A empresa suíça Hess escolheu Famalicão para abrir a única unidade industrial da empresa fora do país.
O futuro da mobilidade elétrica está a construir-se a partir de Famalicão desde 2022, altura em que a empresa suíça Hess, fabricante de autocarros, escolheu a freguesia famalicense de Lousado para abrir a única unidade industrial da empresa fora do país. O objetivo? Dar resposta à crescente procura de autocarros elétricos citadinos, vulgarmente conhecidos por Metro-Bus, que hoje se espalham um pouco por todo o mundo como solução de mobilidade.
Da Hess Portugal e de Famalicão sai praticamente um autocarro por dia para servir uma vasta rede de cidades mundiais. É o caso de Zurique, Genebra, Génova, Clermont-Ferrand ou de Brisbane, na Austrália, que inaugurou, no final de 2024, uma nova solução de mobilidade urbana, com a introdução de uma rede de metro bus, autocarros de transporte urbano rápidos, eficientes e movidos a energia verde, praticamente toda ela construída em Lousado, na unidade da Hess Portugal.
A exemplaridade da Hess Portugal, que começou por garantir 50% da montagem dos autocarros e que hoje já os entrega praticamente concluídos, vai merecer a atenção do presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Mário Passos, numa visita à Hess Portugal agendada para a próxima terça-feira, dia 24 de março, pelas 15:00, e que marca o regresso do roteiro “Famalicão Created IN”.
Atualmente, e volvidos pouco mais de três anos da sua instalação no concelho famalicense, a Hess Portugal conta com mais de 300 trabalhadores e tem vindo sempre a crescer. Em 2025, registou um volume de negócios de 72 milhões de euros. Números que a empresa prevê duplicar em 2026, com projeções na ordem dos 140 milhões.
“Famalicão tem tido a capacidade de continuar a atrair investimento externo, e este é um exemplo que queremos realçar”, assinala o autarca, Mário Passos.
Existe um fenómeno curioso na psicologia dos nossos dias: quando vivemos ao lado de alguém verdadeiramente insuportável (com barulho a toda a hora, que deixa o lixo à porta, que estaciona em cima do passeio) começamos a tolerar, quase com graditão, o vizinho que apenas não nos cumprimenta. Afinal, em último caso, este ao menos não nos invade a vida. O problema com este cenário é que, gradualmente, “não invadir” deixa de ser o mínimo aceitável e passa a ser um elogio.
Sinto que, olhando para o vasto painel de comentariado em Portugal, tem sido este o efeito que o Chega tem trazido ao debate público.
Não quero ressalvar o que o partido diz ou deixa de dizer, a forma como (não) se comporta, a sua falta de estrutura partidária, ou mesmo o seu vazio ideológico que se mescla entre o estatismo e um populismo bacoco. Creio que isso já foi fartamente discutido. Com isto quero ressalvar (ou relembrar?) apenas o efeito secundário, silencioso e potencialmente perigoso que a sua presença tem na forma como nós avaliamos tudo o resto. Quando existe no espetro político um partido com propostas tão absurdas como contraditórias, com um comportamento social que tornou o nosso Parlamento numa sala de aula do 8ºC, (com todo o respeito para os alunos deste ano que não merecem esta comparação) o nosso termómetro morla decalibra-se. Incoscientemente, passamos a medir tudo em contraste com o pior.
E assim, uma proposta inefeciente de outro partido passa mais despercebida. O mau político passa a razoável porque ao menos sabe comportar-se. Um governo ineficaz, sem qualquer reforma, em último caso, passa a ser visto como “ao menos não é o Chega”. E isto traduz-se em vários planos municipais, não apenas na Assembleia da República. Em último caso, isto traduz-se até em vários países, desde Ventura até Trump. No fundo, ficamos tão ocupados a olhar para o abismo, que deixamos de ver os degraus que nos levam, potencialmente, até lá. E creio que essa corrupção de pensamento é tão ou mais danosa que a própria ameaça do Chega em si.
Não desejo com isto, naturalmente, que o Chega seja ignorado, apesar de sentir que a sua forma de estar vai-se tornando manifestamente repetitiva, e por isso mesmo, cada vez menos impactante. Gostaria apenas que ele deixasse de ser o principal ponto de referência, que já se tornou demasiado óbvio na sua matriz.
