A Guarda Nacional Republicana (GNR) reforçou o dispositivo de prevenção e vigilância em todo o território continental devido ao agravamento do risco de incêndio rural, motivado pela subida das temperaturas, vento forte e baixa humidade do ar.
Sob coordenação da Diretiva Integrada de Vigilância e Deteção de Incêndios Rurais, a operação contempla um aumento do patrulhamento terrestre, com uma média diária de 210 patrulhas, o apoio de 20 patrulhas das Forças Armadas e a monitorização de cerca de sete milhões de hectares através de 147 torres de videovigilância florestal. O dispositivo conta ainda com 80 postos de vigia, 23 equipas especializadas e o recurso a drones da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro e da Força Aérea.
Desde o início do ano, foram realizadas mais de 27 mil ações de vigilância, que permitiram identificar 718 suspeitos e deter 120 pessoas pelo crime de incêndio florestal. A maioria das ocorrências investigadas teve origem em comportamentos negligentes, sobretudo relacionados com queimas e queimadas.
A GNR recorda que, nos dias em que o risco é muito elevado ou máximo, é proibido realizar fogueiras, queimadas, lançar foguetes ou utilizar maquinaria sem os dispositivos de segurança obrigatórios, apelando à responsabilidade de todos para evitar incêndios rurais.
O presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ricardo Araújo, defendeu a necessidade de reforçar a competitividade das empresas do concelho, considerando que a criação de riqueza e de melhores salários é essencial para aumentar a qualidade de vida da população. As declarações foram feitas durante uma visita à ACL Impex, empresa de têxteis-lar sediada em Gondar e integrada no projeto Guimarães Marca desde 2016.
Recebido pelo CEO António Coelho Lima e por Maria José Coelho Lima, o autarca destacou a importância da proximidade entre o Município e o tecido empresarial, sublinhando que o sucesso das empresas se traduz em mais emprego, investimento e oportunidades para as pessoas.
Com origens em 1922 e atualmente na quarta geração da família fundadora, a ACL Impex especializou-se no segmento premium e de luxo dos têxteis-lar. Em 2025, registou uma faturação de cerca de 23 milhões de euros e exportou mais de 90% da sua produção para 43 países, com forte presença na Europa, Estados Unidos, Canadá, Médio Oriente e China.
Ricardo Araújo salientou que Guimarães precisa de empresas “mais fortes, mais competitivas e mais ambiciosas”, capazes de competir à escala global e de gerar mais valor para a economia e para as famílias.
Foi lançada uma petição pública que defende a proibição do aluguer e da circulação de trotinetas elétricas partilhadas no concelho de Braga, alegando preocupações relacionadas com a segurança dos peões, a acessibilidade e a organização do espaço público.
Os promotores da iniciativa consideram que a crescente presença destes veículos na cidade tem vindo a criar dificuldades para quem utiliza diariamente os passeios e zonas pedonais. Entre as principais preocupações apontadas estão o estacionamento indevido de trotinetas em passeios, junto a passadeiras, entradas de edifícios e outros locais de circulação pedonal.
Segundo o texto da petição, esta realidade afeta particularmente pessoas com mobilidade reduzida, utilizadores de cadeiras de rodas, idosos e famílias com carrinhos de bebé, que se deparam frequentemente com obstáculos em espaços que deveriam garantir uma circulação segura e acessível.
A petição alerta ainda para os riscos associados à circulação de trotinetas em passeios e áreas exclusivamente pedonais, referindo que estas situações têm contribuído para um sentimento crescente de insegurança entre os peões. Os subscritores defendem que a utilização indevida dos veículos e a falta de mecanismos eficazes de responsabilização dos utilizadores têm agravado o problema.
Apesar de reconhecerem a importância da mobilidade sustentável e da procura de alternativas ao automóvel, os promotores entendem que o atual modelo de exploração de trotinetas elétricas partilhadas não tem conseguido assegurar um equilíbrio adequado entre inovação, segurança e respeito pelo espaço público.
