O claustro do Museu Alberto Sampaio, em Guimarães, volta a ser palco de arte contemporânea com a inauguração da exposição “Universo Abissal”, da artista espanhola Idoia Cuesta. A abertura está marcada para o dia 26 de junho, às 21:00, integrando mais uma edição da iniciativa Museu à Noite.
A exposição apresenta um conjunto de obras que exploram a transformação de materiais associados à atividade piscatória, nomeadamente filamentos de nylon utilizados em artes tradicionais de pesca. A partir destes elementos, a artista desenvolveu um trabalho de investigação e experimentação que resultou em peças escultóricas de caráter orgânico, inspiradas nos ecossistemas e organismos das profundezas marinhas.
Natural do País Basco e atualmente residente na Galiza, Idoia Cuesta é uma referência internacional na área da cestaria contemporânea e da criação têxtil. O seu percurso artístico distingue-se pela combinação de técnicas artesanais ancestrais com abordagens contemporâneas, explorando a relação entre matéria, território e sustentabilidade. O seu trabalho foi reconhecido com importantes distinções, entre as quais o Prémio Nacional de Artesanato de Espanha, em 2014, e o Prémio de Artesanato da Galiza, em 2021.
“Universo Abissal” resulta de uma reflexão sobre o potencial criativo de materiais pouco convencionais e da sua capacidade de gerar novas narrativas visuais. A exposição convida os visitantes a mergulharem num universo inspirado pelo oceano, onde formas, texturas e volumes evocam paisagens e criaturas do imaginário marinho.
Promovido pelo Museu Alberto Sampaio desde 2001, o programa Museu à Noite prolonga o horário de funcionamento do espaço durante os meses de verão, proporcionando ao público o contacto com propostas de arte contemporânea em ambiente noturno. A edição deste ano é desenvolvida em parceria com a CONTEXTILE – Bienal de Arte Têxtil Contemporânea.
A entrada será gratuita no dia da inauguração. A exposição poderá ser visitada até 6 de setembro, de terça-feira a sábado, entre as 18:00 e a meia-noite, e aos domingos das 18:00 às 20:00.
A escoliose idiopática do adolescente (EIA) é uma patologia que afeta entre 2 a 4 por cento da população mundial. É caracterizada por uma inclinação lateral da espinha dorsal, com rotação das vértebras. Apesar de ser mais notório o desvio da coluna para um dos lados, a escoliose é uma deformidade tridimensional da coluna, com rotação e desvio em vários planos. A EIA é mais frequente entre o sexo feminino, sobretudo antes da primeira menstruação. Apesar de os rapazes também poderem vir a desenvolver esta patologia, a ocorrência é bem menos frequente.
Ainda que, na maioria dos casos, a causa seja idiopática (que significa de causa desconhecida, embora saibamos que terá a ver com um determinismo genético ainda não identificado), pode ter outras causas como neurológicas, congénitas, do tecido conjuntivo e outras. A escoliose idiopática pode ainda ser infantil (< 3 anos), juvenil (3 – 10 anos) e do adulto e pode ainda ser “de novo” em adultos habitualmente na 5ª década que não sofriam desta patologia
Na EIA há quem acredite que o peso das malas e mochilas pode potenciar o surgimento desta patologia, o que é errado. O transporte de mochilas e malas, ainda que possam aumentar a quantidade de stress na coluna vertebral, devido ao peso excessivo, a utilização das mesmas não é o principal fator de desenvolvimento de escoliose. O máximo que pode acontecer é que a dor sentida aumente. Vários estudos comparativos entre crianças que usam mochila em apenas um ombro com as que não usam mochila, revelaram que a incidência de escoliose é igual em ambas.
No entanto, pode sim existir uma relação entre o peso das malas e algumas alterações de postura. Por forma a que não haja um comprometimento da coluna, recomenda-se que o peso carregado não ultrapasse 10 por cento do peso corporal.
Os principais sinais de alerta são os ombros a alturas diferentes, um lado da anca mais levantado do que o outro, inclinação do corpo para um dos lados e proeminência da grelha costal (gibosidade ou bossa torácica) ao fletir a coluna para a frente. Por vezes, a escoliose pode ser facilmente confundida com a desigualdade do comprimento das pernas, sendo estes casos uma das causas de atitude escoliótica e não escoliose, na qual temos para além da curvatura da coluna uma rotação das vértebras.
