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UMinho integra projeto europeu para melhorar competências digitais das mulheres migrantes

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Universidade do Minho
Universidade do Minho

A Universidade do Minho (UMinho) é uma das entidades parceiras do “Include HER”, um projeto europeu que pretende melhorar a oferta de educação digital para mulheres com histórico de migração e ajudar a implementar essa abordagem inovadora nas instituições de ensino superior.

O projeto, financiado pelo programa Erasmus + da Comissão Europeia, irá ser desenvolvido nos próximos dois anos e tem como objetivo corrigir o desequilíbrio de género no contexto digital promovendo o desenvolvimento de um curso online de acesso aberto para mulheres migrantes e a criação de uma nova rede de cooperação para os parceiros do projeto.

O “Include HER” irá trabalhar diretamente no combate às desigualdades existentes em matérias de género no que concerne à motivação e envolvimento das mulheres migrantes com as tecnologias digitais, promovendo uma capacitação das instituições de ensino superior, ao nível dos seus recursos, com o objetivo de corrigir o desequilíbrio de género na esfera digital, capacitando as mulheres migrantes a atingir níveis mais elevados de competências digitais.

O projeto já organizou um fórum online com mulheres migrantes de 13 países diferentes. As competências digitais, experiência de utilização, assim como os impactos da Covid-19 na situação laboral destas mulheres foram alguns dos temas abordados na sessão que permitiu aos promotores do projeto perspetivar novos impulsos para a conceção das ferramentas e recursos para potenciar a formação das mulheres migrantes. O “Include Her” permitirá ainda que instituições de ensino superior melhorem a oferta educativa para este público por via de ações continuadas e regulares.

Manuel João Costa, pró-reitor da UMinho para os Assuntos Estudantis e Inovação Pedagógica, explicou que o “Include HER” surge “num momento em que a internacionalização é particularmente relevante para o ensino superior e em que o uso de tecnologias digitais é cada vez mais importante para o desenvolvimento de competências para o futuro”. Assim, assegurou o responsável, “o projeto poderá contribuir para o sucesso de estudantes que se sintam mais desafiados pelo uso das tecnologias digitais”.

O projeto, coordenado pela Universidade Johannes Gutenberg de Mainz (Alemanha), envolve, para além da UMinho, outras entidades e instituições como a European Universities Continuing Education Network (Bélgica), a Momentum Marketing Services Limited (Irlanda), a Canice Consulting Limited (Reino Unido) e Melissa Diktyo Metanastrion Stin Ellada (Grécia).

A página do projeto já foi lançada e está disponível em www.includeher.eu.

Fila no Centro de Vacinação contra a Covid-19 em Braga gera indignação nas redes sociais

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Redes Sociais
Redes Sociais

O processo de vacinação contra a Covid-19, que decorre desde esta terça-feira no Altice Forum Braga, tem gerado indignação nas redes sociais devido à fila de espera no exterior do parque de estacionamento.

Desde ontem foram registadas filas de espera com vários idosos a aguardarem em pé a sua vez para serem chamados. Esta situação foi denunciada por familiares que acompanham os idosos ao Centro de Vacinação, afirmando que esperam cerca de 40 minutos no exterior.

“Vacinação de pessoas com idades superiores a 80 anos no Altice Forum Braga. Uma vergonha. Idosos em pé. Já estou aqui há mais de 40 minutos na fila”, denunciou Paula Araújo.

“Hoje de manhã ao ver dezenas de velhinhos em fila à frente da entrada inferior do Forum Altice Braga, para receberem a tão esperada vacina, senti que tínhamos voltado aos anos setenta ou oitenta do século passado. Nesta era digital, não se compreende como se chegou a este triste e revoltante espetáculo: octogenários e muitos nonagenários, acompanhados por familiares ou amigos, uns em cadeiras de rodas, outros encostados à parede porque já não aguentavam o tempo de espera! Distanciamento social? Não havia! Pois, não! Não havia microfones nem megafones para chamar as pessoas! O segurança usava a sua voz e como não ouviam bem, aproximavam-se, obviamente! É revoltante, isto ainda acontecer no século XXI”, informou uma bracarense que se encontrava no local.

