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Vila Verde aprova Relatório de Prestação de Contas de 2025

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© CM Vila Verde
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A Câmara Municipal de Vila Verde aprovou hoje o Relatório de Prestação de Contas relativo ao exercício de 2025, com um saldo orçamental de 28.742.047 euros. O documento, que vai ser apreciado na sessão da Assembleia Municipal agendada para o dia 30 de abril, foi aprovado em reunião do executivo, com cinco votos a favor da maioria social-democrata e duas abstenções dos vereadores de PS e Chega.

Em comunicado, a Câmara Municipal refere que “o saldo de gerência superior a 28,7 milhões de euros resulta uma receita executada de mais de 80 milhões de euros, face aos 51,4 milhões de euros de despesa executada. Simultaneamente, o Município prossegue a política firme de redução da dívida de médio e longo prazo: entre 2022 e 2025, a dívida foi reduzida em cerca de 40%, passando de 8,9 milhões para 5,6 milhões de euros”.

“Esta prestação reafirma a avaliação positiva que as contas do Município de Vila Verde têm registado ao longo dos últimos anos – com destaque para o reconhecimento no Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses, que envolve Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, Ordem dos Contabilistas Certificados e Tribunal de Contas”, acrescenta.

Apontando os méritos de “uma governação autárquica firme e responsável que coloca as pessoas, as famílias e as empresas no centro da ação política”, a presidente da Câmara, Júlia Rodrigues Fernandes, destacou “o impacto da gestão rigorosa para a competitividade do território e para a qualidade de vida da população”.

“Num tempo em que demasiadas vezes se procura desvalorizar o trabalho sério e criar ruído político, os números falam por si e são inequívocos. Este Município distingue-se por uma gestão exigente, por uma estratégia coerente e por uma ação política focada, sem desvios, naquilo que verdadeiramente importa: melhorar de forma efetiva a qualidade de vida das populações e afirmar o território como um espaço cada vez mais atrativo para viver, investir e trabalhar”, frisou a autarca.

Braga promove oficina sobre os trajes da época romana

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© CM Braga
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O Museu D. Diogo de Sousa, em Braga, vai receber uma oficina sobre os trajes da época romana.

“Partindo de uma única peça de tecido, criam-se túnicas, stolae e pallae com gestos simples como dobrar, atar e drapear. Com acessórios de inspiração romana, descobre-se como o vestuário comunicava identidade e estatuto na antiga Bracara Augusta”, refere a organização.

A atividade, que se realiza no dia 2 de maio, com duas sessões,  inclui registo fotográfico e entrega de certificado de participação.

As inscrições podem ser feitas aqui.

Barcelos recebe maior evento nacional de robótica

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© CM Barcelos
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O Pavilhão Municipal de Barcelos recebe, entre amanhã e o próximo sábado, o 26.º Festival Nacional de Robótica – RoboCup Portugal Open – Barcelos 2026, considerado o maior evento nacional dedicado à robótica.

Organizado pela Escola Secundária de Barcelinhos, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Robótica, e com o apoio do Município de Barcelos e da Ciência Viva, o certame junta estudantes, investigadores e empresas num espaço marcado pela inovação, pela inteligência artificial e pela automação.

Ao longo de três dias, o recinto acolhe competições de robótica, demonstrações ao vivo, workshops e uma área de exposição tecnológica, proporcionando uma experiência única a participantes e visitantes. Cerca de 400 concorrentes disputam as várias ligas em competição, enquanto os restantes participantes integram atividades formativas.

A prova, acreditada pela RoboCup Internacional, terá ainda um papel decisivo no apuramento das equipas portuguesas que irão representar o país no RoboCup 2026, a realizar em Incheon, na Coreia do Sul, entre 30 de junho e 6 de julho.

Com entrada gratuita e portas abertas ao público entre as 09:00 e as 21:00, o festival já conta com forte adesão das escolas da região, estando previstas várias visitas de estudo.

Além da componente científica e tecnológica, o programa inclui momentos culturais com atuações de grupos locais, música, dança, tuna académica e rancho folclórico, bem como atividades paralelas como um peddy-paper pelos principais pontos de interesse da cidade e a “Galo@Party”, dedicada ao convívio entre participantes, equipas e voluntários.

Esposende apresenta projeto inovador de gestão do património

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© CM Esposende
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O Município de Esposende assinalou, no passado dia 18 de abril, o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios com a apresentação pública do projeto “PC – De todos e por todo o lado!”, numa sessão realizada no Fórum Rodrigues Sampaio, que sublinhou a importância da salvaguarda e gestão do património cultural.

