A Igreja de Santa Cruz recebe o segundo recital da rubrica “Minutos de Órgão”, protagonizado pelo Daniel Sousa.
A iniciativa, integrada no Festival Internacional de Órgão de Braga, será inteiramente dedicada à música ibérica dos séculos XVI e XVII. O programa inclui obras de Sola, Conceição, Bruna, Andreu, Carreira e Correa Braga, destacando a forma musical tiento, central na tradição organística deste período.
O recital realiza-se no domingo, 22 de março, às 16:30.
A GNR apreendeu, esta quinta-feira, uma arma e munições no âmbito de um processo por violência doméstica, no concelho de Guimarães.
No seguimento das diligências de investigação relacionadas com um crime de violência doméstica, em que o suspeito, um homem de 72 anos, agrediu a vítima, uma mulher de 71 anos, os militares da Guarda deram cumprimento a dois mandados de busca domiciliária e seis buscas a veículos, que resultaram na apreensão de uma espingarda semiautomática calibre 12 e 44 munições de vários calibres.
O material apreendido foi entregue ao Núcleo de Armas e Explosivos da Polícia de Segurança Pública de Braga, tendo os factos sido comunicados ao Tribunal Judicial de Guimarães.
Terras de Bouro veste-se a rigor para os Fins de Semana Gastronómicos, que vão decorrer de 20 a 22 de março.
O Cozido de Couves com Feijão será o prato em destaque no restaurantes aderentes da iniciativa.
Os pratos típicos do concelho de Terras de Bouro estão relacionados com as suas caraterísticas de “montanha” e com os produtos hortícolas que a terra oferece, dos quais se salienta as couves, os feijões e as batatas, consumidos de forma simples em sopas e cozidos. A carne de cabrito, cujo sabor caraterístico se deve à alimentação dos animais, torna-se ainda melhor quando assada em fornos de lenha. A carne de porco, a mais consumida pelos habitantes do concelho, e salgada e comida todo o ano.
Realizou-se esta quinta-feira a primeira reunião da recém-empossada Comissão de Trabalhadores (CT) da UMinho. Depois da cerimónia de posse para o quadriénio 2026-2029 que aconteceu na manhã de ontem, hoje foi a vez de ser eleito o Secretariado desta Comissão. Assim, foi reconduzido no cargo como secretário coordenador, António Gaspar Cunha (Professor na Escola de Engenharia), sendo ainda eleitos como secretários, António Ovídio Domingues (técnico de Sistemas e Tecnologias de Informação do Instituto de Ciências Sociais) e Marta Simões Ferreira (técnica Superior na Escola de Economia, Gestão e Ciência Política), e como secretária suplente, Orlanda Tavares (Investigadora Auxiliar no Instituto de Educação).
A lista vencedora apresentou a sufrágio um projeto centrado na valorização humana e na dignificação das condições laborais de todos os profissionais, desde docentes e investigadores a técnicos e pessoal dos serviços de ação social, sendo que a proposta apresentada priorizava a defesa ativa de carreiras justas, a progressão profissional e a conciliação entre a vida pessoal e o trabalho, assegurando que a CT irá atuar de forma independente, mas construtiva. No plano institucional, a lista aposta num diálogo transparente e regular com a Reitoria e os órgãos de governo, posicionando a CT como um parceiro estratégico que antecipa problemas e propõe soluções fundamentadas. O compromisso da lista assenta na proximidade e na transparência, reforçando os canais de comunicação e a participação democrática da comunidade académica nas decisões coletivas.
Pedro Arezes, reitor da UMinho, marcou presença na tomada de posse da CT, afirmando que a mesma é “a voz e expressão legítima coletiva de todos os trabalhadores”. “A Comissão vai ao encontro do reforço do nosso compromisso com uma cultura institucional que queremos que seja participativa. Desejo manter com esta Comissão uma interação construtiva, com diálogo aberto, transparente e regular no sentido de encontrar soluções equilibradas para a UMinho”.
As eleições do órgão ocorreram a 20 de fevereiro de 2026, sendo a comissão eleitoral coordenada pelo professor João Miguel Nóbrega. A lista “VIVA-UM”, encabeçada por António Ovídio Marques Domingues, do Instituto de Ciências Sociais, foi candidata única, obtendo 684 dos 818 votos (84%). No ato participaram 28% dos 2883 docentes, investigadores e técnicos administrativos e de gestão da UMinho.
