Os D.A.M.A. vão animar a segunda noite da Festa das Cruzes em Barcelos. O concerto está agendado para esta sexta-feira, 1 de maio, às 22:00, no palco Cruzes, na frente ribeirinha.
No final do espetáculo musical, será lançada uma sessão de fogo de artifício – Fogo de Santiago – na Ponte Medieval.
A festa prossegue no Jardim das Barrocas com o arraial noturno “Bamos às Cruzes”.
A Orquestra Filarmónica de Braga, no âmbito do projeto “Clássicos ao Domingo”, vai dar um concerto no dia 10 de abril, às 12:00, no Salão Medieval da Reitoria da UMinho. Será o terceiro concerto de abertura da temporada 2026 da iniciativa.
Será convidada Teresa Macedo Ferreira, em viola d’arco, vencedora do prémio jovens músicos. Vai ser interpretado o concerto de Alessandro Rolla para viola e orquestra em mib, também com obras de M. Karlowicz.
A Braga TV, em parceria com aWhite Sounds, tem 12 bilhetes individuais de oferta para a peça “Amigos com Benefícios”, que irá decorrer no sábado, 2 de maio, às 21:30, no Forum Braga.
Ricardo Horta vai falhar o jogo do SC Braga frente ao Estoril, no domingo, e o da segunda mão da Liga Europa diante do SC Freiburg. Também Víctor Gómez está em dúvida para ambos os jogos.
O capitão dos Gverreiros do Minho contraiu uma lesão muscular na coxa direita, enquanto o defesa espanhol foi reavaliado após ter sofrido um traumatismo na mão esquerda no jogo contra os alemães.
Ricardo Horta e Víctor Gómez juntam-se à lista de lesionados que contava já com Niakaté, Arrey-Mbi, Adrian Barisic, Grillitsch, Diego Rodriges e Gabri Martínez.
António José Seguro, presidente da República, vai visitar Itália entre quarta e quinta-feira, para intervir nas celebrações do 50.º aniversário do Instituto Universitário Europeu, em Florença, e encontrar-se com o seu homólogo italiano, Sergio Mattarella, em Roma.
Será a segunda deslocação de António José Seguro ao estrangeiro enquanto chefe de Estado.
Um abaixo-assinado com 2040 assinaturas está a exigir a requalificação da Central de Camionagem de Vila Verde.
As assinaturas foram entregues ao Executivo na Assembleia Municipal por uma delegação em representação de um coletivo de trabalhadores, motoristas, utentes e lojistas da Central de Camionagem.
“As instalações da Central de Camionagem de Vila Verde encontram-se há vários anos num estado evidente de degradação e abandono, resultante de anos de falta de manutenção e investimento, situação que se agravou com o incêndio ocorrido em março de 2025. Atualmente, esta infraestrutura não oferece condições mínimas de segurança, conforto e dignidade para utentes, trabalhadores e comerciantes, representando um risco real para todos os que a utilizam diariamente. Quase um ano após o incêndio, continua a não existir qualquer informação pública sobre um plano concreto da Câmara Municipal para a recuperação integral da Central de Camionagem. Esta ausência de resposta é inaceitável, sobretudo tratando-se de um equipamento essencial, utilizado diariamente por centenas de pessoas e fundamental para garantir o direito à mobilidade no concelho”, refere a delegação.
Perante este cenário, os cidadãos do abaixo-assinado exigem “a intervenção urgente por parte da Câmara Municipal de Vila Verde, com a apresentação e execução de um plano claro e transparente para a requalificação total da Central de Camionagem, garantindo condições de segurança, acessibilidade e dignidade para todos; uma solução provisória para utentes e trabalhadores da Central para que se garantam imediatamente as condições de segurança necessárias; e abertura da Central de Camionagem aos sábados, domingos e feriados, possibilitando assim os motoristas e passageiros de aceder às casas de banho”.