Integrada nas celebrações coordenadas pelo Património Cultural, I.P. e pelo ICOMOS Portugal sob o tema “Património Vivo: resposta de emergência em contextos de conflitos e desastres”, a iniciativa destacou o património como um pilar de identidade e resiliência comunitária perante as alterações climáticas e a instabilidade económica.

O projeto, coordenado pelo Serviço de Património Cultural, envolve diversas divisões da autarquia numa rede de serviços que visa a inventariação e gestão dos bens imóveis — incluindo património arqueológico terrestre, costeiro e subaquático e património arquitetónico — bem como dos bens móveis das coleções municipais e, futuramente, do património imaterial. Durante a apresentação, foi evidenciado o papel central do Sistema de Informação Geográfica (SIG) e de tecnologias como sensores IoT, que permitem uma gestão inteligente do território e apoiam a decisão estratégica e o planeamento perante emergências como incêndios ou inundações. Foi ainda realçada a articulação deste sistema com outras plataformas municipais, como o Archeevo do Arquivo Municipal.

A sessão serviu também para divulgar a proposta estratégica para a Carta de Património Cultural do Plano Diretor Municipal (PDM), desenvolvida através de um levantamento exaustivo e contacto direto com as comunidades das várias freguesias para identificar e classificar os bens patrimoniais. Paralelamente, foi disponibilizado o portal online MUSEO, uma plataforma de gestão integrada e cofinanciada pelo programa ProMuseus 2023, que permite consultar fichas de inventário e percursos temáticos em tempo real.

No encerramento, a Vereadora da Cultura, Paula Cepa, reforçou que a política cultural do executivo se baseia na reabilitação, na educação e na inovação digital, afirmando a necessidade de conhecer o passado para orientar o futuro. Com esta estratégia, o Município de Esposende ambiciona aumentar a fruição do património cultural e a frequência de público nos espaços museológicos, garantindo um acesso intuitivo à informação e uma resposta eficaz a situações de desastre.

Abril, as Mulheres e a Liberdade Inacabada

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© Paula Silva
© Paula Silva

A Revolução dos Cravos permanece como um dos momentos mais transformadores da história contemporânea portuguesa. Ao derrubar décadas de ditadura, Abril abriu caminho à democracia, à liberdade de expressão e à construção de uma sociedade mais justa. Para as mulheres, representou também o início de uma nova era — uma ruptura com um passado marcado por limitações legais, sociais e culturais profundas.

Antes de 1974, a vida das mulheres em Portugal era, fortemente, condicionada. O acesso à educação, ao trabalho e à participação cívica estava limitado por normas rígidas e por uma visão tradicional do seu papel na sociedade. Com a democracia, surgiram direitos fundamentais: igualdade perante a lei, acesso mais amplo ao ensino, entrada no mercado de trabalho em condições mais dignas e a possibilidade de participação política activa.

Ao longo das últimas décadas, estes avanços tornaram-se visíveis. As mulheres conquistaram espaço em áreas historicamente dominadas por homens, assumiram cargos de responsabilidade e contribuíram, decisivamente, para o desenvolvimento do país. Foram aprovadas leis importantes na promoção da igualdade de género e no combate à discriminação e à violência.

No entanto, a celebração de Abril não pode ignorar o que ainda falta cumprir.

A desigualdade salarial persiste, com mulheres a ganharem, em média, menos do que os homens. A presença feminina em cargos de topo continua aquém do desejável, e a conciliação entre vida profissional e familiar permanece desigual. A violência doméstica e outras formas de violência de género continuam a afectar milhares de mulheres todos os anos, revelando que a liberdade conquistada não é vivida de forma igual por todas.

Mais do que um legado, Abril é um compromisso contínuo. A liberdade não se esgota na conquista de direitos formais — exige condições reais para que esses direitos sejam exercidos plenamente. Exige políticas públicas eficazes, mudanças culturais profundas e uma responsabilidade colectiva na promoção da igualdade.

Mais de cinquenta anos depois, importa perguntar: que Abril queremos hoje? Um que celebre apenas na memória, ou um que continue a transformar a realidade?

A resposta não pode ser passiva nem adiada. Exige acção concreta, investimento sério na educação para a igualdade, combate firme a todas as formas de violência e discriminação, e uma valorização efectiva do papel das mulheres em todos os sectores da sociedade. Exige, sobretudo, uma mudança de mentalidades que vá além da lei e se enraíze no quotidiano.