Nesse sentido, apelam à Câmara Municipal de Braga para que adote medidas que conduzam à eliminação da possibilidade de aluguer e circulação destes veículos no concelho, defendendo a devolução dos passeios e espaços pedonais à sua função principal: garantir a mobilidade das pessoas em condições de segurança e dignidade.
Durante décadas habituámo-nos a pensar na tecnologia médica como algo exterior ao corpo: máquinas de imagiologia, monitores, relógios inteligentes, sensores colocados sobre a pele, aplicações móveis que registam passos, batimentos cardíacos ou qualidade do sono. Mas a próxima fronteira poderá ser mais íntima, mais silenciosa e, talvez, mais transformadora: dispositivos eletrónicos que engolimos como se fossem comprimidos.
A ideia parece saída da ficção científica, mas já está a ganhar forma em laboratórios e empresas de biotecnologia. Pequenas cápsulas inteligentes, equipadas com sensores, baterias miniaturizadas, sistemas de comunicação e, em alguns casos, mecanismos de libertação de medicamentos, prometem observar o organismo por dentro. Podem medir gases intestinais, temperatura, acidez, movimento do trato digestivo ou outros indicadores biológicos. No futuro, poderão também administrar fármacos no local exato onde são necessários, evitando parte dos efeitos secundários associados à circulação sistémica dos medicamentos.
O potencial é enorme, sobretudo no domínio das doenças gastrointestinais. O intestino continua a ser uma região difícil de observar sem procedimentos invasivos, desconfortáveis e caros. Endoscopias e colonoscopias são indispensáveis, mas não são agradáveis, nem podem ser realizadas de forma contínua. Uma cápsula ingerível pode oferecer uma visão mais dinâmica, menos agressiva e potencialmente mais frequente da saúde digestiva. Em vez de observar apenas uma fotografia isolada do organismo, poderemos passar a acompanhar um filme em tempo real.
Esta mudança é importante porque grande parte da medicina ainda funciona de forma episódica. O paciente sente sintomas, marca consulta, realiza exames, espera resultados e recebe tratamento. Entre estes momentos, muito se perde. A doença evolui, os sinais variam, os sintomas aparecem e desaparecem. A tecnologia ingerível promete reduzir esse intervalo invisível entre o corpo e o diagnóstico. Pode permitir uma medicina mais preventiva, mais personalizada e mais baseada em dados concretos.
Mas é precisamente aqui que o entusiasmo deve encontrar a prudência. Nem tudo o que é tecnologicamente possível é clinicamente útil. A história recente da saúde digital está cheia de promessas excessivas: aplicações que iriam revolucionar o acompanhamento médico, plataformas que iriam democratizar o diagnóstico, dispositivos que iriam transformar cada cidadão num gestor permanente da sua própria saúde. Muitas dessas promessas ficaram aquém, não por falta de inovação, mas por falta de integração, validação clínica, sustentabilidade económica e confiança.
Com a eletrónica ingerível, os desafios são ainda maiores. Um dispositivo que entra no corpo humano tem de ser seguro, fiável, biocompatível e capaz de funcionar num ambiente hostil, húmido, ácido e em movimento. Tem de recolher dados precisos, transmiti-los sem comprometer a privacidade do paciente e desaparecer ou ser eliminado sem riscos. Se libertar medicamentos, terá de o fazer na dose certa, no local certo e no momento certo. A margem para erro é muito menor do que num relógio inteligente que mede mal alguns passos.
Há também uma questão ética e política que não pode ser ignorada: quem controla os dados produzidos dentro do nosso corpo? A saúde digital já levantou preocupações sobre privacidade, vigilância e uso comercial de informação sensível. Com sensores ingeríveis, estas preocupações tornam-se ainda mais profundas. Não estamos apenas a falar de dados sobre estilo de vida, mas de sinais recolhidos a partir do interior do organismo. A fronteira entre cuidado médico e monitorização permanente pode tornar-se perigosamente ténue.
