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Investigador da UMinho vence Prémio Victor de Sá de História Contemporânea

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© UMinho
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O Conselho Cultural da Universidade do Minho (UMinho) vai atribuir o Prémio Victor de Sá de História Contemporânea 2025 ao investigador André Costa Pina, sendo a menção honrosa para André Fernandes. A sessão de entrega do galardão, o mais prestigiado para jovens investigadores da área em Portugal, será anunciada em breve.

Esta 34.ª edição voltou a ser muito participada, na maioria com teses doutorais, o que revela o prestígio da iniciativa e a vitalidade da historiografia portuguesa contemporânea. O júri do prémio foi presidido pela professora Alexandra Esteves (UMinho), tendo como vogais os professores Miguel Bandeira Jerónimo (Universidade de Coimbra) e Cláudia Castelo (Universidade de Lisboa).

André Costa Pina foi distinguido pela obra “Os primeiros comunistas portugueses: A estruturação do Partido Comunista Português (1921-1943)”, defendida no âmbito do doutoramento em Sociologia pela Universidade do Porto (UP). O trabalho incide desde a receção da Revolução Russa até ao III Congresso do PCP (1943), recorrendo a um estudo coletivo das biografias de 1671 militantes no país para mostrar que aquele espaço foi marcado por ambivalências, conflitos e múltiplas interpretações do comunismo. O autor é colaborador do Instituto de Sociologia da UP e cruza sociologia, história e ciência política, sendo especializado em prosopografia.

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Já André Ribeiro Fernandes foi laureado pela dissertação “O Sindicalismo Anticolonial em Angola, o Império Português e a Questão da Representação Internacional (1960-1973)”, concluída no mestrado em História pela UMinho. A pesquisa mostrou que sindicatos angolanos como UNTA e LGTA rejeitaram o colonialismo e buscaram reconhecimento internacional, enquanto promoviam a autodeterminação através da organização laboral, numa fase de repressão, rivalidades nacionalistas e reformas no império português tardio. O autor é de Braga, licenciado em Relações Internacionais pela UMinho e bolseiro FCT do doutoramento em História Contemporânea da Universidade de Coimbra.

Este prémio foi instituído há 34 anos, com base numa doação do professor e historiador Victor de Sá (1921-2004), sendo reconhecido como de manifesto interesse cultural pela Secretaria de Estado da Cultura e apoiado também por mecenas públicos e privados. Em edições anteriores foram laureados com o prémio vários investigadores que se tornaram uma referência, como Fernanda Rollo, José Neves, Miguel Cardina e Cláudia Ninhos.

Rebuçadeiras cumprem tradição dos Rebuçados do Senhor à porta das igrejas de Braga

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© CM Braga
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As rebuçadeiras de Braga mantêm viva a tradição da venda dos “Rebuçados do Senhor” durante o período quaresmal, que decorre nos quarenta dias que antecedem à Páscoa.

Como é habitual, as rebuçadeiras encontram-se à porta das Igrejas onde está a decorrer o Lausperene Quaresmal, ajudando as pessoas a identificarem as igrejas onde podem orar e adorar o Senhor exposto.

Maria do Céu Ribeiro é uma das rebuçadeiras conhecida na cidade e enche os sacos de rebuçados, embrulhados com papel colorido, confecionados artesanalmente a partir de uma calda de açúcar que, segundo dizem, ajudam a reforçar o jejum quaresmal.

A cidade de Braga encontra-se a reviver o Lausperene Quaresmal, que deu início na Sé Primaz, esta Quarta-Feira de Cinzas, e que se prolonga até 2 de abril, percorrendo 24 Igrejas e Capelas de Braga.

Fevereiro

  • 18 e 19 – Sé Primaz;
  • 20 e 21 – Seminário;
  • 22 e 23 – Misericórdia;
  • 24 e 25 – Penha;
  • 26 e 27 – Salvador;
  • 28  – Santo Adrião.

Março

  • 1 – Santo Adrião;
  • 2 e 3 – Lapa;
  • 4 e 5 – São Victor;
  • 6 e 7 – Asilo de S. José;
  • 8 e 9 – Terceiros e Ferreiros;
  • 10 e 11 – São João do Souto;
  • 12 e 13 – Pópulo;
  • 14 e 15 – Santa Cruz;
  • 16 e 17 – Carmo;
  • 18 e 19 – São Lázaro;
  • 20 e 21 – Cividade;
  • 22 e 23 – São Marcos;
  • 24 e 25 – Maximinos;
  • 26 e 27 – Congregados;
  • 28 e 29 – São Vicente;
  • 30 e 31 – Senhora-a-Branca.