A analogia do vizinho, não sendo a mais prática, creio que serve aqui. Quando o padrão de comparação é a catástrofe, qualquer coisa menos catastrófica nos parece razoável. Mas uma democracia saudável não se avalia pelo que evitou de pior, avalia-se pelo que conseguiu de melhor. E essa avaliação exige um olhar atento sobre propostas medíocres, sobre promessas ocas, sobre medidas que até podem não ser horríveis, mas que simplesmente não chegam (algo que não nos tem faltado, infelizmente). Esse olhar fica embaciado quando estamos permanentemente a comparar tudo com o que consideramos o fundo do poço. Há uma fasquia, ou uma exigência, que se desvanece.
Por falar em paradoxos, confesso o meu: quero que o debate público se concentre menos no Chega e faço um texto exclusivamente sobre ele. Por isso é que, provavelmente, nunca serei um bom escritor. Espero, ao menos, ao final do dia, conseguir ser um bom vizinho.
A Liga Portugal lamentou profundamente o falecimento de Silvino Louro, antigo internacional português, seis vezes campeão nacional, e treinador de guarda-redes e adjunto durante mais de 20 anos.
“Silvino foi uma figura de enorme relevância para o futebol português, tanto pelo seu percurso como jogador, como pela sua notável carreira como treinador de guarda-redes e adjunto. Enquanto atleta, destacou-se pela sua consistência, profissionalismo e dedicação dentro de campo. Fora das quatro linhas, o seu contributo, conhecimento e capacidade de desenvolver talento deixaram uma marca indelével na história do nosso futebol, sendo lembrado com respeito e admiração por todos aqueles que com ele trabalharam”, declarou Reinaldo Teixeira, Presidente da Liga Portugal.
Natural de Setúbal, onde nasceu a 5 de março de 1959, começou a carreira na terra natal, no Vitória FC. Rumou, depois, a Vitória SC e CD Aves, antes de ingressar no SL Benfica, onde permaneceu oito temporadas. Regressou ao Vitória FC, transferindo-se, posteriormente, para o FC Porto, onde representou os dragões ao longo de duas temporadas. Terminou a carreira de jogador ao serviço do SC Salgueiros, com um palmarés recheado: seis campeonatos nacionais, três Taças de Portugal e duas Supertaças, tendo representado ainda a Seleção Nacional em 23 ocasiões.
Prosseguiu, de seguida, carreira como treinador de guarda-redes e adjunto, tendo representado a Seleção Nacional, o FC Porto, o Chelsea (Inglaterra), o Inter de Milão (Itália), o Real Madrid (Espanha) e o Manchester United (Inglaterra).
O Município de Celorico de Basto está a ampliar o saneamento básico na freguesia de Agilde, na Rua de Agilde e na Rua da Escola, intervenção que visa melhorar as condições de saúde pública, a qualidade de vida da população e a proteção ambiental.
“Esta intervenção em particular vem resolver um problema há muito sentido numa urbanização localizada entre a Rua do Monte da Serra e a Rua de Agilde, associado ao mau funcionamento das fossas sépticas, permitindo agora à população a ligação ao ramal de saneamento da rede pública. Estas obras de ampliação da rede de saneamento básico, são obras que causam alguns transtornos à população, pelas suas especificidades técnicas, mas que vêm resolver situações há muito reportadas como era o caso das dificuldades sentidas pela população desta urbanização devido ao irregular funcionamento das fossas sépticas. O saneamento vem resolver a situação e melhor as condições de saúde pública destas populações”, destaca o autarca José Peixoto Lima.
Esta aposta no reforço das infraestruturas de saneamento permite “assegurar o adequado tratamento de águas residuais, reduzindo riscos de contaminação dos solos e dos recursos hídricos”. “Um investimento considerável mas essencial para o desenvolvimento sustentável do concelho, contribuindo também para a valorização do território e para a fixação de população”, finalizou.
A décima edição do programa de Mentorias da UMinho arrancou esta semana em Braga com a participação de 50 duplas compostas por mentores (antigos alunos com percursos profissionais relevantes) e mentorandos (estudantes finalistas). Inovador a nível nacional, este projeto visa contribuir para a valorização global dos estudantes, preparando-os para o mercado de trabalho através do acompanhamento de profissionais Alumni UMinho altamente qualificados.
