Está aberto o concurso para reconstruir a Fortaleza de Valença. Com um preço base de 1 milhão e 600 mil euros, esta obra terá um prazo de execução de 270 dias.
Com esta empreitada, a Câmara Municipal de Valença pretende recuperar o pano de muralha que colapsou com as fortes chuvas de 1 de janeiro do corrente ano.
Para o presidente da Câmara, José Manuel Carpinteira, “após longos meses de trabalho, é possível lançarmos, finalmente, esta obra a concurso. Esperamos, depois, começar os trabalhos com a maior brevidade possível de forma a termos de volta o nosso ex-libris com todo o seu esplendor”.
Ao longo dos últimos meses, as equipas técnicas especializadas estudaram, avaliaram e projetaram a melhor solução para recuperar a muralha e “permitir que o processo avance”.
Esta obra tem a aprovação da DRCN- Direção Regional da Cultura do Norte e mereceu parecer favorável da DGPC- Direção Geral do Património Cultural.
A Fortaleza de Valença é monumento nacional desde 14 de março de 1928 e integra a Lista Indicativa de Portugal a Património Mundial da UNESCO, com a candidatura das “Fortalezas Abaluartadas da Raia”.
A GNR constituiu arguidos, esta quarta-feira, dois homens, de 33 e 50 anos, por contrafação, no concelho de Fafe.
No âmbito da operação “TradeMark 2023”, que visa o combate à contrafação, ao uso ilegal de marca e à venda de artigos contrafeitos, os militares da GNR fiscalizaram a feira semanal de Fafe, onde detetaram artigos contrafeitos de diversas marcas em várias bancadas..
No seguimento da ação, a GNR apreendeu 227 artigos contrafeitos, avaliados em 5.550 euros, nomeadamente 121 sweats, 55 casacos e 21 pares de calças.
Os suspeitos foram constituídos arguidos e os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Fafe.
A ação contou com o reforço do Destacamento de Intervenção (DI) de Braga.
Comemora-se no próximo dia 20 de outubro o Dia Nacional da Luta Contra a Dor, efeméride criada pela Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) em 1999 que, atualmente, se celebra na 3ª sexta-feira do mês de outubro, enquadrando-a com a Semana Europeia de Luta Contra a Dor.
São objetivos desta data sensibilizar profissionais de saúde e população em geral para a importância do controlo da dor. Em 2003, coincidindo com a comemoração do 5º Dia Nacional de Luta Contra a Dor, a DGS (Direção Geral de Saúde) publicou uma circular normativa em que instituiu “a Dor como o 5º sinal vital”, reforçando a necessidade de sensibilizar os profissionais de saúde para a urgência do seu controlo.
A existência desta efeméride nas palavras da APED “vem colocar o foco na necessidade de sensibilização, formação e partilha de conhecimento junto dos profissionais de saúde, comunidade científica, instituições políticas, doentes e sociedade em geral para a necessidade de um desenvolvimento continuado de novas formas e sistemas de tratamento e prevenção da dor.”
A Dor, definida como “uma experiência sensorial e emocional desagradável associada, ou semelhante à associada, a danos reais ou potenciais nos tecidos”, particularmente a Dor Crónica, geralmente definida como “uma dor persistente ou recorrente durante pelo menos 3-6 meses, que muitas vezes persiste para além da cura da lesão que lhe deu origem, ou que existe sem lesão aparente”, quando não tratada, torna-se ela própria uma doença, com impacto na qualidade de vida do indivíduo, sua família e sociedade.
O NEMPal (Núcleo de Estudos de Medicina Paliativa) da SPMI não pode deixar de se associar a esta efeméride. O objeto dos Cuidados Paliativos, “alívio do sofrimento de doentes e famílias que enfrentam problemas associados a doenças avançadas e progressivas” consubstancia-se no controlo da Dor, nomeadamente, no conceito de Cecily Saunders, da “Dor Total”, sendo o seu controlo (e de outros sintomas incapacitantes) um dos pilares do trabalho em Cuidados Paliativos.
