Cor, criatividade e festa. O coração da cidade de Vila Nova de Famalicão prepara-se para vibrar de forma ainda mais intensa com mais uma edição da Festa da Flor, que este ano decorre de 8 a 10 de maio, com três dias de festa que convidam residentes e visitantes a mergulhar num ambiente onde a natureza e a cultura se cruzam.
O Desfile Batalha das Flores, a realizar na tarde de domingo, 10 de maio, e o concerto de Ana Moura, na noite de 9 de maio, são dois dos grandes destaques do evento, que tem ainda exposições, oficinas, venda de flores, desfiles, música e gastronomia.
A Batalha das Flores traz este ano para as ruas da cidade 39 associações (mais 10 que no ano anterior) e mais de 1.500 figurantes, num cortejo com carros alegóricos, figurinos elaborados e milhares e milhares de flores que prometem dar cor e animação às ruas do centro da cidade.
“A Festa da Flor é hoje um dos eventos mais marcantes do nosso território, que envolve o movimento associativo e a comunidade, que mistura tradição, cultura e uma alegria contagiante para todos que escolhem visitar-nos nestas datas”, destaca o presidente de Câmara, Mário Passos.
Nestes três dias, o centro de Famalicão estará decorado com ornamentações florais feitas por cerca de 80 coletividades culturais e empresas do ramo da floricultura do concelho que marcam presença no espaço dedicado ao comércio de flores e plantas, no topo norte da Praça D. Maria II. O espaço funcionará sexta e sábado, das 10:00 às 00:00, e no domingo, das 10:00 às 20:00.
Para afagar o estômago, haverá ainda os tradicionais comes e bebes, nas tasquinhas que ocupam também parte da Praça D. Maria II.
Ao longo dos três dias há animação pelas ruas, exposição das ornamentações florais, oficinas de cerâmica artística, de pintura, bordado, artes decorativas, de terrários, flores de papel e teatro infantil.
Toda a programação da Festa da Flor pode ser consultada em www.famalicao.pt
Vila Chã, em Esposende, assinalou o 25 de Abril com uma cerimónia de homenagem aos antigos combatentes naturais da freguesia que participaram na Primeira Grande Guerra e na Guerra Colonial.
A iniciativa, promovida pela Junta de Freguesia de Vila Chã com o apoio da Câmara Municipal de Esposende, reuniu ex-combatentes ainda vivos, bem como familiares dos já falecidos, que se associaram a este tributo público de gratidão. A cerimónia destacou o papel destes homens que “em contextos particularmente exigentes, serviram o país com coragem, sentido de dever e espírito de sacrifício”.
A homenagem foi ainda materializada através do lançamento do livro “Antigos Combatentes da Primeira Grande Guerra e da Guerra Colonial, naturais de Vila Chã”, da autoria de Penteado Neiva, bem como pela criação de um memorial evocativo, reforçando de forma duradoura a preservação da memória e o reconhecimento público destes combatentes.
Durante as intervenções, os vários responsáveis sublinharam a importância de preservar a memória histórica e valorizar o contributo dos ex-combatentes.
O presidente da Câmara Municipal de Esposende, Carlos Silva, destacou a relevância deste gesto simbólico de respeito coletivo por todos aqueles que enfrentaram realidades difíceis em nome de valores maiores, sublinhando que a homenagem deve ser entendida como um compromisso permanente com a memória e a dignificação dos ex-combatentes. O autarca anunciou ainda a intenção de criar no imediato, na sede do concelho, um memorial dedicado a todos os ex-combatentes de Esposende, reforçando a vontade de perpetuar o seu legado.
O Municipio irá também disponibilizar a Bandeira Nacional para utilização nos funerais de antigos combatentes, em qualquer freguesia do concelho. As bandeiras serão entregues às Juntas de Freguesia, podendo, em caso de falecimento de um ex-combatente, a família solicitar a respetiva bandeira para o funeral, ficando a mesma posteriormente como símbolo de memória e homenagem da própria família.
Seguiu-se a intervenção do presidente da Assembleia Municipal de Esposende, Alberto Figueiredo, que expressou o seu reconhecimento e gratidão a todos os homenageados, sublinhando o valor do seu contributo para a história coletiva, destacando a importância de manter viva a memória daqueles que serviram o país.
