Marta Cerqueira Gonçalves, membro da Assembleia Municipal de Braga eleita pelo movimento independente Amar e Servir Braga, foi eleita para integrar a Comissão Alargada da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Braga, durante a reunião extraordinária da Assembleia Municipal realizada no dia 12 de janeiro.
A Comissão Alargada da CPCJ de Braga integra representantes de várias entidades locais. Compete-lhe desenvolver ações que visem a promoção dos direitos e a prevenção das situações de perigo para as crianças e os jovens do concelho de Braga.
A posição da União Europeia face aos acontecimentos mais recentes no mundo tem sido, simultaneamente, firme nos princípios e hesitante na acção. Esta ambivalência não é nova, mas tornou-se mais visível num contexto internacional marcado por guerras prolongadas, tensões geopolíticas crescentes, instabilidade económica e uma clara erosão do multilateralismo.
A União Europeia afirma-se, desde a sua génese, como um projecto político fundado na paz, no primado do direito internacional, na defesa dos direitos humanos e na cooperação entre Estados. É essa matriz que orienta, pelo menos no plano discursivo, as posições assumidas pelas suas principais instituições, a Comissão Europeia, o Conselho Europeu e o Parlamento Europeu.
Contudo, o mundo de hoje exige mais do que declarações de princípio.
Entre valores e interesses
Nos conflitos armados em curso, da guerra na Ucrânia à escalada de violência no Médio Oriente, a União Europeia tem procurado posicionar-se como defensora do direito internacional humanitário, condenando violações, impondo sanções e apoiando soluções diplomáticas. O apoio político, financeiro e militar à Ucrânia é, talvez, o exemplo mais coeso de actuação comum, revelando uma Europa consciente de que a sua própria segurança está em causa.
Ainda assim, quando os interesses económicos, energéticos ou estratégicos entram em jogo, a coerência europeia tende a fragmentar-se. As divergências entre Estados-Membros tornam-se evidentes, enfraquecendo a capacidade da União para agir como um verdadeiro actor geopolítico unificado. A política externa europeia continua excessivamente dependente do consenso, o que, na prática, significa lentidão, compromissos diluídos e, por vezes, silêncio cúmplice.
“A diplomacia como vocação e limite”
A União Europeia prefere a diplomacia às demonstrações de força. Essa escolha é, em si mesma, um traço civilizacional distintivo e louvável. No entanto, num mundo onde potências globais recorrem abertamente à intimidação, à força militar e à instrumentalização económica, a diplomacia sem capacidade dissuasora corre o risco de se tornar irrelevante.
A ausência de uma verdadeira política de defesa comum, aliada à dependência histórica da NATO e dos Estados Unidos, expõe uma fragilidade estrutural: a Europa fala em nome da paz, mas nem sempre tem meios próprios para a garantir.
Direitos humanos: um discurso sob escrutínio
Outro ponto crítico é a aplicação selectiva dos valores que a União proclama. A defesa dos direitos humanos perde credibilidade quando a indignação não é uniforme, quando algumas violações geram sanções imediatas e outras apenas comunicados prudentes.
“O mundo observa e julga esta assimetria.”
A autoridade moral da União Europeia depende da sua capacidade de ser coerente, mesmo quando isso tem custos políticos ou económicos.
Uma encruzilhada histórica
A verdade é simples e desconfortável, a União Europeia encontra-se numa encruzilhada. Pode continuar a ser uma potência normativa, respeitada pelas suas intenções mas limitada na sua influência, ou pode assumir plenamente o seu papel como actor político global, dotando-se de mecanismos eficazes de decisão, defesa e intervenção externa.
Os últimos acontecimentos no mundo não deixam margem para ilusões. A neutralidade passiva já não é uma opção. A Europa terá de escolher entre a comodidade da prudência e a responsabilidade da liderança.
Porque, num mundo em transformação acelerada, quem não ocupa o seu lugar… acaba por ser empurrado para fora da história.
Dando continuidade à iniciativa solidária lançada pelo Lidl Portugal em parceria com a WWF Portugal através da venda de sacos de compras produzidos com plástico retirado do oceano, a insígnia anunciou que foi atingido o objetivo financeiro para o restauro de 30 hectares de natureza no Parque Nacional da Peneda-Gerês.
O valor angariado, cerca de 180.000 euros, permitirá avançar com ações concretas de recuperação de ecossistemas ao abrigo da iniciativa Re-Store Portugal.