Abril

  • 1 e 2 – Instituto Monsenhor Airosa.

Moçambola 2026 Sem Segredos

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© iStock
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Quem olha para o Moçambola apenas como mais um campeonato africano perde metade da história. A principal prova do futebol moçambicano é feita de viagens longas, campos difíceis, pressão financeira e uma paixão popular que não se apaga mesmo quando faltam meios. Em 2026, o Moçambola entra numa fase decisiva: ou consolida regras, calendário e credibilidade, ou arrisca continuar preso aos mesmos problemas que têm travado o seu crescimento ao longo dos anos.

O adepto, esse, está mais atento do que nunca. Já não se limita a saber quem ganhou ou perdeu. Analisa séries, contas de manutenção, diferenças de golos e até probabilidades, algo que se cruza naturalmente com o interesse crescente por mais de uma casa de apostas em Moçambique, encarada por muitos de forma positiva como mais uma ferramenta para acompanhar jogos, tendências e o desenrolar de um campeonato onde cada ponto pesa.

Quem manda no Moçambola e porque 2026 é especial

Depois de uma época anterior marcada por interrupções e dificuldades financeiras, a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) voltou a assumir o controlo direto da competição. O objetivo é simples no papel: garantir que o campeonato começa, termina e respeita critérios mínimos de justiça desportiva. Para 2026, foi definido um calendário mais claro, com início em março e encerramento em novembro, evitando arrastamentos que, no passado, prejudicaram clubes, jogadores e até a seleção nacional.

Esta tentativa de normalização não é detalhe administrativo. No Moçambola, quando a organização falha, falha tudo: arbitragem, deslocações, salários e até a credibilidade da tabela classificativa.

O formato da competição: simples, mas exigente

Em 2026, o Moçambola mantém o formato clássico de liga com 14 equipas, todas a jogarem entre si em duas voltas. Cada clube realiza 26 jornadas, uma em casa e outra fora frente a cada adversário. Não há grupos, não há fases finais: ganha quem for mais regular ao longo de toda a época.

O sistema de pontuação segue o padrão internacional:

  • vitória vale 3 pontos
  • empate dá 1 ponto
  • derrota não soma nada

Este modelo, aparentemente básico, transforma o campeonato num teste de resistência. Num país com grandes distâncias e infraestruturas desiguais, ganhar fora de casa é muitas vezes tão importante quanto defender o próprio estádio.

Critérios de desempate: quando um golo muda tudo

No Moçambola, empatar em pontos não é raro. A luta pelo título, pelas vagas africanas ou pela permanência costuma ser decidida ao detalhe. Quando há igualdade pontual, entram critérios como:

  • diferença de golos
  • golos marcados
  • confrontos diretos

É por isso que um golo sofrido aos 90 minutos pode custar um campeonato inteiro. A média recente de golos ronda pouco mais de dois por jogo, o que mostra uma liga equilibrada, muitas vezes tática, onde os erros pagam caro.

Descidas: onde o futebol fica mais cruel

A regra é clara: quem termina nos últimos lugares desce à Segunda Divisão Nacional. Na prática, a história é mais dura. Descer no Moçambola não é apenas uma questão desportiva; pode significar perder patrocínios, jogadores e até a sobrevivência do clube.

Nos últimos anos, houve situações em que equipas teoricamente despromovidas acabaram por se manter na elite devido a desistências ou problemas financeiros de outros clubes. Isto cria polémica, mas também expõe uma realidade: no futebol moçambicano, a tabela nem sempre conta a história toda.

Subidas: o caminho longo desde as províncias

Chegar ao Moçambola não é fácil. A Segunda Divisão é organizada por campeonatos provinciais, onde os melhores seguem para fases finais de apuramento. É um percurso desgastante, feito muitas vezes sem grandes apoios, mas que mantém viva a ambição de clubes de zonas menos mediáticas.

Para muitos jogadores, subir ao Moçambola é o primeiro passo para a visibilidade nacional e, em alguns casos, para contratos fora do país.

O nível real do Moçambola em África

Convém ser direto: o Moçambola não está entre as ligas mais fortes do continente. Compete num patamar intermédio, abaixo dos campeonatos da África do Sul, Egito ou Marrocos. Ainda assim, não é irrelevante. O campeão e outros clubes têm acesso às competições da CAF, onde enfrentam realidades mais exigentes e servem de termômetro ao nível interno.