Como mãe de uma menina e de um menino, a resposta torna-se ainda mais clara e urgente. Quero que cresçam num país onde as oportunidades não dependem do género, onde nenhum deles seja limitado por expectativas antigas ou desigualdades persistentes. Quero que a minha filha saiba que pode ser tudo o que quiser, sem ter de lutar mais por isso do que qualquer outro. E quero que o meu filho cresça numa sociedade que ensine-lhe respeito, igualdade e responsabilidade, onde ser homem não signifique privilégio, mas consciência.

Porque a verdadeira herança de Abril não é apenas a liberdade conquistada — é a igualdade que ainda temos de garantir.

Enquanto essa igualdade não for plena, Abril não será apenas memória. Será, todos os dias, um compromisso — e um caminho que não podemos deixar por cumprir.

CP lança desconto de até 80% nos bilhetes do Alfa Pendular

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© CP
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Para promover uma mobilidade mais acessível e sustentável e reforçar a utilização do transporte ferroviário no país, a CP – Comboios de Portugal lança hoje uma campanha com desconto de até 80% nos bilhetes do Alfa Pendular. Ao todo, serão 5.000 os lugares disponíveis para viajar de forma rápida entre as principais cidades do país ao abrigo desta promoção.

O desconto será aplicado exclusivamente na compra de bilhetes online, através dos canais digitais da CP (site e app), entre os dias 22 de abril e 6 de maio.

A campanha ‘Promo+’ destina-se a bilhetes para viagens a realizar entre os dias 1 e 15 de maio de 2026, estando este preço promocional limitado a 5.000 lugares nos comboios Alfa Pendular, abrangendo quer a classe Conforto quer a classe Turística.

Com a aplicação deste desconto, haverá, por exemplo, bilhetes a 7,50 euros para viajar entre Lisboa e Porto ou 5,50 euros para viagens entre Lisboa e Faro (classe Turística). Para serem abrangidos pela campanha, estes títulos têm de ser adquiridos com antecedência mínima de 10 dias, sendo que a oferta é limitada e está sujeita à disponibilidade dos lugares reservados para esta promoção.

Braga: Associação de São José diz que diretora “nunca levantou a mais leve suspeita”

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© CM Braga
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A Associação de São José, IPSS de Braga onde Ana Sofia Teixeira trabalha, reagiu à detenção da diretora pedagógica e técnica por suspeita de tráfico de droga.

Em comunicado, a instituição afirma que a alegada ligação de Ana Sofia Teixeira a atos ilícitos “constitui uma enorme surpresa” para a direção, associados, trabalhadores e utentes, sublinhando que “nunca existiram sinais ou comportamentos que levantassem suspeitas sobre a sua conduta”.

A Associação de São José refere que é “completamente alheia a quaisquer atos ilícitos que, eventualmente, tenham sido praticados e sejam ou venham a ser imputados à referida Diretora Pedagógica, desconhecendo, em absoluto, se e em que medida esta casa terá, eventualmente, sido utilizada por ela para a alegada prática de tais atos”.

A direção acrescenta que mantém total disponibilidade para colaborar com as autoridades “na medida do possível e sempre que for solicitado”.

No comunicado, a instituição garante também que a qualidade dos serviços prestados “não será afetada pela situação”, assegurando que “já foram desencadeados procedimentos internos considerados adequados para esse efeito”.

A associação sublinha ainda o seu compromisso com a missão social e o apoio às populações mais carenciadas, reafirmando a continuidade do seu trabalho.

Braga: Turma B do 3.º ano do Colégio de Nossa Senhora das Graças vence Prémio Nacional do Conto Filosófico

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© Colégio de Nossa Senhora das Graças
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A turma B do 3.º ano do Colégio de Nossa Senhora das Graças, em Braga, é a vencedora da X Edição do Prémio Nacional do Conto Filosófico.

A APEFP – Associação Portuguesa de Ética e Filosofia Prática, entidade promotora do Prémio Nacional do Conto Filosófico, com o apoio da Direção-Geral da Educação (DGE), anunciou os vencedores da X Edição do Prémio Nacional do Conto Filosófico para Crianças, uma iniciativa educativa que celebra o pensamento crítico, a criatividade e a ética no 1.º, 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico.

Este prémio distingue jovens autores que, com imaginação e profundidade, exploram temas filosóficos através da escrita criativa. Nesta edição, foram recebidos dezenas de contos provenientes de todo o país, refletindo o crescente entusiasmo pela filosofia com crianças nas escolas portuguesas.

