André Soares conquistou, na madrugada desta quinta-feira, a medalha de prata no Contrarrelógio Individual, nos Jogos Surdolímpicos Tóquio 2025, somando a sua segunda medalha na competição, depois do bronze alcançado na Corrida de Pontos.
Num percurso muito exigente, técnico e marcado pela grande competitividade entre os melhores ciclistas surdolímpicos do mundo, André Soares realizou uma prova de enorme consistência e maturidade, garantindo o 2.º lugar com um desempenho de grande qualidade, que reafirma o seu estatuto como um dos mais destacados nomes do ciclismo para atletas surdos.
A conquista ganha ainda maior relevância tendo em conta o esforço físico acumulado e o desgaste associado à queda sofrida na Corrida de Pontos, da qual se levantou para conquistar o bronze. Em Tóquio, André voltou a demonstrar aquilo que o define: resiliência, foco e capacidade de transformar adversidade em força competitiva.
A medalha de ouro no Contrarrelógio foi ganha pelo atleta neutral Dmitry Rozanov, também ouro na prova anterior, com 40:05.12 minutos. André Soares precisou de mais 2:29.20 minutos para completar o percurso, o sul-coreano Byungwook Ko ficou logo atrás com mais 2:29.67 minutos.
No final, visivelmente emocionado, André Soares falou das dores físicas e da forma como as transformou em força. “Foi uma recuperação difícil, tenho algumas mazelas, ontem foi difícil fazer o reconhecimento do percurso, tivemos algumas mais sensações, mas acreditámos que poderia fazer o melhor possível, mesmo tendo em conta ser um percurso que não se encaixa nas minhas características. Mas utilizei a dor da perna para me ajudar a superar todas as dificuldades do percurso. Na alma, vai uma sensação de dever cumprido, sinto que dei o meu melhor e é um orgulho imenso representar Portugal a este nível”, declarou André Soares, revelando o segredo para resistir aos ataques de Byungwook Ko. “O segredo? Pegámos na dor e transformámo-la em pedaladas. O apoio de toda a gente aqui também foi fundamental para que continuássemos”, disse.
Segue-se a corrida de estrada no sábado e André, embora confiante, não se coloca em bicos dos pés. “Para já vamos avaliar a perna. Estamos a contar com um percurso muito exigente, serão 20 voltas a este circuito, significa que iremos passar 20 vezes por estas subidas difíceis, vamos avaliar dia a dia, mas, claro, se pudermos estar na disputa de um pódio iremos lá estar”, frisou, enviando uma mensagem a todos os que o têm apoiado. “A mensagem que quero enviar para casa, para todos os portugueses, em especial para a minha terra, Estremoz, a todos os que nos têm estado a apoiar, e temos recebido muitas mensagens, é de agradecimento. A nossa motivação são eles lá em casa”, acrescentou.
A medalha de André Soares foi a 4.ª ganha por Portugal na presente edição dos Jogos Surdolímpicos, depois do ouro da judoca Joana Santos em -57kg, do bronze do próprio André Soares na Corrida de Pontos, e da prata de Margarida Silva nos 1.500 metros.
Integrado no espaço institucional da Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte de Portugal, o Município de Esposende vai marcar presença no “Xantar”, Salão Internacional de Turismo Gastronómico, que decorrerá entre os dias 20 e 23 de novembro de 2025, em Ourense, Galiza, Espanha.
A única Feira Internacional de Turismo gastronómico acreditada na Península Ibérica vai na sua 26.ª edição e constitui “uma excelente oportunidade” para reforçar a visibilidade de Esposende enquanto destino turístico, procurando conquistar novos visitantes, sobretudo na época baixa, como forma de “atenuar as desvantagens da sazonalidade”.
O Município apostará na promoção da sua gastronomia e produtos endógenos, com particular incidência no projeto ESLOCAL, aproveitando para a divulgação de outras temáticas como o “Caminho Português da Costa” para Santiago de Compostela, e Estação Náutica de Esposende, além da riqueza natural e cultural que o concelho possui.
Ao longo dos quatro dias do evento decorrerão ações de animação e degustação de produtos locais do concelho, nomeadamente vinhos, queijos e doçaria.
A terceira edição do Braga Science Film Fest, festival internacional de curtas-metragens de ciência, ocorre de 22 a 28 de novembro, com acesso online gratuito para 80 películas de 30 países, além de uma conferência e duas sessões presenciais. A iniciativa é organizada por ex-alunos do mestrado de Comunicação de Ciência da Escola de Ciências e do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, com o apoio do Município de Braga e o patrocínio da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica.