A empresa suíça Hess escolheu Famalicão para abrir a única unidade industrial da empresa fora do país.
O futuro da mobilidade elétrica está a construir-se a partir de Famalicão desde 2022, altura em que a empresa suíça Hess, fabricante de autocarros, escolheu a freguesia famalicense de Lousado para abrir a única unidade industrial da empresa fora do país. O objetivo? Dar resposta à crescente procura de autocarros elétricos citadinos, vulgarmente conhecidos por Metro-Bus, que hoje se espalham um pouco por todo o mundo como solução de mobilidade.
Da Hess Portugal e de Famalicão sai praticamente um autocarro por dia para servir uma vasta rede de cidades mundiais. É o caso de Zurique, Genebra, Génova, Clermont-Ferrand ou de Brisbane, na Austrália, que inaugurou, no final de 2024, uma nova solução de mobilidade urbana, com a introdução de uma rede de metro bus, autocarros de transporte urbano rápidos, eficientes e movidos a energia verde, praticamente toda ela construída em Lousado, na unidade da Hess Portugal.
A exemplaridade da Hess Portugal, que começou por garantir 50% da montagem dos autocarros e que hoje já os entrega praticamente concluídos, vai merecer a atenção do presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Mário Passos, numa visita à Hess Portugal agendada para a próxima terça-feira, dia 24 de março, pelas 15:00, e que marca o regresso do roteiro “Famalicão Created IN”.
Atualmente, e volvidos pouco mais de três anos da sua instalação no concelho famalicense, a Hess Portugal conta com mais de 300 trabalhadores e tem vindo sempre a crescer. Em 2025, registou um volume de negócios de 72 milhões de euros. Números que a empresa prevê duplicar em 2026, com projeções na ordem dos 140 milhões.
“Famalicão tem tido a capacidade de continuar a atrair investimento externo, e este é um exemplo que queremos realçar”, assinala o autarca, Mário Passos.
Existe um fenómeno curioso na psicologia dos nossos dias: quando vivemos ao lado de alguém verdadeiramente insuportável (com barulho a toda a hora, que deixa o lixo à porta, que estaciona em cima do passeio) começamos a tolerar, quase com graditão, o vizinho que apenas não nos cumprimenta. Afinal, em último caso, este ao menos não nos invade a vida. O problema com este cenário é que, gradualmente, “não invadir” deixa de ser o mínimo aceitável e passa a ser um elogio.
Sinto que, olhando para o vasto painel de comentariado em Portugal, tem sido este o efeito que o Chega tem trazido ao debate público.
Não quero ressalvar o que o partido diz ou deixa de dizer, a forma como (não) se comporta, a sua falta de estrutura partidária, ou mesmo o seu vazio ideológico que se mescla entre o estatismo e um populismo bacoco. Creio que isso já foi fartamente discutido. Com isto quero ressalvar (ou relembrar?) apenas o efeito secundário, silencioso e potencialmente perigoso que a sua presença tem na forma como nós avaliamos tudo o resto. Quando existe no espetro político um partido com propostas tão absurdas como contraditórias, com um comportamento social que tornou o nosso Parlamento numa sala de aula do 8ºC, (com todo o respeito para os alunos deste ano que não merecem esta comparação) o nosso termómetro morla decalibra-se. Incoscientemente, passamos a medir tudo em contraste com o pior.
E assim, uma proposta inefeciente de outro partido passa mais despercebida. O mau político passa a razoável porque ao menos sabe comportar-se. Um governo ineficaz, sem qualquer reforma, em último caso, passa a ser visto como “ao menos não é o Chega”. E isto traduz-se em vários planos municipais, não apenas na Assembleia da República. Em último caso, isto traduz-se até em vários países, desde Ventura até Trump. No fundo, ficamos tão ocupados a olhar para o abismo, que deixamos de ver os degraus que nos levam, potencialmente, até lá. E creio que essa corrupção de pensamento é tão ou mais danosa que a própria ameaça do Chega em si.
Não desejo com isto, naturalmente, que o Chega seja ignorado, apesar de sentir que a sua forma de estar vai-se tornando manifestamente repetitiva, e por isso mesmo, cada vez menos impactante. Gostaria apenas que ele deixasse de ser o principal ponto de referência, que já se tornou demasiado óbvio na sua matriz.
