abstenção. O motivo principal? A falta de clareza nos documentos apresentados, nomeadamente a inclusão da requalificação da fachada do Convento do Pópulo, que não estaria devidamente explicitada no objeto da proposta. Este episódio levanta uma questão essencial para o bom funcionamento de um governo em minoria: a necessidade de diálogo prévio com a oposição.
Quando se trata de decisões com impacto urbanístico, patrimonial e financeiro significativo, como esta, torna-se de bom tom e de boa prática democrática que o presidente da câmara promova reuniões preparatórias com os diferentes partidos e movimentos representados no executivo. A atitude de João Rodrigues, ao afirmar que “a informação estava toda no processo” e que os vereadores “têm de se preparar para as reuniões”, embora compreensível, revela uma postura que pode ser interpretada como defensiva. Num contexto de governação minoritária, é fundamental que o presidente da câmara se mostre disponível para ouvir, esclarecer e construir pontes, independentemente da cor política dos interlocutores, seja o PS, o movimento Amar e Servir Braga, a Iniciativa Liberal ou o Chega.
A transparência e a comunicação eficaz não são apenas requisitos legais, são pilares da confiança política. A ausência de uma linguagem urbanística coerente, como apontou o vereador Ricardo Silva, e a mistura de empreitadas sem distinção clara, são falhas que poderiam ter sido evitadas com um processo mais colaborativo.
É urgente que João Rodrigues, enquanto líder de um executivo em minoria, adote uma postura mais inclusiva e proativa. A realização de pré-reuniões com os partidos da oposição antes de levar propostas de grande envergadura à votação não só evitaria impasses como este, como também demonstraria maturidade política e respeito institucional. A cidade de Braga merece decisões ponderadas, transparentes e consensuais. E isso começa por ouvir, mas verdadeiramente ouvir todos os que têm voz no seu futuro.
A depressão Cláudia atinge Braga esta terça-feira e com ela traz chuva e vento forte, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O IPMA emitiu um aviso amarelo para a região das 15:00 às 21:00, prevendo-se precipitação, por vezes forte e persistente, em especial no litoral.
Na quarta há novo aviso a partir das 06:00, esperando-se rajadas até 75 km/h, em especial no litoral, sendo até 85 km/h nas terras altas, e precipitação, por vezes forte e persistente.
O Município de Braga e os TUB afirmaram que, no âmbito do contrato recentemente adjudicado para a aquisição de 35 novos autocarros elétricos, “não existe qualquer viatura do fabricante Yutong em circulação no concelho”.
De acordo com a Autarquia, o concurso público lançado em fevereiro deste ano com contrato assinado em agosto encontra-se em fase de execução contratual e prevê “o fornecimento faseado de 10 autocarros elétricos MIDI e 25 autocarros elétricos Standard”, estando “a primeira entrega prevista para o final deste ano”.
“Perante notícias internacionais que levantam dúvidas sobre alegadas falhas de cibersegurança associadas a veículos deste fabricante, o Município e os TUB reforçam que a segurança tecnológica e a proteção de dados foram prioridades centrais no desenvolvimento das especificações do procedimento de contratação pública. O caderno de encargos estabelece regras rigorosas que impedem qualquer forma de acesso remoto não autorizado às viaturas e garante que toda a informação extraída das mesmas é propriedade exclusiva da entidade adjudicante, incluindo dados recolhidos através da ‘caixa negra’. Além disso, o contrato fixa a obrigatoriedade de cumprimento da legislação relativa à protecção de dados, nomeadamente o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD), e limita a tecnologia embarcada ao estritamente necessário para a operação, nomeadamente sistemas de comunicação, CCTV, informação ao passageiro e diagnóstico, maioritariamente fornecidos por empresas europeias e nacionais”, explica a Autarquia.
A Câmara reforça que, juntamente com os TUB, dispõe de “mecanismos robustos de controlo, monitorização e auditoria digital, que permitem acompanhar permanentemente o comportamento e as comunicações das viaturas, garantindo a integridade tecnológica das mesmas. O contrato reserva o direito de acompanhar e fiscalizar todas as fases de fabrico e construção das viaturas, com possibilidade de recurso a auditorias externas. Caso seja identificada a existência de qualquer sistema de controlo remoto não autorizado ou incumprimento das especificações técnicas contratualizadas, estão previstas medidas que podem incluir a não recepção das viaturas, a execução da caução ou mesmo a resolução do contrato”.
“Braga está a concretizar um investimento estratégico na mobilidade sustentável, mas sempre com total prioridade à segurança, à soberania tecnológica e à proteção dos dados. O Município continuará a acompanhar com rigor todas as etapas do processo, garantindo que os mais elevados padrões tecnológicos e de segurança são cumpridos”, finalizou.
A Comissão de Utentes da ULS de Braga denunciou a falta de medicamentos na farmácia ambulatória do Hospital de Braga.
