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Projeto Guimarães Mais Floresta vai plantar mais de 2.000 árvores

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© Laboratório da Paisagem
© Laboratório da Paisagem

Pelo terceiro ano consecutivo, a Win Win Textiles, empresa subscritora do Pacto Climático de Guimarães, promove, em conjunto com o Laboratório da Paisagem e o Município de Guimarães, um evento de plantação de árvores com o objetivo de reforçar o compromisso coletivo com a ação climática e a valorização do território.

A iniciativa, que se realiza na manhã do próximo sábado, dia 17 de janeiro, a partir das 09:00, integra a agenda da Guimarães 26 – Capital Verde Europeia e decorre no âmbito do projeto Guimarães Mais Floresta. Além da Win Win Textiles, a ação envolve ainda a Junta de Freguesia de São Torcato, o Agrupamento de Escolas do Vale de São Torcato e cerca de 25 empresas parceiras – locais, nacionais e internacionais – de diferentes setores, como têxtil, desportivo, restauração e serviços, entre outros.

No total, foram doadas 2.122 árvores – parte das quais será plantada na zona da Pedra Fina, na freguesia de São Torcato, sendo as restantes destinadas a outros locais do concelho que necessitem de reflorestação ou reforço de plantações, contribuindo para a recuperação ecológica e para o aumento da cobertura arbórea em Guimarães.

A receção e abertura da iniciativa acontece no Laboratório da Paisagem e contará com a presença do vereador do Ambiente da Câmara Municipal de Guimarães, Alberto Martins, bem como da direção da Guimarães 26 – Capital Verde Europeia. 

Esta ação é um convite aberto à participação e ao espírito de comunidade, com cada árvore plantada a representar um passo concreto para um concelho mais resiliente, saudável e sustentável. É recomendado que os participantes tragam roupa e calçado confortáveis e adequados ao terreno, garrafa de água e, se possível, luvas.

Três atletas do SC Braga representam Portugal no Campeonato da Europa de Karaté

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© SC Braga
© SC Braga

André Aguiar, Leonor Gonçalves e Guilherme Gonçalves, atletas de Karaté do SC Braga, foram convocados para representar a Seleção Nacional no 53.º Campeonato da Europa de Cadetes, Juniores e Sub-21, que se realiza entre os dias 5 e 8 de fevereiro, em Limassol, no Chipre.

Guilherme Gonçalves irá competir no escalão Sub-21, na categoria de -67 kg, enquanto Leonor Gonçalves no escalão Júnior, na categoria de -53 kg. O Gverreiro André Aguiar irá competir no escalão Júnior, na categoria de +67 kg.

Braga: Teatro anima Palmeira no próximo sábado

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© Grupo Cénico Povoense
© Grupo Cénico Povoense

A Nova Comédia Bracarense celebra no sábado, 17 de janeiro, pelas 21:45, o seu 36.º aniversário e convida toda a população para mais uma grande noite de teatro com a peça “A Casa de Bernarda Alba”, encenada pelo Grupo Cénico Povoense. O espetáculo acontecerá no Auditório do Pavilhão Multiusos de Palmeira, em Braga.

A última peça escrita por Frederico Garcia Lorca é uma tragédia severa e simples onde a protagonista, matriarca dominadora, conduz com mão de ferro a vida das suas cinco filhas solteiras, negando-lhes qualquer possibilidade de felicidade. A vigilância implacável transforma a casa, situada num pequeno povoado da Andaluzia, num caldeirão prestes a explodir.

O drama, encenado por Manuel Cardoso, mostra como o poder autoritário e repressivo da liberdade gera revolta.O espetáculo, com entrada a 3 euros, conta com o apoio da Junta de Freguesia de Palmeira.

Braga: Sérgio Lino reeleito presidente da Cooperativa de Ensino Alfacoop

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© Colégio Alfacoop
© Colégio Alfacoop

A Cooperativa de Ensino Alfacoop, em Ruílhe, Braga, elegeu os novos órgãos sociais para o quadriénio 2026-2029.

“Esta eleição representa uma reeleição do atual Conselho de Administração para mais um mandato de quatro anos, dando continuidade ao projeto educativo e estratégico que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos anos”, refere a cooperativa de ensino.

“A votação em Assembleia Geral Eleitoral foi inequívoca com o apoio maioritário dos cooperantes, refletindo a confiança no trabalho realizado pela equipa dirigente e na visão apresentada para o futuro da instituição”, acrescenta.

