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Sexagenário apanhado em Guimarães a conduzir carro sem seguro

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Um homem, de 65 anos, foi detido, na cidade de Guimarães, por conduzir um carro que estava apreendido por falta de seguro de responsabilidade civil.

“No dia 18 de fevereiro, no âmbito de uma operação de fiscalização rodoviária, realizada na cidade de Guimarães, os Polícias procederam à detenção de um cidadão com 65 anos de idade, pelo crime de desobediência. O mesmo conduzia um veículo automóvel que se encontrava apreendido, por falta de seguro de responsabilidade civil”, refere a PSP.

O detido foi notificado para comparecer no Tribunal Judicial de Guimarães.

João Pinheiro vai arbitrar SC Braga – Vitória SC

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© AF Braga
© AF Braga

João Pinheiro, da AF Braga, vai arbitrar o jogo entre o SC Braga e o Vitória SC, no sábado.

A partida, a contar para a 23.ª jornada da I Liga, decorrerá às 20:30, no Estádio Municipal de Braga.

Braga: Filipe Aguiar alerta para “problemas” em Vilaça e exige segurança e salubridade

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© CHEGA
© CHEGA

Filipe Aguiar, vereador do CHEGA na Câmara Municipal de Braga, alertou o Executivo Municipal, na Reunião de Câmara, para “um conjunto de problemas” que considera “graves”, na freguesia de Vilaça.

O vereador defende “uma intervenção urgente para garantir segurança, salubridade e proteção do espaço público”.

Segundo Filipe Aguiar, “uma das preocupações levantadas prende-se com o corte na Rua de Santo António, que se encontra intransitável há vários dias, impedindo a circulação de autocarros e afetando diretamente a mobilidade da população. A situação resulta da obstrução do escoamento de águas por um particular, através da deposição de lenha e entulho florestal”.

O vereador alerta que “a água está a circular sobre o pavimento e poderá estar a comprometer a estabilidade estrutural da via, defendendo que o problema exige uma intervenção imediata e firme das autoridades municipais”.

Filipe Aguiar destacou ainda “a necessidade de instalação de rails de proteção em vários troços da rede viária da freguesia, alertando para riscos evidentes de segurança rodoviária”. Nesse sentido, recomendou que o Executivo Municipal realize uma deslocação ao local, em articulação com a Junta de Freguesia, para “avaliar no terreno as intervenções necessárias”.

“Outra situação denunciada relaciona-se com a recolha de roupas usadas”, refere, chamando a atenção para “a existência no território da freguesia de grandes quantidades de têxteis armazenados a céu aberto por uma empresa do setor, criando uma situação ambiental preocupante e contrária aos princípios da economia circular”.

Filipe Aguiar sublinha que “os sistemas de recolha de roupa usada surgiram com o objetivo de reduzir o encaminhamento de resíduos têxteis para aterro e promover a reutilização, mas alerta que, sem fiscalização adequada, podem transformar-se num problema ambiental e de saúde pública”. “O que está a acontecer em Vilaça não corresponde à economia circular, mas sim à transferência de resíduos de um local para outro, sem controlo e à vista da população”, sustenta.

O vereador considera que “estas situações exigem uma resposta célere e responsável do Município”, defendendo que “Vilaça deve merecer uma atenção prioritária, tendo em conta o impacto direto na segurança, mobilidade e qualidade de vida dos habitantes”.

Agride, ameaça e injuria agentes da PSP em Braga

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© PSP
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Um homem, de 32 anos, foi detido esta quinta-feira, em Braga, pelo crime de ameaças e injúrias a Polícias.

De acordo com a PSP, o suspeito dirigiu-se aos Polícias, que se encontravam em serviço de patrulhamento auto, com “uma atitude agressiva”, tendo-os injuriado e ameaçado. Ainda no decorrer da abordagem policial, o mesmo agrediu um Policia.

O detido vai ser presente no Tribunal Judicial da Comarca de Braga.