O presidente da Junta de Freguesia de Vila Chã, Óscar Silva, manifestou orgulho pela forte participação da população, salientando que esta homenagem representa uma forma de reconhecimento não só aos combatentes, mas também às suas famílias, que igualmente sofreram com os efeitos da guerra. No decurso da cerimónia, Óscar Silva depositou, em nome da população, uma coroa de flores no memorial, com 33 cravos, evocando os 33 ex-combatentes já falecidos.
O presidente do Núcleo de Braga da Liga dos Combatentes, coronel António Estudante, enalteceu a iniciativa e defendeu a necessidade de reforçar a proteção social dos antigos combatentes, nomeadamente através do acesso a medicamentos gratuitos, transportes públicos sem custos e reformas mais dignas, alertando para situações de grande fragilidade económica vividas por alguns destes cidadãos.
A cerimónia ficou também marcada pela oferta de um livro “Antigos Combatentes da Primeira Grande Guerra e da Guerra Colonial, naturais de Vila Chã”, da autoria de Penteado Neiva, aos homenageados vivos e, no caso dos falecidos, às respetivas famílias, constituindo um importante registo de memória histórica.
O programa integrou ainda momentos musicais protagonizados pela Banda de Música de Belinho, que conferiram solenidade ao evento, culminando com o descerramento do monumento de homenagem aos ex-combatentes da freguesia de Vila Chã.
Esta homenagem afirmou-se como “um ato de justiça e reconhecimento público, reforçando a importância de preservar a memória e transmitir às gerações futuras o legado de coragem, dedicação e serviço destes homens”.
Helen Newton, mãe do paciente mais velho diagnosticado com SLC6A1 no Reino Unido, inicia na próxima sexta-feira, 1 de maio, o Caminho de Santiago a partir do Porto.
A mulher irá percorrer a Rota Litoral, numa caminhada de 300 quilómetros. A jornada, que terá a duração de 15 dias, visa angariar fundos para a investigação de uma mutação genética rara que causa uma perturbação grave do neurodesenvolvimento. Esta caminhada é uma prova de resiliência e serve para alertar para a mutação no gene SLC6A1, que impede o transporte correto do GABA, o principal neurotransmissor inibitório do cérebro.
Esta falha resulta numa perturbação complexa do neurodesenvolvimento, caracterizada por epilepsia severa, problemas de linguagem e de comportamento, atrasos cognitivos e motores, e traços do espetro autista. “Este percurso de 300 km é um enorme desafio físico para mim, especialmente após ter colocado uma prótese no joelho, mas não é nada comparado com as batalhas que estes pacientes enfrentam todos os dias. Caminho para que a ciência avance e estas famílias tenham finalmente uma resposta.,” afirma Helen Newton.
Destaques da Iniciativa: O Desafio: 300 km a pé, do Porto a Santiago de Compostela, durante 15 dias. A Causa: Apoio à Arthur’s Quest, uma associação sem fins lucrativos dedicada ao apoio a pacientes e investigação. A Doença: O SLC6A1 é uma mutação genética e uma das causas principais de epilepsia na infância. Contexto Europeu e o Simpósio de Lisboa Esta iniciativa surge após o Simpósio SLC6A1, realizado em Lisboa em agosto de 2025, que reuniu especialistas mundiais para discutir tratamentos inovadores.
O evento reforçou o papel da SLC6A1 Europe Research & Support Alliance, uma aliança que une associações de doentes e investigadores em todo o continente europeu para acelerar a descoberta de tratamentos eficazes e possivelmente uma cura. Sobre a Mutação SLC6A1: Embora o gene fosse conhecido, a relação direta entre as mutações no SLC6A1 e esta síndrome clínica específica foi descrita pela primeira vez apenas em 2015. Por ser uma descoberta médica recente, o subdiagnóstico continua a ser um desafio. Em 2023, estavam identificados apenas cerca de 500 pacientes em todo o mundo, embora o número real de afetados seja significativamente superior à medida que os testes genéticos se tornam mais comuns.
A campanha de angariação de fundos está ativa no GoFundMe, sendo essencial para financiar os ensaios clínicos que poderão mudar o destino destas crianças.
A comunicação política, quando se afasta do seu propósito informativo e transparente, pode tornar-se um instrumento de construção seletiva da realidade. Não se trata apenas de transmitir factos, mas de os enquadrar, omitir ou enfatizar de forma estratégica, moldando perceções e influenciando julgamentos. Nesta lógica, a narrativa sobrepõe-se frequentemente à substância, e o discurso público passa a ser gerido como um produto, cuidadosamente ajustado aos interesses de quem detém o poder.
