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Maior festival de ciência está de regresso aos bares de Braga

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© Galeria 101
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O maior festival internacional de comunicação de ciência está de volta a Braga e promete, mais uma vez, transformar conversas de bar em momentos de descobertas científicas.

Este ano, o festival Pint of Science marca presença nos dias 18, 19 e 20 de maio, levando investigadores a espaços informais da cidade de Braga como o Estúdio 22, a Galeria 101 e a Letraria, onde irão partilhar conhecimento com o público de forma acessível e descontraída. A ideia é simples e convidativa: juntar um bar, dois cientistas e muitas perguntas.

Em locais de convívio, como cafés e bares, o festival aproxima a ciência de todos, desmistificando conceitos e mostrando o lado humano de quem investiga. Ao longo de três noites, será possível conhecer histórias, curiosidades e desafios do trabalho científico, diretamente pela voz de quem o faz.

Na sua 9ª edição em Portugal, o Pint of Science chega a Braga, integrando uma programação nacional que abrange 12 localidades: Almada, Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Faro, Funchal, Guarda, Lisboa, Oeiras e Porto.

O programa completo será anunciado em breve no website oficial (www.pintofscience.pt) e nas redes sociais da Pint of Science Portugal. Ainda assim, há uma certeza: todas as áreas do conhecimento terão lugar à mesa. Da astronomia às neurociências, da robótica à oceanografia, sem esquecer a história ou a política, a diversidade científica será o ponto forte do evento. Tal como nas edições anteriores, o festival organiza-se em várias sessões distribuídas por diferentes espaços da cidade.

Cada sessão inclui duas conversas conduzidas por investigadores, começando por uma breve introdução à área científica de cerca de 15 minutos, seguida de uma discussão aberta com o público. Criado em 2012, no Reino Unido, o festival Pint of Science rapidamente se tornou um fenómeno global. Em Portugal, o festival acontece há quase uma década, graças à iniciativa de Daniela Domingues e ao trabalho de uma dedicada equipa de voluntários que, ano após ano, tornam possível esta celebração da ciência. Em maio, o Pint of Science volta a unir cidades de vários pontos do mundo numa mesma missão: levar a ciência para fora dos laboratórios e aproximá-la das pessoas.

Para mais informações sobre o festival que transforma bares em palcos de ciência, visite www.pintofscience.pt e acompanhe todas as novidades.

Guimarães avança com reabilitação de infraestruturas hidráulicas e requalificação viária em Aldão 

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© CM Guimarães
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Arrancou esta quinta-feira a empreitada de reperfilamento e reabilitação das infraestruturas hidráulicas da Rua Alfredo Pimenta, na freguesia de Aldão, em Guimarães, com a instalação do estaleiro e início dos trabalhos preparatórios.

No âmbito da intervenção, a partir de 13 de abril, será implementada a interrupção de trânsito na Rua Fonte da Fontela (1.ª fase), em Aldão,  estando definidos desvios alternativos pela Rua de São Mamede e pela Rua Nova da Igreja, de acordo com o Edital emitido pela Divisão de Mobilidade. 

A obra tem como objetivo a correção de problemas estruturais nos coletores de águas pluviais e residuais, bem como nas infraestruturas de abastecimento de água, abrangendo a Rua Dr. Alfredo Pimenta, parte da Rua de S. Mamede e da Rua Fonte da Fontela, em Aldão, e parte da Rua Alberto Fernandes, em Mesão Frio. 

A intervenção inclui ainda a criação de um percurso pedonal contínuo, com construção e requalificação de passeios, introdução de arborização e pavimentação em betuminoso ao longo de toda a via, bem como a execução de baias de estacionamento. 

A empreitada resulta da colaboração entre o Município de Guimarães e a VIMÁGUA – Empresa de Água e Saneamento de Guimarães e Vizela, tendo sido adjudicada à empresa M. Couto Alves, S.A., com um prazo de execução de 365 dias. 

