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Especialistas internacionais de Cirurgia Colorretal reúnem no Hospital de Braga

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© Hospital de Braga
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Peritos de renome internacional em cirurgia colorretal reúnem no Hospital de Braga, de 10 a 13 de maio, no “Colorectal Talks – International Meeting on Colorectal Surgery”, um encontro científico que juntará participantes provenientes de todo o mundo.

“Teremos a abordagem e a partilha, qualificada e académica, de conhecimentos e experiências em matérias que se revestem de complexidade, são diferenciadoras e que têm impacto no dia a dia dos utentes”, explica Joaquim Costa Pereira, diretor do Serviço de Cirurgia Geral do Hospital de Braga.

Posicionando-se na dianteira em termos das melhores práticas mundiais de cirurgia colorretal, o Hospital de Braga congregará no encontro internacional palestrantes da Arábia Saudita, Brasil, Bulgária, Egipto, Espanha, Estados Unidos da América, França, Índia, Itália, Lituânia, Marrocos, Portugal, Reino Unido, Suíça, Tailândia e Turquia.

De acordo com Joaquim Costa Pereira, através de “um programa robusto, analisaremos com especialistas de todo o mundo os tópicos mais debatidos em cirurgia colorretal e proctologia”. O responsável pelo Serviço de Cirurgia Geral do Hospital de Braga realça que o “Colorectal Talks” “será uma oportunidade de excelência para a troca de experiências e o debate de temáticas como a disfunção do pavimento pélvico, prolapso retal, dor pélvica, síndrome de defecação obstrutiva, abordagens à colectomia direita laparoscópica e cirurgia de cancro rectal”.

João Porfírio Oliveira, presidente do Conselho de Administração do Hospital de Braga, destaca a circunstância do hospital bracarense “se encontrar na linha da frente e apostar na valorização permanente das suas equipas”, desenvolvendo também uma “estratégia de permanente aposta na prestação de cuidados de saúde de excelência, através de uma prática caraterizada pela qualidade, competência, rigor, eficiência e diferenciação”.

Os palestrantes e os temas anunciados suscitaram o interesse, até ao momento, de participantes de várias proveniências: Portugal, Albânia, Arábia Saudita, Bangladesh, Brasil, Bulgária, Costa Rica, Egipto, Hungria, India, Iraque, Marrocos, Peru, Rússia, Sérvia, Turquia e Ucrânia.

Prestigiados oradores internacionais

Do leque de palestrantes do “Colorectal Talks” a realizar no Hospital de Braga fazem parte Antonio Longo (pioneiro no desenvolvimento de novas técnicas de coloproctologia e um dos cirurgiões mais citados na literatura científica) e Sérgio Regadas (primeiro cirurgião sul-americano a realizar uma reversão laparoscópica do Procedimento de Hartmann e que também desenvolveu técnicas cirúrgicas na área da coloproctologia).

A iniciativa tem igualmente confirmada a participação de Pasquale Giordano (Professor honorário sénior na Barts and the London School of Medicine at Queen Mary University of London que contribuiu para a elaboração de diretrizes na área da cirurgia colorrectal) e de Liliana Bordeianou (Professora de cirurgia na Harvard Medical School, diretora de Serviço de Cirurgia Colorretal e da Unidade de Doenças do Pavimento Pélvico do Massachusetts General Hospital).

Olfat El-Sibai (primeira mulher cirurgiã do Médio Oriente, professora universitária de cirurgia e primeira mulher a ser diretora de serviço de um departamento de cirurgia no Egito), também participará no “Colorectal Talks” do Hospital de Braga, assim como Sthela Regadas (Diretora de Serviço de Cirurgia Colorrectal no Hospital Universitário Walter Cantídio e Coordenadora da Unidade de Doenças do Pavimento Pélvico do Hospital São Carlos, Fortaleza, Brasil).

