O PAN afirmou que tem vindo a receber várias denúncias relativamente à central fotovoltaica de Outiz, em Famalicão, e a consequências decorrentes desta instalação, quer para plantações agrícolas já existentes nesse local, quer para a população em geral.
“Foram analisados alguns pontos que nos mereceram maior preocupação, nomeadamente o método de gestão do terreno, a eventual contaminação de linhas de água e o arrastamento de lamas”, refere a concelhia.
O PAN Famalicão endereçou, novamente, uma série de questões à Câmara Municipal a pedir esclarecimentos sobre esta “grave situação”, relembrando que já no passado, questionou o executivo sobre “o impacto da ausência de árvores e subsequente falta de retenção de águas naquele local”.
“É preciso alertar para o constante crime ambiental que está a acontecer no nosso concelho e que nem mesmo os mais distraídos, devem ficar indiferentes, pois mais cedo ou mais tarde, todas e todos nós iremos sofrer com as consequências destas ações”, lembra Catarina Rocha.
“Estamos ainda no rescaldo de uma catástrofe ambiental sentida no nosso país e que a todos afetou, direta ou indiretamente, e preocupa-nos este constante greenwashing no nosso concelho que demonstra que estamos totalmente desprotegidos e vulneráveis a qualquer desafio que se apresente em matéria climática”, reforçou.
O PAN relembra que “é urgente proteger o nosso património ambiental, e que essa matéria deverá ser central e prioritária e que infelizmente este executivo tem vindo a demonstrar progressivamente um desligamento total daquilo que são políticas ambientais e consequentemente questões sociais e de segurança”.
Os Bombeiros Voluntários de Braga celebraram, no sábado, o seu 149.º aniversário, numa cerimónia que teve lugar no Quartel da Associação, em São Paio de Arcos.
O evento contou com a presença de João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga.
O presidente referiu que “o percurso da Associação, sublinhando o papel indispensável que os Bombeiros Voluntários assumem na proteção no apoio às populações, pautado por um forte sentido de compromisso, dedicação e espírito de entre-ajuda”.
O Município de Braga felicitou ainda os Bombeiros Voluntários de Braga “por esta data simbólica e expressa o seu apreço por um trajeto marcado pelo empenho contínuo ao serviço da comunidade”.
A Associação Desportiva de Escaladores de Braga (ADEB) voltou a afirmar o seu papel no desenvolvimento da escalada na região e no país ao organizar a Taça Regional de Escalada de Bloco – Região Norte, destinada aos escalões Sub-11 e Sub-13. A prova ficou ainda marcada pela conquista de dois primeiros lugares no escalão Sub-11, nos setores masculino e feminino.
A competição realizou-se no passado sábado,no Ginásio de Escalada da ADEB, numa organização conjunta com a Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada (FPME), integrando o calendário regional da federação.
A Taça Regional de Escalada de Bloco – Região Norte reuniu 38 jovens atletas provenientes da região Norte, contando ainda, em regime extracompetição, com participantes de outras zonas do país e da Galiza.
“Disputada em formato ‘contest’, a prova decorreu num ambiente de grande entusiasmo e espírito desportivo, assumindo-se como um importante momento de promoção da escalada de competição em contexto formativo. A iniciativa proporcionou aos jovens atletas não só a oportunidade de competir, mas também de desenvolver competências técnicas e pessoais fundamentais, reforçando valores como a superação, a cooperação e o fair play. Com mais esta organização, a ADEB reforça o seu compromisso com a dinamização da modalidade e a formação de jovens talentos, consolidando o seu papel como uma das principais entidades impulsionadoras da escalada na região”, refere a organização.
O cortejo religioso terá início na Igreja Paroquial onde decorreu as encenações da Entrada Triunfal, da Última Ceia e da Entrega de Judas.
Um dos pontos altos das solenidades decorreu na rotunda com o Encontro com a imagem de Nossa Senhora das Dores com seu Filho Jesus. Após a procissão terminar, Jesus foi crucificado junto com os ladrões.
Centenas de figurados integraram a Procissão do Senhor dos Passos e a procissão contou com a presença de João Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Braga e do Executivo da União de Freguesias de Celeirós, Aveleda e Vimieiro.
A Primavera trouxe o bom tempo. Esta semana vai ser de sol com temperaturas acima dos 20 graus em Braga, de acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Esta segunda-feira as máximas chegam aos 24º. Na terça os termómetros vão atingir os 23º e na quarta os 24º. Na sexta as temperaturas vão rondar os 20º e no fim de semana os 21º.
Paulo Lopes Silva, Irene Costa, Hernâni Loureiro e Sandra Lopes, deputados do Partido Socialista eleitos pelo círculo de Braga, em conjunto com os deputados Frederico Francisco, Luís Moreira Testa, Marina Gonçalves e Pedro Coimbra, membros da comissão parlamentar responsável pela área das infraestruturas, entregaram na Assembleia da República uma pergunta regimental ao ministro das Infraestruturas e Habitação sobre o eventual alargamento da ligação rodoviária entre Fafe e Guimarães.