A sessão de abertura decorreu esta quarta-feira e contou com a intervenção de Lígia Rodrigues, pró-reitora para as Pessoas, Planeamento e Qualidade da UMinho. Em dez edições, este programa já chegou a 349 estudantes, envolvendo 105 mentores, num total de 5.584 horas de mentoria.
Quem são os mentores deste ano?
Formados em diferentes áreas, os mentores desta 10.ª edição são provenientes de diversos setores de atividade: Aida Alves (Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva), Albano Fernandes (AMF Safety Shoes), Alexandra Roeger (Agere/Braval), Alexandre Marques (ZF Lifetec), Ana Ferreira (Santa Casa da Misericórdia), Ana Lima (CCG/ZGDV), Ana Rita Ribeiro (Startup Braga), Anabela Maia (F3M), André Santos (Nutrium), Andreia Afonso (Deifil), Ângela Brandão (Primavera/Cegid Company), António Lima Martins (SJLM Advogados), Beatriz Oliveira (BindTuning), Benjamim Sampaio (Agrupamento de Escolas Santos Simões), Bruno Silva (Grupo Trofa Saúde), Carla Sepúlveda (Consultora), Carlos Ribeiro (Laboratório da Paisagem), Carlos Vaz (inCentea), Deolinda Teixeira (Foco Criativo), Eduardo Bacelar Pinto (Fibrenamics), Elisabete Barbosa (LKCOM), Elisabete Dias Pinheiro (USL Braga) e Fábia Martins (S. Roque).
Juntam-se ainda Graça Borges (Super Bock), Hugo Portela (Accenture), Isabel Oliveira (Escola Secundária de Vila Verde), Joana Fernandes (Mecwide), José Alberto Alves (Grupo DST), Luís Andrade Moniz (USL Barcelos/Esposende), Luísa Meira (Anchorage Digital), Luca’s Sousa (Oficina de Competências), José Machado (DST), Luís Roby (ÉRRE), Luís Rodrigues (InvestBraga), Luís Vilas Boas (Bluway), Manuel Machado (EnerMeter), Margarida Pizarro (Maggie.And), Narciso Moreira (Betweien), Nuno Rodrigues (Browning), Nuno Torres (Central Arquitetctos), Paulo Moura Castro (BDO Portugal), Pedro Azevedo (Hess), Pedro Oliveira (Casais), Pedro Soares (Centro de Juventude de Braga), Ricardo Portela (Bysteel fs), Rui Martins (Inovafil), Sandra Cerqueira (TUB), Sanna Sillankorva (INL), Silvana Alves (Triformis) e Teresa Martins (Neadvance).
Sobre o Programa
O programa Mentorias UMinho é coordenado por Lígia Rodrigues, pró-reitora da UMinho, e conta com a colaboração científica dos professores Teresa Freire (Escola de Psicologia), João Leite Ribeiro (Escola de Economia, Gestão e Ciência Política) e Carina Pimentel (Escola de Engenharia), bem como do Gabinete de Projetos Especiais, no planeamento e na organização das iniciativas. A iniciativa destina-se aos vários cursos e ciclos de estudos da UMinho, juntando mentores e mentorandos de áreas de formação diferentes com sessões de mentoria em ambiente de trabalho do mentor e visam complementar a formação científica específica de cada domínio, através da promoção e do desenvolvimento de competências transversais, bem como da identificação e avaliação de diferentes oportunidades de carreira, conferindo-lhes melhores perspetivas para ingresso no mercado de trabalho.
Promovido pela Reitoria da UMinho, este projeto enquadra-se num contexto mais amplo – o Programa de Desenvolvimento Global e de Integração Profissional dos estudantes da instituição, incluindo projetos de mentoria (nacional e internacional), workshops para desenvolvimento de competências transversais, conferências para abordagem de temas emergentes e visitas de trabalho/estudo a organizações parceiras da UMinho (nacionais e internacionais). A presente iniciativa insere-se no Projeto “UMinho Mais Digital – Competências para o Futuro” (Programa Impulso Mais Digital – Submedida “Reforço das Competências Digitais”, lançado pela DGES e integrado no Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal, financiado pela União Europeia NextGenerationEU), no âmbito do Programa Desenvolvimento Global e Integração Profissional dos Estudantes.
O Município de Barcelos reforçou o serviço de recolha de “monstros” com a entrada em funcionamento, desde o início de março, de uma nova viatura dedicada, aumentando a capacidade de resposta às solicitações da população.