O encontro científico que decorrerá, de 10 a 13 de maio, no Hospital de Braga, terá ainda a presença de Lúcia Oliveira (Diretora do Departamento de Fisiologia Ano-retal do Rio de Janeiro, fundadora do Cepemed e autora de diretrizes de Incontinência Fecal da American Society of Colon and Rectal Surgeons – ASCRS) e de Omar Al-Obaid (Professor associado no Departamento de Cirurgia da Universidade King Saud em Riade, Arábia Saudita, que introduziu a cirurgia colorrectal laparoscópica e estabeleceu o centro de referência de cancro colorrectal no Hospital Universitário King Khalid em Riade, Arábia Saudita).

O “Colorectal Talks – International Meeting on Colorectal Surgery” é promovido em conjunto pelo Serviço de Cirurgia Geral do Hospital de Braga, InSurge – Associação Cirúrgica de Braga, SPCMIN – Sociedade Portuguesa de Cirurgia Minimamente Invasiva e ISUCRS – International Society of University Colon and Rectal Surgeons.

Burlas online: Queixas continuam a aumentar

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As burlas online aumentaram 43% em 2023, face ao ano passado. O valor médio das burlas também aumentou para 515 euros e as perdas estimadas, este ano, já ascendem os dois milhões de euros.

51% dos consumidores afirma ter sido alvo de uma tentativa de fraude na internet. 62% considera que a literacia digital em Portugal é “baixa” ou “muito baixa” e 59% é da opinião que o Governo não tem agido para melhorar esta situação. Os resultados constam no estudo “A Literacia Digital dos Consumidores em 2023”, realizado pelo Portal da Queixa by Consumers Trust.

Entre os dias 1 de janeiro e 25 de abril de 2023, o Portal da Queixa recebeu 4.287 reclamações relacionadas com burlas online, um aumento acima dos 43% em comparação com o período homólogo, sendo que, em 2022, os consumidores registaram na plataforma 2.995 queixas.

Segundo apurou o estudo “A Literacia Digital dos Consumidores em 2023” – realizado com base num inquérito lançado pelo Portal da Queixa by Consumers Trust, com o objetivo de avaliar a Literacia Digital em Portugal -, para além dos casos de burla estarem a aumentar, o valor médio burlado também tem vindo a aumentar, cifrando-se, este ano, no valor médio máximo de 515,79€. Em 2022, o valor médio da burla foi de 410,71€ e, em 2021, foi de 441,55€. Considerando o valor médio e o número de reclamações registadas em 2023, aferiu-se que o montante global de perdas já ascende os dois milhões de euros este ano (2.207 805 €).

De acordo com o inquérito, mais de metade dos inquiridos já foi alvo de uma tentativa de burla através da internet (51%), sendo que, é através de e-mail (23%) e de lojas online falsas (31%) que as principais burlas acontecem. O pagamento de encomendas nunca entregues, representam 28,5% das principais formas de burla.
O valor monetário perdido em 81,9% dos casos foi até um máximo de 500 euros, contudo, há inquiridos a assumir perdas superiores: 7,9% entre 500€ a 1.000€; 2,3% de 5.000€ a 50.000€ e 0,9% de 50.000€ a 100.000€. O estudo indica ainda que 44,6% das pessoas não conseguiram recuperar o valor perdido, e apenas 37,7% conseguiu recuperar a totalidade do valor.

Burlas com compras online geram maioria das queixas

Sobre os principais motivos das burlas online denunciadas este ano, no Portal da Queixa, 62,25% das reclamações referem “compras online nunca recebidas”, com uma média de valor burlado de 532 euros. Já 22,36% das queixas, apontam “transação não autorizada/desconhecida”, com um valor médio de burla de 484 euros. A “subscrição de serviços” foi o motivo reportado por 7,10% dos consumidores, num valor médio de burla de 395 euros. A gerar 5,74% das reclamações, mas a registar a média de valor burlado mais alta (631 euros), está o esquema de fraude online através da “página da marca falsa/clonada”.

Entre o universo de inquiridos, 31,1% foi burlado com um compra através de uma loja online; 23,2% foi através de um e-mail fraudulento; 14,9% foi vítima através compra/venda numa plataforma entre particulares; 13,6% através das redes sociais e 9,4% foi enganado via mensagem enviada para o telemóvel.