O Conselho de Administração, presidido pelo professor Sérgio Lino com João Rei e Isabel Santos como vogais, continuará, assim, pelo terceiro mandato consecutivo, a liderar os destinos da Alfacoop, mantendo o compromisso “com a qualidade do ensino, a inovação pedagógica e o reforço da ligação à comunidade educativa”.

O presidente reeleito manifestou “satisfação pelo voto de confiança recebido” e sublinhou “a responsabilidade acrescida que este representa”.

“Esta reeleição é, acima de tudo, um reconhecimento do trabalho coletivo desenvolvido por toda a equipa e pela comunidade educativa. Encaramos este novo mandato com renovada motivação para continuar a investir na excelência e na inovação do ensino, na valorização dos nossos profissionais e na formação integral dos nossos alunos. Aqui educamos cidadãos comprometidos com a construção de um mundo melhor”, afirmou.

Durante o próximo quadriénio, os órgãos sociais eleitos pretendem consolidar projetos em curso e lançar novas iniciativas que reforcem a sustentabilidade da cooperativa e a qualidade do seu projeto educativo, mantendo a Cooperativa Alfacoop e o Colégio Alfacoop como “uma referência no setor da Educação e do Ensino Cooperativo”.

Vem aí mais chuva forte. Braga sob aviso amarelo

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© Dreamstime
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Braga vai estar novamente sob aviso amarelo por causa da chuva forte, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O aviso entra em vigor a partir das 09:00 até às 15:00 desta quinta-feira, prevendo-se chuva persistente e por vezes forte.

Braga: Arentim recebe peça de teatro para apoiar construção do lar na freguesia

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© Grupo Cénico de Arentim
© Grupo Cénico de Arentim

O salão paroquial de Arentim, em Braga, irá receber a peça de teatro “O Diário Secreto do Velho Teófilo” no dia 24 de janeiro, às 21:00.

O evento estará a cargo do Grupo Cénico de Arentim e a totalidade das receitas das vendas dos bilhetes irão reverter para a construção do futuro lar da freguesia.

O bilhete terá um custo simbólico de 4 euros.

A Associação de Defesa do Idoso e Crianças de Arentim  (ADICA) convida a população para assistir a esta peça e poder ajudar na concretização deste projeto que irá beneficiar os seniores. Poderá também apoiar a construção do lar através de um donativo:

  • Donativo para IBAN: PT50 0045 1450 4039 5635 6121 4

Guimarães: Ricardo Araújo assegura “passo decisivo” para a concretização do Metrobus

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© CM Guimarães
© CM Guimarães

A apresentação pública do estudo da primeira fase do Metrobus GuimarãesTaipas marcou um momento “relevante” para o futuro da mobilidade no concelho e na região, constituindo o principal motivo da visita de trabalho do ministro das Infraestruturas e Habitação a Guimarães.

A sessão contou com a presença de presidentes de junta, responsáveis das entidades participadas do município, chefias da Câmara Municipal e representantes da comunicação social.

Antes da apresentação, decorreu uma reunião de trabalho entre o ministro e o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, dedicada a vários dossiês estratégicos, entre os quais o projeto e financiamento do Metrobus, a requalificação e transferência de dominialidade da Estrada Nacional 101, o descongestionamento do Nó de Silvares através da ligação entre a variante de Creixomil e a EN 206, a criação de um novo nó de acesso à A11 na zona das Taipas, os acessos ao Hospital Senhora da Oliveira, a requalificação da EN 206 (Guimarães–Famalicão) e o reforço da ligação ferroviária Guimarães–Porto–Lisboa.

A apresentação técnica do estudo esteve a cargo do professor José Mendes, que detalhou um sistema de transporte coletivo de passageiros no modelo Metrobus ou Bus Rapid Transit (BRT), caracterizado por alta capacidade, rapidez, regularidade, pontualidade, conforto e descarbonização.

“O projeto representa um passo significativo no reforço da mobilidade sustentável, assumindo-se como uma solução moderna e ambientalmente responsável, orientada para a redução do uso do automóvel individual, a diminuição das emissões de gases com efeito de estufa e a melhoria da qualidade de vida urbana. O Metrobus permitirá reforçar o transporte público intramunicipal e integrar Guimarães numa rede regional de mobilidade mais eficiente e sustentável, em articulação com a futura alta velocidade ferroviária”, refere a Câmara de Guimarães.

A 1.ª fase do Metrobus (Guimarães–Taipas–AvePark) representa um investimento estimado em 80 milhões de euros, com horizonte de concretização em 2028. A 2.ª fase (Taipas–Braga) está avaliada em cerca de 79 milhões de euros, com conclusão prevista para 2030, permitindo uma ligação estruturante entre Guimarães e Braga no contexto da nova rede de mobilidade regional.

Na sua intervenção, Ricardo Araújo sublinhou que “o Metrobus é um compromisso eleitoral assumido com os vimaranenses e reafirmou a prioridade absoluta do executivo municipal na sua concretização”. “Este foi um projeto muito discutido. Houve o tempo do debate, houve o tempo da decisão, que foi o tempo eleitoral. Hoje é o tempo da ação. Queremos executar este projeto com prioridade e concretizá-lo durante este primeiro mandato”, afirmou.

O presidente da Câmara da Câmara Municipal de Guimarães destacou “a importância do Metrobus para a competitividade, atratividade e coesão territorial do concelho, tanto ao nível das ligações intraconcelhias como da articulação com a futura alta velocidade ferroviária”.

Ricardo Araújo anunciou igualmente que “o Município está em condições de avançar, já na próxima semana, com o estudo prévio, etapa considerada essencial para a execução do projeto. Temos todas as condições técnicas e financeiras para avançar com o estudo prévio, uma fase determinante para que este projeto se torne realidade”.

Transferência da EN 101 como condição essencial

Outro dos pontos centrais abordados foi “a necessidade de transferência da dominialidade da Estrada Nacional 101 para a esfera municipal, condição considerada indispensável para a concretização do projeto”. “Vamos iniciar, já na próxima semana, as comunicações formais necessárias para solicitar a alteração da dominialidade da EN 101 para o município”, revelou Ricardo Araújo.

Na sua intervenção, Miguel Pinto Luz manifestou “total alinhamento” entre a visão do Governo e a estratégia da Câmara Municipal de Guimarães, enquadrando o Metrobus num “investimento nacional mais amplo associado à alta velocidade ferroviária”.

“A alta velocidade não existe em Portugal se não formos capazes de lançar redes de metrobus que a sirvam. É essencial garantir sistemas de mobilidade capazes de trazer procura para as estações de alta velocidade”, afirmou.

O ministro garantiu que “o Governo está a ultimar os mecanismos de financiamento do projeto, quer através do Orçamento do Estado, quer através do Fundo Ambiental, considerando-o parte integrante do maior investimento público em infraestruturas das últimas décadas”.

Miguel Pinto Luz confirmou ainda “o compromisso do Governo em viabilizar a transferência da dominialidade da EN 101, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 100”, destacando “a existência de instrumentos legais que permitem maior agilidade neste processo”.

Durante a visita foram igualmente discutidos vários investimentos rodoviários prioritários para o concelho, com destaque para o tramo de ligação entre a variante de Creixomil e a EN 206, obra considerada “essencial para o descongestionamento do Nó de Silvares e que poderá finalmente avançar”.

No plano ferroviário, o ministro reconheceu “as limitações atuais da ligação ferroviária a Guimarães” e assumiu “o compromisso de trabalhar com a CP no reforço da oferta de serviços Intercidades, melhorando a ligação da cidade ao Porto e a Lisboa”.

Cáritas de Braga promove atividades com animais para ajudar vítimas de violência doméstica

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© Cáritas Braga
© Cáritas Braga

Numa parceria com as associações Animal Resort e Santuário Animal, a Cáritas de Braga está a desenvolver um projeto-piloto de atividades assistidas por animais dirigido a vítimas de violência doméstica. O objetivo é promover o bem-estar emocional, a regulação afetiva e a criação de momentos seguros e positivos junto de pessoas em situação de particular vulnerabilidade. 

Para Eva Ferreira, diretora técnica da Cáritas Braga, “esta iniciativa representa uma aposta clara em respostas inovadoras e centradas na pessoa”. “Este projeto-piloto traduz o nosso compromisso com intervenções humanizadas, que colocam a pessoa no centro da intervenção. As atividades assistidas por animais têm revelado um impacto muito positivo ao nível do bem-estar emocional, especialmente junto de vítimas de violência doméstica, para quem a criação de contextos seguros e de confiança é fundamental”, disse.

O projeto conta, nesta fase inicial, com cinco sessões exploratórias. As atividades não assumem, para já, um caráter terapêutico formal. “Aquilo que estamos a fazer neste momento são atividades, que permitem proporcionar um bom momento, promover o bem-estar e criar pontes para as relações humanas. Mesmo assim, já sentimos uma recetividade enorme por parte das pessoas, o que é altamente gratificante”, explica Sílvia Sousa, psicóloga na Santuário Animal, responsável pelo desenho das sessões.

Na segunda-feira, a equipa desenvolveu uma sessão no Centro de Acolhimento de Emergência para vítimas de violência doméstica da Cáritas de Braga, com o cão Bono, devidamente preparado para este tipo de interação, proporcionando um momento de conforto emocional e ligação afetiva entre os participantes. 

Segundo a responsável, “o trabalho com animais permite intervir ao nível dos afetos, da regulação emocional e da perceção de solidão, sempre de forma personalizada”. “Cada pessoa é diferente e, mesmo quando o contexto é semelhante, os objetivos e o percurso têm de ser pensados caso a caso. Os animais ajudam-nos a criar um ambiente seguro, de motivação e conforto, que facilita esse processo”, elucida Sílvia Sousa.

“Estamos a iniciar um caminho de parceria que nos deixa muito felizes. Este público-alvo é extremamente importante e gratificante de trabalhar, e o feedback que temos tido, tanto dos beneficiários como das equipas, tem sido muito positivo”, refere António Brandão, fundador do Santuário Animal.

As atividades assistidas por animais inserem-se num quadro mais amplo dos serviços assistidos por animais, que incluem atividades de carácter lúdico, educação assistida e, em contextos específicos, terapia assistida por animais. Nesta fase, o foco está na criação de experiências positivas e emocionalmente significativas, utilizando o animal como facilitador da relação e do conforto emocional.

Garantido o bem-estar animal 

Os cães envolvidos são devidamente preparados para este tipo de interação e participam de forma ativa e positiva nas sessões. Alguns deles têm, inclusive, histórias de vida marcadas pela exclusão e pela recuperação, um aspeto que acrescenta uma forte dimensão simbólica ao projeto.

“Trabalhamos sempre com o bem-estar animal no centro. Muitos dos cães com quem trabalhamos vieram de contextos de abandono ou de rua, foram recuperados e hoje ajudam outras pessoas no seu próprio processo de recuperação. Esta ligação é muito significativa para os beneficiários”, sublinha Hugo Durão, fundador da Animal Resort, organização parceira da Santuário Animal neste projeto.

Futuro dependente de apoio financeiro 

Sendo um projeto piloto, a sua continuidade e eventual expansão dependem da existência de apoios que permitam garantir, às associações, a sustentabilidade a médio e longo prazo. “Na área social, sabemos que o verdadeiro impacto só se alcança com tempo e continuidade. Este não é um projeto para ser pontual. Queremos estruturá-lo, avaliá-lo e, se possível, torná-lo sustentável, para que possa beneficiar mais pessoas no futuro”, conclui Hugo Durão.

O voto como ato de consciência, não de obediência

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© Rui Vilaça
© Rui Vilaça

Há momentos na vida democrática em que o país parece respirar por um funil estreito, onde apenas duas vozes ecoam, repetidas até à exaustão, como se fossem as únicas possíveis. As eleições tornam-se um palco de sombras, onde o medo dança mais alto do que a esperança, e onde o eleitor é empurrado, quase empurrado a força, para escolher não o que deseja, mas o que lhe dizem que deve temer. O “voto útil” surge então como um mantra, uma espécie de feitiço moderno que transforma convicções em cálculos, sonhos em estatísticas, consciência em estratégia. Mas a pergunta que ninguém faz, talvez porque a resposta assusta, é simples: útil para quem.

Vivemos num tempo em que a política se tornou um ruído constante, uma tempestade de opiniões instantâneas, um teatro onde muitos falam e poucos dizem. O eleitor, esse ser que deveria ser o centro da democracia, é tratado como figurante num enredo que não escreveu. E quando a política se reduz a um duelo entre dois polos, tudo o resto é empurrado para a escuridão, como se a pluralidade fosse um luxo e não a essência da liberdade. É nesse cenário que tantos se rendem ao voto no mal menor, como quem aceita uma derrota antes de jogar. Votam com medo, votam com receio, votam com a sensação amarga de que a sua escolha não lhes pertence. E quando o voto deixa de ser um gesto de liberdade, a democracia perde cor.