Estatísticas e impacto da IA em Portugal: o que está a mudar para os portugueses e como usar AI companions

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A inteligência artificial deixou de ser “assunto de laboratório” e virou hábito quotidiano: estudantes a resumir textos, profissionais a acelerar tarefas, empresas a automatizar atendimento e, cada vez mais, pessoas a experimentar AI companions (companheiros de IA) como entretenimento e apoio conversacional. Em 2026, Portugal aparece frequentemente como um dos países europeus com maior ritmo de adoção — e isso tem efeitos claros na educação, no trabalho e na economia.

1) Portugal está mesmo na frente? Os números mais citados

Há dois indicadores que ajudam a perceber a dimensão do fenómeno:

  • Uso pessoal de IA generativa: um estudo citado em fevereiro de 2026 aponta que 62% dos inquiridos em Portugal usam ferramentas de IA generativa “regularmente”, acima da média europeia (52%).
  • Adoção nas empresas: um relatório setorial (AWS, 2024) indica que 35% das empresas portuguesas já adotaram alguma tecnologia de IA (subida face a 28% no ano anterior) e que 70% dos adotantes usam IA generativa/LLMs. O mesmo relatório estima um potencial de €61 mil milhões de valor económico se a aceleração digital (com destaque para IA) se mantiver.

O retrato fica ainda mais forte quando olhamos para os mais novos: um estudo apoiado pela .PT (no âmbito do EU Kids Online) refere que 85% das crianças e jovens (9–17) em Portugal usam IA generativa, acima da média europeia, e quase metade utiliza para tarefas escolares como resumir textos ou ajudar nos trabalhos.

2) O impacto real: produtividade, empregos e “vantagem de ritmo”

Em Portugal, a conversa sobre IA tende a cair em dois campos: entusiasmo (“isto vai libertar tempo”) e receio (“isto vai substituir pessoas”). A realidade costuma ser mais híbrida: a IA desloca tarefas e exige requalificação, mas pode elevar a produtividade se for bem implementada.

Um exemplo concreto: um estudo citado pela Reuters (outubro de 2024) aponta que Portugal poderia aproximar-se da produtividade média da UE até 2030 se requalificar cerca de 1,3 milhões de trabalhadores (aprox. 30% da força de trabalho) para trabalhar com IA generativa, além de apoiar transições de funções mais rotineiras para novas funções.

Do lado da infraestrutura, Portugal também está a entrar no mapa europeu de “AI compute”. Investimentos de grande escala em centros de dados, como os projetos associados a Sines, são apresentados como estratégicos para suportar cloud e cargas de IA (energia, conectividade por cabos submarinos, etc.).

Em termos práticos, isto significa:

  • Mais IA no trabalho, especialmente em atendimento, marketing, programação, análise e backoffice.
  • Pressão por competências: não apenas “saber usar prompts”, mas saber validar, auditar, medir e operar sistemas.
  • Uma vantagem para quem aprende cedo: pessoas e empresas que dominam fluxos de IA (sem abdicar de pensamento crítico) conseguem entregar mais e melhor com menos esforço.

3) O que a lei europeia muda em 2026 (e por que isso interessa aos portugueses)

Em 2026, a grande peça regulatória é o EU AI Act, que entrou em vigor em 1 de agosto de 2024 e fica totalmente aplicável a 2 de agosto de 2026, com fases intermédias (práticas proibidas e literacia de IA a partir de 2 de fevereiro de 2025; obrigações para modelos de uso geral a partir de 2 de agosto de 2025).

Para o utilizador comum em Portugal, isto tende a traduzir-se em:

  • Mais transparência sobre conteúdos gerados por IA (rótulos/avisos em certos contextos).
  • Mais obrigações de segurança e gestão de risco para fornecedores.
  • Regras mais claras quando a IA entra em domínios sensíveis (emprego, educação, saúde, serviços públicos).

E, como sempre na UE, o RGPD continua central: partilha de dados pessoais com plataformas de IA deve ser feita com prudência (minimização, finalidade, direitos do titular). Não é “paranoia”: é higiene digital.