No que se refere à Literacia Digital, 93% diz estar familiarizado com as burlas via SMS e e-mails fraudulentos; 86,9% com o phishing; 48,7% com o roubo de contas de whatsapp. O esquema por ransomware é conhecido para 38,6% dos inquiridos, mas apenas 16,3% sabe o que é o vishing e só 8,6% conhece o pharming.

À questão “Qual foi o meio utilizado para executar a burla/fraude?”, 28,5% afirma ter pago uma encomenda que nunca chegou ou veio errada; 15,3% diz que a burla foi através de cartão de crédito; 14% foi alvo de phishing e 11.3% por MB WAY.

Como forma de proteção, não partilhar a password é uma opção indicada por 82,9% das pessoas; 62,6% admite confiar no seu programa de antivírus; 50% refere utilizar a autenticação de dois passos; 49,3% afirma usar sempre redes de internet seguras e 38% assume alterar as passwords com regularidade.

62% diz que literacia digital dos consumidores em Portugal é “baixa” ou “muito baixa”

Grande parte dos inquiridos considera que o consumidor português tem uma fraca literacia digital, com 44,5% a afirmar ser “Baixa” e 17,6% “Muito Baixa”.

Na opinião da maioria dos participantes do estudo (59%), o Governo não tem tomado nenhuma medida para melhorar a literacia dos portugueses.

Pedro Lourenço, fundador do Portal da Queixa e CEO da Consumers Trust, realça que: “A falta de literacia digital na sociedade portuguesa já é equivalente ao problema do analfabetismo de há 40 anos e não atinge apenas os mais velhos. De acordo com a OCDE, em Portugal, um em cada três alunos de 13 anos de idade não possui competências digitais básicas. Infelizmente, esta realidade só poderá ser invertida com a partilha de conhecimento, assente numa estratégia alargada, não dependendo apenas das entidades governamentais – que deverão ser as principais potenciadoras – mas de todos os interessados na jornada digital dos consumidores portugueses. É nossa obrigação contribuir para o aumento da literacia digital, criando mecanismos de defesa, ações e conteúdos pedagógicos, ensinando de forma direta e objetiva como utilizar os canais online, já que deviam ser os organismos do estado a assumir a dianteira”.

Perfil do consumidor vítima de burla

Apesar de o público feminino registar mais reclamações relacionadas com burlas na internet (2.166), é o género masculino (com 2.121 queixas) que apresenta o maior valor médio de burla (675 euros), valor inferior nas mulheres (362 euros). As respostas dos inquiridos permitiram ainda constatar que, à medida que se verifica o aumento da idade, o valor médio da burla aumenta. Nos dois géneros, verifica-se que as burlas com maior valor acontecem entre pessoas com mais de 55 anos.

O estudo “A Literacia Digital dos Consumidores em 2023” realizou-se através de um questionário online efetuado entre os dias 18 e 25 de abril e abrangeu um universo de 2.074 inquiridos. Entre os indivíduos que participaram no estudo, 55,6% das respostas foram dadas pelo género masculino, 43,2% pelo género feminino. As faixas etárias com maior adesão foram pessoas com mais de 65 anos (33%) e entre os 35-44 anos (26%), seguindo-se a faixa etária entre os 45-55 anos (24%).

Recorde-se que, em 2022, o Portal da Queixa registou um total de 10.500 reclamações relacionadas com burlas online.

José Cid vai animar Festa das Cruzes de Barcelos no sábado

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© José Cid
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A Festa das Cruzes de Barcelos arranca esta sexta-feira com muita música e animação. No sábado, a festa conta com o espetáculo musical de José Cid no Palco Cruzes, situado na frente ribeirinha.

Programa para o dia 29 de abril (sábado)

  • 08:30 – Alvorada Festiva
  • 09:00 – Arruada Zés P’reiras Nacionais de Fragoso nas ruas da cidade
  • 10:00 – Banda no coreto Sociedade Filarmónica de Crestuma no Campo 5 de Outubro
  • 15:00 – Inauguração do Tapete Floral “Barcelos, o Eixo do Caminho Português” Associação de Alfombristas do Corpus Christi de Ponteareas no Largo Dr. José Novais
  • 16:00 – Desfile Etnográfico pelos Grupos Folclóricos de Barcelos na Avenida da Liberdade
  • 19:30 – Jorge Loureiro no Palco Barcelos na Avenida da Liberdade
  • 21:45 – José Cid no Palco Cruzes na frente ribeirinha
  • 23:30 – Bamos às Cruzes com Cosmo Klein e DJ Almeida no Jardim das Barrocas
  • 00:00 – Fogo de artifício da Ponte Peregrinos de Santiago com as margens do rio Cávado iluminadas com milhares de “lumes vivos”.