O investimento global é de 2.275.000,05 euros, acrescido de IVA, sendo 1.898.673,63 euros da responsabilidade do Município de Guimarães e 376.326,42 euros assegurados pela VIMÁGUA. 

Os melhores perfumes masculinos de 2026: as fragrâncias que vão marcar tendência

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O mercado de perfumes masculinos em 2026 atingiu um valor de 88 mil milhões de dólares, impulsionado pela procura por fragrâncias mais duradouras e com odor estável. A tendência atual centra-se em composições que utilizam moléculas minerais e madeiras extraídas a frio, empregadas para melhorar a duração e a estabilidade da fragrância. Estes elementos são desenvolvidos tendo em conta o calor corporal e a persistência dos óleos essenciais.

Classificação das fragrâncias por uso e estilo

Os dados de vendas mostram que 64% dos homens optam atualmente por concentrações Eau de Parfum para manter uma projeção constante. A escolha depende da intensidade inicial do perfume e da sua permanência na pele.

A duração varia consoante a concentração, com um Eau de Toilette percetível durante cerca de 3 a 5 horas e um Eau de Parfum que pode ultrapassar as 8 horas na pele.

Para uso diário, utilizam-se compostos aromáticos à base de zimbro, sálvia e cedro. Nestes contextos, a difusão deve manter-se controlada para evitar que o aroma se torne invasivo em espaços partilhados. São fragrâncias secas, com perfil limpo e constante, adequadas para ambientes fechados como o escritório, com perceção nítida e discreta ao longo do dia.

Para a noite e ocasiões formais, a preferência recai sobre essências densas como couro, tabaco claro e resinas fumadas. Estes componentes são mais persistentes e permitem que o perfume dure durante toda a noite. Temperaturas mais baixas e ambientes abertos reduzem a perceção do aroma, o que justifica a escolha de fragrâncias mais intensas.

Para atividades desportivas e clima quente, predominam as notas salinas e minerais. Ingredientes como gengibre e pimenta preta proporcionam uma sensação imediata de frescura, contrariando a evaporação natural causada pela transpiração. O calor acelera a evaporação das componentes mais leves, tornando necessárias fórmulas mais frescas e leves.

O impacto do pH da pele na escolha

A química da pele influencia a forma como o perfume é percecionado. O pH cutâneo pode alterar o odor que se desenvolve após a aplicação. Um vetiver pode resultar mais amargo ou mais neutro dependendo da acidez da pele.

Os perfumes modernos utilizam fixadores para manter o aroma mais estável ao longo do tempo, procurando aproximá-lo do cheiro inicial.

A pele mais seca tende a reter menos o perfume, enquanto uma pele mais hidratada prolonga a sua duração. Para compreender melhor estas diferenças, é útil consultar as fichas técnicas dos novos perfumes masculinos, onde são apresentadas as pirâmides olfativas completas.

Origens técnicas e métodos de aplicação

O termo perfume deriva do latim per fumum, prática que consistia em queimar madeiras e resinas para libertar aromas. Em 2026, esta técnica reaparece no uso de extratos de madeiras queimadas que estruturam as tendências olfativas mais masculinas. Para um melhor desempenho, a aplicação deve ser feita em zonas onde a pele é mais quente, como o pescoço, onde a temperatura favorece a difusão do perfume.

Vaporizar o perfume na roupa pode aumentar a duração, mas pode alterar ligeiramente o odor em comparação com a pele.

Onde comparar e comprar perfumes online

Identificar a própria assinatura olfativa exige comparar diferentes famílias (cítricas, amadeiradas, orientais). Consultar uma perfumeria online permite aceder a fichas detalhadas onde os perfumes são descritos em função da duração, intensidade e estrutura das notas. Este tipo de comparação ajuda a compreender as diferenças entre fragrâncias e a escolher com maior precisão a mais adequada ao pH da pele e às condições reais de utilização.

Comparar várias fragrâncias antes da compra reduz o risco de escolher um perfume pouco adequado ao uso diário.

