Os trabalhos apresentados pelos alunos das escolas de Barcelos ao concurso “Natal Ecológico 2025” encontram-se expostos no Largo da Porta Nova (Jardim dos Assentos). No total, são 29 árvores de Natal construídas com material reutilizado/reciclado.
Entre 12 de dezembro e 6 de janeiro, decorre o período de eleição do Prémio do Público, cuja votação está disponível na página de Facebook do Município de Barcelos.
As 29 árvores de Natal são da autoria das crianças dos jardins de infância, alunos do 1.º, 2.º e 3.º ciclos, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), ensino especial e associações de pais que responderam ao repto do Município de Barcelos para desenvolverem trabalhos alusivos ao Natal com recurso a material reutilizado/reciclado.
Paralelamente à exposição instalada no Largo da Porta Nova, vai também decorrer uma exposição virtual no Facebook do Município, onde decorrerá a votação do Prémio do Público.
Este projeto visa promover a criatividade das crianças e jovens, bem como a sua consciência ambiental, numa quadra em que, por norma, há maior consumismo e desperdício.
A Associação Empresarial do Minho (AEMinho) realizou esta quinta-feira, em Vila Verde, um jantar-debate “Portugal, de que é que estás à espera?”, que analisou os bloqueios históricos ao crescimento económico e discutiu caminhos concretos para reformas estruturais essenciais.
Embora o Orçamento do Estado para 2026 coloque a sustentabilidade económica no centro da discussão, o debate sublinhou que o país continua sem avançar com reformas estruturais profundas. Baixa produtividade, burocracia, complexidade fiscal, défice de capital humano, investimento privado reduzido e inovação limitada permanecem como travões ao desenvolvimento. Ao longo da sessão ficou claro que medidas pontuais não chegam: é necessária uma transformação transversal, orientada para a competitividade e para o reforço do tecido empresarial.
O debate evidenciou também o papel decisivo que as empresas podem assumir na condução desta mudança, contribuindo ativamente para influenciar políticas públicas e acelerar o crescimento sustentável. O painel contou com a presença do ex-autarca Rui Moreira, do Eurodeputado Francisco Assis e do empresário Carlos Palhares, sendo moderado pelo economista José Maria Pimentel, com enquadramento inicial de André Vasconcelos, Tax Partner na Deloitte, garantindo uma discussão plural, informada e orientada para soluções concretas.
O evento decorreu no Maison Albar Amoure, reunindo a comunidade empresarial do Minho num debate focado nos desafios e prioridades de reforma em Portugal. A diversidade de experiências presentes, desde a visão executiva autárquica, ao enquadramento político, conhecimento jurídico e à perspetiva empresarial, permitiu uma leitura abrangente e esclarecedora sobre os caminhos de transformação que o país precisa de assumir.
“Portugal está num momento crítico e decisivo. Vivemos uma conjuntura económica e orçamental tendencialmente positiva, mas movemo-nos em gelo muito fino, na medida em que as previsões de crescimento da economia e de estabilidade orçamental têm muito pouca margem para erros e incidentes inesperados. Por outro lado há um sentimento de descrédito total no funcionamento do Estado, que cada vez consome mais recursos às empresas e às pessoas, sem que desse consumo haja correspondência nos serviços que depois o Estado presta. Da justiça, à educação ou saúde, passando pelos serviços de Estado, há uma ineficiência funcional, orgânica e quase que já aceite como normal pelos cidadãos, provocando o seu afastamento e descrédito. Vivemos envoltos numa pantanocracia que nos atrasa, sufoca e limita. Há ainda um quadro legislativo desfasado da realidade, como se a bolha do poder corresse sozinha, alheada da realidade do país, da vida dos portugueses, em diversas dimensões. Somos ainda como empresários fustigados pela visão oportunista de pequenos setores que fomentam a clivagem com os trabalhadores, sem que desse exercício haja nenhum benefício para nenhuma parte, a não ser justificar a sua própria existência. Foi com este sentimento que é urgente lançar um debate frontal, desinibido e apartidário, que criamos este jantar debate “Portugal de que é que estás à espera”, onde juntamos pessoas que têm uma visão multidimensional, crítica, livre e esclarecida e que deram um contributo importante para este caminho que queremos continuar a promover. É por aqui que as empresas podem contribuir para a transformação de que Portugal necessita.”, refere Ramiro Brito, presidente da AEMinho.