Metade do valor de venda destes sacos solidários (disponíveis por 1 euros) reverteu a favor da WWF Portugal. A intervenção no Gerês, o único parque nacional do país, focar-se-á em proteger espécies ameaçadas, como o lobo-ibérico e a águia-real; reduzir o risco de incêndios e beneficiar a fauna e flora locais; identificar espécies aquáticas invasoras em rios icónicos, mas pouco estudados; e controlar plantas invasoras, abrindo espaço para a flora nativa.
“Este resultado demonstra o impacto real do contributo dos clientes Lidl, cuja escolha foi determinante para transformar um gesto quotidiano numa intervenção ambiental com efeitos mensuráveis em território nacional. Este esforço coletivo contribuirá também para que Portugal fique mais perto de cumprir a meta da UE de restaurar 20% das suas áreas degradadas até 2030”, refere a cadeia alimentar.
Com este objetivo cumprido, o Lidl convida agora os seus clientes a decidirem a próxima área de restauro. Até dia 23 de janeiro, os clientes poderão votar, através da app Lidl Plus, Instagram e Linkedin da marca, entre duas áreas definidas como prioritárias:
Serra do Caldeirão (entre o Algarve e o Baixo Alentejo) – Um ecossistema vital para a biodiversidade do sul do país, cuja recuperação contribuirá para travar a desertificação, restaurar a flora autóctone – como o sobreiro e o medronheiro – e proteger espécies emblemáticas como o lince-ibérico, promovendo também a redução do risco de incêndios e a resiliência climática da região.
Estuário do Tejo – Reconhecido como uma das zonas húmidas mais importantes da Europa e fundamental para a conservação da biodiversidade marinha, é também uma das áreas mais pressionadas pelas atividades humanas. A intervenção proposta terá como foco a proteção de cavalos-marinhos, através da recuperação do seu habitat subaquático atualmente ameaçado e da criação de estruturas subaquáticas seguras para abrigo e reprodução, especificamente na frente ribeirinha de Almada.
A venda dos sacos solidários continuará a ser o motor desta mudança. Até ao final de fevereiro, o valor angariado com a sua comercialização reverterá diretamente para o financiamento da zona de restauro mais votada pelos clientes.
Esta nova etapa reforça o pilar “Respeitar a Biodiversidade” da estratégia de sustentabilidade do Lidl. Ao dar voz aos clientes, a marca promove a corresponsabilização e a transparência em prol da recuperação da natureza em Portugal, demonstrando uma vez mais que “Vale Mesmo a Pena”.
Álvaro Santos venceu hoje a eleição para a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), derrotando António Cunha, atual presidente do organismo e ex-reitor da UMinho.
De acordo com o Jornal de Notícias, a contagem dos votos ainda não está finalizada, mas Álvaro Santos venceu “por uma margem confortável” na casa dos 60%.
O Auditório Municipal de Vieira do Minho foi palco, nodomingo, da 32.ª edição do Encontro de Reisadas, iniciativa promovida pela Câmara Municipal que celebra uma das mais enraizadas tradições culturais do concelho.
O evento contou com a participação de 14 grupos, representando diversas freguesias, que subiram ao palco para cantar as janeiras e encher o auditório do espírito da época.
No final das atuações dos grupos, seguiu-se um lanche de convívio, que proporcionou um momento de confraternização entre os participantese público presente.
A Vila de Fão, em Esposende, assinalou, no passado dia 8, os 50 anos da sua elevação a vila, com o hastear da bandeira, cerimónia que marcou o início das comemorações, culminando no dia 11 com um programa festivo e evocativo da identidade fangueira.
As celebrações incluíram a homenagem à “Comissão Instaladora de Fão a Vila”, um concerto protagonizado pela Banda de Música de Antas e por Teresa Nunes, cantares das Janeiras e um espetáculo de fogo de artifício, reunindo numerosos fangueiros e visitantes.
Na sessão comemorativa, o Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Carlos Silva, destacou que “celebrar os 50 anos da elevação de Fão a vila é reconhecer uma comunidade com identidade própria, construída entre o mar e o rio, com um papel central, histórico e estratégico no concelho de Esposende”. O autarca salientou ainda o forte movimento associativo e institucional da vila, considerando Fão um “motor social, cultural e económico do concelho”.
Assim, futuro de Fão passa, segundo Carlos Silva, “pela revitalização do centro histórico, devolvendo-lhe vida, dinamismo económico e social, respeitando a identidade local e reforçando o lugar de Fão como referência incontornável no desenvolvimento do concelho”.