Investigador da UMinho descobre que eletricidade move-se de forma mais previsível do que se pensava

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© UMinho
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Um investigador da Escola de Ciências da Universidade do Minho (UMinho) descobriu que a eletricidade se move em certos materiais quânticos de forma mais regular do que indicavam estudos anteriores. A investigação, publicada na revista “Reports on Progress in Physics”, pode ter impacto em tecnologias de ponta.

“Imagine uma multidão a sair de um estádio. Em vez de se dispersarem de forma caótica, as pessoas avançam devagar, seguindo regras implícitas”. José Manuel Carmelo, professor catedrático aposentado da ECUM e investigador do Centro de Física das Universidades do Minho e do Porto (CF-UM-UP), explica que é assim que a eletricidade se comporta nestes materiais. “Estamos a estudar o transporte de carga a temperaturas finitas no chamado modelo de Hubbard em uma dimensão, que descreve certos materiais formados por cadeias moleculares pouco acopladas e sistemas de átomos superfrios que se produzem artificialmente”, disse.

Estudos anteriores sugeriam que a eletricidade poderia espalhar-se quase instantaneamente, num fenómeno chamado de superdifusão. José Manuel Carmelo esclarece: “A constante de difusão caracteriza o transporte de carga. Se for infinita, diz-se que o transporte é superdifusivo. Até aqui considerava-se que essa constante de difusão de carga era infinita, mas eu mostro que é finita”.

O erro das interpretações anteriores estava numa propriedade do sistema que não tinha sido considerada, ou seja, uma simetria que impede o movimento extremamente rápido da eletricidade. “Não tomaram em consideração uma simetria translacional U(1) do modelo associada à abertura de um hiato de energia que não permite transporte superdifusivo”, sublinha o investigador, que também tem publicado estudos recentes nesta área com Pedro Sacramento, do Instituto Superior Técnico.

Na prática, isso significa que a eletricidade se move de forma mais previsível e controlada do que se pensava. O trabalho é teórico, mas dá novas informações sobre como a eletricidade ou átomos ultrafrios (com temperaturas perto do zero absoluto) se comportam em sistemas experimentais.

A descoberta ajuda a compreender melhor o comportamento da eletricidade a nível microscópico, o que é essencial para desenvolver o que é essencial para desenvolver diversas tecnologias. Além disso, clarifica debates internacionais sobre quando os sistemas quânticos seguem regras previsíveis ou se comportam de forma inesperada.

Literatura invade centro de Famalicão

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© CM Famalicão
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Os mercados urbanos “Vai à Vila”, promovidos pela Câmara Municipal de Famalicão, estão de regresso ao centro da cidade famalicense. Neste mês de abril, o grande destaque vai para o Mercado do Livro, que entre os dias 23 e 26 de abril converterá a Praça D. Maria II numa livraria ao ar livre, com a participação de editoras e livrarias locais.

A programação arranca quinta-feira, dia 23 de abril, com o lançamento da obra “Governar é Comunicar”, de Custódio Oliveira, às 18:00. Na sexta-feira, dia 24, o destaque vai para o concerto poético “Fragmentos”, às 21:30, seguido no sábado pela conversa “Vozes da literatura local”, que reúne os autores famalicenses Ana Marques, Maria João Mesquita e Miguel Coelho. O último dia do evento, domingo, reserva uma sessão com o autor João Miguel Tavares, orientada por Jorge Reis-Sá, às 16:00. O mercado funcionará das 10:00 às 19h00 na quinta-feira e no domingo, prolongando-se até às 22:00 na sexta-feira e no sábado.

Antes da vertente literária, a Praça D. Maria II recebe o Mercado Essência já neste fim-de-semana, nos dias 11 e 12 de abril. Este certame é dedicado ao bem-estar e ao esoterismo, oferecendo desde cristais e incensos a consultas de reiki, tarot e astrologia. No sábado, o mercado abre das 10:00 às 21:00, sendo que no domingo o horário estende-se até às 18:00, com a tarde animada pelo concerto do músico famalicense Miguel Riva, uma proposta do projeto cultural “The Village”.