Por uma melhor avaliação e tratamento do sofrimento e da dor de doentes e famílias, com Cuidados Paliativos de excelência, universais, acessíveis e equitativos, com incentivo e parceria com as comunidades.
Artigo de opinião de Conceição Pires, coordenadora do Núcleo de Estudos de Medicina Paliativa da SPMI.
No âmbito de um processo de certificação como destino sustentável, Braga chegou à fase final da edição do Green Destinations Top 100 Stories, que gerou uma coleção de Histórias de Boas Práticas de destinos resilientes em todo o mundo.
Este ano houve um total de 165 inscrições, com 128 histórias enviadas das quais foram selecionadas as melhores 100. Todos os destinos selecionados também foram avaliados com base nos critérios principais do Padrão de Destinos Verdes identificados como fundamentos do desempenho em sustentabilidade.
Com o título “Preservando o Paraíso: O Legado Intemporal do Bom Jesus do Monte”, a história de Boas Práticas submetida no processo de candidatura conseguiu demonstrar que o complexo do Bom Jesus do Monte tem procurado e implementado soluções sustentáveis, rumo a “uma gestão mais eficaz face aos impactos ambientais causados pela atividade turística e reflete todo o trabalho exaustivo que está a ser feito para o preservar e sustentar”.
Para a Câmara Municipal, “a gestão de um património desta importância não está isenta de dificuldades, Braga desenvolveu-se muito em termos de turismo e é atualmente uma das maiores referências no que diz respeito ao turismo religioso. Este desenvolvimento tem-se refletido também no número de turistas que se deslocam ao Bom Jesus do Monte. Assim, o Município de Braga, em conjunto com a Confraria do Bom Jesus do Monte, tem constantemente implementado medidas adequadas para preservar este local, promovendo-o como um polo de atração turística a nível mundial, sem nunca prejudicar a sua identidade, o seu valor, a sua autenticidade e as suas gentes”.
Entre as várias iniciativas realizadas, ao longo de mais de 600 anos, destaca-se a construção do Elevador do Bom Jesus, projeto de sustentabilidade pioneiro, que utiliza os seus próprios recursos hídricos, com mínimo impacto ambiental.
Para a seleção foram considerados critérios como a qualidade, transferibilidade, nível de inovação nas histórias e presença de todos pilares de sustentabilidade.
A lista das 100 principais histórias da Green Destinations integra mais seis destinos portugueses (Alto Minho, Amarante, Castro Daire, Nazaré, Lagos e Torres Vedras).
O distrito de Braga está sob aviso laranja por causa da chuva forte, que passará a amarelo a partir das 15:00 desta quinta-feira, esperando-se aguaceiros por vezes fortes, podendo ser de granizo e ocasionalmente acompanhados de trovoada.
A chuva forte que se fez sentir nas últimas horas fez com que o Rio Este galgasse as margens, junto ao parque de estacionamento do Altice Forum Braga.
As imagens foram partilhadas nas redes sociais. “A quem tem o carro estacionado no Altice Forum Braga, o rio já chegou ao parque. Zona pedonal virou pista de natação”, alertou Lucy Dores.
O distrito de Braga está sob aviso laranja devido à chuva e vento forte. O mau tempo irá permanecer até sexta-feira de manhã.
Os moradores da Urbanização da Quinta do Ribeiro, em Frossos, Braga, estão revoltados porque passaram a pertencer à freguesia de Panóias.
De acordo com os moradores, esta situação apanhou “todos de surpresa” quando receberam uma carta na sexta-feira por parte Executivo da União de Freguesias de Merelim São Paio, Panóias e Parada de Tibães a anunciar esta decisão, informando-os que “terão de proceder à atualização das suas respetivas moradas em todos os serviços”.