Se forem usados com critério, estes dispositivos podem melhorar diagnósticos, evitar exames desnecessários, reduzir custos e dar mais qualidade de vida a doentes crónicos. Se forem usados sem regulação adequada, podem alimentar novas formas de dependência tecnológica, desigualdade no acesso à saúde e exploração de dados biomédicos. Como quase sempre acontece com a inovação, o problema não está apenas na tecnologia, mas no modo como a sociedade decide incorporá-la.
Importa, por isso, não transformar estas cápsulas inteligentes em mais uma promessa milagrosa. A medicina precisa de inovação, mas precisa ainda mais de evidência. O fascínio por dispositivos miniaturizados não pode substituir ensaios clínicos robustos, avaliação independente, aprovação regulatória exigente e discussão pública sobre riscos e benefícios. A pergunta essencial não deve ser apenas “conseguimos fazer isto?”, mas “isto melhora realmente a vida dos doentes?”.
Há, no entanto, algo profundamente simbólico nesta nova geração de tecnologias. Durante muito tempo, a eletrónica foi associada a objetos rígidos, externos, separados do corpo. Agora, começa a tornar-se flexível, biocompatível, comestível e até biodegradável. A máquina deixa de estar apenas ao lado do humano; passa a circular temporariamente dentro dele. Esta aproximação entre corpo e tecnologia anuncia uma nova etapa da saúde digital, mais invisível, mais íntima e mais poderosa.
Portugal e a Europa não devem olhar para esta evolução apenas como consumidores tardios de inovação produzida noutros lugares. Há aqui oportunidades para investigação biomédica, engenharia, ciência dos materiais, inteligência artificial, regulação e indústria farmacêutica. Mas há também uma responsabilidade: garantir que estas tecnologias servem o interesse público, reforçam o Serviço Nacional de Saúde e não se transformam apenas em produtos de luxo para quem pode pagar cuidados personalizados.
A cápsula inteligente pode vir a ser uma das imagens mais fortes da medicina do futuro. Pequena, discreta, quase banal. Engole-se, trabalha silenciosamente dentro do corpo e sai sem deixar marca. Mas por trás dessa aparente simplicidade está uma das grandes questões do nosso tempo: até onde queremos levar a fusão entre tecnologia e vida biológica?
A resposta não deve ser medo nem entusiasmo cego. Deve ser exigência. Sim, a eletrónica ingerível pode tornar a medicina menos invasiva, mais preventiva e mais inteligente. Mas só será uma verdadeira revolução se for segura, acessível, transparente e orientada para o bem comum. Porque, na saúde, a inovação que conta não é a que mais impressiona. É a que melhor cuida.
A Frente Ribeirinha de Barcelos recebe, nos dias 27 e 28 de junho, a primeira edição do Barcelos Entre Vinhos, um evento promovido pelo Município que pretende valorizar os vinhos do concelho, a gastronomia local e as tradições barcelenses.
Durante dois dias, o festival vai reunir produtores, especialistas, profissionais da restauração e visitantes, proporcionando provas comentadas, masterclasses, showcookings, harmonizações vínicas e conversas com produtores. Entre os destaques estão as sessões conduzidas por Agostinho Peixoto e pelo sommelier António Lopes, dedicadas aos vinhos e espumantes da região.
A gastronomia estará em evidência com showcookings de Renato Cunha, Francisco Gomes, Graciela Macedo e Marco Gomes, enquanto a animação musical ficará a cargo de Cooltrane, Crua, Trevo de Cordas, The Smokestackers e do DJ Viktor Soul, acompanhado pela saxofonista Ana Faria.
O evento inclui ainda o espaço “Entre Vinhos Kids”, com atividades para crianças e ações pedagógicas ligadas ao ciclo da vinha. Com entrada livre, o Barcelos Entre Vinhos decorre no dia 27, entre as 17:00 e as 24:00, e no dia 28, entre as 12:00 e as 21:00.