Clubes históricos como Ferroviário de Maputo e Costa do Sol continuam a ser referências, enquanto projetos mais recentes, como UD Songo e Black Bulls, trouxeram maior competitividade e organização, elevando a exigência do campeonato.

Estádios, viagens e o fator casa

Um dos elementos mais decisivos no Moçambola é o contexto. Há estádios com grande tradição, como a Machava, e outros com condições limitadas. As deslocações longas, muitas vezes feitas por estrada, afetam rendimento físico e preparação. Por isso, o fator casa continua a ser decisivo: perder em casa é quase sempre sinónimo de crise.

O que esperar do Moçambola 2026

Para o adepto, há três pontos-chave a seguir:

  1. Regularidade: quem mantiver séries longas sem derrotas estará sempre na luta.
  2. Zona de descida: costuma ser mais intensa do que a luta pelo título.
  3. Desempenho africano: é fora de portas que se mede a verdadeira evolução da liga.

O Moçambola 2026 promete ser competitivo, tenso e imprevisível. O formato é simples, mas o contexto é duro. E é precisamente aí que reside o seu encanto: um campeonato onde cada ponto conta, cada viagem pesa e cada época é uma batalha até ao fim.

Paula Brito e Luís Pedroso candidatam-se à Presidência da Concelhia de Braga do CDS/PP

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© Juntos por Braga
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Paula Brito e Luís Pedroso são candidatos à presidência da Concelhia de Braga do CDS-PP.

As eleições vão eleger o sucessor de Altino Bessa, que está a cumprir o terceiro e último mandato.

Paula Brito é militante do partido há cerca de 40 anos. Fez parte da Juventude Centrista e das Mulheres Centristas, tendo integrado o Executivo da União de Freguesias de São Lázaro e São João do Souto.

Luís Pedroso filiou-se ao CDS-PP em 2017. Foi presidente da União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade entre 2013 e 2025.

Conselho Municipal de Juventude de Guimarães reúne a 28 de fevereiro

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© CM Guimarães
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Estão a decorrer as inscrições para intervenção de jovens na próxima reunião do Plenário do Conselho Municipal de Juventude de Guimarães, que terá lugar no dia 28 de fevereiro, pelas 14:30, no Auditório da Biblioteca Municipal Raúl Brandão.

No período antes da ordem de trabalhos será reservado um momento, que não pode exceder os trinta minutos, para a intervenção programada de jovens e/ou grupos informais de jovens. Cada intervenção não pode ultrapassar os cinco minutos; serão aceites no máximo seis inscrições por cada reunião ordinária; as inscrições são ordenadas e aceites por ordem de inscrição; podem inscrever-se para participar, intervir ou questionar, qualquer jovem entre os 16 e os 30 anos, independentemente de ser ou não membro de uma associação.

A inscrição deverá ser feita, por e-mail, para: [email protected]  até sete dias antes da realização do CMJ.

A ordem de trabalhos completa pode ser consultada aqui.

Barcelos acolhe encontro presencial sobre maternidade para grávidas e famílias

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A Clínica de Medicina Regenerativa Bioparadigma, em Barcelos, vai receber, a 26 de fevereiro, às 17:00, uma sessão presencial do projeto Conversas com Barriguinhas. A iniciativa é gratuita, mediante inscrição prévia através da plataforma oficial do projeto.

Segundo a organização, “o encontro foi pensado para esclarecer as dúvidas mais frequentes sobre gravidez, parto e pós-parto e proporciona um espaço de partilha e contacto direto com profissionais de saúde, organizado em dois momentos principais”.

“Para além da componente informativa, todas as participantes receberão ofertas exclusivas dos parceiros do projeto, criando um ambiente próximo e acolhedor”, afirmou a organização.

Candidaturas abertas para projetos artísticos na Braga Romana

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© CM Braga
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A Câmara Municipal anunciou a abertura das candidaturas aos projetos artísticos na Braga Romana, que decorrerá de 20 a 24 de maio.

Na edição deste ano, o ponto de partida é “Bracara Augusta: Antes de Roma”, que convida a explorar os territórios, culturas, comunidades e práticas que antecederam a fundação romana da cidade.

Até 15 de março decorrem as candidaturas aos projetos nas áreas de música, teatro, dança, artes circenses e multidisciplinar.

“Procuram-se grupos locais, nacionais ou internacionais com propostas de animação que evoquem o quotidiano de Bracara Augusta, a mitologia, os rituais, a gastronomia, as artes, o ócio, a estética, o desporto, a saúde e a vida política, entre outros aspetos da vivência daquela urbe, bem como abordagens contemporâneas que dialoguem com estes universos”, refere a Autarquia.