O conto vencedor do ano letivo 2025/2026 foi atribuído pelo Júri Nacional — constituído por especialistas na área da Filosofia para Crianças e por escritores de literatura infantojuvenil — ao conto “A Fita de Möbius”, da turma B do 3.º ano do Colégio de Nossa Senhora das Graças. O conto destacou-se pela sua pertinência filosófica e criatividade, tendo sido orientada pelas professoras Sandra Gomes e Eduarda Montenegro.

As menções honrosas foram atribuídas à Escola Portuguesa de Macau, com o conto “O Superpoder da Madalena”; à Escola Básica Integrada de Angra do Heroísmo – EB1/JI Infante Dom Henrique, com o conto “As Recordações do Sr. Raimundo”; e ao Agrupamento de Escolas José Estêvão, de Aveiro, com o conto “Os Heróis de Galochas”.

Os contos premiados serão publicados em livro, com ilustrações realizadas pelos próprios alunos das turmas participantes.

A APEFP informou que estiveram em avaliação 63 contos, provenientes de escolas do continente, das regiões autónomas e de escolas portuguesas no estrangeiro. Este é já um dos Prémios Educativos mais destacados a nível nacional e  que premeia os alunos com a edição de um Livro com registo ISBN e a sua entrega aos vencedores em cerimônia pública.

Famalicão apresentou obra sobre saunas proto-históricas

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© CM Famalicão
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Vila Nova de Famalicão assinalou, no dia 18 de abril, o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios com uma sessão dedicada às saunas proto-históricas da Península Ibérica, marcada pela apresentação, pela primeira vez em Portugal, de uma obra que reúne investigação recente sobre as estruturas da Idade do Ferro.

A iniciativa decorreu nos Serviços Educativos do Parque da Devesa e integrou as comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, este ano subordinado ao tema “Património Vivo”.

O evento centrou-se na apresentação do livro “Saunas Proto-históricas na Península Ibérica”, publicado em 2024 pelo “Real Instituto de Estudios Asturianos”. A obra compila as comunicações de um ciclo de conferências realizado em Oviedo, em 2020 e 2021, complementadas por um inventário detalhado dos monumentos conhecidos no norte de Portugal e Espanha, bem como por uma síntese dos principais estudos sobre estas construções características do noroeste peninsular durante a Idade do Ferro.

A sessão de abertura contou com a presença da vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, Susana Pereira. Seguiu-se a apresentação da obra, com intervenções dos seus coordenadores, o arqueólogo Ángel Villa Valdés, do Museu Arqueológico das Astúrias, e o professor Marco García Quintela, da Universidade de Santiago de Compostela, bem como do investigador Armando Coelho Ferreira da Silva, professor catedrático jubilado da Universidade do Porto.

Além da apresentação, o programa incluiu uma sessão de autógrafos e uma visita guiada à reconstituição do balneário do Alto das Eiras, um exemplo local deste tipo de estruturas. A temática assume particular relevância para o concelho, que possui um exemplar associado ao Castro das Eiras, cuja “Pedra Formosa” integra a exposição permanente da Casa do Território.

Abril não é completo enquanto uma Mulher tiver medo

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© Jenny Santos e Sandra Ataíde
© Jenny Santos e Sandra Ataíde

Em 1974 abrimos as portas da democracia, mas hoje, nós mulheres vemos as portas da segurança e do respeito  fecharem-se dia após dia.

Os casos de violência doméstica, sexual, psicológica e o número de homicídios aumentam cada ano que passa.

A liberdade não é um conceito, é uma ferramenta que precisamos imperativamente de usar para eliminar preconceitos, julgamentos e violência. É a ferramenta que nos deram para dizer que o corpo de uma mulher não é território para debate político e que a sua autonomia é sagrada.

E não, ainda não sentimos a plena liberdade, porque a roupa que vestimos é motivo de condenação, julgamento e veredicto. Porque o nosso comportamento serve de atenuante para uma agressão e porque o medo é o nosso companheiro quando caminhamos sozinhas.

Festejar Abril tem que ser um compromisso. Um compromisso para combater o julgamento moral e os “comentários inocentes”. Um compromisso para terminar com o sentimento de impunidade. Um compromisso para a criação de mais apoios, de maior fomentação da literacia emocional (não só para entenderem a igualdade de género, os comportamentos adequados, como para as mulheres saberem os limites e o que é ou não aceitável), de maior divulgação e sensibilização.

A liberdade só será plena quando o medo terminar.

De nada servem as palavras e as celebrações, se as atitudes continuam as mesmas, se não existir responsabilização e se determinados comportamentos não forem punidos com penas muito mais pesadas.

O Cravo que devemos usar ao peito deve ser o do Respeito e Dignidade para todas as mulheres. Façam cumprir a verdadeira LIBERDADE para todas nós.