Vizela prepara-se para viver uma Noite de Natal ainda mais especial com a realização do Warm Up – Noite de Natal, no próximo dia 24 de dezembro, entre as 15:30 e as 19:00, na Praça da República, reunindo alguns dos nomes mais entusiasmantes da música urbana atual.
O evento contará com atuações de Insert Coin, Lowie, Valkiboys e Noa, artistas que prometem trazer energia, ritmo e um ambiente festivo a todos os presentes. Os Insert Coin destacam-se pela sua energia contagiante e pelo estilo inovador que transforma cada atuação numa experiência inesquecível.
A iniciativa pretende criar um ponto de encontro para jovens que queiram celebrar a tarde de véspera de Natal de forma segura, animada e memorável.
Com um cartaz diversificado e pensado para todas as idades, o Warm Up – Noite de Natal reforça a aposta cultural e de convívio comunitário na cidade de Vizela, proporcionando uma experiência que junta música, celebração e espírito natalício.
O Executivo Municipal de Esposende aprovou, por unanimidade, o Plano de Atividades e o Orçamento para 2026, juntamente com as Grandes Opções do Plano e o Mapa de Pessoal, documentos que serão agora submetidos à apreciação da Assembleia Municipal. O Município apresentará no próximo ano um orçamento direto de 70,8 milhões de euros, que supera os 77 milhões de euros com a integração dos orçamentos das empresas municipais Esposende Ambiente e Esposende 2000. Este conjunto de instrumentos de gestão marca o início de um novo ciclo estratégico para o concelho, baseado na responsabilidade pública, na transparência e na proximidade às populações, procurando dar respostas eficazes aos desafios atuais e preparar o território para o futuro.
O Plano de Atividades para 2026 resulta de um processo de análise rigorosa e de um diálogo alargado com freguesias, instituições, agentes económicos, setor educativo e tecido social, traduzindo-se numa visão integrada de desenvolvimento. Um dos pilares centrais deste plano é o reforço da autonomia e capacidade de intervenção das freguesias, através da reformulação do Fundo de Financiamento das Freguesias (FFF). O Município irá transferir para as freguesias um montante significativo (dobro do FFF), criando contratos interadministrativos ajustados à realidade de cada território e baseados em objetivos concretos e mensuráveis. Esta medida permitirá uma maior eficácia na gestão local, reforçando a proximidade ao cidadão e garantindo uma resposta mais célere às necessidades de manutenção urbana, espaços públicos e projetos de intervenção comunitária.
Outra prioridade incontornável definida para 2026 é a expansão da rede de saneamento básico. Nesse sentido, o próximo ano será o ponto de partida para um plano estratégico e faseado, assente em informação transparente e planeamento rigoroso para resolver esta necessidade estrutural.
No domínio energético e ambiental, o Município prosseguirá uma estratégia de eficiência e redução de consumos, dando início a um processo de substituição integral da iluminação pública por tecnologia LED, acompanhado de auditorias energéticas que permitirão identificar oportunidades de poupança e preparar novos investimentos em energias renováveis. A gestão de resíduos será igualmente reforçada, com monitorização contínua e controlo de custos, garantindo um serviço mais eficiente e sustentável.
A educação assume também um papel central no Plano de Atividades de 2026. Entre as medidas anunciadas destaca-se a criação do Cheque Educação, um apoio direto às famílias que procura também promover o comércio local. O Município avançará ainda com o início da requalificação de escolas primárias e jardins de infância, assegurando melhores condições de aprendizagem, inclusão e bem-estar para toda a comunidade educativa.