As inscrições podem ser feitas aqui.

Morreu o Professor Lopes Nunes, primeiro presidente do IPCA

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Morreu o Professor Lopes Nunes, primeiro presidente do Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) e um dos grandes arquitetos da instituição. Tinha 97 anos.

Lopes Nunes dedicou a sua vida à educação e à ciência, sendo uma referência incontornável no desenvolvimento do ensino superior em Portugal. Natural de Angola, formou-se em Ciências Naturais na Universidade de Coimbra e doutorou-se em França, iniciando uma carreira marcada pelo rigor académico e pela paixão pelo ensino, que o levou a lecionar em Moçambique e, mais tarde, a desempenhar papéis determinantes na Universidade do Minho e na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Em 1995, aceitou o desafio de criar do zero o que viria a ser o IPCA. “Na altura, não havia mais do que um decreto de lei: foi necessário contratar professores, recrutar funcionários, procurar instalações e organizar cursos — tarefa que exigiu coragem, visão e uma determinação inabalável. Foi Presidente da Assembleia Estatutária e integrou o Conselho Geral, assumindo responsabilidades que ajudaram a consolidar os fundamentos institucionais da instituição”, recorda o IPCA.

“O legado do Professor Lopes Nunes é visível na sólida instituição que hoje conhecemos: um Politécnico moderno, inovador, próximo dos estudantes e profundamente integrado na região. Mais do que fundador, foi mentor e inspirador, transmitindo aos que com ele trabalharam valores de dedicação, rigor e humanidade. O IPCA presta homenagem à sua vida e obra, expressando sentida gratidão por tudo o que construiu. A sua memória permanecerá viva em cada espaço do Politécnico, em cada estudante e em cada docente que teve a oportunidade de com ele aprender e colaborar. Já reformado, era visível o seu orgulho pelo percurso do IPCA, afirmando que se tornou ‘numa instituição de mérito científico e pedagógico'”, acrescenta a instituição.

Em sinal de respeito, a Presidente do IPCA decretou luto académico de três dias.

As cerimónias fúnebres terão lugar na Igreja de Santo Adrião, na Quinta da Capela, em Braga. O velório decorre hoje, entre as 17:00 e as 19:00, e amanhã, entre as 10:00 e as 16:00. A missa de funeral será celebrada amanhã, dia 20, às 16:00.

À família e amigos, a Braga TV endereça as mais sinceras condolências.

Vila Verde lança Bolsa de Mérito para distinguir jovens universitários

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O Município de Vila Verde vai atribuir, pela primeira vez, a Bolsa de Mérito “Vila Verde + Superior”.

A medida visa “reconhecer o esforço e a excelência dos jovens do concelho que ingressam e frequentam o ensino superior, contribuindo também para incentivar a continuidade dos seus percursos académicos e promover a igualdade de oportunidades no acesso à formação superior”.

As candidaturas encontram-se abertas e destinam-se a estudantes até aos 25 anos de idade — ou até aos 35 anos, no caso de candidatos com grau de incapacidade igual ou superior a 60% — que tenham entrado pela primeira vez num curso de licenciatura.

Os alunos que já tenham apresentado candidatura à bolsa de estudo para o ensino superior, entre os meses de outubro e novembro, não necessitam de submeter novo pedido, sendo a atribuição desta bolsa de mérito efetuada automaticamente.

Esta nova medida municipal assume-se como “um instrumento da estratégia de valorização do capital humano do concelho, premiando o mérito académico e apoiando as famílias neste momento determinante do percurso formativo dos seus jovens”.

A presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Rodrigues Fernandes, sublinha que “a criação da Bolsa de Mérito ‘Vila Verde + Superior’ representa “um investimento concreto no futuro do concelho e nas pessoas”.

“Queremos reconhecer o trabalho, a dedicação e o talento dos nossos jovens, incentivando-os a prosseguir estudos e a construir percursos académicos de sucesso, sem que as dificuldades económicas sejam um entrave. Esta é também uma forma de afirmar Vila Verde como um território que valoriza o conhecimento, a qualificação e a igualdade de oportunidades”, explicou Júlia Rodrigues Fernandes.

Câmara de Braga quer aumentar fatura da água. Oposição contesta

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© Sandra Antunes
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A oposição votou contra o aumento de 7% da fatura da água em Braga para 2026. Após a proposta ter sido chumbada na Reunião de Câmara desta quarta-feira, João Rodrigues alertou de que a subida do preço está prevista no contrato de gestão delegada pela AGERE, tendo a votação sido anulada.