Funeral de mulher grávida que morreu atropelada em Guimarães realiza-se esta sexta-feira

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Carla Micaela Bessa da Costa estava grávida e perdeu a vida na sequência de um atropelamento, em Guimarães. Tinha 31 anos. O funeral realiza-se amanhã, 28 de abril, na freguesia de Ronfe.

O corpo estará hoje em câmara ardente, a partir das 18:00, na Capela Mortuária de Ronfe. 

As cerimónias fúnebres decorrerão amanhã, às 15:00, com a celebração de uma eucaristia na Igreja Paroquial. No final da missa, irá a sepultar no cemitério local.

De acordo com O Minho, Carla Micaela Bessa da Costa morreu atropelada após uma colisão entre dois carros, perto da sua residência.

À família e amigos, a Braga TV endereça as sentidas condolências.

Famalicão: Ymotion quase a dar o pontapé de saída para a 9.ª edição

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© CM Famalicão
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É já no próximo dia 6 de maio que o Ymotion – Festival de Cinema Jovem de Famalicão dá o pontapé de saída para mais um open call. A 9.ª edição do festival será apresentada no Museu Bernardino Machado, pelas 18:15, e marca também o início do período de inscrição de curtas-metragens na competição do festival, que decorre até dia 13 de outubro.

No dia 6 de maio, vai acontecer a inauguração da exposição ‘Cartazes do Cinema Português’, desenvolvida por estudantes de Design da Escola Superior de Media Artes e Design (Instituto Politécnico do Porto), pelas 17:30; seguindo-se a apresentação do júri e linhas gerais da  9.ª edição do festival, pelas 18:15, no mesmo espaço; e, logo depois, às 18h30, haverá um debate em torno da temática ‘O futuro é o presente do cinema’, envolvendo o painel de jurados da competição, sob moderação do comissário do Ymotion, Rui Pedro Tendinha.

O dia termina no Classe Bar com a projeção de curtas-metragens, com curadoria da professora universitária Maria João Cortesão, no jardim do espaço, pelas 22:00, seguido de After Party, com entrada sujeita às condições do espaço.

De 6 a 12 de maio, decorrerá o Ciclo Formativo no Centro de Estudos Camilianos e em escolas famalicenses, com sessões alusivas a temas como: cinema de animação, cinema documental, argumento, acting para cinema e realização cinematográfica, uma dinâmica habitual do festival.

Recorde-se que o Ymotion é um festival organizado pelo Município de Vila Nova de Famalicão desde 2015, que se tem vindo a afirmar no circuito de mostras e festivais de cinema do país, servindo de alavanca para o trabalho de jovens cineastas dos 12 aos 35 anos de idade, e consolidando Famalicão como a ‘Capital do Cinema Jovem de Portugal’.

Na edição de 2022, ‘2020: Odisseia no 3º Esquerdo’ (2021), curta-metragem realizada por Ricardo Leite, foi a grande vencedora do Grande Prémio Joaquim de Almeida. Paralelamente ao concurso de curtas-metragens, desenvolve, ao longo do ano, atividades formativas e educativas, dirigidas, principalmente, a estudantes de multimédia e cinema.

Esposende assinalou 50 anos da morte do escritor Manuel de Boaventura

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© CM Esposende
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O Município de Esposende assinalou, esta quarta-feira, o cinquentenário da morte de Manuel Boaventura, com uma cerimónia evocativa que compreendeu a projeção de um documentário e o lançamento de um livro que reúne textos dispersos e anotações do escritor.

O presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim Pereira, destacou o trabalho que está a ser desenvolvido pelo Município, para conferir “a grandeza que o trabalho literário de Manuel de Boaventura merece”.