Semana Santa mobilizou milhares de pessoas em Esposende

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© CM Esposende
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O Município de Esposende registou uma expressiva adesão da população às celebrações da Semana Santa, que decorreram entre 21 de março e 6 de abril, confirmando este período como um dos momentos mais marcantes do calendário religioso e cultural do concelho. As solenidades encerram, no próximo domingo, com as comemorações dos 100 anos do Senhor aos Enfermos, na freguesia de Belinho.

Com um programa diversificado, que integrou cerimónias litúrgicas e iniciativas culturais, as celebrações envolveram milhares de participantes e visitantes, reforçando a forte tradição religiosa e o sentimento de comunidade que caracterizam esta época em Esposende. A organização, assegurada pela Confraria do Santíssimo Sacramento, pela Santa Casa da Misericórdia de Esposende, pelo Município e pela Associação Comercial e Industrial do Concelho de Esposende, voltou a garantir uma programação estruturada e amplamente participada.

Os momentos centrais da componente religiosa contaram com elevada afluência de fiéis, destacando-se a Via Sacra Arciprestal, a Procissão da Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém, a Procissão de Velas, bem como as celebrações do Tríduo Pascal, que incluíram a Missa da Instituição da Eucaristia, a Procissão do Encontro, a solene Procissão do Enterro do Senhor e a Vigília Pascal. O tradicional Tapete de Flores, na Igreja da Misericórdia, voltou a constituir um dos pontos altos, atraindo numerosos visitantes.

O Domingo de Páscoa foi igualmente marcado por uma forte participação, com a celebração da Missa Pascal e a receção do Compasso nos Paços do Concelho. Todos os atos litúrgicos foram solenizados pelo Coro de Câmara da Igreja Matriz, contribuindo para a elevação espiritual das celebrações.

“O balanço global é claramente positivo, evidenciando a forte mobilização da população e a capacidade de Esposende afirmar a Semana Santa como um evento de referência, onde a fé, a tradição e a cultura se conjugam de forma harmoniosa, projetando o concelho como destino de excelência nesta época do ano”, refere a Câmara Municipal.

A Procissão do Senhor aos Enfermos é uma tradição pascal secular que se realiza em Belinho e que ocorre no domingo seguinte à Páscoa (Domingo de Pascoela). Consiste em levar a Eucaristia aos doentes que não podem ir à igreja, percorrendo ruas cobertas por tapetes floridos e artísticos feitos pela população.

Mercado BRANC’ARTE regressa a Braga no fim de semana

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© Papaya
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O Largo da Senhora-a-Branca, em Braga, volta a receber o Mercado BRANC’ARTE no próximo fim de semana, 11 e 12 de abril.

Organizado pela Associação Branc’Arte, nesta feira os visitantes podem encontrar artesanato, usados, velharias, colecionadores, antiguidades e gastronomia tradicional. A organização informa que “graças a um patrocínio especial, a Associação BRANC’ARTE decidiu reduzir o valor para só 6 euros por lugar, tornando o mercado ainda mais acessível a todos os expositores”.

A comunidade está convidada a fazer uma visita a esta feira, que decorre das 10:00 às 20:00.

“Entre as grandes novidades desta edição está o BINGO BRANC’ARTE, um momento de diversão garantida onde sai sempre prémio. E porque a cultura popular também faz parte da festa, as concertinas vão marcar presença — e prometem surpresas ao longo do fim de semana, trazendo música, alegria e aquele espírito minhoto que transforma o mercado num verdadeiro encontro comunitário”, disse a organização. 

UMinho entrega Prémio Victor de Sá de História Contemporânea a investigadores

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© UMinho
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O Conselho Cultural da Universidade do Minho (UMinho) atribui esta sexta-feira, dia 10 de abril, o Prémio Victor de Sá de História Contemporânea 2025 ao investigador André Costa Pina, sendo a menção honrosa para André Fernandes. A sessão pública de entrega deste galardão – o mais prestigiado para jovens investigadores da área em Portugal – realiza-se pelas 14:30, no salão nobre da Reitoria, no Largo do Paço, em Braga.