A proposta será novamente apresentada na próxima Reunião do Executivo para análise e nova votação.

Rui Rocha, vereador da Iniciativa Liberal, questionou o porquê do Executivo Municipal de Braga não ter aumentado a tarifa da água em 2025. “Nós ouvimos, nesta reunião, dizer que em 2025 as tarifas não foram atualizadas por decisão política. Ora, eu tentei perceber que decisão política é essa, mas qualquer um de nós pode presumir que isso foi feito porque havia eleições autárquicas em 2025. Portanto, o ponto fundamental político que há aqui a debater é se os tarifários de um serviço, como é o serviço de fornecimento de água, devem estar ou não dependentes de ciclos políticos. Porquê é que isso foi assim? Porquê é que agora em 2026 é preciso aumentar para repor, não só aquilo que seria o aumento normal de 2026, mas recuperar aquilo que não foi aumentado em 2025 por decisão política e eleitoral?”, perguntou o liberal.

Já Filipe Aguiar, do CHEGA, contestou o aumento da fatura, tendo referido que “é um aumento insustentável” e que “afeta a dobrar para os bracarenses”. “Hoje percebemos, nesta reunião, que houve um adiamento desse aumento porque houve eleições num passado recente e foi aqui um taticismo político na decisão de um momento progressivo. Neste momento, os bracarenses têm um aumento que, na nossa opinião, é demasiado, principalmente nas taxas fixas. Não conseguimos perceber o porquê desse aumento tão alto, daí que não podemos estar de acordo com uma situação em que houve uma tática política num passado recente e que agora é afetada a dobrar para os bracarenses”, contestou.

Por seu turno, Ricardo Silva, do Amar e Servir Braga, diz não concordar com o aumento de tarifa para as famílias numerosas e para as IPSS e que o movimento independente “não é responsável pelas decisões tomadas pelo anterior executivo”.

“Quando nós percebemos que até o próprio presidente não sabia que afinal vinha de uma deliberação de um executivo anterior e que agora nós é que seríamos comprometidos, isto não existe em lado nenhum, portanto, aquilo que nós queremos fazer valer é que nós somos contra o processo nesses moldes. A documentação diz que há um aumento de tarifa para as famílias numerosas e para as IPSS e nós não concordamos com isto. Se o anterior executivo concordava, isso é problema deles. Que sejam chamados ao banco do Tribunal, que sejam chamados a prestar declarações, eles que façam o que entenderem, mas isto não vincula a nossa posição. A nossa posição é muito clara. Nós somos pela defesa da família, somos pela defesa das instituições de solidariedade social e, portanto, continuaremos a acompanhar esta iniciativa de que queremos melhores condições e melhores benefícios para estas instituições e para acompanhar as famílias”, frisou Ricardo Silva.

Pedro Sousa, do Partido Socialista, falou que o anterior executivo “poderia ter aumentado as tarifas em 2025, mas adiou o aumento para um ano não eleitoral”. Este aumento de tarifário que foi atrasado e alterado a sua votação em 2025, não é popular em ano eleitoral aumentar tarifários. Fica muito claro que a coligação  ‘Juntos por Braga’ entendeu postergar o aumento da água e das tarifas de saneamento para um ano não eleitoral, havendo agora algo que podia ter sido repartido ao longo dos anos e representar um aumento mais marginal, ou seja, mais progressivo, havendo agora um aumento que vai entre 6% e 7%, num contexto difícil para as  famílias e para o país”, explicou o vereador. 

Para João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga, “o adiamento da votação da proposta vai evitar criar problemas aos vereadores da oposição”, uma vez que “estavam a ir contra as instruções da ERSAR”.

“Eu acho que os vereadores da oposição devem estar muito agradecidos já que a proposta foi retirada. Iam ter grandes problemas nos próximos anos, não tenho dúvida nenhuma, porque estavam a ir contra as instruções de uma entidade reguladora para um setor público essencial como é a água. Como devem imaginar, é altamente fiscalizado e altamente controlado por outras entidades. Aquilo que Rui Rocha aqui fez hoje foi não cumprir aquilo que o seu próprio partido se tinha comprometido há um ano. Portanto ainda bem para os vereadores da oposição que o ponto pôde ser retirado”, finalizou o autarca.

Na Reunião de Câmara foi ainda aprovada a redução de 14% nos passes dos Transportes Urbanos de Braga e o aumento de 25% do preço do estacionamento à superfície na cidade.