A recolha destina-se a objetos volumosos fora de uso, como móveis, eletrodomésticos e outros equipamentos domésticos que, devido às suas dimensões, não podem ser colocados nos contentores habituais.
Em 2025, foram realizadas 872 recolhas dedicadas, o que representa um aumento de 19% face a 2024. No mesmo ano, o Município procedeu ainda a 631 recolhas de resíduos volumosos abandonados na via pública, sem agendamento prévio.
O tempo médio de resposta, em 2025, foi de cinco dias úteis após o pedido, considerando a suspensão do serviço durante o mês de agosto. Atualmente, a recolha está a ser efetuada no prazo máximo de um dia útil.
O serviço é gratuito e pode ser solicitado por qualquer munícipe residente no concelho, através de contacto telefónico com a Câmara Municipal ou por email para [email protected]. No pedido devem ser indicados o nome completo, morada, contacto telefónico, número de cliente de resíduos urbanos e a descrição dos materiais a recolher.
Após a receção da informação, os serviços municipais entram em contacto para agendar a recolha.
Braga atravessa, atualmente, um dos períodos mais exigentes ao nível da mobilidade urbana. O crescimento da cidade, aliado ao encerramento e condicionamento de várias artérias estruturantes, tem originado um aumento significativo do volume de trânsito, com particular incidência nas horas de ponta, sobretudo a partir das 18 horas. Os constrangimentos são hoje sentidos diariamente por milhares de cidadãos, com especial impacto em zonas críticas como o Nó de Infias, a rotunda de Sá Miranda, a rotunda em Real, a saída para a Avenida António Macedo (na ligação de Real em direção ao Porto, Variante do Fojo, Rotunda junto ao Braga Parque, ), o Campo da Vinha, nomeadamente na saída da Rua Alferes Alfredo Ferreira e na entrada daquela zona, agravados pelo fecho da Rua de Ferraz.
Também a zona da Quinta das Cabanas, em particular a sua rotunda, enfrenta níveis de congestionamento que exigem resposta. São alguns dos exemplos pela cidade toda. Perante este cenário, é fundamental agir com pragmatismo e sentido de urgência. Se é verdade que as soluções estruturais são indispensáveis, também é evidente que Braga precisa de respostas operacionais imediatas. E uma dessas respostas está ao alcance do Município: a mobilização estratégica da Polícia Municipal para a gestão ativa do trânsito.
A Polícia Municipal não deve ser vista apenas como uma força de fiscalização estática. Pelo contrário, pode e deve assumir um papel mais dinâmico, orientador e preventivo. A presença de agentes nos principais cruzamentos e rotundas, especialmente nas horas de maior afluência, permitiria regular fluxos, evitar bloqueios e melhorar significativamente a fluidez do trânsito.
Há já exemplos claros de que a intervenção humana direta, no terreno, funciona. Um agente a coordenar o trânsito consegue, muitas vezes, resolver em minutos situações que, sem orientação, se arrastam por longos períodos. Assim, propõe-se que, através de uma reorganização dos turnos e da afetação de recursos, a Polícia Municipal seja destacada para pontos estratégicos da cidade, com especial enfoque nas zonas acima referidas. Esta presença deverá ser planeada, contínua nos períodos críticos e integrada numa estratégia mais ampla de mobilidade urbana.
Importa ainda reconhecer uma realidade incontornável, os efetivos das restantes forças de segurança são hoje mais reduzidos, o que limita a sua capacidade de resposta a este tipo de necessidades. Neste contexto, a Polícia Municipal assume um papel ainda mais relevante e insubstituível na gestão do quotidiano urbano.
Braga precisa, mais do que nunca, de uma Polícia Municipal próxima, organizada e orientada para a resolução concreta dos problemas dos cidadãos. Não basta fiscalizar! É necessário intervir, antecipar e ajudar a cidade a funcionar melhor. Esta é uma medida de implementação simples, com custos reduzidos e impacto imediato na qualidade de vida dos bracarenses.
Com sentido construtivo e espírito de cidadania ativa, deixo esta proposta para reflexão e ação.
No próximo domingo, dia 22 de março, o Centro Cívico de Palmeira, em Braga, recebe, pelas 17:00, a peça “Os Piratas” do grupo Teagus – Teatro Amador de Gulpilhares. A entrada é gratuita.