A Unidade Local de Saúde de Braga assumiu a ambição de se afirmar como Centro de Referência em áreas de elevada diferenciação, durante a conferência “Estado da Arte dos Centros de Referência em Portugal. Como estamos? Para onde vamos?”, que decorreu no Hospital de Braga.
Na abertura da sessão, o presidente do Conselho de Administração da ULS Braga, Américo Afonso, defendeu que a diferenciação é estratégica para melhorar os cuidados prestados, reforçar a investigação e atrair profissionais qualificados. O responsável sublinhou que esta aposta é compatível com a intenção de atribuir à instituição o estatuto de ULS Universitária.
A conferência contou com a participação de Eduardo Barroso, presidente da Comissão Nacional para os Centros de Referência, que destacou a importância de instituições fora dos grandes centros urbanos poderem afirmar-se em áreas altamente especializadas. O responsável lembrou que o principal objetivo destes centros é garantir melhores cuidados aos utentes.
A recente realização do primeiro implante coclear pediátrico na ULS Braga foi apontada como um exemplo do percurso de diferenciação que a instituição pretende consolidar nos próximos anos.
A um dia das eleições para a Comissão Política Concelhia de Braga do Partido Socialista, Mesquita Machado tornou público o seu apoio à candidatura de Artur Feio.
O histórico dirigente socialista e antigo presidente da Câmara Municipal de Braga considera que Artur Feio reúne as qualidades necessárias para liderar o partido no concelho, destacando a sua “competência, o compromisso e a capacidade de congregar energias para reforçar o papel do Partido Socialista” em Braga.
O apoio de Mesquita Machado surge na reta final da campanha interna e representa um importante sinal de confiança política num dos nomes mais marcantes da história do PS bracarense.
Em comunicado, Artur Feio refere que recebeu a manifestação de apoio “com sentido de responsabilidade”, considerando que este gesto “constitui mais do que uma demonstração de confiança pessoal”. Para o candidato, trata-se de um incentivo para “continuar a trabalhar com determinação, sentido de missão e compromisso com os valores socialistas”, assumindo o objetivo de “reforçar a proximidade do partido aos militantes e aos cidadãos do concelho”.
As eleições para a Concelhia de Braga do Partido Socialista realizam-se amanhã, num momento considerado determinante para a definição da estratégia e da liderança da estrutura local.
A Póvoa de Lanhoso registou um crescimento de 200% no número de empresas com Estatuto PME Líder, passando de sete distinções em 2020 para 21 em 2025. A certificação atribuída pelo IAPMEI reconhece pequenas e médias empresas que se destacam pela solidez financeira, qualidade da gestão e capacidade de inovação.
As empresas distinguidas pertencem a setores diversificados, como a construção, indústria metalomecânica, confeção, calçado, filigrana, transportes, extração de pedra e mediação imobiliária, refletindo a diversidade e robustez do tecido empresarial local.
O Município considera que esta evolução demonstra “a vitalidade económica do concelho” e felicita as empresas distinguidas pelo “contributo para a criação de riqueza, emprego e afirmação da Póvoa de Lanhoso como território atrativo para o investimento”.
A Câmara Municipal de Vila Verde homenageou o Grupo Cultural, Desportivo e Recreativo (GCDR) de Lanhas pela conquista do campeonato da I Divisão – Série C da Associação de Futebol de Braga. A cerimónia decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, onde atletas, equipa técnica, staff e direção receberam uma medalha alusiva ao feito e o clube foi distinguido com um Voto de Louvor.
A presidente da Câmara, Júlia Rodrigues Fernandes, destacou a perseverança do emblema, que perseguiu o objetivo durante três épocas consecutivas, sublinhando a importância do desporto e do movimento associativo para a afirmação do concelho.
Em representação do clube, o presidente Nuno Esteves agradeceu o apoio prestado pelo Município e salientou que o título é o resultado de muito trabalho e dedicação, reforçando a ambição de continuar a desenvolver o projeto desportivo e a apostar na formação de jovens atletas.