“A estratégia de valorização da vida e obra do escritor Manuel de Boaventura, iniciada em 2016, passou pela instituição do Prémio Literário, pela aquisição da sua casa, em Palmeira de Faro que será transformada em Casa Museu e cujo património está a ser inventariado. Além disso, temos reeditado as obras do escritor, para que os mais novos conheçam o seu legado”, destacou Benjamim Pereira.

Em 2017, a Biblioteca Municipal iniciou a reedição da coleção do patrono com «O Solar dos Vermelhos», seguindo-se «Crimes dum Usurário» (2018), «No Presídio, Memórias dum conspirador» (2019), «Contos do Minho» (2020), «Novos Contos do Minho», em junho de 2022 e «Lapinhas do Natal», em dezembro de 2022. Benjamim Pereira anunciou que o lançamento de «Dispersos de Manuel de Boaventura» abre “uma nova série de publicações de textos” do escritor.

Na sessão evocativa do cinquentenário da morte de Manuel Boaventura foi projetado o documentário de memórias, com João Boaventura e Silva, neto do autor e lançado o livro coordenado por Manuel Penteado Neiva. A Biblioteca Municipal tem, ainda, patente uma exposição de recordações sobre Manuel de Boaventura.

Manuel Penteado Neiva lembrou que, ao longo dos anos, já “ocorreram 19 momentos de homenagem a Manuel de Boaventura” e que a reedição das obras do escritor pretende “incentivar uma maior leitura do escritor”. O livro agora lançado reúne textos publicados em onze periódicos da época, mas Manuel Penteado Neiva prevê a edição de outros livros, com base nos mais de 300 artigos, publicados em 42 jornais de todo o país.

Natural de Vila Chã, onde nasceu em 1885, Manuel Joaquim de Boaventura fixou residência, em 1906, na freguesia de Palmeira de Faro, onde escreveu toda a sua obra literária, composta por dezenas de títulos e uma notável colaboração jornalística nas principais revistas e jornais nacionais. A sua paixão pela cultura local, pelos hábitos e costumes do Minho, pelo linguarejar típico, levaram-no a coligir e publicar, entre outras, a extraordinária obra «Vocabulário Minhoto». Nos seus romances e contos, reconhece-se a escrita da terra, os vocábulos lugareiros, as romarias e festas, o mundo maravilhoso de lendas, bruxas, gnomos, lobisomens, fadas e diabos, a narrativa humorística e emotiva dos costumes e paisagens de Entre Douro e Minho, especialmente o seu “terrunho” natal. Manuel de Boaventura faleceu a 25 de abril de 1973, em Esposende.

Avaria grave corta água em cinco freguesias de Braga

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Cinco freguesias no concelho de Braga estão sem abastecimento de água depois de uma avaria que aconteceu na freguesia de Maximinos, informou a AGERE.

De acordo com a empresa municipal, trata-se de uma “avaria grave” que está a afetar as freguesias de Maximinos, Ferreiros, Sequeira, Gondizalves e Aveleda.

“Tudo faremos para que o abastecimento seja restabelecido o mais breve possível”, disse a AGERE.

É urgente uma verdadeira descentralização na Educação

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Bruno Miguel Machado © Iniciativa Liberal
Bruno Miguel Machado © Iniciativa Liberal

Por imposição legal, a descentralização na Educação acabou por ser imposta aos Municípios. Avançou-se sem qualquer hipótese de diálogo, nem debate, não permitindo que as autarquias tenham voto na matéria relativamente aos recursos que passaram a gerir.

O Estado Central entregou a manutenção das escolas aos Municípios, mas o envelope financeiro revelou-se insuficiente. Para além desta manutenção, foram transferidas competências para fazer obras, tratar da limpeza e pagar vencimentos ao pessoal não docente.

Dito isto, os Municípios não têm qualquer palavra a dizer no que respeita a políticas educativas, sendo meros tarefeiros – como muito bem já alguém afirmou. Em suma, foram transferidas um conjunto de tarefas, mas sem o respectivo poder de decisão e sem o envelope financeiro adequado.

