Prevêem-se novas descidas nos preços dos combustíveis na semana que vem. Segundo a imprensa especializada do setor, o gasóleo irá descer 10 cêntimos por litro.
No caso da gasolina, na semana de 20 a 26 de abril, irá registar a descida de um cêntimo por litro.
Em 2026, ano em que Portugal foi assolado por violentas tempestades, o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios (DIMS) é dedicado ao tema “Património Vivo: resposta de emergência em contextos de conflitos e desastres”, colocando no centro do debate os impactos das alterações climáticas, catástrofes naturais e contextos de instabilidade sobre o património cultural, bem como estratégias de mitigação, resiliência e recuperação.
A par de mais de duas centenas de atividades em todo o país, no programa deste ano destaca-se a iniciativa “Património Vivo: Entre na Obra” com visitas guiadas a 18 de abril ao Palácio Nacional de Mafra, Mosteiro de Tibães, Mosteiro da Batalha e Abrigo do Lagar Velho, em Leiria.
Esta é uma ação promovida pelo Património Cultural, IP em colaboração com a Museus e Monumentos de Portugal, EPE e as Câmaras Municipais de Mafra, Leiria e Braga. A participação é gratuita mas requer inscrição prévia.
No Mosteiro de Tibãs, a visita guiada realiza-se às 11:00. participação é gratuita mas requer inscrição prévia para p e-mail [email protected].
A rede de bibliotecas escolares de Vila Nova de Famalicão deu mais um passo na sua expansão com a inauguração do novo ‘Ponto Biblioteca’ na Escola Básica de Pousada de Saramagos, momento que contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Mário Passos.
Esta nova valência, que passa a servir diretamente cerca de 80 alunos, nasce com o propósito de estreitar a relação das crianças com os livros, facilitando o acesso ao conhecimento e incentivando o prazer de ler logo nos primeiros anos de escolaridade.
Para além de Pousada de Saramagos, o projeto chegou também à Escola Básica de Oliveira Santa Maria, elevando para 32 o número total de bibliotecas escolares interligadas à Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco.
Margarida Direito, Diretora de Comunicação, Marketing e Intervenção Social da Associação de Futebol de Braga e Responsável Distrital de Integridade da Federação Portuguesa de Futebol, foi nomeada Embaixadora de Ética no Desporto, numa distinção que reconhece o seu percurso na promoção da integridade, responsabilidade social e valores no contexto desportivo.
Enquanto Diretora de Comunicação, Marketing e Intervenção Social da Associação de Futebol de Braga e Responsável Distrital de Integridade da Federação Portuguesa de Futebol, tem desenvolvido um trabalho consistente na promoção da ética, na prevenção da manipulação de resultados e na valorização do desporto enquanto ferramenta de impacto social.
Mestre em Transformação Digital, integra uma visão contemporânea sobre os desafios e oportunidades que a inovação e a tecnologia colocam ao desporto, reforçando a importância de modelos de governação mais transparentes, responsáveis e sustentáveis.
É docente convidada no Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) e coordenadora do projeto internacional Erasmus+ YouREF.
Feminista por convicção e defensora ativa da igualdade de género, tem promovido a valorização das mulheres na liderança e no dirigismo desportivo, contribuindo para “uma mudança estrutural através do exemplo e da educação”.
Reconhecida pela sua abordagem humanista, criativa e inovadora, é mentora de iniciativas como o projeto “Árbitro na Escola”, que promove a humanização da arbitragem, Craques da Leitura AFBRAGA e #FutebolContraOCancro, distinguido pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, que alia o desporto à solidariedade e à responsabilidade social.
Palestrante em diversos contextos nacionais e internacionais, aborda temas como ética, integridade, direitos humanos e igualdade de género no desporto, contribuindo para “a construção de um ecossistema desportivo mais justo, consciente e inclusivo”.
Enquanto Embaixadora de Ética no Desporto, Margarida Direito terá como missão reforçar a sensibilização para os valores éticos, promovendo boas práticas e contribuindo ativamente para um desporto mais íntegro, mais humano e mais sustentável.
“Ser embaixador da ética devia ser um desígnio e um compromisso de todos os que praticam, gerem e vivem no e do desporto. A ética no desporto não é uma opção — é uma responsabilidade coletiva. Sinto-me profundamente honrada por este voto de confiança do Instituto Português do Desporto e da Juventude, que reconhece um trabalho de proximidade, feito de forma consistente nos clubes, nas escolas, nas universidades e nas coletividades. Um trabalho de ‘formiguinha’ que continuarei a desenvolver com o mesmo compromisso com os valores do desporto — e da vida. Esta nomeação reflete também uma trajetória marcada pela inquietude, pela vontade constante de aprender e pela convicção de que todos podemos contribuir para mudar o mundo, começando por fazer a diferença na vida de alguém. Falar sobre ética é provocar reflexão, é provocar humanidade. Acredito profundamente que podemos transformar o desporto num espaço mais justo, mais humano e mais consciente, através da educação, do exemplo e da ação”, refere Margarida Direito.