António José Seguro nomeou Cláudia Ribeiro para o cargo de chefe da Casa Civil da Presidência da República, que vinha exercendo interinamente, em simultâneo com o cargo de secretária do Conselho de Estado. É a primeira mulher a exercer a função.
O presidente da República nomeou ainda Cristina Correia para secretária do Conselho de Estado.
“Estas nomeações consolidam a constituição da Casa Civil e concluem uma fase de transição conduzida com serenidade e eficácia, assegurando a continuidade e a boa gestão dos dossiers em curso”, refere António José Seguro, referindo registar “com particular satisfação que, pela primeira vez na história da Presidência da República, uma mulher lidera a Casa Civil — um passo que reflete o compromisso com uma representação mais equilibrada nas mais altas responsabilidades públicas”.
No âmbito do Dia do Trabalhador, que se assinala esta sexta-feira, 1 de maio, a Ordem dos Psicólogos Portugueses alertou para a importância do reconhecimento e da prevenção do burnout, um fenómeno ocupacional com impacto significativo na saúde psicológica, no bem-estar e no desempenho profissional.
“O burnout ou síndrome de esgotamento profissional é um tipo específico de stresse ocupacional, ou seja, de stresse provocado pelo trabalho. Caracteriza-se, sobretudo, pela exaustão emocional e pela diminuição do envolvimento pessoal no trabalho. Uma situação de burnout não acontece de um dia para o outro. Decorre de um processo de desenvolvimento de sintomas, aos quais os trabalhadores devem estar atentos”, refere a Ordem.
Pode sentir “exaustão emocional, esvaziamento emocional, desgaste da nossa empatia e diminuição da compaixão pelo outro; menor realização profissional, avaliamo-nos de forma mais negativa, tal como avaliamos como mais negativa a nossa situação no trabalho e a forma como o estamos a realizar; menor motivação, diminuição do propósito e envolvimento ou dedicação ao nosso trabalho; sintomas físicos, como maior fadiga, dores musculares e/ou enxaquecas, alterações ao sono ou nos níveis de tensão arterial, entre outros; menor bem-estar e satisfação com a vida em geral; e deterioração das relações sociais e familiares”.
A Ordem dos Psicólogos Portugueses recorda que o burnout “é um dos riscos psicossociais que mais afeta as organizações, atingindo mais de 40 milhões de Trabalhadores em toda a União Europeia. As situações de stresse ou burnout são responsáveis por 50% a 60% do absentismo laboral nas empresas europeias”.
Entre os fatores que contribuem para o desenvolvimento de situações de burnout estão “a carga de trabalho superior à capacidade do profissional, a falta de autonomia e controlo sobre as tarefas e a organização do trabalho, o baixo propósito ou significado das tarefas realizadas, a realização de tarefas perigosas ou de grande exigência emocional, horários de trabalho contínuos e excessivos ou por turnos, poucas ou nenhumas pausas para descanso, conflitos e má relação entre colegas e superiores hierárquicos, dificuldades de equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e a incapacidade de resolução de problemas pessoais que impactam no trabalho”.
“A identificação precoce dos sinais de burnout é fundamental para a implementação de estratégias de intervenção eficazes, tanto ao nível individual como organizacional. A promoção de condições de trabalho saudáveis e da autonomia, liderança eficazes, a gestão adequada da carga laboral e o incentivo ao equilíbrio entre vida profissional e pessoal são determinantes na sua prevenção”, reforçou, defendendo “a necessidade de integrar a saúde psicológica como uma prioridade nas políticas laborais, promovendo ambientes de trabalho sustentáveis e o bem-estar dos trabalhadores”.
O 1 de Maio é tradicionalmente celebrado como o Dia do Trabalhador, uma data associada às conquistas históricas dos movimentos laborais, à redução das jornadas de trabalho e à melhoria das condições de vida dos trabalhadores. É um dia que simboliza luta, mas também transformação social. No entanto, esta data convida-nos a ir além da narrativa clássica de conflito entre capital e trabalho, e a refletir sobre um princípio essencial, a liberdade, como impulsionador da dignidade no trabalho.