As escolioses que se encontram entre os 10 graus e os 20-25 graus (Ângulo de Cobb) apenas necessitam de vigilância regular até à conclusão do crescimento da coluna vertebral. Porém, quando temos uma curvatura entre 20-25 e 40-45 graus, pode ser recomendada a utilização de um colete para impedir que a curva se agrave. As curvas com mais de 45 graus têm habitualmente indicação cirúrgica.
Relativamente ao tratamento da escoliose, este deve ser personalizado e individualizado, consoante a gravidade da situação. O problema mais importante relacionado com a escoliose é a progressão da deformidade e os efeitos colaterais resultantes, como distúrbios respiratórios e dor.
A fisioterapia, osteopatia, exercícios de alongamento ou reforço das cadeias musculares, não têm validação científica quanto à correção da curva. No entanto são importantes quando pensamos em atitudes escolióticas e correções posturais, o que é diferente das verdadeiras escolioses. Nestas, para além da inclinação lateral do tronco temos ao mesmo tempo a rotação da coluna no seu eixo vertical, que corresponde clinicamente ao aparecimento da gibosidade ou bossa torácica dorsal.
As ortóteses, recomendadas entre os 20-40 graus, têm como principal objetivo que a curva não progrida com o crescimento da adolescência. Podem ser de vários tipos, sendo os mais comuns os coletes de Boston, Providence e Charleston. Os dois primeiros são habitualmente usados 23 horas por dia, podendo em alguns casos aplicar-se o colete de Charleston apenas durante o período noturno.
Na EIA apenas é aconselhada a cirurgia nos casos graves, com curvas superiores a 40-45º, recorrendo-se a anestesia geral e a um período de internamento que varia entre quatro a sete dias. É uma cirurgia que se realiza habitualmente com monitorização neurológica, sendo colocado no paciente implantes de titânio que permitem a correção da deformidade em 70 a 80% do ângulo pré-operatório. No início da 4ª semana da data da cirurgia podem retomar as suas atividades escolares, recomendando-se atividades físicas sem contacto físico a partir das 6 semanas e sem restrições do desporto escolar a partir dos 4 meses. Existem técnicas recentes de não fusão das vértebras (“Tethering)”, permitindo a mobilidade no segmento operado. Recorrem a bandas em vez de barras, sendo, contudo, uma técnica que ainda não tem o seguimento de anos pós-operatórios suficientes para se encontrar validada e ser consensual na comunidade científica.
Os outros tipos de escoliose, que não a EIA, têm tratamentos específicos caso a caso, necessitando de um tratamento personalizado a ser encetado por um Cirurgião de Coluna (Ortopedista ou Neurocirurgião) ou um Fisiatra.
Para mais informações sobre patologia da coluna vertebral, visite www.sppcv.pt.
O Município de Braga informou que a circulação automóvel na Rua do Carmo será temporariamente interrompida no próximo dia 22 de junho, devido à realização de trabalhos na rede pública de drenagem de águas pluviais.
A intervenção consiste na execução de uma vala destinada à instalação de um ramal de ligação à rede pública, tornando necessária a proibição da circulação de veículos naquela artéria durante o período das obras.
O condicionamento estará em vigor entre as 08:00 e as 18:00, sendo recomendado aos condutores que utilizem percursos alternativos durante esse período.
A autarquia apela à compreensão dos munícipes pelos incómodos causados, sublinhando que a intervenção visa melhorar as infraestruturas de drenagem e o funcionamento da rede de águas pluviais na zona.
O Conselho Geral da Universidade do Minho (UMinho) realiza na próxima sexta-feira, 19 de junho, uma sessão plenária aberta ao público, que terá lugar às 10:00, no Salão Nobre da Reitoria, no Largo do Paço, em Braga. A reunião poderá também ser acompanhada em direto através do canal oficial da universidade no YouTube.
Entre os principais pontos da ordem de trabalhos destaca-se a apresentação do Plano de Internacionalização da instituição, documento estratégico que visa reforçar a projeção internacional da academia minhota, bem como a análise do Relatório de Atividades e Contas Consolidadas.
A sessão contempla ainda a apreciação dos relatórios de atividades do Conselho de Ética e do Provedor Institucional, além da apresentação do projeto de requalificação de espaços no campus de Gualtar, uma intervenção que pretende melhorar as condições de utilização e funcionalidade das infraestruturas universitárias.
O Conselho Geral é o órgão máximo de governo e decisão estratégica da Universidade do Minho, sendo responsável por matérias fundamentais para a definição do rumo da instituição. Atualmente, é composto por 23 membros, incluindo representantes dos professores e investigadores, estudantes, pessoal técnico, administrativo e de gestão, bem como personalidades externas de reconhecido mérito.