A cerimónia vai ser presidida pelo reitor da UMinho, Pedro Arezes, contando com intervenções da presidente do Conselho Cultural, Manuela Ivone Cunha, da presidente do júri do prémio, Alexandra Esteves, e dos investigadores laureados, que apresentarão as obras. De seguida, vai decorrer a cerimónia de investidura dos novos membros do Conselho Cultural da UMinho, o órgão de consulta sobre as políticas culturais da academia.

Esta 34.ª edição do Prémio Victor de Sá de História Contemporânea voltou a ser muito participada, na maioria com teses doutorais, o que revela o prestígio da iniciativa e a vitalidade da historiografia portuguesa contemporânea.

André Costa Pina foi distinguido, com o prémio cujo valor pecuniário é de 3500 euros, pela obra “Os primeiros comunistas portugueses: A estruturação do Partido Comunista Português (1921-1943)”, defendida no doutoramento em Sociologia pela Universidade do Porto (UP). O trabalho incide desde a receção da Revolução Russa até ao III Congresso do PCP (1943), recorrendo a um estudo coletivo das biografias de 1671 militantes no país para mostrar que aquele espaço foi marcado por ambivalências, conflitos e múltiplas interpretações do comunismo. O autor é investigador colaborador do Instituto de Sociologia da UP e cruza sociologia, história e ciência política, sendo especializado em prosopografia.

Já André Ribeiro Fernandes foi laureado com uma menção honrosa  pela dissertação “O Sindicalismo Anticolonial em Angola, o Império Português e a Questão da Representação Internacional (1960-1973)”, realizada no âmbito do mestrado em História da UMinho. A pesquisa mostrou que sindicatos angolanos como UNTA e LGTA rejeitaram o colonialismo e buscaram reconhecimento internacional, enquanto promoviam a autodeterminação na organização laboral, numa fase de repressão, rivalidades nacionalistas e reformas no império português tardio. O autor é de Braga, licenciado em Relações Internacionais pela UMinho e bolseiro FCT do doutoramento em História Contemporânea pela Universidade de Coimbra.

Este Prémio foi instituído há 34 anos, com base numa doação à UMinho pelo professor e historiador Victor de Sá (1921-2004), sendo uma iniciativa reconhecida como de manifesto interesse cultural pela Secretaria de Estado da Cultura e apoiada também por mecenas públicos e privados. Em edições anteriores foram laureados vários investigadores que se tornaram uma referência, como Fernanda Rollo, José Neves, Miguel Cardina e Cláudia Ninhos.

CP sai do perímetro do Estado e passa a ter gestão mais autonomia

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© CP
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A CP – Comboios de Portugal deixou de integrar o perímetro orçamental do Estado, passando a ser classificada como entidade de mercado para efeitos estatísticos.

“A decisão resulta da aplicação das regras europeias do sistema de contas nacionais, definidas pelo Eurostat, segundo as quais uma entidade é considerada mercantil quando cobre a maioria dos seus custos através de receitas próprias. Com esta reclassificação, as contas da CP deixam de ser consolidadas no Setor das Administrações Públicas, e deixa de contar diretamente para o défice público”, refere a CP.

O novo enquadramento jurídico institucional permite “reduzir a aplicação de regras orçamentais mais estritas, reforçando a sua autonomia financeira e de gestão”. Representa “uma adaptação do modelo organizacional da CP a uma lógica mais próxima da gestão empresarial, conferindo maior autonomia e agilidade na tomada de decisões”.