4) Como usar AI companions em Portugal: guia prático (sem complicar)

Um AI companion é um chat (e às vezes voz) com personalidade, concebido para conversar, entreter, acompanhar e, em alguns casos, ajudar em rotinas ou treino social. Para usar bem — e com segurança — o ideal é seguir um método simples:

Passo A — Define o objetivo (para não ficares num chat “vazio”)

Exemplos úteis:

  • “Quero treinar conversa para encontros.”
  • “Quero uma companhia leve para descontrair.”
  • “Quero praticar português/inglês.”
  • “Quero organizar pensamentos e reduzir stress.”

Quanto mais claro fores, mais consistente será a experiência.

Passo B — Dá contexto e pede estilo

Em vez de “Olá”, tenta:

  • “Fala comigo num tom descontraído e bem-humorado. Faz perguntas curtas.”
  • “Quero respostas diretas e sem moralismos.”
  • “Ajuda-me a escrever mensagens naturais, sem parecer forçado.”

Passo C — Define limites (isto melhora a experiência e reduz riscos)

  • “Não uses linguagem agressiva.”
  • “Evita temas que me deixem ansioso.”
  • “Se eu pedir conselhos médicos/legais, lembra-me de procurar fontes oficiais.”

Passo D — Protege dados e bem-estar

Regras de ouro:

  • Não partilhes dados sensíveis (morada, NIF, passwords, info bancária).
  • Evita enviar fotos/documentos pessoais para “melhor personalização”.
  • Mantém o companion como complemento, não substituto de relações reais.

5) Exemplo prático com uma plataforma de companions: Joi (pt.joi.com)

Para ver como isto funciona na prática, os interessados podem explorar um serviço como o Joi em português: https://pt.joi.com/

Um uso responsável e “com retorno” pode ser assim:

  1. Escolhe um perfil/persona que combine com o teu objetivo (leve, romântico, divertido, calmo).
  2. Começa com um briefing curto (“quero treinar conversa”, “quero descontrair”, “quero praticar linguagem”).
  3. Pede rotinas: por exemplo, 5 minutos de conversa por dia para praticar comunicação, ou simulações de situações sociais (apresentações, convites, resposta a mensagens).
  4. Faz revisão crítica: se o companion sugerir algo estranho, pede alternativas e valida com bom senso.

O valor aqui não é “a IA ter sempre razão”; é ela funcionar como espelho conversacional, laboratório social e ferramenta de criatividade — desde que tu continues a conduzir o volante.

6) Conclusão: o que isto significa para os portugueses em 2026

Os dados sugerem um país a experimentar IA a um ritmo elevado (utilizadores, jovens e empresas), ao mesmo tempo que enfrenta desafios de competências e implementação responsável.
A melhor forma de aproveitar esta onda é pragmática: usar IA para ganhar tempo, aprender mais depressa e comunicar melhor — sem abdicar de privacidade, senso crítico e equilíbrio.

Jovem detido em Braga com haxixe e 735 euros

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A PSP deteve hoje um jovem, de 27 anos, em Braga, pelo crime de tráfico de estupefacientes.

Aquando abordagem, o suspeito tinha em sua posse haxixe suficiente para cerca de 14 doses e a quantia de 735 euros em dinheiro, que lhe foram apreendidos.

O detido foi notificado para comparecer no Tribunal Judicial de Vila Nova de Famalicão.

Barcelos organiza Feira de Adoção Animal

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O Município de Barcelos promove, no próximo sábado, 21 de fevereiro, entre as 15:00 e as 18:00, uma Feira de Adoção Animal, no Parque da Cidade.

A feira será composta por cães e gatos que se encontram atualmente no CROA – Centro de Recolha Oficial de Animais de Barcelos, em Gamil.

Esta ação de incentivo à adoção animal visa também sensibilizar para o bem-estar dos animais de companhia e para a adoção responsável. “Cada animal retirado da rua resulta numa ação efetiva de saúde e bem-estar dos caninos e felídeos e, ao mesmo tempo, salvaguarda a saúde pública, a segurança e a tranquilidade das populações. Esta iniciativa visa promover a adoção de animais, incentivando a população a acolher, de forma responsável, esses animais recolhidos das ruas, que serão entregues depois de devidamente esterilizados, vacinados e com microchip. Venha conhecer, adotar e fazer a diferença na vida de um amigo de quatro patas”, refere a Câmara de Barcelos.

