O ofertório da Missa de encerramento da Visita Pastoral ao Arciprestado de Fafe será destinado ao projeto missionário “Kaminhu di Sperança – Caminho de Esperança”, promovido pela Arquidiocese de Braga. A iniciativa visa apoiar a formação e o voluntariado missionário de jovens adultos na Diocese de Bafatá, na Guiné-Bissau.
A celebração realiza-se no próximo dia 21 de junho, pelas 15:00, no Pavilhão Multiusos de Fafe, e contará com a presença de D. José Cordeiro, D. Delfim Gomes e D. Nélio Pita.
Durante a cerimónia, cerca de 400 jovens e adultos receberão o Sacramento do Crisma, num momento que assinala o encerramento de uma Visita Pastoral que envolveu as 37 paróquias do arciprestado e diversas instituições locais. A celebração incluirá ainda a designação dos Conselhos Pastorais Paroquiais e Interparoquiais das comunidades participantes.
A Biblioteca Pública de Braga continua a dinamizar o ciclo “Entender o Mundo, Construir Sentido”, uma iniciativa que reúne especialistas de diferentes áreas para promover a reflexão e o debate sobre temas centrais da sociedade contemporânea.
A próxima sessão realiza-se a 22 de junho e será dedicada ao tema “Humanidade e humanismo: procurar a paz em tempo de guerra”, propondo uma reflexão sobre a construção da paz, a dignidade humana e a responsabilidade coletiva perante os conflitos e a violência.
O ciclo encerra a 3 de julho com o encontro “A verdade como compromisso: ética e integridade no conhecimento”, centrado na importância da honestidade intelectual, da ética e da confiança na produção e partilha de informação.
As sessões são abertas ao público e pretendem criar espaços de diálogo, pensamento crítico e participação cidadã.
Pedro Sousa anunciou a sua recandidatura à presidência da concelhia de Braga do Partido Socialista, apresentando o manifesto “Um Só PS” para as eleições internas marcadas para 20 de junho.
O atual líder da estrutura local e vereador na Câmara Municipal de Braga defende uma maior coesão interna do partido, sublinhando a necessidade de uma orientação política comum entre militantes, dirigentes e eleitos.
Entre as prioridades para o próximo mandato, Pedro Sousa destaca a construção de uma oposição “construtiva e exigente”, centrada na apresentação de propostas para áreas como habitação, educação, cultura, mobilidade e ambiente.
A candidatura propõe ainda a criação de um fórum de reflexão com personalidades independentes ligadas a diversos setores da sociedade, com o objetivo de contribuir para a definição de estratégias para o futuro do concelho.
Pedro Sousa lidera o PS Braga desde 2022 e terá como adversário nas eleições internas o ex-vereador e antigo presidente da concelhia, Artur Feio.
A Junta de Freguesia de Covas do Barroso manifestou preocupação com os trabalhos de desmatação realizados pela Savannah Lithium na área abrangida pela servidão administrativa associada ao projeto da Mina do Barroso, alegando que as intervenções decorrem em período interdito pela Declaração de Impacte Ambiental (DIA) emitida em 2023.
Segundo a autarquia, a DIA favorável condicionada proíbe operações de desmatação entre 15 de março e 1 de setembro, por se tratar de um período sensível para a fauna local. Ainda assim, a Junta refere que os trabalhos tiveram início a 25 de maio, motivando a apresentação de queixas junto da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
A Savannah Lithium sustenta que as intervenções estão enquadradas numa declaração ambiental anterior, datada de 2005. No entanto, a Junta de Freguesia considera essa interpretação “infundada”, defendendo que o atual projeto apresenta características substancialmente diferentes e que, por isso, está sujeito às condições estabelecidas na DIA de 2023.
A autarquia critica ainda “a ausência de uma resposta célere por parte da APA”, considerando que “a falta de atuação da entidade fiscalizadora permitiu a continuidade dos trabalhos no terreno”.
No comunicado divulgado, a Junta reafirma a sua oposição ao projeto mineiro, acusando as entidades responsáveis de “falhas na fiscalização e acompanhamento ambiental”. Perante o que considera ser “a impossibilidade de garantir o cumprimento das condicionantes impostas”, defende a anulação “urgente” da Declaração de Impacte Ambiental da Mina do Barroso.
A atriz e encenadora Isabél Zuaa cancelou a apresentação do espetáculo Afro Sal.Oyá, que estava marcada para a noite de 11 de junho, no Centro Cultural Vila Flor, no âmbito dos Festivais Gil Vicente.