Na minha perspetiva, o trabalho não é apenas um espaço de reivindicação coletiva, mas sobretudo uma expressão de escolhas individuais. Cada pessoa deve ter o direito de escolher a sua profissão, negociar as suas condições e procurar, dentro das suas capacidades, o melhor caminho para o seu desenvolvimento pessoal e económico. Esta visão coloca o indivíduo no centro, não como peça de uma sociedade, mas como dono da sua própria vida.
Nesse sentido, um ponto frequentemente esquecido no debate sobre o trabalho é o papel dos pequenos e médios empreendedores, que são, eles próprios, trabalhadores. Longe da imagem simplista do “dono de empresa” afastado da realidade laboral, muitos pequenos empresários são os primeiros a chegar e os últimos a sair, acumulando funções, assumindo riscos pessoais e trabalhando longas horas para manter o seu negócio vivo. São comerciantes de bairro, donos de cafés, oficinas e pequenas empresas familiares, que não apenas criam emprego, mas também garantem o seu próprio sustento. Muitas vezes, enfrentam uma pressão constante de encargos fiscais, burocracia e incerteza económica, dependendo diretamente do seu esforço e mérito diário para sobreviver. Reconhecer o seu papel é fundamental, pois representam a duas faces da mesma moeda, o trabalhador, e o risco e criação de valor.
Um dos pilares fundamentais do liberalismo é a defesa do mercado livre, e contrariando à ideia de que o mercado é um espaço de exploração, a teoria liberal argumenta que é precisamente através da liberdade económica que se criam mais oportunidades de emprego, inovação e crescimento. Quando indivíduos e empresas podem atuar com liberdade, surgem novas ideias, novos negócios e, consequentemente, mais postos de trabalho. O progresso económico não é determinado numa secretaria, mas construído pelas pessoas e para isso o Estado deve criar condições estáveis e previsíveis, independentemente de quem está no poder.
Outro conceito essencial é o da responsabilidade individual. A liberdade só é plena quando acompanhada de responsabilidade. Isto significa que cada indivíduo deve ter a possibilidade de tomar decisões sobre o seu percurso profissional, mas também assumir as consequências dessas escolhas. Ao mesmo tempo, esta visão não ignora desigualdades sociais, mas propõe que a resposta não seja a dependência permanente do Estado, e sim a criação de oportunidades através da educação e da formação.
No entanto, nada disto defende a não existência de direitos laborais. Pelo contrário. Reconheço a importância de regras claras, da estabilidade contratual e proteção contra abusos. A diferença fundamental está na forma como esses direitos são garantidos. Não através de uma intervenção excessiva que possa sufocar, mas nomeadamente através de justiça independente e rápida. O Estado deve ser o árbitro do jogo, e não o dono dos clubes.
Sociedades mais dinâmicas são aquelas onde as pessoas podem ascender com base no mérito e no esforço. O progresso não deve ser limitado por barreiras artificiais ou por uma carga fiscal excessiva que desincentive a iniciativa e a vontade de querer mais, como muitos trabalhadores que recorrem a atividades adicionais em part-time para complementar o seu rendimento bem sabem. Pelo contrário: deve ser promovido através de incentivos que estimulem a ambição de querer mais e melhor. Nesse contexto, a educação desempenha um papel central, uma vez que é através dela que os indivíduos adquirem as ferramentas necessárias para competir num mercado de oportunidades.
Assim, celebrar o 1 de maio significa valorizar as conquistas históricas dos trabalhadores, mas também reconhecer que a dignidade no trabalho depende igualmente da liberdade económica, da autonomia individual e da capacidade de cada um de se reinventar e criar valor.
No fundo, o 1 de maio deve ser mais do que uma celebração histórica. Deve ser um momento de reflexão sobre como continuar a melhorar a vida dos trabalhadores no presente e no futuro.