Em causa está “um eixo rodoviário estruturante para a mobilidade na região do Ave, que assegura diariamente deslocações pendulares de milhares de pessoas e o escoamento de significativa atividade económica e industrial entre os concelhos de Guimarães e Fafe”.
“A A7/A11, a EN 206 e a respetiva variante em Fafe, bem como os nós e acessos associados, formam um corredor essencial para a coesão territorial e competitividade das empresas e trabalhadores da região. Apesar desta importância, subsistem troços da ligação onde a via mantém apenas uma faixa em cada sentido, registando constrangimentos de capacidade e problemas de segurança rodoviária, com congestionamentos frequentes e manobras de ultrapassagem de elevado risco”, sublinham os deputados.
Os parlamentares socialistas querem saber “que avaliação fez o Governo, através da Infraestruturas de Portugal, às condições de capacidade e segurança da ligação Fafe–Guimarães, se foram identificados segmentos concretos onde se justifique o alargamento para duas faixas por sentido, e que medidas estão previstas para melhorar a segurança, incluindo o eventual alargamento de plataforma e criação de segundas faixas em cada direção”.
Graça Costa, atleta dos Amigos de Montanha de Barcelos, venceu a prova de 10 quilómetros da Corrida de S. José, na Póvoa de Lanhoso, no escalão F60.
Na competição, a atleta terminou em 1.º lugar na categoria, em 28.º lugar entre as 80 atletas femininas do Campeonato Regional e em 152.º lugar na geral, entre 318 participantes. Fez os 10 quilómetros no tempo de 45m35s.
Apesar de se ter sentido cansada durante a prova, Graça Costa considera que “o desempenho constituiu um bom teste de avaliação do treino para a Maratona de Düsseldorf, no dia 26 de abril”.
O Município de Guimarães promoveu no sábado dois momentos simbólicos de valorização do património e da tradição Nicolina: o descerramento de um novo totem informativo junto à Capela de São Nicolau e a assinatura do contrato de comodato que garante uma nova sede à Comissão de Festas Nicolinas.
A nova sede da Comissão de Festas Nicolinas resulta de um contrato de comodato celebrado entre o Município de Guimarães e a AAELG – Associação dos Antigos Estudantes do Liceu de Guimarães (Velhos Nicolinos), que prevê a cedência de parte de um imóvel municipal localizado na Rua da Ramada. O espaço destina-se à instalação da sede da comissão eleita anualmente entre estudantes do ensino secundário, para organizar e promover as celebrações em honra de São Nicolau.
Para o Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, este momento “representa um reconhecimento da importância das Festas Nicolinas para a identidade da cidade”.
“Quando falamos das Nicolinas estamos sempre a falar de uma longa história escrita ao longo de gerações de estudantes, de uma herança e legado que se transmite de geração em geração e que faz parte da própria identidade de Guimarães. Dar à Comissão de Festas um espaço próprio é, por isso, um ato de justiça e plenamente merecido”, afirmou.
O autarca sublinhou ainda o caráter singular destas celebrações, “profundamente enraizadas na comunidade vimaranense”. “Há muito poucas coisas naquilo que somos que se comparem às Festas Nicolinas. São algo verdadeiramente único no mundo”, destacou.
A cedência do espaço responde “a uma necessidade há muito identificada pelas sucessivas comissões organizadoras, que destacavam a importância de dispor de um local estável para reuniões, preparação das iniciativas e guarda do espólio produzido em cada edição das festividades”.
O contrato, aprovado pela Câmara Municipal em novembro de 2025, tem a duração de um ano, prorrogável por iguais períodos, e inclui também a disponibilização de equipamento essencial ao funcionamento da sede, como secretárias, cadeiras, armários e sofás.
Segundo Ricardo Araújo, a medida “representa também um contributo para a continuidade e valorização desta tradição secular”. “Estamos a reconhecer que uma tradição desta grandeza precisa de condições concretas para continuar a existir com dignidade, estabilidade e capacidade de se renovar. Ao apoiar a Comissão de Festas Nicolinas estamos, no fundo, a preservar e valorizar uma parte essencial da alma de Guimarães”, acrescentou.
Para o Juiz da Irmandade de São Nicolau, Carlos Alpoim, a criação de uma sede própria “representa um passo importante para o futuro das Nicolinas”. “Criar um espaço onde a comunidade estudantil e a Comissão de Festas possam reunir e trabalhar com estabilidade é extremamente importante. É um orgulho e um passo muito significativo para a nossa história”, salientou.