Conferência internacional “Green Horizons” em Guimarães no dia 10 de março

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© CM Guimarães
© CM Guimarães

Guimarães recebe, no dia 10 de março, às 09:00, no Teatro Jordão, a conferência internacional Green Horizons – Shaping the Modern Age evento integrado nas celebrações de Guimarães 26 – Capital Verde Europeia.

A iniciativa consolida o papel da cidade na promoção da sustentabilidade, da inovação e do turismo científico, afirmando Guimarães como “um território de referência nas áreas da economia circular, bioenergia, ecossistemas urbanos e políticas ambientais”.

Promovido pelo CVR – Centro para a Valorização de Resíduos, em parceria com o PIEP – Pólo de Inovação em Engenharia de Polímeros e o Laboratório da Paisagem, o Green Horizons combina ciência, território e comunidade, destacando Guimarães e Portugal no panorama internacional da transição ecológica e da inovação sustentável.

O evento irá reunir especialistas, investigadores, empresas e decisores políticos para debater soluções concretas para os principais desafios ambientais do século XXI. Entre as presenças confirmadas destacam-se o secretário de Estado do Ambiente, João Manuel Esteves, o presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, a presidente do Conselho de Administração da CVR, Cândida Vilarinho.

A coordenadora da Estrutura de Missão Guimarães 2030, Isabel Loureiro, o subsecretário-geral da ONU, Jorge Moreira da Silva, o ex-ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Matos Fernandes, e a cientista Rosa Vásquez Espinoza também vão protagonizar as sessões.

O programa integra conferências, visitas técnicas ao CVR, PIEP e Laboratório da Paisagem, experiências imersivas, circuitos de sustentabilidade e atividades culturais, promovendo aprendizagem, networking e inovação. O Green Horizons assume ainda um forte compromisso com a sustentabilidade operacional, implementando práticas responsáveis de gestão de resíduos, mobilidade sustentável, alimentação consciente e monitorização ambiental.

Mais informações e inscrições disponíveis aqui.

Fafe promove painel de reflexão sobre igreja e jovens

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A Pastoral Juvenil do Arciprestado de Fafe vai promover um painel de reflexão dedicado ao tema “Jovens e Igreja: que caminhos, que possibilidades, que esperança?”.

O encontro terá lugar no auditório da Escola EB 2/3 Prof. Carlos Teixeira, em Fafe, no sábado, 21 de fevereiro, pelas 21:15 e contará com a participação de Pedro Carvalho, diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil, e do Pe. Samuel Beirão, um dos coordenadores do estudo “Escutar para Acompanhar”, que proporcionarão aos participantes “uma conversa aberta e inspiradora”.

O encontro pretende “ser um espaço de escuta, diálogo e partilha, num tempo marcado por múltiplas vozes e escolhas que desafiam os jovens a procurar sentido, pertença e propósito”.

“A proposta parte de uma visão de Igreja próxima dos jovens: não como imposição, mas como casa; não como peso, mas como apoio; não como resposta fechada, mas como companheira de caminho”, refere a organização.

A entrada é livre e recomendada a todos os que “desejem refletir sobre o papel da Igreja na vida dos jovens e os caminhos possíveis para o futuro”.

Quem são as mulheres que optam pela maternidade independente e o que as leva a avançar

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© Carolina Coimbra / Alexandra Grade Silva
© Carolina Coimbra / Alexandra Grade Silva

Nos dias de hoje, o desejo de maternidade não precisa estar condicionado à existência de uma relação amorosa. Além de casais, há mulheres que sonham ser mães, movidas por um projeto de vida que não espera pela coincidência de um encontro romântico. Alexandra Grade Silva, psicóloga clínica da Ferticentro, confirma que estas mulheres “têm, muitas vezes, entre 38 e 45 anos, recorrendo à Procriação Medicamente Assistida (PMA) mais tarde do que mulheres que estão em casal. Com frequência, apresentam formação superior, uma carreira profissional estável e independência financeira, o que lhes confere maior autonomia na tomada de decisão.”