Acessível em bragasciencefilmfest.com, o festival junta em competição 20 documentários, 20 animações, 20 filmes experimentais e 20 de ficção, escolhidos dentre 1817 películas candidatas de 109 países, uma procura global notável. Há para ver 51 filmes em estreia nacional e quatro em estreia mundial, designadamente “The Last Greenhouse“, de Tahmina Yasmine (Alemanha), “Alan“, de Davide Benvenuti (Singapura), “Counter Attack“, de Tiernan Williams (Irlanda) e “The Warped Side of the Universe“, de Paula Froehle (EUA) e com Kip Thorne, o Prémio Nobel da Física por comprovar as ondas gravitacionais e consultor do conhecido filme “Interestellar”.
A física impossível de Hollywood
O programa propõe ainda no dia 22, às 10:15, uma conferência do físico e professor britânico Carsten Welsch sobre os bastidores da física de Hollywood, mostrando acrobacias impossíveis, aceleradores de partículas mal desenhados e imprecisões flagrantes de filmes como “Iron Man”, “Terminator” e “The Flash”. A moderação cabe ao criador do canal de YouTube “Universo Perpendicular”, Fábio Silva.
De tarde, às 16:30, a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (BLCS), em Braga, acolhe uma exibição especial com as curtas-metragens em língua portuguesa presentes neste festival, que nesta terceira edição surgem em número recorde. A BLCS vai ser ainda palco a 24 de novembro, Dia Nacional da Cultura Científica, de uma sessão especial para escolas, levando o cinema de ciência às novas gerações.
O júri do festival conta com Erin Espelie, realizadora e fundadora do NEST Studio for the Arts, EUA; David A. Kirby, professor da Universidade Politécnica Estadual da Califórnia, EUA; Isabel Macedo, diretora do Museu Virtual da Lusofonia; Rute Pereira, editora digital na EJR-Quartz para a Agência Espacial Europeia; e Tiago Ramalho, jornalista de ciência no “Público”. Além do prémio para o melhor filme global e por cada categoria, há também o prémio do público – os cidadãos podem inscrever-se e votar diariamente em bragasciencefilmfest.com .
Este festival é focado na promoção da comunicação de ciência através do cinema, promovendo o diálogo entre ideias e conceitos científicos e narrativas audiovisuais de conteúdo criativo, acessível a diversos públicos. A inteligência artificial, as alterações climáticas, a exploração do espaço, a saúde mental e a inclusão são alguns dos tópicos cinematográficos abordados.
Na próxima sexta-feira, 21 de novembro, às 22:00, Fafe volta a mergulhar no mistério e na tradição com o regresso da lendária “Bicha das 7 Cabeças”.
O evento, promovido pelo Município de Fafe, vai levar até ao anfiteatro da Casa da Cultura um ambiente repleto de fantasia e misticismo, recebendo a performance “Peeira dos Lobos”, da Companhia Malazartes, inspirada na versão fafense da lenda.
Este espetáculo faz parte da programação geral da “Bicha das 7 Cabeças”, tendo sido adiado devido às condições meteorológicas adversas existentes nas últimas semanas.
Trata-se de um evento que celebra o património lendário de Fafe, valoriza as tradições locais e envolve toda a comunidade numa experiência única de cultura e imaginação.
Para quem é da área da Filosofia, a resposta será, certamente, um rotundo não A Bioética, por definição, é um campo interdisciplinar que nasceu precisamente para articular o bios com a ética.
Na semana comemorativa do Dia Mundial da Filosofia, nós, docentes e alunos, devemos assumir, com rigor e objetividade, a responsabilidade que nos cabe: abdicámos do espaço de discussão e tornámo-nos submissos perante a crescente diminuição de filósofos em contextos multidisciplinares? Porque nos encerramos em muros repletos de lamentos, presos aos cortes de financiamento, enquanto tememos um perigo insinuador: o fantasma a sussurrar que a Filosofia poderá desaparecer dos currículos escolares, à semelhança do que sucede noutros países, tornando-se opcional ou, pior, lecionada por quem não possui formação adequada? Se esse fantasma existe e apavora alguns, transforma outros em cúmplices de um sistema que, na sua doxa, permanece errado, mas é alimentado num silêncio tenebroso entre pares.
A minha questão, como aluna e professora de Filosofia, é simples: perdemos a voz? A Filosofia não é silenciosa, nem submissa, nem vítima da história. É, como Boécio a descreveu na sua obra magistral A Consolação da Filosofia:“ Uma mulher de rosto venerado, olhos cintilantes e perspicazes mais do que a normal capacidade humana, de cor vívida e de um vigor inexaurível, embora fosse tão carregada de anos que de modo algum fosse da nossa geração, com uma estatura difícil de definir.”
Vinte séculos depois, é a mesma Filosofia: altiva, por vezes negligenciada, mas sempre presente para quem escolhe a razão, a verdade e a retidão. Usaremos nós, de facto, a razão para manter a Filosofia no espaço público? Ou aceitaremos, silenciados, cultivar ídolos mascarados de professores, confinando-a a gabinetes empoeirados, amarrada por preconceitos que desferem golpes contra aquilo que afirmamos ser a nossa vocação ou paixão?
Recentemente, a Filosofia de Boécio alertou-me contra os temores e contra as vozes doces da teoria sem ação e da submissão académica. Verifiquei que o Mestrado e o Doutoramento em Bioética da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto não têm um único filósofo no corpo docente, embora tratem de áreas da Ética, e a Ética é um ramo da Filosofia. Será distração? Falta de formação filosófica na direção dos ciclos de estudo? Ou perpetuação da crença de que se pode ensinar bioética sem recorrer à matriz que lhe deu origem? Estranha-se, ainda mais, quando se constata que há várias Universidades que oferecem todos os ciclos de estudos em Filosofia e até um mestrado conjunto com a Faculdade de Economia em Filosofia Política e Economia. Qual a razão da Faculdade de Medicina excluir a Filosofia, quando inclui docentes de medicina, biologia, psicologia e gestão? Como se deixa de fora o ventre que gerou a Bioética?
A discussão sobre a composição do corpo docente nos programas de Mestrado e Doutoramento em Bioética da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, funcionando sem a presença de um filósofo, constitui uma opção mutiladora da própria essência interdisciplinar da área. A ausência de especialistas em Filosofia nestes programas representa uma perda incomensurável para os estudantes, privando-os das ferramentas críticas indispensáveis para enfrentar os complexos dilemas morais que permeiam a medicina e a investigação contemporânea.
A Bioética não é uma mera extensão do corpus investigativo da biologia ou da medicina; é, antes, uma reflexão ética sobre os problemas que emergem dessas áreas, sobre a sua conceptualização, argumentação e refutação das objeções. Como realizar este exercício sem método filosófico, sem teoria ética?
A ética não se limita a descrever o que é possível fazer do ponto de vista científico; questiona, sobretudo, o que deve ser feito do ponto de vista moral. É aqui que a Filosofia se impõe, com a sua tradição milenar de interrogar, analisar conceitos e construir argumentos racionais sobre o bem, o mal, a justiça e a dignidade humana.
A Bioética é um campo plural, marcado por diferentes correntes que procuram responder aos dilemas éticos da era tecnológica. Do principialismo à ética do cuidado, passando pela responsabilidade global, estas teorias refletem a complexidade das relações entre ciência, sociedade e valores.
Lecionar bioética sem filósofos empobrece a disciplina. A Filosofia fornece a base crítica para compreender os princípios éticos e questionar os valores que orientam decisões médicas e científicas. Sem essa dimensão, a Bioética corre o risco de se tornar meramente normativa, limitada a protocolos e regras, sem espaço para refletir sobre justiça, dignidade ou responsabilidade. Além disso, perde capacidade para lidar com dilemas complexos e com o pluralismo cultural, podendo reduzir-se a uma ética funcionalista ou burocrática. A ausência de filósofos fragiliza a fundamentação teórica, favorece a tecnocratização e dificulta a construção de consensos éticos sólidos.
A Bioética lida com situações-limite e dilemas que raramente têm uma resposta fácil ou unívoca. A formação filosófica dota os alunos da capacidade de analisar argumentos, identificar falácias, ponderar valores em conflito e procurar o melhor bem possível através da deliberação racional. Sem esta formação, o risco é a tomada de decisões baseada em intuições, preconceitos ou num paternalismo médico simplista, em vez de uma análise ética robusta.
Interrogações como “o que é a vida?”, “quando começa a pessoa?” ou “o que é a dignidade humana?” são, por natureza, questões eminentemente filosóficas. A presença de um filósofo no corpo docente é indispensável para auxiliar os estudantes a dissecar conceitos, compreender a sua carga histórica e cultural e evitar ambiguidades que podem ter consequências práticas graves na investigação científica ou na prática clínica.
As questões supracitadas não são biológicas, mas construções éticas refinadas ao longo de séculos de pensamento filosófico, desde Aristóteles (a prudência e o meio-termo) até Kant ou Rawls (justiça, deveres). Um corpo docente sem filósofos carece da capacidade de aprofundar raízes, nuances e limitações destas teorias. Os alunos aprendem princípios, mas não a filosofia dos princípios, ficando com uma compreensão superficial e dogmática, incapaz de resistir a uma análise mais rigorosa em casos complexos.
A Bioética é, por definição, transdisciplinar. A verdadeira transdisciplinaridade exige diálogo entre saberes distintos, e não a hegemonia de um sobre os outros. A exclusão da Filosofia empobrece esse diálogo, reduzindo a Bioética a uma mera “ética aplicada” de carácter técnico-legal, em vez de uma reflexão humanista, crítica e abrangente.
Ao analisar os programas da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, verifica-se que existe uma unidade curricular intitulada “Filosofia e Bioética” no Programa Doutoral. Tal facto revela um reconhecimento, ainda que formal, da relevância da área. Contudo, a questão central reside na composição do corpo docente: se não houver ninguém com formação académica sólida em Filosofia a lecionar estas matérias, o conteúdo programático perde a sua essência.
Em síntese, a Bioética sem Filosofia é comparável a um corpo sem sistema nervoso central: pode possuir estrutura, regras e leis, mas carece da capacidade de sentir, pensar e deliberar sobre os seus próprios movimentos. Para os alunos da FMUP, a ausência de filósofos no corpo docente representa uma perda de profundidade crítica e humanista, resultando numa formação incompleta e incapaz de enfrentar a complexidade moral do século XXI. A cadeira da Filosofia na mesa-redonda da Bioética não pode, nem deve, permanecer vazia.
É legítimo questionar: porque a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto leciona bioética sem filósofos? E, mais inquietante ainda, como é possível que, ao longo de tantos anos, ninguém da área da Filosofia tenha interpelado esta ausência?
Estamos amordaçados? Esta pergunta não é meramente retórica. Quando uma instituição académica ignora a dimensão filosófica da Bioética, limita o debate e converte a ética numa função burocrática. E quando a comunidade filosófica permanece silenciosa, instala-se uma perigosa complacência. Será medo do confronto? Desinteresse? Ou uma cultura que privilegia a técnica em detrimento da reflexão?
A Bioética deve constituir-se como um espaço de diálogo interdisciplinar, onde médicos, juristas, filósofos e cientistas se encontram para pensar em conjunto. Quando esse diálogo é interrompido, não empobrecemos apenas a formação académica empobrecemos a própria democracia do saber.
Duas reportagens de estudantes da Universidade do Minho (UMinho) venceram a categoria de Ciberjornalismo Académico na 18.ª edição dos Prémios ObCiber, cuja gala foi ontem no Porto. “Amor com Amor se Paga“, de Camila Valente e Manuel Patela, sobre a vida de quem cuida, foi a Escolha do Júri, enquanto “Fardas que pesam“, de Catarina Gonçalves e Constança Costa, sobre a saúde mental dos profissionais de saúde, foi a Escolha do Público na mesma categoria.
Ambas as reportagens saíram no ComUM, o jornal online dos estudantes de Ciências da Comunicação da UMinho, que é o quinto órgão de informação mais premiado neste concurso nacional anual, após o Público, Rádio Renascença, Expresso e JN. Os estudantes da UMinho foram já laureados 14 vezes pelo ObCiber numa década.
As anteriores reportagens premiadas foram “Por onde já não navegamos”, de Rui Barros e Ricardo Castro (2015), “26km2 de silêncio entre Portugal e Espanha”, de Paulo Costa e Pedro Esteves (2017), “Águas paradas movem o Tâmega?”, de Ana Maria Dinis e Ana Rita Martins (2018), “Entre o éter e o digital, ‘a rádio é aquilo que somos’”, de Diogo Rodrigues e Rui Araújo (2019), “Nas profundezas do íntimo. A pornografia à sombra do desejo”, de Ana Sousa, Beatriz Duarte e Rui Pedro Félix (2021), “Nas profundezas do íntimo. A pornografia à sombra do desejo”, de Ana Sousa, Beatriz Duarte e Rui Pedro Félix (2021).
Foram depois destacadas as reportagens “Adoção. Um ADN que se une na alma e no coração”, de Joana Lopes e Tiago Picas (2022), “‘É aqui que se morre de frio’”. Pobreza Energética em Portugal”, de Hugo Gonçalves, João Ângelo e Patrícia Silva (2022), “Cuidadores informais e a falta de apoio”, de Maria Carvalho e Nuno Diogo Pereira (2023), “Entre o Sentir e o Ser”, por Ilda Lima, Joana Oliveira e Maria Francisca Barros (2023) e “Famílias sem título. De coração aberto e braços apertados”, de Ana Ferreira e Marta Rodrigues (2024).
Na última década, os alunos de Ciências e do seu jornal ComUM também sorriram duas vezes na categoria “Estudante” do Prémio Fernando de Sousa, atribuído pela Representação da Comissão Europeia em Portugal. Foi com a reportagem “O ‘bicho-papão’ não mora aqui”, de Pedro Costa, Tiago Ramalho, Pedro Esteves e Paulo Costa (2017), sobre os bairros sociais de Famalicão, e “Luz ao Fundo da Europa”, de Eduardo Miranda, Hélio Carvalho e João Pedro Quesado (2018), sobre uma família refugiada em Portugal.
Em 2023, Patrícia Silva e Catarina Magalhães, levaram o “Prémio Universitário Revelação” no 7º Prémio Jornalismo em Saúde, da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica e do Clube de Jornalistas, pela reportagem “Violência obstétrica: Ninguém nos faz o parto, o parto somos nós que o fazemos”. Já Carina Ribeiro, Marta Ferreira e Soraia Fiúza receberam em 2024 o Prémio “Jornalismo Desportivo – Jovem Revelação” do Comité Paraolímpico de Portugal, com a reportagem multimédia “Vidas Adaptadas ao Desporto”.
João Rodrigues já distribuiu os pelouros na Câmara de Braga após ter reunidos com as forças políticas com assento no Executivo Municipal.
O Autarca assumirá os pelouros da Administração Municipal; Recursos Humanos; Relação com as Freguesias; Planeamento; Urbanismo; Reabilitação Urbana; Mobilidade; Habitação; Atividades Económicas; Inovação e Tecnologia; e Relações Institucionais, com as Universidades e Cooperação Internacional.
Altino Bessa, vice-presidente, terá os pelouros das Obras Públicas; Gestão do Espaço Público; Ambiente e Espaços Verdes; Sustentabilidade; Segurança Municipal; Fiscalização; Proteção Civil; e Desenvolvimento Rural.
Hortense Santos assumirá os pelouros da Educação; Coesão Social; Juventude; Desporto; Saúde; Igualdade e Inclusão; Participação Cívica; e Associativismo.
Catarina Miranda, eleita pela coligação Somos Braga (PS/PAN), aceitou a proposta de João Rodrigues e exercerá funções no Executivo como vereadora independente com os pelouros da Cultura; Património Cultural; e Educação Artística.
Catarina Miranda, vereadora eleita pela coligação Somos Braga (PS/PAN), aceitou assumir pelouros na Câmara Municipal e passou a exercer o seu mandato como independente.
A vereadora reuniu com João Rodrigues, presidente eleito pela coligação Juntos por Braga, e assumirá os pelouros da Cultura, Património Cultural e Educação Artística.
O Posto de Turismo e a Torre Medieval de Barcelos abrem ao público, na próxima sexta-feira, 21 de novembro, a exposição “O Presépio, Uma Tradição, Várias Interpretações”. A mostra/venda é composta por 150 presépios da autoria de mais de meia centena de artesãos do concelho, que evidencia a riqueza do artesanato local, não só na produção de figurado de barro, mas também nos trabalhos em madeira e ferro, de bordados, de pinhas e até de pasta de papel.
O presépio é uma das peças mais simbólicas do Figurado de Barcelos. É, também, uma das mais procuradas, não só pela sua variedade e tipologia de representações, mas como testemunho de uma realidade sociocultural muito influenciada pelos valores cristãos, de que o Natal é expressão.
O figurado barcelense começou a ganhar dimensão a partir da década de 60 do século XX. Artesãos como Rosa Ramalho, Rosa Côta, Mistério e Ana Baraça, entre outros, notabilizaram esta produção no contexto da arte popular, abrindo-lhe novos caminhos. O figurado deixou, então, de ser uma arte só de bonecos sortidos e apitos, para ganhar um novo lugar, retratando a vida quotidiana – o trabalho, a vida familiar, a religião, as lendas e as tradições.
O presépio e as figuras que o compõem são dos principais trabalhos dos barristas e surge no contexto de expressão de vivências quotidianas arreigadas, simbolizando a harmonia universal e a perfeição humana, na esteira da tradição franciscana da representação do nascimento de Jesus.
A exposição “O Presépio – Uma Tradição, Várias Interpretações” ficará patente na Torre Medieval e no Posto de Turismo de Barcelos até 11 de janeiro de 2026.