A cerimónia contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, da Vereadora da Cultura, Isabel Ferreira, do Presidente da Associação dos Antigos Estudantes do Liceu de Guimarães, José Ribeiro, de Luís Guimarães, em representação da direção da AAELG, do Juiz da Irmandade de São Nicolau, Carlos Alpoim, do Presidente da Associação de Comissões de Festas Nicolinas, João Paulo Santoalha, bem como de representantes das Comissões de Festas Nicolinas e de diversos convidados.
Totem interativo reforça interpretação do património na Capela de São Nicolau
Antes da assinatura do contrato de comodato foi também descerrado um novo totem informativo junto à Capela de São Nicolau, integrado na nova geração de sinalética patrimonial que o Município está a implementar no Centro Histórico e na Zona de Couros.
O suporte substitui o antigo totem roubado há mais de duas décadas e apresenta textos bilingues, desenvolvidos em colaboração com a Irmandade de São Nicolau e com os Nicolinos. O equipamento integra ainda tecnologias QR Code e NFC, permitindo aceder a conteúdos digitais complementares que aprofundam o conhecimento sobre o património material e imaterial de Guimarães.
Ricardo Araújo destacou que “esta nova abordagem procura aproximar o património das pessoas e melhorar a forma como a história da cidade é comunicada”.
“Quem passa por este lugar pode ver uma capela. Mas quem conhece a sua história e percebe a ligação profunda entre este espaço e as Nicolinas deixa de ver apenas a arquitetura e passa a ver a nossa identidade. O património não serve apenas para ser admirado, deve também ser compreendido, contado e transmitido”, sublinhou.
O projeto de renovação da sinalética patrimonial prevê a instalação faseada de 74 novos totems informativos, começando pelos monumentos classificados e posteriormente abrangendo outros locais de reconhecido interesse histórico e cultural.
As Festas Nicolinas, celebradas anualmente em honra de São Nicolau, constituem uma das manifestações culturais mais emblemáticas de Guimarães e um dos exemplos mais expressivos do património imaterial da cidade.
Organizadas por estudantes do ensino secundário, as festividades mobilizam milhares de participantes e visitantes, reforçando os laços entre gerações e consolidando o sentimento de pertença à comunidade vimaranense.
“Toda a violência é condenável” é uma frase que parece ter‐se tornado vazia de dignidade e cheia de ideologia. Na prática, quando a comunicação social informou ontem da tentativa de queimar manifestantes em Lisboa, a violência deixou de ser um ato condenável em si e sem nuances e passou a ser um conceito elástico, onde o jornalista e o editor definem a gravidade do crime com base em quem agride e quem é agredido. Não é informação, é formação ideológica.
Ontem, famílias, mães, pais e crianças foram alvo de um ato deliberado, com um engenho incendiário lançado para o meio de uma multidão pacífica. Foi uma tentativa de homicídio, um ato terrorista contra pessoas concretas por causa das suas convicções. E, no entanto, o jornalismo anestesiou a informação, falou de “incidente”, sublinhou “sem feridos” e encaminhou o assunto para o pouco relevante através de engenharia linguística que atenua a perceção da gravidade de um ato que poderia ter terminado em corpos carbonizados.
Basta imaginar o que aconteceria se o agressor fosse alinhado com a caricatura da “extrema‐direita perigosa” ou associado a siglas que os media adoram diabolizar: o vocabulário mudaria de imediato. Leríamos “ataque de ódio”, “terrorismo”, “ameaça à democracia”, “clima de medo”, acompanhados de reportagens especiais, debates urgentes e editoriais inflamados. Quando as vítimas são famílias provida, católicos, conservadores, a gramática é outra: desce o volume, sobe o eufemismo. Toda a violência é condenável, mas alguma violência parece ser mais condenável do que outra – e esse filtro não é moral, é puramente político.
O que está em causa não é pedir um estatuto especial para quem partilha as minhas convicções, é recusar uma hierarquia mediática da dignidade humana que é profundamente injusta e perigosamente seletiva. Uma criança num carrinho de bebé, ontem, vale tanto como qualquer outro bebé, em qualquer outra manifestação ou passeio de domingo. Quando os media se recusam a nomear o ódio assassino que transparece num ataque destes, estão a dizer ao país que há vidas que contam menos e vítimas que não dão jeito.
Ser pró-vida é afirmar, com todas as consequências, que nenhuma vida é descartável e nenhuma violência contra inocentes é aceitável – seja quem for o agressor, seja quem for a vítima. Como católica, como conservadora, como militante política, não aceito que a proteção da vida seja tratada como fanatismo, enquanto o ódio contra quem a defende é relativizado em nome de um suposto “equilíbrio” informativo. Se a comunicação social acredita sinceramente que “toda a violência é condenável”, então tem de abandonar a engenharia linguística, deixar de fazer contas à cor política de vítimas e agressores e aplicar essa regra a todos por igual. Caso contrário, não estamos perante informação, mas perante militância travestida de jornalismo – e, nesse caso, a velha máxima orwelliana “todos somos iguais, mas alguns são mais iguais do que outros” passou a ser aplicada à própria vida humana.