Recorde-se que a vacinação está a ser realizada a pessoas com mais de 80 anos ou com mais de 50 anos e com doenças associadas.

Mariana Machado representa Portugal nos Campeonatos Europeus em Pista Coberta

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SC Braga
SC Braga

A atleta de Braga Mariana Machado vai representar a Seleção Nacional de Atletismo nos Campeonatos Europeus em Pista Coberta.

A bracarense, que conquistou o título de campeã nacional de 3 mil metros nos Campeonatos de Portugal em Pista Coberta, que se realizou na cidade de Braga, vai marcar presença na competição continental, que irá decorrer de 4 a 7 de março em Torun, na Polónia.

Calvários de Braga abertos para assinalar a Quaresma

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Braga TV
Braga TV

Os calvários dos Passos do Senhor do centro de Braga encontram-se abertos para assinalar a Quaresma e a Semana Santa.

Estes calvários são da propriedade da Irmandade da Igreja de Santa Cruz, sendo um dos símbolos da cultura religiosa da cidade de Braga que integra as celebrações da Semana Santa, as mais imponentes do país.

Existem 8 calvários que foram restaurados e que representam as 8 estações da Via Sacra: 

  • 1ª Estação ‘Jesus toma a sua cruz’, localizada no Largo de São Paulo;
  • 2ª Estação ‘Jesus encontra Sua Mãe, no Largo de Santiago;
  • 3ª Estação ‘Jesus cai por terra’, na Rua de São Paulo;
  • 4ª Estação ‘A Verónica limpa o rosto de Jesus’, situada na Rua D. Paio Mendes;
  • 5ª Estação ‘A caminho do Calvário’, localizada na Casa do Igo no Campo das Carvalheiras;
  • 6ª Estação ‘Jesus consola as mulheres de Jerusalém’ no Arco da Porta Nova;
  • 7ª Estação ‘Segunda queda’ no Largo do Paço e, por fim;
  • 8ª e última Estação ‘Jesus é pregado na cruz’ na Casa dos Coimbras.

Os mesmos calvários serão decorados no exterior, na segunda semana que antecede a Semana Santa, para assinalar as celebrações religiosas mais significativas da Igreja Católica.

No século XVIII, a construção da Igreja de Santa Cruz e a iniciativa de montar Calvários nas ruas do centro histórico de Braga veio fomentar a vivência espiritual da Quaresma, Semana Santa e da Páscoa. Estas calvários foram construídos, encostados e embutidos nos muros das casas, como pequenas capelas, onde se expõem figuras da Paixão. Marcam o itinerário da Via Sacra e das procissões da Semana Santa.

Este ano, devido à pandemia da Covid-19, as procissões foram canceladas, mas haverá celebrações com emissões online através da página de Facebook da Semana Santa.

Covid-19: Portugal com 50 mortos, 1.480 infetados e 3.078 recuperados

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DR
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Morreram 50 pessoas por Covid-19 nas últimas 24 horas em Portugal, elevando para 16.136 mortes desde o início da pandemia. Foram registados 1.480 infetados, aumentando para 800.586 casos de infeção, e há mais 3.078 recuperados, são ao todo 709.054 casos de recuperação.

O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde desta quarta-feira indica que morreram 31 pessoas na região de Lisboa e Vale do Tejo, 7 no Centro, 7 no Norte, 4 no Alentejo e 1 na Madeira.

Em 24 horas, a região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 772 novos casos, seguindo-se o Norte com 327, Centro com 198, Alentejo com 84, Algarve com 51, Madeira com 45 e Açores com 3.

O número de casos ativos no país é agora de 75.396 menos 1.648 face a ontem, e 63.402 pessoas encontram-se em vigilância pelas autoridades de saúde, menos 7.365.

Em todo o território nacional estão 2.767 doentes internados, menos 245 do que terça-feira, dos quais 567 em unidades de cuidados intensivos, menos 30.

Universidade do Minho estuda vulcão em região com 20 milhões de pessoas

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O vulcão a 6 de março de 2019, visto de San Pedro Tlalmiilulpan.
O vulcão a 6 de março de 2019, visto de San Pedro Tlalmiilulpan.

Dois investigadores da Escola de Engenharia da Universidade do Minho definiram um conjunto de estratégias de evacuação face à atividade de um vulcão no centro do México, uma das zonas mais populosas e sísmicas do mundo. O estudo de Rafael Ramírez Eudave e Tiago Miguel Ferreira saiu na revista científica Geohazards e pretende contribuir para apoiar as decisões das autoridades.

O vulcão Popocatépetl (“montanha fumegante”, para o povo asteca) é um dos mais ativos da América do Norte e um dos dez mais monitorizados e mais populosos do mundo, com cerca de 20 milhões de habitantes. Tem 5426 metros de altura e situa-se a sudeste da Cidade do México. Registou 15 grandes erupções nos últimos 500 anos e, após uma fase calma, tem desde 1994 uma atividade constante, mas moderada, com emissão de cinzas, fumarolas, gases e material vulcânico. A última maior erupção foi em 2000, levando a uma significativa evacuação das pessoas, e as erupções mais recentes foram em março e abril de 2020.

Para minimizar os impactos negativos nas povoações da atividade daquele vulcão, há cartografias de perigo e sistemas de alerta com cores, entre outros meios. Porém, estas ferramentas não incluem, por exemplo, ações pró-ativas de moradores que reagem antes dos avisos oficiais, nota Rafael Ramírez. No estudo agora publicado, dá o exemplo da aldeia de San Pedro Tlalmimilulpan, que está suscetível a efeitos das emissões de cinzas vulcânicas logo no início de uma possível evacuação. Isso pode levar à falha do plano de emergência.

Os investigadores da UMinho criaram então “árvores de falhas”, agregando os itens sensíveis para fins de evacuação, como boa disponibilidade de acessos, de viaturas, de abrigos e de redes de comunicações, água e luz. O trabalho antecipou cadeias de eventos negativos e dificuldades na resposta pós-evento. Notou-se, em particular, que a falha dos serviços de comunicações tende ao “insucesso imediato” da ação. Os cientistas sugerem ainda o envolvimento contínuo de peritos de vários saberes para uma análise complexa e precisa para cada povoação e tipo de situação, associando aspetos como os índices de risco para áreas vulneráveis, a distribuição da população e o histórico de evacuações.

Rafael Ramírez Eudave nasceu na Cidade do México há 28 anos e investiga no Instituto de Sustentabilidade e Inovação em Engenharia de Estruturas (ISISE) e no Instituto para a Biossustentabilidade (IB-S) da UMinho. Fez a licenciatura em Arquitetura pela Universidade Nacional Autónoma do México, o mestrado europeu em Análise Estrutural e de Construções Históricas pelas universidades do UMinho e de Basilicata (Itália) e é doutorando em Engenharia Civil pela UMinho, tendo colaborado com vários gabinetes e institutos na sua área. Tiago Miguel Ferreira nasceu há 34 anos em Leiria, investiga no ISISE e no IB-S e é professor das universidades do Minho e de Coimbra. Fez o mestrado e o doutoramento em Engenharia Civil pela Universidade de Aveiro, uma pós-graduação em Reabilitação do Património Construído pela Universidade do Porto e é pós-doutorando em Engenharia Civil pela UMinho.

Póvoa de Lanhoso apoia famílias no pagamento da água

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A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso vai aplicar, até 30 de junho de 2021, o 1º escalão do tarifário em vigor ao consumo de água de todos os consumidores domésticos.

Esta medida também foi aplicada no âmbito do primeiro confinamento, em 2020, tendo abrangido cerca de 10.617 utentes.

As famílias povoenses que estão em casa, no âmbito das novas medidas de contenção da propagação da Covid-19 e do dever geral de recolhimento domiciliário e que, por esse motivo, estarão a consumir mais água, não terão de pagar mais por esse serviço essencial, uma vez que ser-lhes-á aplicado apenas o 1º escalão do tarifário em vigor no âmbito do Regulamento municipal de abastecimento de água e drenagem de águas residuais urbanas.

Esta é uma medida excecional que vai na mesma linha de outra medida já em vigor e que se prende com a isenção do pagamento da tarifa fixa dos serviços de abastecimento de água, saneamento e recolha de resíduos sólidos urbanos a todos os consumidores não-domésticos, até 30 de junho de 2021.

Esta deliberação foi aprovada em sede de Reunião de Câmara e deverá ser agora comunicada à Assembleia Municipal da Póvoa de Lanhoso.

A implementação de medidas de caráter excecional procura, face à atual conjuntura, promover a redução dos encargos devidos pela prestação destes serviços essenciais, atendendo a que as medidas adotadas no âmbito do combate à pandemia da doença Covid-19 implicam, paralelamente ao impacto verificado na atividade económica, um clima de incerteza, muitas vezes associado a uma perda acentuada de rendimentos nos agregados familiares.

Braga adota medidas e sensibiliza para a diminuição do uso de plástico

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CM Braga
CM Braga

O Município de Braga tem vindo a adotar medidas e a sensibilizar a população para a diminuição da utilização de plástico. Estes são alguns dos princípios da adesão da Autarquia vracarense ao Pacto Português para os Plásticos (PPP). A iniciativa, liderada pela Associação Smart Waste Portugal, tem o apoio do Governo e envolve entidades como empresas, indústrias, retalho, marcas, autarquias, universidades, associações do setor, entidades gestoras de resíduos e organizações não governamentais (ONGs). O pacto estabelece metas específicas para 2025, nomeadamente a garantia de que 100% das embalagens de plástico serão então reutilizáveis, recicláveis ou comportáveis.

Criado com o objetivo de impulsionar a transição para a Economia circular para os plásticos em Portugal, o PPP começou há um ano com 55 entidades aderentes, contando agora com 97 membros. Em Braga, o PPP apresenta um balanço positivo, com a Autarquia a adotar medidas e ações de sensibilização para diminuir o impacto ambiental do plástico no concelho.

Dessa forma, o Município de Braga procedeu à distribuição de Ecopontos por todas as instalações, direta e indiretamente relacionadas com a Autarquia e distribuiu Ecopontos obtidos através de projetos financiados, aos munícipes e entidades inscritas.

No âmbito da candidatura ao galardão Bandeira Azul da Praia Fluvial de Adaúfe, o Município realizou uma formação de docentes intitulada “Plásticos no Oceano – origem, impactos e a educação ambiental” que posteriormente deu também lugar a uma sessão pública sobre o tema.

Ainda no campo da formação, em 2019 e 2020, o Município realizou a atividade “Os suspeitos do costume” na Praia Fluvial de Adaúfe, em que utentes do Centro Novais e Sousa recolheram resíduos na sua maioria constituídos por plástico.

Outra das faces visíveis desta iniciativa são as campanhas contra as pontas de cigarro no na via pública, uma vez que este material é maioritariamente constituído por plástico.

Já no âmbito do Ano Nacional da Colaboração, em 2019, foi desenvolvida a iniciativa “Braga une-se na preservação da água” e, entre muitas outras actividades, foram disponibilizados cantis reutilizáveis aos funcionários do Município e da AGERE, assim como aos alunos das escolas do concelho, de forma a reduzir a produção de garrafas de plástico de uso único. Para este fim, foram instalados bebedouros nas instalações municipais para uso dos funcionários e também em diversos espaços públicos que, devido ao contexto pandémico atual, se encontram desativados.

O Município também procedeu à oferta de sacos de tecido de algodão para substituir os de plástico, numa iniciativa enquadrada na Semana Europeia da Prevenção de Resíduos. Em 2016 e 2018, os sacos foram distribuídos por padarias e pastelarias, em colaboração com a Associação Comercial de Braga e em 2019 e 2020, em colaboração com a Creative Zone, os sacos foram realizados por utentes de IPSS’s do concelho, utilizando sobras de tecidos e posteriormente distribuídos pelos estabelecimentos comerciais.

Através da adesão ao Pacto Português para os plásticos, os seus membros comprometeram-se a desenvolver esforços, individuais e coletivos, para atingir um conjunto de metas ambiciosas, que deverão ser alcançadas até 2025.

Todas as informações sobre o Pacto Português para os Plásticos estão disponíveis em www.pactoplasticos.pt.

Portadores de doença rara devem ser considerados grupo prioritário para vacinação

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Luís Brito Avô
Luís Brito Avô

A doença rara (DR) é aquela que tem uma incidência de 1 caso em cada 2000 pessoas. Estão identificadas cerca de sete mil doenças, cerca de 80% tem carater genético, existe capacidade de confirmação diagnóstica laboratorial precisa para cerca de 3.600 e terapêutica específica para 10% das entidades. Existem 300 milhões de pessoas no mundo com estas doenças, 36 milhões de Europeus e estima-se que em Portugal existam cerca de 800,000 pessoas portadoras destas patologias.

A carga epidemiológica destas doenças constitui um problema sério para a saúde pública. De elevada complexidade e muitas vezes incapacitantes são um desafio assistencial e para as ciências Biomédicas com necessidades ainda não atingidas a vários níveis.

Atualmente o enquadramento desta subpopulação de pacientes em Portugal está protegida por uma Estratégia Integrada para as Doenças Raras em implementação através de uma abordagem integrada dos Ministérios da Saúde, Segurança Social e Educação, que pretende responder as necessidades sanitárias, sociais e educativas destes doentes. 

Do ponto de vista sanitário a espinha dorsal assistencial assenta no estabelecimento de uma Rede de Referenciação (RR) eficaz e da consolidação de Centros de Referência (CR) que prestem cuidados diferenciados, de elevada especialização, dispensa de medicamentos órfãos, capacidade formativa específica de profissionais de saúde, organização de registos e Investigação médica, e integração em redes de conhecimento europeias (ERN – European Reference Network). 

Todo este processo está em curso e estão já designados no País CR para 8 áreas de DR pelo Ministério da Saúde (MS). Ainda um número restrito de intervenção, mas que abrange já algumas centenas de DR. Estes CR são necessariamente Unidades Hospitalares Centrais da Carta Hospitalar portuguesa e são constituídos por equipes pluridisciplinares certificadas pelo MS, algumas delas também já integradas em ERN.

A estratégia organizativa de uma Rede de referenciação beneficia já de Normas de referenciação estabelecidas pela Direção Geral da Saude (DGS) para vários CR que estão publicadas e em divulgação nos serviços de saúde, desde os cuidados primários.

Na outra face desta estratégia estão os cuidados de proximidade, a articulação adequada com os cuidados primários, o desenvolvimento da hospitalização e terapêuticas domiciliárias, a prestação de cuidados continuados apropriados a estas patologias.

Os apoios ao cuidador, o empoderamento do doente no processo da decisão clínico-terapêutica e a literacia sanitária da população, a colaboração do doente na investigação clínica e farmacológica são áreas em que as Associações de Doentes desempenham um papel fundamental sendo fulcral o seu empenho em todo o processo assistencial.

Foram estabelecidos pela Comissão Europeia e IRDIRC (Consórcio Internacional de caracter mundial para as DR) que até 2020 se conseguissem testes de diagnóstico para grande parte das DR conhecidas – atualmente já possível para cerca de 3.600, e terapêutica específica para 200 DR – objetivos que foram atingidos. Até 2027 pretende-se o diagnóstico no espaço de 1 ano para a totalidade das DR que estiverem descritas e terapêuticas para 1000 DR.

Considerando-se a saúde como um estado de pleno bem-estar para além da ausência de doença, as políticas de apoio social quer nos suportes económicos, integração socioprofissional e emprego, quer no reconhecimento do estatuto de cuidador informal são pedras basilares na estratégia de apoio a doentes e famílias. É também fundamental atender a necessidades de integração escolar e ensino especial assim como de ocupação de tempos livres, particularmente para as camadas mais jovens.