O espetáculo infantil, que se insere na programação do XVII Fest’Art 2026 – Festival Internacional de Teatro da Nova Comédia Bracarense, é uma verdadeira aventura a bordo de um navio de piratas.
O drama juvenil, de Manuel António Pina, leva a plateia a questionar se o enredo se trata realmente de um sonho ou realidade. A missão é inquestionável: salvar a mãe e sair do navio de piratas a salvo.
O programa completo do festival está disponível nas redes sociais da Nova Comédia Bracarense e da Junta de Freguesia de Palmeira.
O Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, recebe de 25 a 27 de março a II Design Commit, Conferência Internacional sobre Design & Indústria, com 120 profissionais, investigadores, decisores e cidadãos de 11 países a debaterem o futuro do planeta através do design sustentável.
Sob o tema “Design for different futures | Learning with nature”, o evento traz oradores de referência e é promovido pelo Município de Guimarães, no âmbito da Capital Verde Europeia 2026 e do Laboratório da Paisagem, e pela Universidade do Minho, através da Escola de Arquitetura, Arte e Design, do laboratório Lab2PT/IN2PAST e do Instituto de Design.
A sessão de abertura decorre na quarta-feira, às 9:30, com os professores Maria João Félix do Instituto Politécnico do Cávado e Ave, Paulo Cruz da Universidade do Minho, Fátima Pombo da Universidade de Aveiro, Fernando Moreira da Silva e Rita Almendra da Universidade de Lisboa, refletindo a união do meio académico nacional nesta área. Segue-se um breve testemunho da co-coordenadora desta Capital Verde Europeia, Isabel Loureiro, e um painel com os designers Toni Grilo e Filipe Alarcão sobre as práticas e a responsabilidade da indústria.
Palco para criadores, empresas e entidades públicas
Após uma pausa, juntam-se ao debate os diretores dos centros de investigação em design ID+, CFE e CIAUD, respetivamente Fátima Pombo, Helena Freitas e João Pedro Costa, o diretor do Laboratório da Paisagem, Carlos Ribeiro e, representando o Lab2PT, Paula Trigueiros. Pelas 12:30, conhece-se a visão da presidente do Programa Compete 2030, Alexandra Vilela, e da vogal do conselho executivo da Agência Nacional de Inovação, Sílvia Garcia.
Na quinta-feira sobressai a palestra das 9:30 com o designer mexicano Fernando Laposse, criador do material totomoxtle (feito de cascas de milho nativo) e com obras baseadas em fibras ou resíduos agrícolas que estão em museus como o nova-iorquino MoMA. O painel das 12:00 vai contar com o diretor-geral do Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal, António Brás Costa, e a diretora de design, marketing e desenvolvimento de produto da Amorim Cork, Joana Ferreira. Às 12:45, é a vez da diretora de home decor da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (aicep) e, depois, da gestora para a sustentabilidade e responsabilidade corporativa da Lipor, Diana Nicolau.
Mary Reynolds e Anna Heringer entre os destaques
Já na sexta-feira merecem ênfase, a partir das 15:00, as apresentações da ativista e paisagista irlandesa Mary Reynolds, fundadora do movimento “We Are The ARK” e com livros influentes como “The Garden Awakening”; da arquiteta alemã Anna Heringer, vencedora do Aga Khan Award for Architecture e promotora da construção com materiais naturais locais e low-tech; e também de Rui Coutinho, diretor de inovação da Mota-Engil Next e antigo diretor de inovação da Porto Business School e Nova BSE.
O programa geral conta ainda com quase uma centena de comunicações em sessões temáticas paralelas – houve submissões de 265 autores de 16 países e os melhores trabalhos serão publicados em revistas científicas internacionais. A agenda inclui igualmente flash talks de jovensautores, momentos culturais pelo Departamento de Música da UMinho, visitas guiadas à cidade-berço e um jantar na Pousada Mosteiro de Guimarães. A última tarde de trabalhos decorre no Teatro Jordão e culmina com a apresentação do Climate Residencies Programme.
A Design Commit – cuja primeira edição foi em 2024, em Braga – possui o site oficial designcommit.pt e espera este ano reforçar o papel da natureza na implementação de estratégias inovadoras e práticas regenerativas, permitindo respostas mais eficazes à transição ecológica e aos principais desafios locais e globais.