Uma verdadeira descentralização tem de ir bem mais longe do que isto. Defendo um sistema educativo descentralizado, no qual a responsabilidade do ensino, desde as escolas primárias ao ensino secundário, seria atribuída aos Municípios. Os jardins de Infância, por sua vez, ficariam a cargo das freguesias. O Ministério da Educação ficaria responsável por emitir as Directrizes Curriculares e por emitir as orientações relacionadas com o processo avaliativo.

A cada Escola seria atribuída autonomia para conformar os planos curriculares de acordo com as Directrizes do Ministério da Educação, e ouvidas as Associações de Pais.

O Município (Escolas) poderia promover modelos de ensino diferentes e diversificados, fundamentalmente no segundo e terceiro ciclos para dar resposta às necessidades de todas as crianças, de todas as origens sociais. Ficaria assim na disponibilidade das equipas educativas poderem assumir um maior protagonismo sobre a pedagogia e conteúdos ensinados, assumindo as respectivas responsabilidades pelas escolhas efectuadas.

A descentralização nesta área vai permitir um maior envolvimento ao nível das relações com o exterior, atentar às necessidades dos alunos e adaptar a formação às características do público-alvo, de acordo com as particularidades locais e culturais.

O recrutamento dos professores seria efectuado a nível municipal, com possibilidade de delegação nas escolas. Não há dúvidas que o capital mais importante de uma escola e de um projecto educativo é o capital humano. Se for coarctada essa possibilidade, a escola ficará muito limitada na sua autonomia.

Estas medidas seriam uma verdadeira revolução no ensino: os estabelecimentos escolares tornar-se-iam locais de acolhimento de alunos, constituindo-se como polos de desenvolvimento social, económico e cultural.

Artigo de opinião de Bruno Miguel Machado, Jurista e Membro da Assembleia Municipal de Braga da Iniciativa Liberal.

Braga Mais recorda Livraria Cruz

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A Associação Braga Mais promove hoje, pelas 18:00, mais uma sessão do ciclo “Memórias de Braga”, que se vai debruçar sobre a Livraria Cruz, histórico estabelecimento bracarense, que existiu entre 1888 e 1996.

Esta sessão evocativa, que se realiza no auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, terá como convidados Luísa Braga da Cruz, familiar do fundador e proprietários, e também do investigador bracarense Rui Ferreira.

A Livraria Cruz foi fundada em 1888 com o nome de Livraria Escolar – Cruz & Companhia pelo professor e pedagogo do ensino suplementar José António da Cruz, nascido a 27 de abril de 1859, na freguesia de Vimieiro, tendo casado a 13 de abril de 1885 com Emília Rosa Braga da Cruz, na Igreja de Maximinos. José António da Cruz constituiu sociedade com o seu amigo João Correia Forte, a 19 de abril de 1888, na Rua Nova de Sousa. Dedicou-se à Livraria e ao comércio de livros destinados ao ensino primário, uma vez que havia “uma grande falta dos mesmos no ensino Primário Geral”. Na época, porém, eram adotadas apenas as Cartilhas do ABC e a do Abade de Salamonde.

Com as suas relações pessoais, consegue entrar em contacto com o meio cultural de Coimbra, de que se destacam os nomes dos professores Francisco José de Sousa Gomes, Gonçalves Guimarães, Souto Rodrigues, Bernardo Aires, Anselmo Ferraz de Guimarães, Eusébio Tamagnini, Diogo Pacheco de Amorim, entre outros.

A Livraria Cruz “orgulhou-se” das sua obras editoriais e de “grande singularidade no nosso país”. Em 1996, a Livraria Cruz acabaria por encerrar, sendo o estabelecimento ocupado pelo grupo Bertrand até encerrar definitivamente em 2004.

Além desta iniciativa, em parceria com a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, decorre, entre 15 de abril e 3 de maio, uma exposição bibliográfica sobre a Livraria Cruz, organizada por Fernando Mendes, dirigente da Braga Mais.