“Nós, moradores do lote do Ribeiro, estamos indignados por esta surpresa. Uma decisão que sem o nosso consentimento, nem informação, mudaram toda a Urbanização de Frossos para Panóias. Nós não somos Panóias! Somos Fossos”, lamentou um dos moradores.
Também Adélia Silva, presidente da União de Freguesias de Merelim São Pedro e Frossos, foi “apanhada de surpresa” com a decisão através de um comunicado enviado por e-mail por parte da autarquia de Merelim São Paio, Panóias e Parada de Tibães.
“A Junta de Freguesia de Merelim São Pedro e Frossos recebeu apenas um comunicado por e-mail no sábado à noite e que só lemos na segunda-feira. Da nossa parte, as pessoas terão todo o nosso apoio e toda a ajuda. Tudo faremos para que os moradores sintam que não estão abandonadas e que estamos com eles. Já tivemos reunidos na Câmara Municipal de Braga para ver o ponto de situação e na sexta-feira à noite vamos reunir com as pessoas da Quinta do Ribeiro porque não se muda a vida de 300 pessoas de um dia para a noite”, disse a autarca.
A presidente ainda que a mudança da urbanização para outra freguesia foi uma “atitude de maldade” porque “passou por cima de tudo e de todos, inclusive por cima de quem tem competências que será a Câmara Municipal”. “Ou seja, houve uma alteração dos Códigos Postais em toda a Urbanização da Quinta do Ribeiro com cerca de 300 pessoas completamente prejudicadas em que têm que alterar as suas vidas porque estavam numa freguesia urbana e passaram para uma freguesia rural. Foram ainda surpreendidos no sábado de manhã com a colocação de placas a alterar as suas vidas. Aqui, as pessoas não tiveram qualquer valor, contam talvez o número de eleitores, mas em política, não pode valer tudo”, frisou Adélia Silva.
As placas a sinalizar a freguesia de Panóias e as ruas com o novo Código Postal desta União de Freguesias foram entretanto vandalizadas. O Executivo desta autarquia fez um comunicado a denunciar a situação.
“A Junta de Freguesia vem por este meio condenar veementemente os atos de vandalismo que se verificaram nesta noite na Urbanização da Quinta do Ribeiro em Panóias, com o vandalismo sobre equipamento público (placas identificativas das ruas e da freguesia). A Junta de Freguesia já apresentou a respetiva queixa nas autoridades competentes (GNR) pelo crime público”, denunciou nas redes sociais.
Os desafios da investigação doutoral e a inteligência artificial são o tema do seminário inaugural do doutoramento em Sociologia da UMinho que se realiza na próxima sexta-feira, 20 de outubro, no anfiteatro multimédia do Instituto de Educação, no campus de Gualtar, em Braga. A entrada é livre.
A sessão de abertura, às 14:00, conta pela UMinho com o vice-reitor para a Investigação e Inovação, Eugénio Campos Ferreira, o diretor do Departamento de Sociologia, Fernando Bessa, e a diretora do programa doutoral em Sociologia, Emília Araújo.
A partir das 14:30, juntam-se ao debate a presidente da Associação Europeia de Sociologia, Lígia Ferro, e a coordenadora do Conselho Científico de Artes, Humanidades e Ciências Sociais da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, Helena Machado.
Uma hora depois, a professora Inga Ulnicane, da Universidade de Montfort (Reino Unido) e uma referência no ensino e pesquisa sobre ciência, tecnologia e inovação, vai falar sobre o tema “Sociologia na era da inteligência artificial”. Segue-se a apresentação da rede de investigação “AIDA” (Inteligência Artificial, Dados e Algoritmos). Prevê-se ainda, às 17:00, um encontro com (ex-)estudantes e docentes do doutoramento em Sociologia e representantes de outras entidades, destinado a apresentar aquele curso e as suas principais realizações.