A presidência deste órgão é assegurada por Maria da Assunção Raimundo, eleita entre os membros externos do Conselho Geral.
A abertura da reunião à participação pública reforça o compromisso da Universidade do Minho com a transparência e o envolvimento da comunidade académica e da sociedade civil nos processos de governação da instituição.
A Casa de Lamas acolhe, na próxima quarta-feira, dia 17 de junho, pelas 14:30, a inauguração da exposição “Raízes (1)”, da autoria de Ângelo Francisco Soares, uma mostra dedicada à escultura em madeira e inspirada na natureza e nas tradições de Vieira do Minho.
Natural de Eira Vedra, Ângelo Francisco Soares nasceu em 1966 e dedica atualmente grande parte do seu tempo à criação artística em madeira. Já reformado, encontrou nesta atividade uma forma de expressão que transforma materiais recolhidos nas terras e serras do concelho em peças únicas, marcadas pelo detalhe, criatividade e respeito pela matéria-prima.
A exposição apresenta um conjunto de obras produzidas através de técnicas como a pirogravura e a aplicação de resina, processos que permitem realçar a beleza natural da madeira e conferir identidade própria a cada criação. Sob o lema “Da madeira trabalha, da madeira transforma”, a mostra pretende partilhar o percurso artístico do autor e homenagear todos aqueles que o apoiaram ao longo dos anos.
A sessão inaugural contará também com uma atuação da Universidade Sénior de Vieira do Minho, seguindo-se um Porto de Honra aberto aos participantes.
O Grupo Érre, sediado em Esposende, anunciou a criação de uma nova joint venture no Kosovo, em parceria com a University for Business and Technology (UBT), uma das mais prestigiadas instituições académicas daquele país. A nova estrutura, denominada Grupo Érre Balcãs, ficará sediada em Pristina e representa mais um passo na estratégia de internacionalização da empresa.
A operação arrancará com uma equipa inicial de cerca de 100 colaboradores, maioritariamente ligados à área das tecnologias da informação, reforçando a presença internacional do grupo e a sua capacidade de atuação num mercado em crescimento.
Segundo o CEO do Grupo Érre, Ramiro Brito, o principal objetivo desta parceria passa por alargar o acesso a conhecimento especializado e reforçar os recursos humanos qualificados da organização. Numa primeira fase, a aposta estará centrada na área da cibersegurança, considerada estratégica para o desenvolvimento tecnológico da empresa.
A colaboração com a UBT pretende ainda fomentar a partilha de conhecimento entre o meio académico e empresarial, promovendo a qualificação de talento e o desenvolvimento de competências multidisciplinares capazes de responder aos desafios de um mercado global cada vez mais competitivo.
Além da componente tecnológica, o Grupo Érre pretende criar uma unidade de investigação e desenvolvimento dedicada às três áreas de atuação da organização: Tecnologias de Informação, Planeamento e Consultoria Ambiental, e Comunicação, Marketing e Estratégia.
A nova presença em Pristina permitirá igualmente reforçar a proximidade a mercados estratégicos da região dos Balcãs, criando novas oportunidades de colaboração, crescimento e desenvolvimento de negócio.
Para Ramiro Brito, esta parceria representa “um passo estratégico na consolidação da presença internacional” da empresa, defendendo que a ligação entre conhecimento académico, talento e visão empresarial é essencial para gerar inovação e criar valor sustentável.
O Município de Barcelos voltou a ser distinguido pela Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ) com o selo “Município Amigo da Juventude – Categoria 5 Estrelas”, renovando a classificação máxima atribuída no âmbito da Rede Nacional de Municípios Amigos da Juventude.
A distinção, agora válida até 2028, reconhece o compromisso da autarquia na implementação de políticas de juventude orientadas para a participação, inclusão e envolvimento ativo dos jovens na vida da comunidade.
A atribuição do selo de 5 estrelas resulta do cumprimento integral dos critérios definidos pela FNAJ para a avaliação das políticas municipais de juventude, distinguindo os municípios que desenvolvem estratégias consistentes, estruturadas e sustentáveis nesta área.
Recorde-se que Barcelos integrou, em 2025, o grupo restrito de autarquias distinguidas com a classificação máxima da Rede Nacional de Municípios Amigos da Juventude, um reconhecimento que agora é renovado para mais um ciclo de avaliação.