Na área cultural, o executivo municipal pretende dar resposta a uma necessidade identificada há vários anos, com o início dos estudos para a criação do Multiusos de Esposende. Este equipamento ambiciona reforçar a oferta cultural e artística do concelho, permitindo acolher programação diversificada e regular, valorizando o talento local e ampliando o acesso da população a iniciativas culturais de qualidade.
O desenvolvimento económico, turístico e social constitui outro eixo prioritário da estratégia municipal para 2026. Serão promovidas ações e investimentos que dinamizem setores como a indústria, a agricultura, as pescas, o turismo e o empreendedorismo jovem, com o objetivo de criar um ambiente mais competitivo, atrativo e capaz de gerar novas oportunidades de emprego e investimento. No domínio social, o Município manterá e reforçará as medidas de apoio às populações mais vulneráveis, em estreita articulação com instituições locais, a Unidade Local de Saúde e organismos regionais, promovendo políticas de habitação, mobilidade inclusiva e bem-estar comunitário.
O presidente da Câmara Municipal, Carlos Silva, sublinha que “2026 marca o início de um ciclo que reforça a ação do Município em todas as áreas estratégicas, preparando Esposende para crescer de forma equilibrada, competitiva e sustentável”. Os documentos previsionais agora aprovados refletem uma visão clara e integrada de futuro, garantindo uma gestão rigorosa dos recursos públicos, maior capacidade de execução e um caminho de desenvolvimento assente na modernização, na justiça territorial e no bem-estar das populações.
As festas em honra de Santa Luzia de Ruílhe, em Braga, começam esta sexta-feira, 12 de dezembro.
As festividades contarão com uma procissão de velas, animação musical a cargo do grupo CurtiSom, um magusto e uma sessão de fogo de artifício.
O Dia de Santa Luzia – 13 de dezembro – será também celebrado com a realização de uma Missa, atos religiosos, uma procissão e a atuação do Rancho Folclórico Ronda Típica de Viana do Castelo.
Programa
12 de dezembro (sexta-feira)
20:30 – Procissão de velas com saída do Centro Social com o andor de Nossa Senhora de Fátima em direção à Igreja. À chegada será celebrada uma missa
22:00 – Atuação do grupo CurtiSom; magusto com castanhas e vinho oferecidos pela Comissão de Festas
00:00 – Sessão de fogo de artifício
13 de dezembro (sábado)
11:00 – Missa Solene em honra de Santa Luzia cantada pelo Grupo Coral da Freguesia
15:00 – Início do terço, sermão, seguida da procissão com vários andores, o Grupo de Bombos de Santana de Vimieiro
16:30 – Atuação do Rancho Folclórico Ronda Típica de Viana do Castelo. Sorteio das rifas.
20:00 – Sessão de fogo de artifício e encerramento das festas
João Vieira, presidente da Junta de Freguesia de Gualtar, em Braga, eleito pelo Partido Socialista, foi ontem eleito representante das Juntas de Freguesia do concelho de Braga no Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP). A eleição decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Braga.
João Vieira venceu a votação com 37 votos, superando a Lista B, que obteve 34 votos e cujo candidato era o presidente da Junta de Freguesia de Palmeira, João Ferreira.
Na mesma assembleia eleitoral, foi ainda escolhido o suplente para esta representação, cargo que será desempenhado por Sérgio Fernandes, presidente da Junta de Freguesia de Este, eleito pelo movimento “Amar e Servir Braga”.
O novo representante assumirá funções já na primeira reunião do Congresso, agendada para este fim de semana, em Viana do Castelo, onde participará em nome das Juntas de Freguesia de Braga.