Numa época de Pandemia em que o acesso aos cuidados de saúde atravessa dificuldades verificaram-se atrasos nas consultas, procedimentos, exames complementares e até na dispensa de terapêuticas. Foi necessário readaptar a orgânica de Hospitais de dia e recurso á telemedicina para repor eficácia na prestação de cuidados. O NEDR/SPMI publicou um Guia informativo para Pessoas com Doença Rara e seus Cuidadores – COVID 19, e recomenda-se que os portadores de doença rara com deficiência significativa, sejam considerados grupo prioritário para a vacinação em curso. 

Numa época de evolução das ciências biomédicas, em que a Medicina de precisão, personalizada, centrada no doente em todas as suas vertentes biopsicossociais, em que a relação médico – doente, associada a uma extraordinária evolução tecnológica da intervenção biomédica, volta a ser pedra angular no sucesso dos cuidados de saúde, a posição da medicina interna gestora do doente e da utilização criteriosa dos meios complementares e terapêuticos detém enorme responsabilidade na prestação dos cuidados de saúde, incluído na área das DR.

Artigo de opinião de Luís Brito Avô, coordenador do Núcleo de Estudos de Doenças Raras da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna.

Famalicão cria Rede Municipal de Trilhos da Natureza

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CM Famalicão
CM Famalicão

O concelho de Vila Nova de Famalicão vai dispor de uma Rede Municipal de Trilhos da Natureza com a extensão de 62,3 quilómetros, que irá dar a conhecer o património natural e histórico-cultural do território.

O projeto foi aprovado recentemente no âmbito da operação do Provere Minho Inovação, do Programa Operacional Norte 2020. No total, o projeto que surge como produto turístico associado ao desporto implica um investimento total de 104.088,80 euros, contando com um cofinanciamento na ordem dos 85 por cento, isto é 88.475,48 euros.

Para Paulo Cunha, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, “a rede de percursos estrutura a oferta de um produto turístico, em articulação com os ativos culturais e naturais existentes, e com a oferta de alojamento local e restauração”. Por outro lado, “pela qualidade paisagística de que usufruem, a distribuição geográfica e localização dos trilhos justificam o esforço do investimento proposto, permitindo, alavancando e proporcionando um desenvolvimento mais coeso e em rede dos aglomerados rurais, como estrutura de uma oferta turística especifica, mas com necessidade de promoção”, refere.

De acordo com a candidatura a Rede Municipal de Trilhos insere a criação de quatro novos percursos pedestres partindo de traçados previamente definidos. É o caso de Portas da Vila um percurso circular com 17,5 km que se desenvolve em torno de Vila Nova de Famalicão. Percorre o núcleo urbano, ligando-o ao Penedo da Moura e ao Monte de Santa Catarina e à Ciclovia.

O percurso de Nine – Arnoso é também um percurso circular com 14km que se desenvolve nos vales dos Rios Este e Guisande, entre estas duas localidades.

Os Caminhos do Ave é outro percurso circular com 15,8 km que acompanha o rio Ave desde o Parque de Lazer Calça Ferros ao mercado e ponte sobre o rio. No regresso percorre as localidades de Oliveira São Mateus, Oliveira Santa Maria, subindo à Capela de Santa Tecla e regressando ao ponto de partida pela freguesia de Pedome.

Referência ainda para o percurso de Gondifelos, também circular com 15km que se desenvolve entre as localidades de Gondifelos, Gemunde e o Castro de Penices, sendo que aproximadamente um terço do percurso decorre em traçado comum com a via ciclo-pedonal Póvoa de Varzim -Famalicão.

Numa primeira fase, será feita a limpeza, arranjo e recuperação dos percursos, seguindo-se a sua sinalização, homologação e aplicação móvel.

A Autarquia famalicense iniciou em 2010 um conjunto de caminhadas concelhias, envolvendo milhares de participantes, que através da organização de várias etapas, se dava a conhecer os vários pontos de cada freguesia do concelho, descobrindo o património cultural, a fauna e flora, servindo de ponto de partida para esta Rede Municipal de Trilhos.