A decisão surge na sequência de alegações de violência e racismo feitas pela artista, relacionadas com uma situação ocorrida durante o processo de montagem do espetáculo.
Em comunicado, A Oficina lamentou o cancelamento da apresentação e garantiu que não tolera qualquer forma de racismo, sexismo ou assédio. A entidade revelou ter instaurado de imediato um processo interno de averiguação após a denúncia apresentada por Isabél Zuaa.
Segundo a cooperativa cultural, a investigação preliminar não identificou qualquer atitude, ato ou insinuação de natureza racial. Ainda assim, foi decidida a participação do caso ao Ministério Público, para que os factos possam ser apurados pelas autoridades competentes.
A Oficina manifestou ainda solidariedade para com todas as pessoas que se sentiram afetadas pela situação, reafirmando o compromisso com os princípios da igualdade, inclusão, respeito mútuo e dignidade humana.
O cancelamento do espetáculo gerou forte repercussão no meio cultural, ficando agora o esclarecimento dos acontecimentos dependente das averiguações em curso.
As barraquinhas para o São João de Braga já estão a ser instaladas na Avenida da Liberdade. A cidade já começa a ganhar forma para celebrar o santo popular.
A tradição das barracas, eliminada nos anos anteriores, voltará nesta edição das sanjoaninas, que decorrerão de 17 a 24 de junho.
O craps parece simples à distância: dois dados, uma aposta, um rolar rápido. Só que, no balcão verde da mesa, a coisa muda depressa. Quem observa o jogo por alguns minutos percebe que a tensão não está só no resultado do próximo lançamento, mas em cada fase do passe, das apostas no come-out até os pontos que ficam vivos depois. Para quem compara opções entre casinos online internacionais WhizzCasinos poker casino online, o detalhe das probabilidades pesa mais do que o brilho da mesa. E também aparece a dúvida sobre casinos online com licença Leadership.ng RTP, porque nem toda oferta trata o risco do mesmo jeito.
Como o craps muda de fase
No início da rodada, o come-out define o tom. Um 7 ou 11 paga logo para a aposta Pass Line; 2, 3 e 12 encerram a mão de modo seco. Os demais números viram ponto, e aí o jogo fica mais paciente. Um copo de café ao lado, uma ficha azul entre os dedos, e pronto: o jogador já está contando possibilidades sem nem perceber. Isso é o que torna o craps curioso. A mesma mesa, o mesmo par de dados, mas regras diferentes a cada etapa.
As probabilidades brutas dos dados são estáveis. Dois dados de seis faces geram 36 combinações possíveis. O 7 aparece em seis delas. Já o 2 e o 12 surgem só uma vez cada. O resto fica espalhado pelo meio. Parece apenas aritmética, mas essa distribuição manda no ritmo inteiro do jogo. E muda bastante quando a aposta deixa de olhar para o próximo lançamento e passa a esperar um número específico no ponto.
O peso real do ponto
Depois que um ponto é estabelecido, o jogador entra numa espera curta, mas carregada. Se o ponto for 4 ou 10, a casa tem vantagem maior do que em pontos como 6 ou 8. Isso acontece porque a frequência de combinação desses números varia muito. O 6 e o 8 podem sair com cinco combinações cada um. O 4 e o 10, só três. Parece pouca coisa. Mas em craps, pouca coisa é o bastante para mexer no resultado ao longo de muitas rodadas.
O campo visual da mesa ajuda a enganar. Há muitas apostas paralelas, luzes, nomes impressos em blocos estreitos, e o jogador acha que tudo vale quase o mesmo. Não vale. A aposta na Pass Line com odds atrás dela funciona de um jeito diferente das apostas de proposta, que pagam mais porque caem menos. Não é truque; é só a matemática aparecendo sem maquiagem. E ela aparece cedo, logo nos primeiros lançamentos, quando o jogador decide se quer ficar exposto por mais tempo ou procurar retornos rápidos.
A lógica das apostas de odds
As apostas de odds costumam confundir porque parecem um extra, mas na prática são a parte mais limpa da mesa. Depois que o ponto existe, elas pagam de acordo com a chance real do número cair antes de um 7. No 6 e 8, por exemplo, a relação já fica mais favorável ao apostador do que em 4 ou 10. O pagamento acompanha isso. Não há mágica. Só a sequência de combinações possíveis pressionando a conta final.