A revisão do Plano Diretor Municipal (PDM) é um dos processos mais determinantes para o futuro de qualquer concelho, porque define o modelo de desenvolvimento territorial, orienta investimentos, estabelece prioridades e garante estabilidade e previsibilidade a cidadãos, empresas e investidores. Por isso mesmo, quando o Presidente da Câmara Municipal de Braga afirmou de forma insistente, em campanha eleitorial e já devidamente empossado no cargo, que o PDM de Braga estaria concluído e aprovado ainda em 2025, essa promessa não pode ser entendida como um simples detalhe político, mas como um compromisso assumido perante todos os bracarenses. Hoje, porém, a realidade impõe-se: o processo não só não ficará concluído em 2025, como afinal essa meta nunca foi realista. Mais do que um atraso, o que agora se confirma é que a promessa feita não tinha sustentação nos prazos legais, no estado dos trabalhos, nem na complexidade do próprio procedimento, pelo que náo é exagero considerar-se particularmente grave que se tenha anunciado com tanta ligeireza um prazo impossível de cumprir. A revisão de um PDM exige estudos técnicos aprofundados, articulação com diversas entidades públicas, processos de consulta e participação, avaliações e uma fase de concertação que, mesmo nas melhores condições, é morosa. Nada disto era compatível com a narrativa otimista que a autarquia procurou manter durante meses, ignorando a evidência de que o calendário anunciado não tinha qualquer base realista.
A ausência de um PDM atualizado tem consequências profundas para Braga. Num momento em que a cidade enfrenta desafios sérios no acesso à habitação, na mobilidade, na preservação ambiental e na atratividade económica, continuamos dependentes de um instrumento antigo, incapaz de responder às necessidades atuais. Famílias, promotores imobiliários, empresários e instituições aguardam decisões que ficam suspensas por falta de regras claras e atualizadas. Cada mês de atraso traduz-se em projetos parados, investimentos adiados e oportunidades perdidas. O impacto não é abstrato: sente-se na dificuldade de aceder a terreno para habitação a preços comportáveis, na incapacidade de definir zonas de expansão equilibrada, na indefinição que trava atividades económicas e na insegurança jurídica que se gera quando o principal instrumento de ordenamento do território permanece desatualizado.
O incumprimento da promessa de 2025 gera também um problema de confiança. Quando um executivo anuncia metas que não pode cumprir, e quando insiste nelas até ao momento em que já não é possível ocultar o seu irrealismo, fere a credibilidade da governação. A política não pode ser exercida com base em expectativas que servem campanhas mas não servem o interesse público. O que assistimos em Braga é a confirmação de um padrão: a gestão municipal tem revelado falta de planeamento, respostas reativas e uma preocupante tendência para governar em função da narrativa e não dos factos. Não se trata de um detalhe técnico, mas de uma forma de atuar que fragiliza a capacidade de conduzir a cidade com visão e responsabilidade.
É importante sublinhar que a segunda consulta pública, que já se realizou, não encerra o processo. Segue-se uma fase em que todas as participações devem ser analisadas e ponderadas, com a elaboração de um relatório que explica as razões pelas quais cada contributo foi aceite ou rejeitado, e a proposta do plano ajustada em conformidade. Só depois é possível submeter o documento para votação e tramitação subsequente. Estas fases, embora formais, são essenciais para assegurar que a participação pública se traduz em decisões concretas e que o plano final reflete interesses legítimos da cidade.
Braga precisa de um PDM que permita planear o futuro e não apenas reagir ao presente. Precisa de regras que promovam habitação acessível, que protejam o território, que organizem equipamentos, que reforcem a mobilidade sustentável e que garantam estabilidade às famílias e aos agentes económicos. E precisa, sobretudo, de um executivo que trate este processo com o rigor que ele exige, em vez de o transformar num exercício de promessas que se esgotam na comunicação.
A cidade merece uma estratégia de longo prazo e não mais improvisação. O futuro de Braga não pode ficar refém de promessas irrealistas; deve assentar em planeamento, responsabilidade e respeito pelos bracarenses.