Póvoa de Lanhoso celebrou 25 de Abril com inauguração da Casa do Livro

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© CM Póvoa de Lanhoso
© CM Póvoa de Lanhoso

As cerimónias do 49.º aniversário da Revolução dos Cravos, na Póvoa de Lanhoso, começaram com o Hastear das Bandeiras.

O presidente da Câmara Municipal, Frederico Castro, acompanhado pela vice-presidente, Fátima Moreira, pelos vereadores Paulo Gago e Ricardo Alves e pelo presidente da Assembleia Municipal, António Queirós, assistiram ao momento, protagonizado pelos antigos presidentes da Assembleia Municipal, Fernando Mota, Amândio Basto Oliveira e Amândio de Oliveira, a convite da Câmara Municipal.

Ao som do Hino Nacional e do Hino da Maria da Fonte, tocados pela Banda Musical de Calvos, cumpriu-se a primeira solenidade.

Seguiu-se, no Salão Nobre, a Sessão Evocativa com as intervenções do representante da Comissão Informal dos ex-combatentes da Guerra do Ultramar, António Machado, e dos representantes dos partidos com assento na Assembleia Municipal.

“Temos, felizmente, boas razões para celebrar o fim da censura e da opressão, que foram substituídos pela conquista da liberdade e da democracia, que deu um novo rumo a Portugal. É, por isso, tão importante, hoje como antes, sempre importante reafirmar Abril, defender as conquistas que o 25 de Abril alcançou para um povo perseguido e castigado”, disse Frederico Castro. “Confiamos na construção de um futuro mais justo para todos, pois sabemos, que ainda há muito a fazer. Enfrentamos desafios económicos e sociais e políticos, mas precisamos de garantir que as conquistas da revolução dos cravos sejam preservadas, por isso é fundamental que cada um de nós se comprometa com a construção de uma sociedade mais justa, mais igualitária e mais democrática”, acrescentou o autarca.

O programa das comemorações continuou durante o período da tarde com uma evocação do Dia da Liberdade, junto ao Monumento ao 25 de Abril. O Largo António Lopes, para a inauguração da Casa do Livro, foi o local para onde o executivo municipal se dirigiu em seguida. Consolidando a ideia de que “liberdade e livros têm uma relação indissociável e até mesmo complementar”, o 25 de Abril foi a data escolhida para abertura oficial deste novo espaço cultural para a Póvoa de Lanhoso, um espaço “privilegiado para disseminação de conhecimento, de descoberta, de discussão, enfim, de cultura”.

Humberto Cerqueira, vogal da Comissão Diretiva do NORTE 2020, esteve presente nesta cerimónia e felicitou o executivo pela escolha da data para a inauguração deste equipamento que foi financiado no âmbito do Programa Operacional Regional NORTE 2020. Sublinhou que a Póvoa de Lanhoso “é um município exemplar na execução de fundos comunitários e mostrou disponibilidade para continuar a fazer mais obras e projetos para o nosso concelho”.

O presidente da Câmara Municipal, na sua intervenção, referiu as mais-valias deste equipamento cultural, a sua importância para a comunidade em geral, reforçando o facto de “a Póvoa de Lanhoso passar a dispor de uma biblioteca, que em breve fará parte da rede de bibliotecas públicas, promovendo a literacia e aproximando o livro do leitor”. Reforçou que, sendo este “um momento que está a ser concretizado por este executivo, é um projeto que foi iniciado no mandato anterior pelo anterior executivo.” “Esta é a prova de como podemos projetar a Póvoa de Lanhoso para além dos mandatos e para além dos executivos, a bem dos superiores interesses da Póvoa de Lanhoso”, referiu.

Houve ainda tempo para agradecer às crianças dos Clubinhos e restantes participantes das Oficinas de Teatro que presentearam a assistência com várias performances, bem como ao seu encenador, Bruno Laborinho, pelas “sementes que continua a lançar na Póvoa de Lanhoso, que é uma terra multicultural e que tem no teatro uma dessas marcas”.

A programação dos festejos do 25 de Abril terminou com o momento cultural “Trovas e Cantigas muito belas”, apresentado pelo grupo “Cantar Abril”, no coreto do Jardim António Lopes, que deixou a mensagem “defender os valores de Abril é defender o direito à felicidade”.