Num contexto municipal, esta tendência adquire contornos particularmente sensíveis. Quem lidera o executivo dispõe de uma estrutura institucional (serviços de comunicação, canais oficiais, presença constante em iniciativas públicas) que, em teoria, existe para servir a população. No entanto, essa máquina pode ser instrumentalizada para reforçar a visibilidade do poder instalado, criando uma assimetria evidente face às restantes forças políticas.
As oposições, desprovidas desses meios, veem-se frequentemente limitadas na sua capacidade de difusão de mensagens e de escrutínio. Enquanto o executivo comunica a partir de uma posição de autoridade institucional, com acesso privilegiado a recursos e plataformas, os restantes atores políticos operam em condições significativamente mais restritas. Esta desigualdade não é meramente operacional, mas traduz uma distorção do espaço democrático, onde a pluralidade de vozes deveria ser garantida em condições de maior equidade.
A fronteira entre comunicação institucional e propaganda política torna-se, assim, difusa. Quando os canais oficiais começam a privilegiar a promoção de quem governa, em detrimento da informação objetiva e do interesse público, instala-se uma forma de promiscuidade entre o aparelho administrativo e os objetivos partidários. A máquina que deveria servir todos passa a servir alguns, comprometendo a confiança dos cidadãos e a integridade do processo democrático.
Por isso, a responsabilidade de quem governa não se esgota na gestão corrente dos assuntos públicos, mas exige igualmente um exercício rigoroso de separação entre funções institucionais e interesses político-partidários. Essa distinção é essencial para garantir que os recursos públicos (o erário de todos os munícipes) não sejam desviados para sustentar uma central de marketing e propaganda. A comunicação institucional deve informar, esclarecer e prestar contas, não promover carreiras nem consolidar hegemonias.
Neste cenário, a vigilância cívica e o papel crítico da sociedade tornam-se essenciais. Exigir transparência, distinguir informação de promoção e questionar o uso dos recursos públicos são passos fundamentais para preservar a autenticidade da comunicação política e assegurar que esta se mantém ao serviço da comunidade e não de estratégias de poder.
O Salão Nobre dos Paços do Concelho recebeu a 5.ª Assembleia Sénior da Póvoa de Lanhoso. A vice-presidente e vereadora do Pelouro da Família e dos Seniores, Fátima Moreira, abriu a sessão dando as boas-vindas aos participantes e dirigindo um agradecimento especial ao provedor do Idoso, Arlindo Silva. A vereadora sublinhou o papel crucial do provedor como elo de ligação entre a comunidade sénior e o Executivo Municipal.
A sessão contou também com a presença da provedora do Idoso de Vila Verde, Fátima Peixoto. Atraída pelos resultados alcançados na Póvoa de Lanhoso, a responsável veio a esta Assembleia para conhecer o modo como funciona e de que forma se processam os trabalhos, com o intuito de replicar esta boa prática no seu próprio município.
Na reunião foi apresentado o ponto de situação relativo às 31 solicitações efetuadas na assembleia anterior, demonstrando o grau de eficácia e progresso na sua resolução. Em simultâneo, foram registadas novas sugestões e preocupações levadas pelos conselheiros, com destaque para melhorias na rede de Centros de Convívio; intervenções em troços rodoviários de diversas freguesias e esclarecimentos sobre os benefícios do Cartão Municipal da Pessoa Idosa.
Fátima Moreira reforçou que este órgão é essencial para definir as políticas de futuro, através do trabalho conjunto entre o provedor e a técnica municipal, Raquel Silva, através de quem as aspirações dos seniores são formalizadas e integradas no planeamento da autarquia.
“Estar com os seniores numa ligação de proximidade e ouvi-los é o papel fundamental do provedor. Este trabalho de escuta ajuda-nos a definir o que queremos fazer no futuro”, afirmou a vice-presidente, destacando também a parceria estratégica com as Juntas de Freguesia.
Foi também referido “o importante papel de cada elemento ali presente como representante e porta-voz dos povoenses, em domínios tão variados quanto a saúde, o ambiente, o urbanismo, a vida em comunidade”.
Melhorar a qualidade de vida da população sénior pela prática de atividade física, criando hábitos de vida saudáveis e facilitando a existência de contextos sociais positivos são objetivos de maior realce nesta iniciativa.
No próximo dia 8 de maio, a Póvoa de Lanhoso recebe, em conjunto com a CPI (Comissão de Proteção ao Idoso), o Encontro Anual de Provedores do Idoso.