Aposta por aposta, sem fantasia
As apostas no field chamam atenção porque prometem ação imediata. Um giro, um resultado, um pagamento. Só que a aparente simplicidade esconde oscilações grandes entre versões da mesma aposta. Algumas pagam bem para números raros, outras seguram a margem da casa de forma mais apertada. O jogador que fica só no valor anunciado costuma perder de vista o que importa: a chance de cada face sair na mesa comum, não na tela bonita do layout.
Outro ponto é o efeito da repetição. O craps não cobra só o primeiro erro; ele cobra a paciência. Uma aposta com retorno pequeno, mas frequência alta, pode sobreviver melhor em sessões curtas. Já uma aposta muito paga, porém rara, cria aquele frio no estômago que parece divertido até o saldo começar a encolher. E, claro, os dados não lembram nada. Cada rolar é novo. O histórico fica no papel, não dentro do cubo.
Ler a mesa sem se enganar
Quem quer entender as chances reais precisa olhar menos para a promessa e mais para a sequência. Primeiro vêm as combinações dos dados. Depois, a fase da aposta. Depois, a regra de pagamento. Esse encaixe é o que define o valor esperado, não o barulho da mesa nem a pressa de fechar uma rodada. Em uma noite ruim, a mesa inteira pode parecer contra o jogador; em uma noite boa, até aposta ruim pode dar a impressão de ser inteligente.
O melhor jeito de pensar no craps é simples e meio frio: cada aposta compra uma posição em uma árvore de resultados. Algumas posições têm caminhos curtos. Outras dependem de muitos lançamentos e de um pouco de sorte com a ordem dos números. O fascínio está aí. Um dado cai na feltro, a mesa reage, e o jogo muda de cara sem pedir licença. A ficha continua imóvel por um segundo, antes de o próximo lançamento mexer tudo de novo.
O Município da Póvoa de Lanhoso vai dar continuidade à campanha de esterilização de animais de companhia em 2026, mantendo um apoio global de 10 mil euros destinado a comparticipar intervenções em cães e gatos.
A medida surge poucos dias depois da inauguração do Centro de Recolha Oficial de Animais (CROA) e integra a estratégia municipal de promoção do bem-estar animal e de controlo da população de animais errantes.
A comparticipação abrange animais com tutores residentes no concelho, bem como animais errantes ou pertencentes a associações e movimentos de proteção animal locais, podendo o apoio variar entre os 40 e os 100 euros por intervenção.
As candidaturas podem ser submetidas até 30 de setembro de 2026, através dos serviços online do Município ou presencialmente no Balcão Único da Câmara Municipal.
Desde o arranque da campanha, em 2022, já foram esterilizados cerca de 825 animais no concelho, num programa que visa combater o abandono e promover a saúde animal e pública.
A Associação de Moradores Camélias e Couteiro, em Braga, promove, no próximo dia 13 de junho, o Arraial de Santo António, uma iniciativa que pretende reunir a comunidade num ambiente de convívio e celebração.
O evento decorre a partir das 14:30, no terreno junto ao Campo das Camélias, e inclui um programa diversificado com torneio de sueca, atuação de concertinas, jogos tradicionais, coro popular, animação musical e encerramento com DJ.
Ao longo da tarde e da noite, os participantes poderão também desfrutar de várias especialidades típicas dos Santos Populares, como sardinhas assadas, bifanas, caldo verde e cerveja.
Integrada no programa “Viva o Bairro”, promovido pela BragaHabit com o apoio do Município de Braga, a iniciativa visa reforçar os laços de vizinhança, incentivar a participação dos moradores e dinamizar a vida comunitária no bairro das Camélias e Couteiro.
Vivemos numa época em que a palavra “Democracia” é repetida até à exaustão, é invocada pelos governos, partidos políticos, comentadores, meios de comunicação social e pelas instituições internacionais. Fala-se em democracia como quem fala de uma verdade absoluta, de um sistema perfeito, de uma conquista definitiva da humanidade.
Mas será que a democracia existe mesmo? Se existe, onde está?
A pergunta pode parecer provocatória. Afinal, vivemos em países onde votamos, onde existem eleições periódicas, onde há parlamentos e constituições. Contudo, talvez seja precisamente aí que reside o maior equívoco do nosso tempo, confundimos o acto de votar com a verdadeira democracia.
A democracia nasceu, na sua essência, como o governo do povo, não o governo de alguns em nome do povo, de elites que falam em nome do povo, de estruturas partidárias que se apropriam da vontade popular. O ideal democrático assentava na participação activa dos cidadãos na construção da vida colectiva.