A analogia do vizinho, não sendo a mais prática, creio que serve aqui. Quando o padrão de comparação é a catástrofe, qualquer coisa menos catastrófica nos parece razoável. Mas uma democracia saudável não se avalia pelo que evitou de pior, avalia-se pelo que conseguiu de melhor. E essa avaliação exige um olhar atento sobre propostas medíocres, sobre promessas ocas, sobre medidas que até podem não ser horríveis, mas que simplesmente não chegam (algo que não nos tem faltado, infelizmente). Esse olhar fica embaciado quando estamos permanentemente a comparar tudo com o que consideramos o fundo do poço. Há uma fasquia, ou uma exigência, que se desvanece.
Por falar em paradoxos, confesso o meu: quero que o debate público se concentre menos no Chega e faço um texto exclusivamente sobre ele. Por isso é que, provavelmente, nunca serei um bom escritor. Espero, ao menos, ao final do dia, conseguir ser um bom vizinho.
A Liga Portugal lamentou profundamente o falecimento de Silvino Louro, antigo internacional português, seis vezes campeão nacional, e treinador de guarda-redes e adjunto durante mais de 20 anos.
“Silvino foi uma figura de enorme relevância para o futebol português, tanto pelo seu percurso como jogador, como pela sua notável carreira como treinador de guarda-redes e adjunto. Enquanto atleta, destacou-se pela sua consistência, profissionalismo e dedicação dentro de campo. Fora das quatro linhas, o seu contributo, conhecimento e capacidade de desenvolver talento deixaram uma marca indelével na história do nosso futebol, sendo lembrado com respeito e admiração por todos aqueles que com ele trabalharam”, declarou Reinaldo Teixeira, Presidente da Liga Portugal.
Natural de Setúbal, onde nasceu a 5 de março de 1959, começou a carreira na terra natal, no Vitória FC. Rumou, depois, a Vitória SC e CD Aves, antes de ingressar no SL Benfica, onde permaneceu oito temporadas. Regressou ao Vitória FC, transferindo-se, posteriormente, para o FC Porto, onde representou os dragões ao longo de duas temporadas. Terminou a carreira de jogador ao serviço do SC Salgueiros, com um palmarés recheado: seis campeonatos nacionais, três Taças de Portugal e duas Supertaças, tendo representado ainda a Seleção Nacional em 23 ocasiões.
Prosseguiu, de seguida, carreira como treinador de guarda-redes e adjunto, tendo representado a Seleção Nacional, o FC Porto, o Chelsea (Inglaterra), o Inter de Milão (Itália), o Real Madrid (Espanha) e o Manchester United (Inglaterra).
O Município de Celorico de Basto está a ampliar o saneamento básico na freguesia de Agilde, na Rua de Agilde e na Rua da Escola, intervenção que visa melhorar as condições de saúde pública, a qualidade de vida da população e a proteção ambiental.
“Esta intervenção em particular vem resolver um problema há muito sentido numa urbanização localizada entre a Rua do Monte da Serra e a Rua de Agilde, associado ao mau funcionamento das fossas sépticas, permitindo agora à população a ligação ao ramal de saneamento da rede pública. Estas obras de ampliação da rede de saneamento básico, são obras que causam alguns transtornos à população, pelas suas especificidades técnicas, mas que vêm resolver situações há muito reportadas como era o caso das dificuldades sentidas pela população desta urbanização devido ao irregular funcionamento das fossas sépticas. O saneamento vem resolver a situação e melhor as condições de saúde pública destas populações”, destaca o autarca José Peixoto Lima.
Esta aposta no reforço das infraestruturas de saneamento permite “assegurar o adequado tratamento de águas residuais, reduzindo riscos de contaminação dos solos e dos recursos hídricos”. “Um investimento considerável mas essencial para o desenvolvimento sustentável do concelho, contribuindo também para a valorização do território e para a fixação de população”, finalizou.
A décima edição do programa de Mentorias da UMinho arrancou esta semana em Braga com a participação de 50 duplas compostas por mentores (antigos alunos com percursos profissionais relevantes) e mentorandos (estudantes finalistas). Inovador a nível nacional, este projeto visa contribuir para a valorização global dos estudantes, preparando-os para o mercado de trabalho através do acompanhamento de profissionais Alumni UMinho altamente qualificados.