Vieira do Minho assinalou o 25 de Abril com uma cerimónia solene marcada pelo simbolismo e por um forte apelo à preservação dos valores da liberdade e da democracia.
As comemorações tiveram início com o hastear da Bandeira Nacional, da Bandeira do Município e da Bandeira da União Europeia, acompanhado pela Guarda de Honra assegurada pelos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho e pela Polícia Municipal. O momento foi assinalado pela interpretação do Hino Nacional, “A Portuguesa”, pela Sociedade Filarmónica de Vieira do Minho, num ambiente de respeito e solenidade.
Seguiu-se a deposição de uma coroa de flores no Monumento aos Combatentes, numa homenagem aos antigos combatentes vieirenses e aos militares de Abril, evocando a memória e o contributo de todos quantos lutaram pela liberdade.
Na sessão solene, realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, intervieram o presidente da Assembleia Municipal, o convidado de honra, Tenente-General Luís Nelson Santos, bem como os líderes das bancadas municipais do PSD e do PS, que assinalaram a importância histórica do 25 de Abril e a atualidade dos seus valores na vida democrática.
Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal, Filipe de Oliveira, destacou o caráter estruturante da data, afirmando que “o dia de hoje é uma marca da nossa História coletiva” e “um dia que é de todos os que prezam a liberdade e a democracia”.
Sublinhando o impacto da Revolução, o autarca referiu que o 25 de Abril foi “o dia em que Portugal reencontrou a sua voz” e “o dia em que a liberdade deixou de ser um sonho sussurrado a medo, para passar a ser um direito vivido”. Acrescentou ainda que esta não é apenas uma data simbólica, mas “um momento fundador” que recorda que “a liberdade não é garantida — conquista-se todos os dias”.
Numa reflexão sobre o presente, Filipe de Oliveira alertou para os desafios atuais, referindo que “vivemos tempos complexos”, marcados por discursos que podem colocar em causa os valores democráticos, defendendo que cabe a todos “proteger, valorizar e fortalecer a democracia, com pensamento crítico, participação ativa e respeito pelas diferenças”.
O presidente da Câmara destacou ainda que “a democracia vive da participação” e que “ser livre não é apenas poder escolher, é assumir responsabilidade”, reforçando a importância do envolvimento dos cidadãos na vida coletiva.
Um dos momentos mais marcantes da cerimónia foi a homenagem ao Mestre Adelino Ângelo, distinguido com a Medalha de Honra do Município, Grau Ouro. Neste momento solene, o Mestre Adelino Ângelo recebeu a condecoração das mãos do presidente da Câmara Municipal, Filipe de Oliveira, e foi igualmente entregue um diploma pelo presidente da Assembleia Municipal, António Lobo Gonçalves. Tratou-se de um momento de grande simbolismo e profundo significado, que enalteceu o percurso e o legado do homenageado.
Na ocasião, Filipe de Oliveira destacou o percurso do artista, referindo que “não criou apenas arte — criou consciência”, ao dar visibilidade às dimensões mais humanas e sociais da realidade.
“Uma sociedade verdadeiramente democrática não se mede apenas pelo progresso, mas pela forma como olha, respeita e inclui os mais frágeis”, afirmou, sublinhando o significado da distinção atribuída.
A sessão integrou ainda um momento musical de forte simbolismo, com a interpretação de “Grândola, Vila Morena”, evocando o espírito da Revolução dos Cravos.
As comemorações prolongaram-se ao longo do dia com o I Encontro de Bandas Filarmónicas, reafirmando o 25 de Abril como um momento de memória, união e renovação do compromisso coletivo com os valores de Abril.
A Startup Braga, hub de inovação da InvestBraga, assinala o seu 12.º aniversário no próximo dia 7 de maio, a partir das 16:30, no Forum Braga, num momento-chave para o ecossistema empreendedor da região.
O evento, inserido nas Semanas da Economia de Braga, ficará marcado pelo lançamento do guia do ecossistema “10xForward: The Past, Present and Future of the Entrepreneurial and Tech Ecosystem in Braga”, uma publicação que documenta a evolução do ecossistema empreendedor e tecnológico da Cidade ao longo da última década. O guia destaca o papel da Startup Braga enquanto catalisadora de crescimento, ligação entre agentes e projeção internacional, bem como a contribuição das startups para a afirmação de Braga como hub de inovação.