Mas olhemos à nossa volta:
– Quantos cidadãos participam realmente nas decisões fundamentais que afectam as suas vidas?
– Quem decide o rumo da economia?
– Quem define as políticas fiscais?
– Quem estabelece as prioridades do investimento público?
– Quem controla os mercados financeiros?
– Quem influencia os meios de comunicação social?
– Quem determina, muitas vezes, as agendas políticas?
As respostas a todas estas questões, raramente é o povo.
O cidadão comum é chamado a pronunciar-se de quatro em quatro anos, entre eleições, torna-se sobretudo espectador, observa debates que não controla, assiste a decisões que não toma e suporta consequências que não escolheu.
Chamamos democracia a este sistema porque nos habituámos a fazê-lo, mas a verdade é que muitos dos mecanismos fundamentais de decisão encontram-se hoje afastados do alcance da maioria das pessoas.
A própria política transformou-se num produto.
Os partidos vendem promessas como empresas vendem marcas, os candidatos são trabalhados por especialistas em comunicação, as campanhas eleitorais são desenhadas para gerar emoções, não necessariamente para promover reflexão.
O cidadão tornou-se consumidor político, escolhe entre opções previamente seleccionadas por estruturas que raramente controla, depois regressa à sua vida, convencido de que participou plenamente na governação do país.
Mas terá participado? Ou terá apenas legitimado um sistema previamente montado?
A questão torna-se ainda mais inquietante quando observamos a influência crescente dos grandes grupos económicos.
Num mundo globalizado, muitos governos parecem possuir menos poder do que grandes multinacionais, empresas que movimentam capitais superiores ao PIB de muitos países e conseguem influenciar legislação, condicionar políticas públicas e moldar comportamentos sociais.
Quem governa realmente?
O voto popular ou o poder económico?
A democracia ou os mercados?
A resposta não é simples. Mas a pergunta é inevitável.
Talvez o maior triunfo dos sistemas modernos tenha sido convencer os cidadãos de que são livres enquanto limitam progressivamente os espaços de verdadeira liberdade.
Somos livres para escolher produtos, entretenimento, expressar opiniões nas redes sociais.
Mas somos realmente livres para influenciar as grandes decisões colectivas? Ou apenas livres dentro dos limites previamente definidos por outros?
O filósofo francês Jean-Jacques Rousseau alertava para este perigo quando afirmava que o povo inglês julgava ser livre porque elegia os seus representantes, mas que, após as eleições, voltava a ser servo.
Passaram-se séculos.
A reflexão continua actual.
Talvez a democracia moderna tenha evoluído para uma espécie de ritual, um conjunto de procedimentos formais que preservam a aparência da participação popular, enquanto as estruturas profundas do poder permanecem relativamente intocáveis.
Seria injusto concluir que a democracia não existe de todo.
Talvez ela exista.
Não como realidade consumada, mas como ideal, como horizonte, um projecto inacabado.
A verdadeira democracia talvez não seja aquilo que temos, talvez seja aquilo que ainda procuramos.
Existe sempre que um cidadão questiona, recusa aceitar verdades impostas, sempre que uma comunidade se organiza para resolver os seus próprios problemas, sempre que o poder é escrutinado, sempre que a liberdade de pensamento sobrevive à pressão do conformismo.
A democracia não vive nos discursos,vive na consciência crítica, na capacidade de pensar. Não vive apenas nas urnas e sim na coragem de participar.
O problema do nosso tempo não é apenas a corrupção política, a influência económica ou a manipulação mediática.
O problema maior talvez seja a resignação.
Uma sociedade que deixa de questionar deixa de ser verdadeiramente democrática.
Uma sociedade que aceita tudo sem reflexão transforma-se numa multidão obediente.
E uma multidão obediente pode ter eleições, pode ter parlamentos, partidos políticos,
até ter constituições, mas dificilmente terá democracia.
Por isso, a pergunta permanece.
A democracia existe mesmo?
Talvez exista em pequenas manifestações de cidadania consciente, em momentos raros de participação genuína ou apenas como uma promessa ainda por cumprir. Mas se quisermos encontrá-la, provavelmente não devemos procurá-la nos palácios do poder, devemos procurá-la dentro de cada cidadão que continua a pensar por si próprio.
Porque a democracia não morre quando desaparecem as eleições, morre quando desaparecem os cidadãos.
E talvez a questão mais importante não seja onde está a democracia,a verdadeira questão talvez seja: