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Distrito de Braga sob aviso amarelo devido à queda de neve

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© Freguesia de Cabril
© Freguesia de Cabril

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou o distrito de Braga sob aviso amarelo devido à previsão de queda de neve.

O aviso meteorológico vigora entre as 09:00 e as 21:00 desta segunda-feira, prevendo-se queda de neve acima de 1000/1200 metros de altitude, baixando temporariamente a cota para os 800/1000 metros durante a tarde com acumulação até 10 centímetros acima dos 1000 metros.

O IPMA alerta para possível perturbação causada por queda de neve com acumulação e formação de gelo.

Emigrante morre em acidente de mota na Suíça

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DR
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Pedro Magalhães, emigrante na Suíça, morreu na sequência de um acidente de mota em Courlevon, Friburgo.

O português, de 40 anos e natural de Felgueiras, despistou-se e embateu contra uma árvore.

Apesar das manobras de reanimação feitas pelos meios de socorro, não foi possível reverter a gravidade dos ferimentos.

O óbito foi declarado no local.

Braga: Semelhe prepara Festas em honra de Nossa Senhora da Purificação

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© Liliana Oliveira / The Legends / Toy
© Liliana Oliveira e Coração Minhoto / The Legends / Toy

A comunidade de Semelhe, em Braga, prepara as festas em honra de Nossa Senhora da Purificação que decorrem de 30 de abril a 4 de maio.

Liliana Oliveira e Coração Minhoto, The Legends e Toy são os cabeças de cartaz destas festividades. A Comissão de Festas convida toda a comunidade e visitantes a participar nestas festas que engrandecem a freguesia

Programa

30 de abril (quinta-feira)

  • Sétima Vaga.

1 de maio (sexta-feira)

  • The Legends
  • After Party com Fábio Vasquez

2 de maio (sábado)

  • Toy
  • After Party com Miguel Peixoto

3 de maio (domingo)

  • Tarde – Atos religiosos com a participação da Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Lordelo (Porto) e a Banda Musical de Vieira do Minho e Rancho Folclórico de Sequeira
  • Noite – Showcase de Liliana Oliveira e Coração Minhoto.

4 de maio 

  • Batalha das Flores

Braga: Fiéis de Cabreiros relembram sofrimento da Paixão de Cristo na Procissão do Silêncio

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© Angélica Antunes
© Angélica Antunes

A comunidade de Cabreiros, em Braga, reviveu o sofrimento da Paixão de Cristo na Procissão do Silêncio e Transladação do Senhor dos Passos, que decorreu este sábado à noite. Os fiéis voltaram a unir-se para acompanhar em silêncio o andor do Senhor dos Passos.

Marco Coelho, presidente da Confraria do Senhor dos Passos de Cabreiros, enalteceu o trabalho desempenhado pelos anteriores membros da Confraria, pretendendo dar continuidade a esta tradição que fortalece a fé da comunidade de Cabreiros.

“É o nosso primeiro ano e quero agradecer à Confraria anterior que nos deixou um bom legado. Fomos sempre aperfeiçoando com a ajuda deles e o nosso compromisso será sempre continuar. A comunidade de Cabreiros adere muito a este tipo de procissões, está-lhes no sangue, sempre foi enraizado na freguesia e é de enaltecer sempre a presença deles. A primeira, a Procissão do Silêncio, é uma procissão que toca mais. É uma procissão mais da crença, da fé. Eu costumo dizer que esta procissão nos faz aquela pele de galinha, aquela dor no caroço. É uma procissão muito bonita para quem tem fé e vale a pena vivê-la”, disse o presidente.

© Angélica Antunes

Por seu turno, Hélder Machado, presidente da Mesa da Assembleia da Confraria do Senhor dos Passos de Cabreiros, falou que a comunidade da freguesia participa ativamente nas celebrações.

“Entrámos este ano e estamos naquela fase de perceber e de assimilar todas as funções que os nossos colegas tinham e que desempenharam muito bem. Estamos cá com muito gosto e com muito sentido de fé para apoiar o Senhor dos Passos. De facto, a nossa comunidade tem muita devoção e é muito participativa nestes eventos religiosos. É uma procissão muito especial e nós estamos cá também nesse sentido de ajudar para que tudo corra pelo melhor. Esta procissão da noite é também muito esperada porque penso que, por um lado é única, é muito especial, mesmo cá no Norte. Toda a gente está à espera deste momento do ano, mesmo os nossos emigrantes lá fora estão à espera deste momento através das redes sociais porque têm muita devoção”, sublinhou.

© Angélica Antunes

José Carneiro, habitante da Freguesia de Cabreiros, explicou que a Procissão da Transladação da imagem do Senhor dos Passos começou a ser chamada por Procissão do Silêncio, uma vez que a comunidade participa em silêncio nesta celebração.

“Em geral, todas as freguesias fazem a transladação do Senhor para outra Igreja, só que aqui incorporam à procissão todos os penitentes. O povo tem as suas promessas, faz a sua penitência e posso dizer que se ouvem ‘os mosquitos’ porque o respeito é tal e a devoção é tanta, daí o povo lhe passar a chamar a Procissão do Silêncio“, disse.

© Angélica Antunes

Este ano, Beatriz Rodrigues foi a escolhida para desempenhar o papel de Verónica na procissão. “É a primeira vez e estou muito feliz e ansiosa porque foi algo que eu gostava de fazer e como fui membro do Grupo Cultural Infantil e Juvenil de Cabreiros durante muitos anos, sempre gostei de cantar e então aceitei este convite”, afirmou.

Organizado pela Confraria do Senhor dos Passos de Cabreiros, o cortejo religioso foi devidamente preparado, assim como toda a decoração do exterior da Capela do Senhor dos Passos com várias tochas acesas. O andor do Senhor dos Passos foi acompanhado por dezenas de figurados, centenas de fiéis e pela Banda Musical de Cabreiros.

© Angélica Antunes

A imagem do Senhor dos Passos recolheu na Igreja e sairá à rua este domingo às 15:30 para a majestosa Procissão, que contará com cerca de 220 figurantes. A cerimónia contará com o pregador Pe. João Alberto Correia e com o “Sermão do Pretório”, na Igreja, e o “Sermão do Encontro”, na Capela.

De acordo com os membros da Confraria do Senhor dos Passos de Cabreiros, será ainda  efetuado um estudo sobre a histórias destas solenidades.

A reportagem teve o apoio à produção:

O Dia da Mulher, entre a celebração e a injustiça silenciosa

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© Paulo Veiga
© Paulo Veiga

Todos os anos, a 8 de Março, celebra-se o Dia Internacional da Mulher. Multiplicam-se discursos institucionais, flores, fotografias nas redes sociais e declarações solenes sobre igualdade, respeito e justiça. As palavras são bonitas, as intenções parecem nobres, e por um dia o mundo recorda-se de que as mulheres são pilares fundamentais da sociedade.

Mas, terminado o ritual simbólico da celebração, permanece uma pergunta incómoda: – até que ponto a igualdade que se proclama existe verdadeiramente na vida concreta das mulheres?

Portugal orgulha-se, e com razão, de ter feito progressos significativos na promoção da igualdade de género. A legislação existe, as políticas públicas multiplicam-se, e o discurso institucional é quase sempre inequívoco: – homens e mulheres devem ter as mesmas oportunidades.

Contudo, a realidade social continua a revelar fissuras profundas entre a retórica e a prática.

Pensemos numa mulher comum, não numa abstração estatística, mas numa pessoa concreta. Uma mulher na casa dos quarenta anos, licenciada, Inteligente, trabalhadora, Mãe, durante alguns anos decidiu fazer aquilo que tantas vezes a própria sociedade exige às mulheres, cuidar dos filhos, acompanhar o crescimento da família, estar presente na educação e na construção emocional das crianças.

Quando decide regressar ao mercado de trabalho, acredita, legitimamente, que a sua formação, a sua experiência e a sua maturidade serão valorizadas.

Mas a realidade é outra.

Durante um ano e meio, envia currículos, concorre a vagas, participa em processos de seleção. A resposta repete-se, silêncio, recusas ou promessas vagas. A maternidade, que deveria ser um valor social, transforma-se silenciosamente num fator de suspeita profissional.

Num determinado momento surge um concurso público para uma câmara municipal. Finalmente, uma oportunidade transparente, baseada em mérito. A candidata estuda, prepara-se, realiza a prova de conhecimentos.