Eu recuso essa paleta cinzenta. Recuso o medo como bússola. Recuso a ideia de que o meu voto deve ser um eco e não uma voz. Por isso declaro, com a serenidade de quem pensou e a firmeza de quem sente, que o meu voto é em António Filipe. Não por impulso, não por moda, não por pressão. Mas porque acredito. Porque reconheço nele uma coerência rara, uma seriedade que não se dobra ao espetáculo, uma forma de fazer política que não precisa de gritar para ser ouvida. António Filipe não é um produto embalado para agradar às câmaras; é alguém cuja trajetória fala com a força tranquila de quem não precisa de máscaras. E é nessa autenticidade que deposito o meu voto.

Mas esta escolha não nasce apenas da admiração; nasce também da recusa. Recuso o seguidismo que transforma cidadãos em repetidores de frases feitas. Recuso a superficialidade que troca pensamento por rótulos. Recuso a infantilização política que nos trata como espetadores incapazes de decidir sem que alguém nos diga o que é “estratégico”. A falta de conhecimento político não é culpa do povo; é consequência de um sistema que prefere manter o eleitor desinformado, porque um eleitor que pensa é um eleitor que escolhe, e isso assusta quem vive do medo.

E não podemos ignorar o papel dos meios de comunicação, que tantas vezes moldam o debate como quem molda uma peça de barro: apertam aqui, alargam ali, escondem o que não convém, amplificam o que serve. O espaço mediático, que deveria ser uma praça pública de esclarecimento, transforma-se demasiadas vezes num corredor inclinado, onde a informação escorrega para um lado só. Não é neutralidade que se pede; é honestidade. Mas quando a narrativa é construída para influenciar e não para iluminar, o eleitor deixa de ser sujeito e passa a ser alvo.

É por isso que votar com convicção se torna um ato quase poético, quase revolucionário. O voto útil que me interessa não é o que evita o pior, mas o que afirma o melhor. O voto que nasce da consciência, não do cálculo. O voto que diz “eu escolho”, e não “eu cedo”. O meu voto em António Filipe é isso: um gesto de liberdade interior, uma recusa do medo, uma afirmação de que a democracia merece mais do que escolhas envergonhadas.

No fim, votar é um ato profundamente íntimo, quase sagrado. Não é um jogo de apostas, não é uma corrida de cavalos, não é um reality show onde se escolhe o menos desagradável. Votar é dizer ao país quem somos e o que queremos que ele seja. E eu quero um país onde o voto não seja um reflexo condicionado, mas um gesto consciente. Quero um país onde a pluralidade não seja tratada como obstáculo, mas como riqueza. Quero um país onde a coragem de pensar não seja exceção, mas regra.

Por isso escrevo. Por isso declaro. Por isso voto. O meu voto é em António Filipe. Não porque me disseram que devia ser, mas porque, depois de pensar, ouvir, ler e sentir, é nele que encontro a coerência que procuro. E, no fim, é isso que faz um voto verdadeiramente útil: ser nosso, profundamente nosso, irredutivelmente nosso.

O amanhã nasce do que sentimos hoje e do que ousamos escolher.

SC Braga divulga programa das comemorações do 105.º aniversário

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© SC Braga
© SC Braga

O SC Braga celebra no próximo dia 19 de janeiro o seu 105.º aniversário. O clube deu a conhecer o programa das comemorações.

No dia 19, às 09:30, será hasteada a bandeira do SC Braga na AMCO Arena (acesso pela Bancada Nascente). No dia 24, às 09:30, serão entregues os Emblemas de Ouro e Prata aos sócios com 50 e 25 anos de filiação, na AMCO Arena. No dia 26, realiza-se a Gala Legião de Ouro, às 19:30, na AMCO Arena.

“Informa-se todos os sócios que a tradicional cerimónia do hastear da bandeira é de acesso livre, muito se estimando a presença dos associados neste momento. Para a cerimónia de entrega dos emblemas foram já convidados os sócios que completaram no ano que findou 50 e 25 anos de filiação, apelando-se a que contactem os serviços caso exista alguma dúvida ou se verifique algum erro ou omissão. Como também é prática, estes mesmos sócios foram igualmente convidados para a Gala Legião de Ouro, à semelhança dos três sócios de diamante (75 anos), que serão homenageados e distinguidos nesta ocasião”, informou o clube.