De acordo com a especialista, no geral, “já viveram relações longas e, nalgum momento da sua vida, idealizaram constituir uma família tradicional com dois progenitores, mas não encontraram um parceiro compatível com este projeto”. No entanto, o “desejo profundo e duradouro de maternidade” acaba por ser superior à expectativa de encontrar o parceiro ideal, “sobretudo perante a perceção do avanço da idade e da diminuição do tempo fértil”, conclui.

Para quem decide avançar para a maternidade independente, o processo é mais acessível do que se pensa. Entre a primeira consulta e o início do tratamento passam geralmente quatro a oito semanas, tempo para fazer exames, definir o tratamento e preparar tudo com segurança, esclarece Carolina Coimbra, Médica Ginecologista e Obstetra da Ferticentro.

Para estas mulheres, “as opções incluem a inseminação intrauterina com recurso a dador de esperma, fertilização in vitro (FIV) com esperma doado, dupla doação (óvulos e esperma, para criação de embriões), bem como transferência de embriões doados (criados previamente para outro casal, que decide altruisticamente doá-los).”

São tratamentos que, refere a médica, têm taxas de sucesso que “tendem a ser semelhantes ou ligeiramente superiores às observadas em casais heterossexuais”, isto porque, “tendo em conta que estes tratamentos implicam necessariamente o recurso a dador de esperma, o sucesso do processo de maternidade independente depende sobretudo de fatores femininos. O esperma doado é sujeito a uma seleção rigorosa, reduzindo a variabilidade associada ao contributo masculino”.

Questões emocionais, dúvidas práticas e desafios sociais 

A maternidade independente faz-se acompanhar de dúvidas, incertezas e receios, sendo os mais frequentes, de acordo com Alexandra Grade Silva, os “de natureza emocional, mais do que propriamente prática. Muitas mulheres experienciam sentimentos de autoculpabilização, diminuição da autoestima e comparação com pares com percursos considerados mais tradicionais”.

Há ainda dúvidas sobre a própria capacidade pessoal, “se conseguirão cuidar de um filho a solo e corresponder a todas as exigências da parentalidade”, com uma preocupação virada também para a rede de apoio, “ou a perceção da sua eventual fragilidade, existindo alguma incerteza quanto ao apoio real que os familiares e amigos estão dispostos a dar no quotidiano e em momentos de maior necessidade”.

Carolina Coimbra não tem dúvidas que “a maternidade independente é, muitas vezes, uma resposta pragmática às circunstâncias da vida, mas também uma decisão deliberada e empoderadora, que legitima novos modelos familiares. Os estudos mostram, de forma consistente, que as mães solteiras, por opção, beneficiam de redes de apoio social relevantes, nomeadamente de familiares e amigos”.

De acordo com a especialista, “a evidência científica sugere que a maternidade independente através de técnicas de reprodução assistida está associada a dinâmicas familiares positivas. A ausência de um segundo progenitor não parece prejudicar a qualidade da relação mãe–filho nem comprometer o desenvolvimento infantil. Pelo contrário, a intencionalidade desta autonomia reprodutiva, aliada a elevados níveis de compromisso e preparação materna, bem como o apoio da rede social, são determinantemente importantes para os bons desfechos destas estruturas familiares”.

Trata-se, acrescenta Alexandra Grade Silva, de “um projeto de vida legítimo e profundamente pessoal”, mas um caminho que não tem de ser percorrido sozinho. “Procurar acompanhamento médico e psicológico, conversar com outras mulheres que já passaram por experiências semelhantes e envolver familiares e amigos pode fazer uma grande diferença. Mais do que a estrutura familiar, o que mais contribui para o bem-estar de uma criança é a qualidade das relações, o afeto, a estabilidade e o ambiente emocional seguro. A família pode assumir diferentes formas e todas podem ser válidas quando há amor, responsabilidade e segurança”.