“Em 2027, a CP passa a dispor de melhores condições para planear e executar investimentos estratégicos, designadamente na renovação e modernização da frota, no reforço da fiabilidade do serviço e na melhoria da qualidade da oferta aos clientes, num contexto de reforço da sua capacidade de resposta às exigências do sistema ferroviário e às necessidades dos passageiros. A saída do perímetro do Estado traduz-se, assim, num reforço da responsabilidade da gestão da CP e num sinal de confiança na maturidade e na capacidade da empresa para operar num modelo mais moderno, eficiente e alinhado com a evolução do setor ferroviário, incluindo em contexto europeu”, explica.

Apesar da mudança, a CP mantém-se no Setor Empresarial do Estado, continuando sujeita a obrigações e mecanismos de transparência, supervisão e controlo aplicáveis ao setor. “Corresponde a uma evolução do enquadramento institucional da empresa, sem colocar em causa a sua natureza de operador público ferroviário nem o compromisso do Estado com a mobilidade dos cidadãos e a coesão territorial. Esta evolução, que só foi possível graças ao trabalho desenvolvido nos últimos anos, não afeta a prestação do serviço público ferroviário, que se mantém plenamente assegurada, continuando as obrigações de serviço público a ser definidas, reguladas e garantidas pelo Estado através do Contrato de Serviço Público, bem como dos mecanismos de supervisão e regulação aplicáveis ao Setor Empresarial do Estado”, acrescenta.

Com a liberalização do setor ferroviário, a CP afirma que terá “melhores condições para trabalhar em mercados concorrenciais, nomeadamente no serviço de alta velocidade”. “Ao mesmo tempo, a CP mantém-se uma empresa pública ao serviço do país, com a missão de garantir um serviço ferroviário de qualidade, fiável e sustentável, agora com maior autonomia para cumprir esse desígnio. A missão da CP permanece inalterada, alterando‑se apenas o modelo de enquadramento jurídico institucional que nos permite ter maior autonomia, num quadro que procura conciliar eficiência, sustentabilidade e interesse público, representando simultaneamente maior responsabilidade para continuarmos a garantir, com rigor e compromisso, a sustentabilidade futura da CP”, finalizou.

Buzinão em Guimarães contra a guerra e aumento do custo de vida

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© PCP
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Depois de ter realizado ação similar em Braga, decorreu esta manhã o Buzinão convocado pelo PCP em Guimarães, na Alameda Dr. Alfredo Pimenta.

Segundo o partido, “a ampla adesão dos automobilistas manifestou a vontade popular de uma política contra a guerra, o aumento do custo de vida e o Pacote Laboral”.

“Não é aceitável que os barris de petróleo adquiridos há mais de três meses sejam vendidos nos postos de abastecimento ao preço a que são anunciados para amanhã. Assim se explica a manutenção dos lucros das grandes empresas, nomeadamente petrolíferas, num período em que encher o depósito custa hoje mais 20 euros por abastecimento, em contraponto com a subida de 20% dos lucros da Galp. Não é aceitável que a mesma botija de gás, da mesma marca e mesma empresa, custe em Portugal quase o dobro do preço que Espanha. Para a maioria, aumenta o custo de vida. Os grandes grupos económicos alcançam lucros históricos. Os salários e pensões esticam cada vez mais para chegar ao fim do mês. É perante este país que PSD, CDS, Chega e Iniciativa Liberal se submetem ainda mais aos EUA e Israel e arrastam Portugal para a guerra”, refere o PCP.

Para o partido, “a guerra serve de pretexto e a política de direita agrava o aumento brutal do custo de vida. O PCP reforça a necessidade urgente de regular e fixar preços, nomeadamente  o controlo dos preços dos bens alimentares, dos combustíveis, a fixação do preço do gás de botija em 20 euros e regulação das comissões bancárias”.

“A fatura da guerra recai sempre sobre os trabalhadores, e a política de direita feita pelo governo PSD/CDS agrava as dificuldades reais da maioria. O PCP exige uma política que opte por defender o poder de compra da grande maioria do povo. O Pacote Laboral é outra das expressões da política em curso. Governo e patrões querem baixar ainda mais os salários, retirar direitos e aumentar mais os lucros. É inaceitável”, finalizou.