A comissão manifestou “profunda preocupação perante a falta prolongada de medicamentos essenciais na farmácia hospitalar”.
De acordo com a Comissão de Utentes, esta situação mantém-se “há mais de três meses e afeta doentes especiais que deles necessitam de toma diária e de terapêutica contínua”.
“Esta carência tem provocado grande desorientação e ansiedade entre os utentes, muitos dos quais se veem obrigados a interromper tratamentos ou procurar alternativas noutros hospitais. Apesar das recentes declarações da Sra. Ministra da Saúde de que ‘não há falta de medicamentos nem de verbas’, a realidade vivida pelos doentes da ULS de Braga contradiz esta afirmação”, lamenta José Manuel Lobato, da Comissão de Utentes da ULS de Braga.
A Comissão de Utentes da Unidade Local de Saúde de Braga está a exigir um esclarecimento público e urgente por parte da Administração da ULS de Braga sobre as causas concretas destas faltas; a indicação de prazos reais para reposição dos medicamentos em falta; a comunicação clara e direta aos doentes afetados, garantindo alternativas terapêuticas e seguras; e a intervenção imediata do INFARMED e do Ministério da Saúde para garantir o normal abastecimento.
A Comissão de Utentes da ULS de Braga referiu ainda que continuará “a acompanhar a situação, recolhendo testemunhos e informações junto dos utentes, e reserva-se o direito de promover ações públicas se o problema persistir”.
A vice-presidente da Comissão Europeia, Henna Virkkunen, realizou ontem uma visita oficial ao supercomputador Deucalion, instalado no campus de Azurém da Universidade do Minho (UMinho), em Guimarães. A visita teve como objetivo conhecer a maior infraestrutura nacional de computação avançada e o seu contributo para o ecossistema europeu de computação de alto desempenho.
O Deucalion é o maior supercomputador em Portugal, desenvolvido para potenciar a ciência, a inovação e a administração pública através de capacidades de computação de nível mundial. Acolhido pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e operado pelo Centro Nacional de Computação Avançada (CNCA), em parceria com o INESC TEC e a UMinho, integra a rede europeia de supercomputadores no âmbito da EuroHPC Joint Undertaking, colocando Portugal na linha da frente nesta área. Inaugurado a 6 de setembro de 2023, o Deucalion apoia investigação de fronteira e inovação em áreas como saúde, energia, inteligência artificial, materiais avançados, clima ou indústria.
Esta visita reforçou o compromisso entre a União Europeia e Portugal com o desenvolvimento de recursos de computação avançada capazes de responder a desafios científicos, ambientais e económicos de grande escala, contribuindo para a transição digital e ecológica, acelerando descobertas e aplicações práticas, considerou a comitiva da Comissão Europeia.
“O Deucalion tem uma importância estratégica na computação avançada, ao permitir estreitar a colaboração entre parceiros da UE e impulsionar projetos nacionais e europeus para dar uma resposta direta a desafios reais da ciência, da inovação e da sociedade”, destacou António Luís Sousa, diretor de operações do Deucalion, professor da Escola de Engenharia da UMinho e investigador do INESC TEC.
A visita contou com a presença da chefe da Representação da Comissão Europeia em Portugal, embaixadora Sofia Moreira de Sousa, do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), António Cunha, do vice-presidente da FCT, João Nuno Ferreira, do presidente do Município de Guimarães, Ricardo Araújo, do presidente do conselho diretivo do CNCA, Nuno Castro, do presidente do INESC TEC, João Claro, e da vice-reitora para a Investigação e Inovação da UMinho, Sandra Paiva, entre outros.
Os vereadores eleitos pelo movimento Amar e Servir Braga propuseram “soluções imediatas” para o trânsito na Rua Quinta da Armada e Rua do Ferraz.
Os independentes levaram à Reunião de Câmara, ocorrida esta segunda-feira, sete requerimentos, pedindo acesso a diversa informação, nomeadamente ter acesso aos projetos da Escola Básica de Palmeira, Frei Caetano Brandão e Trigal Santa Maria, bem como do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian.
Os vereadores solicitaram ainda acesso à informação da “pretensão da Câmara em adquirir o terreno onde atualmente está o Parque de Estacionamento da Cangosta da Palha, informação que foi tratada em sede de Conselho Geral da UMinho, mas que é do desconhecimento dos vereadores”.
Ao mesmo tempo, o Amar e Servir Braga propôs “soluções imediatas” para problemas como o da Rua Quinta da Armada, onde “o encerramento de parte da rua ao trânsito lançou toda aquela zona num caos”. Foi proposto que “a Rua Quinta da Armada fosse aberta imediatamente, passando toda ela a ter dois sentidos e ainda que a Rua da Fábrica Social Bracarense fosse repavimentada”.
Outra situação que os vereadores pretendem é a da Rua do Ferraz, no Mercado Municipal, onde propõem que a mesma fique com o sentido descendente, permitido escoar o trânsito da Praça do Comércio.