A sessão de abertura decorreu esta quarta-feira e contou com a intervenção de Lígia Rodrigues, pró-reitora para as Pessoas, Planeamento e Qualidade da UMinho. Em dez edições, este programa já chegou a 349 estudantes, envolvendo 105 mentores, num total de 5.584 horas de mentoria.
Quem são os mentores deste ano?
Formados em diferentes áreas, os mentores desta 10.ª edição são provenientes de diversos setores de atividade: Aida Alves (Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva), Albano Fernandes (AMF Safety Shoes), Alexandra Roeger (Agere/Braval), Alexandre Marques (ZF Lifetec), Ana Ferreira (Santa Casa da Misericórdia), Ana Lima (CCG/ZGDV), Ana Rita Ribeiro (Startup Braga), Anabela Maia (F3M), André Santos (Nutrium), Andreia Afonso (Deifil), Ângela Brandão (Primavera/Cegid Company), António Lima Martins (SJLM Advogados), Beatriz Oliveira (BindTuning), Benjamim Sampaio (Agrupamento de Escolas Santos Simões), Bruno Silva (Grupo Trofa Saúde), Carla Sepúlveda (Consultora), Carlos Ribeiro (Laboratório da Paisagem), Carlos Vaz (inCentea), Deolinda Teixeira (Foco Criativo), Eduardo Bacelar Pinto (Fibrenamics), Elisabete Barbosa (LKCOM), Elisabete Dias Pinheiro (USL Braga) e Fábia Martins (S. Roque).
Juntam-se ainda Graça Borges (Super Bock), Hugo Portela (Accenture), Isabel Oliveira (Escola Secundária de Vila Verde), Joana Fernandes (Mecwide), José Alberto Alves (Grupo DST), Luís Andrade Moniz (USL Barcelos/Esposende), Luísa Meira (Anchorage Digital), Luca’s Sousa (Oficina de Competências), José Machado (DST), Luís Roby (ÉRRE), Luís Rodrigues (InvestBraga), Luís Vilas Boas (Bluway), Manuel Machado (EnerMeter), Margarida Pizarro (Maggie.And), Narciso Moreira (Betweien), Nuno Rodrigues (Browning), Nuno Torres (Central Arquitetctos), Paulo Moura Castro (BDO Portugal), Pedro Azevedo (Hess), Pedro Oliveira (Casais), Pedro Soares (Centro de Juventude de Braga), Ricardo Portela (Bysteel fs), Rui Martins (Inovafil), Sandra Cerqueira (TUB), Sanna Sillankorva (INL), Silvana Alves (Triformis) e Teresa Martins (Neadvance).
Sobre o Programa
O programa Mentorias UMinho é coordenado por Lígia Rodrigues, pró-reitora da UMinho, e conta com a colaboração científica dos professores Teresa Freire (Escola de Psicologia), João Leite Ribeiro (Escola de Economia, Gestão e Ciência Política) e Carina Pimentel (Escola de Engenharia), bem como do Gabinete de Projetos Especiais, no planeamento e na organização das iniciativas. A iniciativa destina-se aos vários cursos e ciclos de estudos da UMinho, juntando mentores e mentorandos de áreas de formação diferentes com sessões de mentoria em ambiente de trabalho do mentor e visam complementar a formação científica específica de cada domínio, através da promoção e do desenvolvimento de competências transversais, bem como da identificação e avaliação de diferentes oportunidades de carreira, conferindo-lhes melhores perspetivas para ingresso no mercado de trabalho.
Promovido pela Reitoria da UMinho, este projeto enquadra-se num contexto mais amplo – o Programa de Desenvolvimento Global e de Integração Profissional dos estudantes da instituição, incluindo projetos de mentoria (nacional e internacional), workshops para desenvolvimento de competências transversais, conferências para abordagem de temas emergentes e visitas de trabalho/estudo a organizações parceiras da UMinho (nacionais e internacionais). A presente iniciativa insere-se no Projeto “UMinho Mais Digital – Competências para o Futuro” (Programa Impulso Mais Digital – Submedida “Reforço das Competências Digitais”, lançado pela DGES e integrado no Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal, financiado pela União Europeia NextGenerationEU), no âmbito do Programa Desenvolvimento Global e Integração Profissional dos Estudantes.