Também o Presidente da Assembleia Municipal, Alberto Figueiredo, sublinhou o potencial e as características únicas da Vila de Fão, apelando ao orgulho fangueiro e à participação ativa da população para que a vila recupere a vitalidade que a marcou ao longo da sua história.
“Fão tem identidade, tem memória e tem capacidade para voltar a afirmar-se. Para isso, merece o envolvimento, o compromisso e a participação ativa de todos, para que volte a brilhar com a força e o protagonismo de outros tempos”, frisou Alberto Figueiredo.
Por sua vez, o Presidente da Junta de Freguesia de Fão, Valdemar Faria, manifestou o orgulho e a emoção de presidir “à vila mais bonita e melhor do mundo para se viver”, destacando a importância da identidade histórica de Fão e o papel determinante das associações como motores da vida comunitária. O autarca mostrou confiança no trabalho conjunto das instituições, da população e do Município para devolver a Fão a dinâmica e o desenvolvimento que merece.
Comum a todas as intervenções foi o reconhecimento e a gratidão àqueles que, há 50 anos, lutaram pela elevação de Fão a vila, num momento considerado “decisivo para a afirmação da sua identidade e do seu papel no concelho de Esposende”.
O Município de Guimarães assinou um acordo de consultoria com o Banco Europeu de Investimento (BEI), financiado pela Comissão Europeia, para apoiar a transição da cidade para a neutralidade climática. O acordo foi anunciado durante a cerimónia oficial que assinalou a designação de Guimarães como Capital Verde Europeia de 2026.
Entre os participantes na cerimónia de assinatura estiveram Ricardo Araújo, presidente da Câmara Municipal de Guimarães, João Fonseca, chefe do Escritório de Representação do Grupo BEI em Portugal, e Patrick Child, diretor-Geral Adjunto da DG Ambiente da Comissão Europeia.
Este mandato de assistência técnica incidirá sobre duas prioridades interligadas: a atualização do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) de Guimarães e a preparação de estudos de viabilidade técnica, económica e financeira para um sistema de Transporte Rápido por Autocarro (BRT).
Sobre este passo estratégico, o presidente da Câmara de Guimarães sublinhou que a mobilidade é um dos maiores desafios urbanos da atualidade. “Este plano permite olhar para todo o território de forma integrada e pensar a cidade a partir da mobilidade, encontrando soluções concretas que contribuam para a descarbonização e para a melhoria da qualidade de vida de quem vive, trabalha ou visita Guimarães”, disse o autarca.
“Prevê-se que o BRT se torne na espinha dorsal da estratégia de longo prazo da cidade para descarbonizar a mobilidade urbana, melhorar a qualidade do ar e reforçar a acessibilidade para os seus cidadãos. Este Mandato de Assessoria, gerido pelo BEI e financiada pela Comissão Europeia através da Missão Cidades Inteligentes e com Impacto Neutro no Clima, apoiará o município no reforço da maturidade, robustez técnica e viabilidade financeira dos principais investimentos em mobilidade, preparando-os para futura implementação e financiamento. As cidades desempenham um papel central na concretização da transição climática europeia. Ao apoiar Guimarães com serviços de consultoria especializados, o BEI e a Comissão Europeia contribuem para transformar planos estratégicos em projetos concretos, financiáveis e com impacto direto na vida dos cidadãos. A mobilidade sustentável é um pilar fundamental das cidades climaticamente neutras, e este acordo reflete a forte cooperação entre o BEI, a Comissão Europeia e o Município de Guimarães no âmbito da Missão Cidades”, acrescenta.
Guimarães é das primeiras cidades portuguesas, juntamente com o Porto, a beneficiar desta assistência técnica do BEI no âmbito da Missão Cidades Inteligentes e com Impacto Neutro no Clima da Comissão Europeia, que faz parte do InvestEU.
O candidato à presidência da República, Luís Marques Mendes, vem esta quarta-feira a Braga para reunir com a Associação Académica da Universidade do Minho.
O candidato do PSD irá almoçar no Campus de Gualtar e posteriormente seguirá a sua campanha para as cidades de Fafe e para Famalicão.
O cartaz da 18ª Feira do Fumeiro de Vieira do Minho vai ser apresentado esta quarta-feira em conferência de imprensa, no Campo de Tiro, na freguesia de Pinheiro.
O momento contará com a presença de Filipe de Oliveira, presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho e será anunciado os principais destaques e novidades do evento.
O certame acontece nos dias 30 e 31 de janeiro e 1 de fevereiro.