Há uma segunda violência de que quase não se fala. Não deixa marcas visíveis, não é tipificada no Código Penal, mas repete-se com uma frequência inquietante. Acontece depois. Acontece sempre que alguém pergunta, com aparente naturalidade, “porque é que ela não reagiu?” ou “o que estava ali a fazer?”. Não são apenas palavras. São sinais. E quem os recebe percebe-os com uma clareza dolorosa.
Quando uma vítima de violação decide falar, não está apenas a contar o que lhe aconteceu. Está a expor-se a um julgamento público onde, demasiadas vezes, o foco se desloca. Deixa de estar no acto de violência e passa a estar no comportamento de quem o sofreu. Analisa-se a roupa, a hora, o local, as escolhas. Procura-se uma falha, uma incoerência, um detalhe que permita duvidar. É um exercício coletivo de suspeita.
No terreno, longe do ruído das caixas de comentários, o efeito é concreto. Há quem não apresente queixa porque já antecipa o que vai ouvir. Há quem recue a meio de um processo porque o peso de ser constantemente posta em causa se torna insuportável. Há quem carregue em silêncio durante anos, não por falta de coragem, mas por excesso de lucidez sobre o que a espera.
Importa dizer isto de forma simples. Não existe uma reação correta à violência. Não existe um guião universal para o medo. O corpo pode bloquear, a voz pode falhar, a mente pode procurar apenas sobreviver. E nada disso transforma uma vítima em responsável.
O direito, esse, é mais claro do que muitas conversas de café. O centro não está na resistência, está no consentimento. E o consentimento não se presume, não se adivinha, não se constrói a partir de silêncios ou de circunstâncias. Ainda assim, continuamos a perguntar às vítimas aquilo que raramente perguntamos a quem agride. Talvez porque seja mais confortável acreditar que há sempre algo que se poderia ter feito diferente. Talvez porque isso nos dá a ilusão de controlo. Mas essa ilusão tem um custo. E o custo mede-se em denúncias que não chegam a acontecer, em processos que não chegam ao fim, em vidas que ficam suspensas entre o que aconteceu e o que nunca foi dito.
A forma como falamos de violência sexual é parte do problema ou parte da resposta. Cada comentário que desvia a responsabilidade, cada dúvida lançada sem cuidado, cada julgamento apressado contribui para um ambiente onde o silêncio parece mais seguro do que a verdade.
E enquanto assim for, haverá sempre crimes que ficam por contar. Não porque não tenham existido, mas porque aprendemos, coletivamente, a não querer ouvi-los.
O SC Braga está nas meias finais da Liga Europa ao vencer o Real Betis, esta quinta-feira, em Sevilha, por 2-4.
Depois do empate 1-1 no jogo da primeira mão, em casa, a equipa espanhola inaugurou o marcador por intermédio de Antony (13′) e Abde Ezzalzouli (26′).
Os Gverreiros do Minho deram a volta ao resultado, com golos de Pau Víctor (38′), Vítor Carvalho (49′), Ricardo Horta (53′), de penálti, e Gorby (74′).
O SC Braga apura-se, pela segunda vez, para as meias finais da Liga Europa, feito que já tinha conseguido na época 2010/11.
A comunidade da Caniçada, em Vieira do Minho, prepara-se para receber as festas em honra de Nossa Senhora do Rosário a 22, 23 e 24 de maio com celebrações religiosas, animação musical e fogo de artifício.
Borguinha de Braga e Naty Vieira, Marciana, Função Pública e os Kalhambeke vão animar estas festividades tradicionais da freguesia.
A Comissão de Festas convida a comunidade e visitantes a fazer parte destas festividades que engrandecem a freguesia da Caniçada.
Programa
22 de maio (sexta-feira)
12:00 – Música a cargo da Casa Costa
20:30 – Missa
21:00 – Procissão de velas
23 de maio (sábado)
09:00 – Entrada dos Bombos no Lugar da Rechã
12:00 – Desfile dos bombos e fogo de artifício
17:00 – Passagem dos bombos ca casa da juíza
22:00 – Atuação do grupo Função Pública
00:00 – Fogo de artifício
02:00 – Atuação do DJ Bomb
24 de maio (domingo)
09:00 – Entrada da Banda Filarmónica de Vilarchão
10:30 – Saída da juíza acompanhada pela banda e mordomos
Ao longo de dois dias, especialistas nacionais e internacionais, líderes religiosos e representantes da sociedade civil vão estar na Universidade Católica Portuguesa, em Braga, para debater os desafios contemporâneos do diálogo inter-religioso.