O resultado é inequívoco: mais de 17 valores, primeiro lugar, o mérito parece finalmente falar mais alto,

mas depois chega a entrevista, na entrevista esse território muitas vezes nebuloso onde os critérios se tornam subjetivos, a candidata é desqualificada. Não porque não saiba, não porque não seja competente, mas porque, algures entre impressões pessoais e decisões difíceis de escrutinar, o sistema decide que não é ela a escolhida.

E assim, mais uma vez, o mérito perde para aquilo que ninguém escreve nos regulamentos.

Este não é um caso isolado. É apenas o rosto humano de uma realidade que muitas mulheres conhecem demasiado bem, a dificuldade de regressar ao mercado de trabalho depois de exercerem aquilo que a sociedade considera uma das suas funções mais nobres, ser mãe.

Ironia das ironias, a mesma sociedade que exalta a maternidade penaliza frequentemente quem a vive.

Celebramos a mulher nos discursos, mas no quotidiano continuamos a impor-lhe escolhas impossíveis, ou carreira, ou maternidade, ou dedicação à família, ou competitividade profissional, ou presença no lar, ou relevância no mercado de trabalho.

A igualdade proclamada torna-se, assim, muitas vezes uma igualdade formal, mas não real.

E é aqui que o Dia da Mulher deveria incomodar mais do que confortar.

Porque celebrar as mulheres não é apenas oferecer flores ou publicar frases inspiradoras. Celebrar as mulheres implica garantir que o mérito é respeitado, que a maternidade não é penalizada e que o talento não é descartado por preconceitos silenciosos.

Portugal precisa de continuar a evoluir neste caminho. Não apenas com leis, mas com práticas. Não apenas com discursos, mas com decisões concretas.

É necessário que as instituições, públicas e privadas, olhem verdadeiramente para o valor que as mulheres trazem ao mundo profissional, maturidade, capacidade de gestão emocional, resiliência, visão prática e sentido de responsabilidade.

Qualidades que muitas vezes nascem precisamente da experiência de vida e da maternidade.

Neste Dia da Mulher, portanto, a homenagem mais justa não é apenas a celebração. É também a lucidez crítica.

Porque as mulheres portuguesas merecem mais do que palavras bonitas.

Merecem OPORTUNIDADEs REAIS, merecem JUSTIÇA.

E merecem que a sociedade finalmente compreenda que igualdade não é um slogan, é uma prática diária que ainda está longe de estar plenamente cumprida.

Mariana Machado sagra-se campeã nacional na Meia Maratona de Lisboa

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© FPA/Tiago Peixinho
© FPA/Tiago Peixinho

Mariana Machado, atleta de Braga, sagrou-se hoje campeã nacional na Meia Maratona de Lisboa.

A bracarense estreou-se na distância dos 21 quilómetros, tendo sido a primeira portuguesa a cortar a meta, completando a prova em 1h10m10s.

Este resultado valeu o título nacional a Mariana Machado e um lugar entre as dez melhores marcas portuguesas de sempre nesta competição.

Bandidos do Cante vão representar Portugal na Eurovisão

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© RTP
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Os Bandidos do Cante foram os grandes vencedores da 60.ª edição do Festival da Canção com a música “Rosa”. A banda vai representar Portugal na Eurovisão, que irá realizar-se em maio, em Viena, na Áustria.

O vencedor do Festival da Canção foi escolhido com base na votação do júri e do público, no esquema 50/50.

“Rosa” foi a música mais votada, tendo alcançado 22 pontos, entre 12 pontos do público e 10 do júri.

Em segundo lugar ficou o tema “Jurei”, de Dinis Mota, enquanto a canção “Fumo”, do grupo Nunca Mates o Mandarim, conseguiu a terceira classificação.

Politécnicos querem financiamento equiparado com o sistema universitário

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DR
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O Plenário do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) esteve reunido e contou com a presença do ministro da Educação, Ciência e Inovação para abordar uma série de assuntos prementes do Ensino Superior.

O encontro, que decorreu no Politécnico de Leiria, zona particularmente afetada pelas intempéries recentes, foi uma oportunidade para os politécnicos voltarem a lembrar a tutela de que “é urgente introduzir medidas na Lei de Financiamento do Ensino Superior Público que equiparem os valores disponibilizados para o subsistema politécnico com o que se pratica no subsistema universitário”, considera Luís Loures, presidente do CCISP, reforçando que “apesar do ministério reconhecer a situação, a verdade é que o problema persiste e continua por resolver”. Uma equidade que este órgão colegial que representa a rede politécnica nacional pretende ver alargada à carreira docente.

Outras preocupações manifestadas prendem-se com as diferenças de financiamento entre cursos e áreas disciplinares, quando “não há uma justificação clara para que isso aconteça” e com o subfinanciamento “crónico” do sistema que está a ameaçar a tesouraria de algumas instituições de ensino superior.

Projetando o caminho que deve ser trilhado no sentido de o País possuir um Ensino Superior forte e sólido, o CCISP entende como necessário “o fim da atual discriminação negativa que pesa sobre as instituições politécnicas na gestão dos seus recursos e nas suas organizações internas, reforçando a sua autonomia em função dos seus contextos específicos”, acrescenta Luís Loures.

O encontro foi, também, uma oportunidade para o ministro esclarecer o que vai acontecer com a passagem dos Institutos Politécnicos de Leiria e Porto a Universidades. Ficou claro que ambas manterão ensino politécnico, sendo que a do Porto vai passar a denominar-se Universidade Técnica do Porto, enquanto a de Leira será a futura Universidade de Leiria e Oeste. Numa jornada de trabalho houve tempo ainda para abordar os pilares base do futuro PTRR, em preparação neste momento e à procura de contributos. Recuperação, Resiliência e Transformação serão os três eixos do plano para o setor da educação.

105 anos do PCP assinalados em Braga

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© PCP
© PCP

O PCP celebrou o 105.º aniversário com um jantar em Braga. A iniciativa, sob o lema “Projecto. Luta. Confiança”, contou com animação musical por parte de elementos do grupo Cantares da Terra e com um jantar.

“Com os pés bem assentes na terra transformaremos o sonho em vida”, foi desta forma que terminou a intervenção de Pedro Fernandes, da Juventude Comunista Portuguesa. Saudou o PCP e o seu “mais de um século de combate pelos interesses da juventude”. Falou no Dia Nacional do Estudante, construído no ensino secundário e superior, e apelou à Manifestação Nacional convocada pelo Movimento Associativo no dia 24 de março pela Gratuitidade, Alojamento e Democracia no Ensino Superior.

João Sousa, da Comissão Concelhia de Braga do PCP, mencionou que “em 105 anos, o PCP atravessou a Primeira República, teve um papel ímpar na resistência ao fascismo português e ao seu derrube, que teve um papel decisivo na Revolução de Abril”. “O PCP existe com a tarefa de lutar e defender quem vive do seu trabalho. Por isto, o PCP é indispensável. Em Portugal não houve avanço, conquista ou direito conquistado nos últimos 105 anos que não tenha contado com as ideias, o esforço, a luta, o contributo directo ou indirecto do Partido Comunista Português”, explicou.

Margarida Botelho, do Secretariado e da Comissão Política do Comité Central, falou sobre” a situação internacional, marcada pela confrontação e agressão promovidas pelo imperialismo”. “O militarismo e a guerra são sintomas da crise estrutural do capitalismo e das dificuldades que as principais potências capitalistas enfrentam, com os EUA à cabeça. Os EUA não conseguem continuar a impor a sua hegemonia com as regras e os instrumentos económicos que eles próprios ditaram e impuseram ao mundo desde o fim da Segunda Guerra Mundial e, sobretudo, depois do fim da União Soviética”, disse.

“No plano nacional, intensifica-se a política de direita, ao serviço dos interesses dos grupos económicos, de abdicação da soberania nacional e de submissão ao imperialismo, em crescente confronto com os interesses dos trabalhadores, do povo e do país. O Governo PSD/CDS agrava os problemas, degrada as condições de vida, acentua as injustiças e as desigualdades, compromete o desenvolvimento e a soberania do país, agrava a exploração, ataca os direitos laborais, faz regredir direitos e degrada os serviços públicos, dificulta ainda mais o acesso à habitação, promove privatizações. Numa frase, querem fragilizar tudo o que é público para ficar o espaço livre para os grupos económicos”, disse a dirigente do partido.

Braga atinge em 2025 a menor área ardida desde que há registos

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© CM Braga
© CM Braga

Braga alcançou em 2025 o melhor resultado de sempre no que respeita à área ardida em incêndios rurais. Ao longo do último ano foram registadas 56 ocorrências, que resultaram em 7,6 hectares de área ardida.

“Este desempenho supera os resultados obtidos em 2024, então considerados os melhores das últimas décadas, confirmando a eficiência das políticas municipais de mitigação do risco e de proteção do território e consolidando uma estratégia consistente de prevenção; vigilância e primeira intervenção que tem vindo a afirmar-se como referência no contexto nacional”, refere a Câmara de Braga.

No âmbito da execução das faixas de gestão de combustível em torno das edificações da responsabilidade dos proprietários privados, foram instaurados 140 processos por incumprimento, refletindo “a firme determinação do município em assegurar o cumprimento das normas legais e a redução do risco de ignição junto de zonas habitadas”. Ao longo do ano foram realizadas 299 deslocações ao terreno e outras diligências técnicas, num total de 4184 quilómetros percorridos pelas equipas municipais. Paralelamente, registaram-se intervenções voluntárias em 36,64 hectares. Em 12 situações foi necessário avançar com execuções coercivas, garantindo “a salvaguarda das populações e a proteção das áreas florestais”.

Relativamente aos trabalhos de gestão de combustível da responsabilidade direta do Município ao longo da rede viária, em parques industriais e nas zonas envolventes aos pontos de água estratégicos, estes foram assegurados pelas equipas de Sapadores Florestais protocoladas com o município de Braga, com o apoio dos operacionais do Serviço Municipal de Proteção Civil e com recurso aos equipamentos integrados no programa Cuidar Braga II. Foram intervencionados 81,41 hectares, o que corresponde a uma taxa de execução muito próxima da totalidade do previsto no Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios.

“A prevenção assumiu igualmente uma forte componente de sensibilização pública. Durante o ano de 2025, o município promoveu e participou em 14 sessões presenciais de sensibilização dirigidas à comunidade, complementadas por diversas campanhas informativas”, acrescenta a Autarquia.

O Dispositivo Municipal de Vigilância e Primeira Intervenção integrou o Batalhão Sapadores Bombeiros de Braga, os Bombeiros Voluntários de Braga, a Guarda Nacional Republicana, a Polícia de Segurança Pública, o Regimento de Cavalaria n.º 6, a Polícia Municipal, as equipas de Sapadores Florestais, as equipas da Divisão de Proteção Civil e ainda as Unidades Locais de Proteção Civil de Pedralva, Sobreposta, Este (S. Mamede e S. Pedro), Lomar e Arcos. Este dispositivo envolveu 58 operacionais e 18 viaturas nas ações de vigilância e primeira intervenção, permitindo reforçar a capacidade de deteção precoce e resposta rápida a qualquer ignição.

Entre as medidas preventivas adotadas destacou-se a proibição da realização de queimas de sobrantes entre 1 de junho e 30 de outubro, uma prática frequentemente associada a uma elevada percentagem de incêndios rurais. “Esta decisão revelou-se particularmente relevante para os resultados alcançados, contribuindo de forma significativa para a redução do número de ocorrências registadas no concelho”, reforça o Município.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Braga, Altino Bessa, refere que “estes resultados representam a demonstração clara de que uma política pública consistente, sustentada na prevenção e na cooperação institucional gera resultados concretos na proteção das pessoas e do território”. “Trata-se de um resultado histórico que confirma a eficácia do trabalho articulado entre o município, as forças de proteção civil e todas as entidades que diariamente estão no terreno. Temos vindo a afirmar uma estratégia séria e responsável na prevenção dos incêndios rurais assente no planeamento, na vigilância e numa capacidade de resposta rápida que tem permitido controlar as ignições ainda numa fase inicial. É importante não esquecer que estes números são também reflexo de um crescente envolvimento da comunidade e do trabalho em rede”, sublinhou.

Segundo Altino Bessa, “é importante reconhecer o contributo da população que tem demonstrado maior consciência e responsabilidade na adoção de comportamentos preventivos. A proteção da floresta e do território é uma responsabilidade coletiva e estes resultados mostram que quando todos fazem a sua parte é possível alcançar níveis de segurança muito mais elevados”.

Apesar do desempenho alcançado, Altino Bessa alerta que o risco nunca pode ser totalmente eliminado. “Não podemos garantir que não ocorram incêndios de maior dimensão, sobretudo num contexto de alterações climáticas cada vez mais exigente. Aquilo que podemos assegurar aos bracarenses é que continuaremos a reforçar a prevenção, a vigilância e a capacidade de resposta”, finalizou.