A programação inclui painéis de discussão com empreendedores e especialistas que irão discutir temas como a projeção europeia das startups e o desenvolvimento dos setores da biotecnologia e da tecnologia médica. Um dos momentos altos do evento será a apresentação do Bio-MedTech Hub, uma nova infraestrutura dedicada à inovação nestas áreas, que reforçará a ligação entre a ciência, as startups e a indústria. A sessão incluirá a apresentação da visão estratégica do projeto, bem como a revelação da sua arquitetura.
Toda a informação sobre as Semanas da Economia de Braga, que decorrem de 4 a 29 de maio, está disponível aqui.
O Espaço Cultura, em Barcelos, apresenta, de 30 de abril a 31 de maio, a exposição de pintura “Visões do Sagrado e do Profano”, da artista Lurdes Rodrigues, reunindo cerca de 40 obras que evidenciam a riqueza do seu universo visual e a singularidade da sua linguagem artística.
A obra de Lurdes Rodrigues distingue-se pela fusão entre fantasia e realidade, frequentemente associada a contextos festivos ou intimistas, revelando uma forte ligação ao Figurado de Barcelos. A sua pintura desenvolve-se no território da figuração imaginária, onde personagens, animais e elementos naturais se entrelaçam em composições densas e de carácter narrativo.
A artista constrói universos visuais que cruzam memória, imaginação e referências do imaginário popular. Através do uso de cores intensas, contornos expressivos e uma organização dinâmica do espaço pictórico, cria imagens abertas à interpretação, nas quais o fantástico surge como meio de explorar as relações entre o humano, a natureza e o simbólico.
Cada pintura afirma-se como um microcosmo visual, onde diferentes presenças coexistem e dialogam, num equilíbrio entre o lúdico e o poético, convidando o público a mergulhar em narrativas visuais marcadas pela sensibilidade e pela imaginação.
O Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Frederico Castro, acompanhado pela Vereadora da Cultura, Fátima Moreira, e pelos Vereadores Paulo Gago e Gilberto Anjos, assinou os protocolos para a atribuição de subsídios a várias coletividades locais de âmbito cultural.
Os acordos foram firmados com as Bandas de Música, os Ranchos Folclóricos, o Grupo de Teatro da Póvoa de Lanhoso e, pela primeira vez, com a Associação Arte e Cultura Maria da Fonte.
Estes apoios, aprovados em reunião de executivo municipal, ascendem a um valor de 86.200 euros e destinam-se a “incentivar o associativismo e as atividades desenvolvidas regularmente por estas instituições”.
Antes do momento formal da assinatura, Frederico Castro agradeceu a presença de todos e sublinhou que “a colaboração anual com as Bandas, os Ranchos e o Teatro representa um investimento muito importante para o Município”. “Primeiro porque preserva tradições que compõem a nossa imagem e identidade; mas, sobretudo, porque garante as condições necessárias para que quem já integra estes fenómenos culturais possa prosseguir a sua missão e atrair novos públicos, como crianças e jovens. É sinal de que as instituições estão a cumprir bem o seu papel”, afirmou o autarca.
Frederico Castro reiterou ainda o compromisso da Autarquia. “O que estamos a fazer hoje é dar seguimento a um compromisso e a mostrar que podem continuar a contar connosco. A inclusão da Associação Arte e Cultura Maria da Fonte neste grupo surge como um reforço ao trabalho que o Municipio está a desenvolver, apresentando-se como um novo e dinâmico agente cultural”, disse.
Estiveram representadas na sessão, que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, a Banda Musical de Calvos, a Banda de Música dos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Lanhoso, os Ranchos Folclóricos da Póvoa de Lanhoso, Maria da Fonte (Fontarcada), Garfe, Porto d’Ave (Taíde) e Santa Maria de Verim, a “Heroína Teatral – Associação de Teatro e Cultura” e a “Associação Arte e Cultura Maria da Fonte”.
Os protocolos assumidos com as Bandas de Música e os Ranchos Folclóricos pressupõem diversas atuações em eventos ao longo do ano. No caso da associação teatral, o objetivo é “assegurar uma programação regular no Theatro Club e a promoção de espetáculos, fomentando o crescimento das artes cénicas”. Já a nova associação terá como foco “a implementação de projetos de formação artística na área musical, diversificando a oferta formativa no concelho”.
“Este investimento canalizado para as instituições que representam as raízes povoenses visa não só a manutenção das nossas origens, mas revela também o reconhecimento do executivo pelo mérito destas entidades. Simultaneamente, a autarquia considera imprescindível o envolvimento da comunidade, impulsionando a criação de novos públicos e a diversidade da oferta cultural”, finalizou.