A iniciativa decorre do projeto europeu InterMu-Se – Inter-religious coalition building against anti-Muslim hatred and anti-Semitism -, financiado pelo programa Citizens, Equality, Rights and Values da Comissão Europeia, que teve como principais objetivos o incentivo à participação ativa de líderes e instituições religiosas na construção de comunidades mais inclusivas, bem como a sensibilização de decisores políticos para a importância de políticas públicas que promovam a diversidade, a tolerância e a coesão social. Os principais resultados do projeto vão ser apresentados entre 21 e 22 de abril, na Universidade Católica Portuguesa em Braga.
“Durante dois anos, o projeto InterMu-Se procurou fazer um diagnóstico dos estereótipos negativos e formas de intolerância, em particular contra comunidades judaicas e muçulmanas, para criar metodologias que permitam a capacitação e uma maior compreensão entre comunidades cristãs, judaicas e muçulmanas”, refere André Vieira Antunes, investigador e membro da equipa do projeto em Portugal. Desta forma, foram delineadas práticas e metodologias que potenciam o combate a crimes de ódio e à radicalização. O projeto envolveu sete países europeus: Portugal, Grécia, França, Itália, Espanha, Chipre e Irlanda.
“Num contexto internacional marcado por tensões e polarização, iniciativas como o InterMu-Se são fundamentais para promover o diálogo, a compreensão mútua e o respeito entre diferentes comunidades religiosas”, afirma Paulo Dias, pró-reitor da Universidade Católica Portuguesa.
O programa da conferência inclui vários painéis temáticos que abordam questões centrais da atualidade. No primeiro dia, destaque para o painel “Interfaith Dialogue in the 21st Century”, que contará com a participação de especialistas como Salar Abassi, Victor Sorenssen, o Arcebispo de Dublin Michael Jackson, Christine Taieb e Areti Demosthenous. Ainda durante o dia 21 de abril, serão apresentados os principais resultados do projeto, incluindo desafios comuns e boas práticas na cooperação intercultural e inter-religiosa, bem como o programa de capacitação desenvolvido para líderes religiosos e organizações da sociedade civil.
O segundo dia será dedicado a temas como a liberdade religiosa e a convivência em sociedades polarizadas, com intervenções de representantes de organizações europeias e de líderes religiosos, incluindo Maryana Hnyp, Imam David Munir e Patricia Kieran. A conferência encerra com o painel “A Culture of Encounter for a Divided World”, que reunirá especialistas de instituições académicas e organizações internacionais para refletir sobre caminhos para promover o diálogo num mundo marcado por divisões sociais e culturais.
No âmbito do seu Programa de Capacitação, o projeto foi implementado em sete países – Portugal, Irlanda, Grécia, França, Espanha, Itália e Chipre – através da realização de 18 seminários, que contaram com a participação de 197 pessoas, ultrapassando o objetivo inicial de 180 participantes. Entre os principais impactos destacam-se o aumento da consciência intercultural, a melhoria das competências de comunicação e a intenção de aplicar os conhecimentos adquiridos nas suas comunidades.
Os resultados também demonstram que o programa “contribuiu significativamente para o reforço do diálogo e da cooperação entre pessoas de diferentes origens, identificando oportunidades de melhoria, como a necessidade de mais tempo para a discussão e o acompanhamento das atividades”.
Paralelamente, o projeto promoveu a criação e a dinamização de coligações locais em vários países europeus, envolvendo mais de 500 participantes em ações centradas na harmonia inter-religiosa, na sustentabilidade ambiental e na inclusão social.
O Centro Interpretativo do Castelo de Arnoia, em Celorico de Basto, acolheu a etapa final do programa artístico e cultural “Cuidadores do Património – Coragem de Cuidar” com a entrega de uma caixa do tempo onde os alunos de duas turmas do 10.º ano da Escola Básica e Secundária colocaram uma mensagem criativa direcionada às gerações futuras.
A iniciativa é promovida pela Rota do Românico com o apoio do Município e o Agrupamento de Escolas e visa, de acordo com informação enviada pela Rota, “desafiar os jovens a explorar emoções, a imaginação e a memória coletiva, promovendo uma aproximação ao património e a novas formas de relação com a cultura e o território”.
Prevê-se que a caixa só seja aberta daqui a 20 anos, em 2046, permitindo às gerações vindouras uma maior reflexão sobre as emoções e vivências relacionadas com o património.