Para o Município, esta distinção representa a valorização do trabalho desenvolvido em articulação com associações juvenis, instituições locais e jovens do concelho, consolidando uma estratégia que aposta na participação cívica, na capacitação e na criação de oportunidades para as novas gerações.
A renovação do selo reforça ainda o posicionamento de Barcelos como um concelho atento às necessidades e aspirações dos jovens, promovendo políticas de proximidade e projetos que incentivam a cidadania ativa, a criatividade e o desenvolvimento pessoal e comunitário.
Guimarães recebeu esta segunda-feira a sessão de apresentação da Fábrica de IA BSC – IA e Supercomputação ao Serviço da Inovação, uma iniciativa promovida pelo Município de Guimarães, pela Universidade do Minho e pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), que destacou o papel estratégico da inteligência artificial e da supercomputação no desenvolvimento económico e tecnológico da região.
O encontro decorreu no Auditório Nobre da Universidade do Minho, no Campus de Azurém, reunindo responsáveis institucionais, investigadores, empresas e startups para dar a conhecer as potencialidades da futura Fábrica de Inteligência Artificial, bem como as oportunidades proporcionadas pelas infraestruturas europeias de supercomputação.
Na abertura da sessão, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, destacou que a instalação da futura Fábrica de IA, a presença do supercomputador Deucalion e o investimento superior a cinco milhões de euros na construção de um novo centro de dados em Azurém representam uma oportunidade estratégica para o concelho e para toda a região.
“O conhecimento produzido na universidade e nos centros de investigação tem de chegar às empresas e traduzir-se em inovação, competitividade e melhor qualidade de vida para as pessoas”, afirmou o autarca, defendendo uma forte articulação entre universidades, empresas e entidades públicas para potenciar o impacto destas infraestruturas.
Ricardo Araújo sublinhou ainda que Guimarães pretende acrescentar ao seu legado histórico uma nova dimensão ligada à inovação tecnológica, assumindo-se como um verdadeiro “Berço da Inovação”, capaz de atrair investimento, talento qualificado e novos projetos empresariais.
Também João Nuno Ferreira, vice-presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, destacou a importância da Fábrica de IA enquanto instrumento de aproximação entre a investigação científica e as necessidades concretas das empresas. Segundo o responsável, o objetivo passa por acelerar a transformação do conhecimento em produtos, serviços e novos negócios, reduzindo custos e tempos de desenvolvimento.
A sessão incluiu ainda apresentações de startups e entidades que já utilizam recursos de supercomputação, uma mesa-redonda dedicada ao tema “IA e Supercomputação ao Serviço da Inovação” e a apresentação das capacidades do Deucalion, considerado o mais avançado centro de supercomputação em operação em Portugal.
A comunidade de São João de Rei, na Póvoa de Lanhoso, prepara-se para receber as festas do Padroeiro que terão lugar entre os dias 20 e 24 de junho.
O programa inclui uma oferta de atividades culturais e musicais, bem como as tradicionais celebrações religiosas.
A cantora Cristiana Sé será a cabeça de cartaz desta edição, que contará ainda com uma Noite da Juventude, a atuação do Rancho Folclórico de Verim e atuações de DJ’s.
Programa
20 de junho (sábado)
09:00 – Música gravada durante o dia
Noite da Juventude
22:00 – Flashback Futureparty
00:30 – Eazy DJ
21 de junho (domingo)
09:00 – Música gravada durante o dia
15:30 – Bazar de Prendas
17:30 – Rancho Folclórico de Verim
22 de junho (segunda-feira)
09:00 – Música gravada durante o dia
20:45 – Eucaristia na capela de Santo António
21:15 – Procissão de velas
23 de junho (terça-feira)
09:00 – Música gravada durante o dia
22:00 – Cristiana Sá & Companhia
00:00 – Grandiosa sessão de fogo de artifício
00:30 – Kardo DJ
24 de junho (quarta-feira)
08:00 – Salva de morteiros
09:00 – Música gravada durante o dia
17:00 – Eucaristia em honra de São João, sermão, seguida da procissão
Braga vai receber mais uma edição do Mercado BRANC’ARTE, que terá lugar no Largo Carlos Amarante no próximo sábado, 20 de junho, entre as 10:00 e as 20:00.
O evento regressa à cidade com uma programação e ambientação dedicadas às Festas de São João, trazendo ao centro histórico uma seleção de artesanato, produtos locais e propostas criativas de diversos expositores.
Ao longo do dia, espera-se a presença de visitantes e curiosos que poderão explorar o mercado num ambiente festivo, marcado pela celebração dos santos populares e pela dinamização do comércio local.