Por vivermos numa era caracterizada pela rapidez impulsionada pelo crescente uso de tecnologias na pesquisa científica, torna-se essencial identificar os novos contornos que se impõem neste processo durante os próximos anos, em particular na sociologia. Este seminário visa, assim, analisar as implicações da definição e abrangência da inteligência artificial, nomeadamente no que diz respeito à geração, tratamento e utilização de dados.
A iniciativa conta com apoio da FCT e do programa “Skills 4 Pós-Covid – Competências para o Futuro no Ensino Superior”, financiado pelo Programa Operacional Potencial Humano.
A vice-presidente e vereadora da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso, Fátima Moreira, esteve presente no primeiro ensaio do Grupo de Cantares do Cancioneiro Minhoto. Este primeiro encontro reuniu um grupo de participantes que incluiu utentes da rede dos Centros de Convívio da Póvoa de Lanhoso, bem como outros interessados em fazer parte deste projeto.
Tendo por base as canções publicadas no “Cancioneiro Minhoto” por Gonçalo Sampaio, reconhecido folclorista e estudioso musical, em especial da Música Regional Portuguesa, a criação deste grupo pretende “recuperar estas tradições musicais que tão bem identificam as raízes culturais da Póvoa de Lanhoso”.
A divulgação e valorização deste legado, ao mesmo tempo que se quer atrair para este grupo os utentes dos Centros de Convívio oferecendo-lhes mais uma atividade em que se podem envolver, são o mote para a criação deste grupo, cujos ensaios vão decorrer todas as segundas-feiras, pelas 17:00 no Salão Paroquial da Póvoa de Lanhoso. Fátima Moreira, responsável pelo Pelouro da Cultura, quer envolver toda a comunidade e deixou o convite a todos para “aparecerem e darem o seu contributo”.
Este projeto está inserido no POVOAR.TE, que é um dos resultados do CULTURA.IN, numa tentativa de “reforçar a visibilidade dos elementos mais identitários do território povoense”. Tendo já sido o foco dado ao Castelo de Lanhoso, este ano é a vez da Maria da Fonte e nos próximos anos serão a Filigrana e o Gonçalo Sampaio.
Gonçalo Sampaio, nasceu em Calvos, Póvoa de Lanhoso, a 29 de março de 1865, e destacou-se, não só pela sua paixão pela botânica, mas também pelo seu amor à música popular e ao folclore.
Uma equipa da UMinho (Fernanda Viana, Iolanda Ribeiro, Irene Cadime, Sandra Santos, Bruna Rodrigues, Helena Costa, Maria do Céu Cosme, Rui Ramos), a par de Celda Morgado (Politécnico do Porto), venceu o Prémio Ana Maria Vieira de Almeida, atribuído pela Fundação Vasco Vieira de Almeida e pela Fundação Calouste Gulbenkian. Os investigadores foram distinguidos por desenvolverem uma nova abordagem da leitura, visando a prevenção das dificuldades geralmente experimentadas no seu domínio.
A obra galardoada, “Arriscar a mudança. Os desafios dos modelos multinível na aprendizagem da leitura e da escrita”, resulta de um projeto desenvolvido no agrupamento de escolas de Briteiros e financiado pelo Município de Guimarães. Guimarães. A obra, que será publicada online, disponibiliza o racional teórico, a metodologia adotada e os resultados obtidos, além de materiais originais a usar no ensino da leitura. São de salientar os resultados obtidos pelos alunos participantes nas provas de aferição do 2º ano de escolaridade no final do projeto, que se situaram bem acima da média nacional.
De acordo com os autores, a maneira como se ensina a ler mantém-se praticamente idêntica ao que se efetuava no último século, embora hoje se saiba muito mais sobre leitura e sobre o modo como as crianças aprendem a ler. Neste projeto, arriscou-se uma abordagem diferente, ao incorporar na prática pedagógica as diretrizes apontadas pela investigação recente na área da leitura, identificando precocemente potenciais riscos, desenvolvendo uma ação preventiva através da diferenciação pedagógica e monitorizando os avanços.
O Prémio Ana Maria Vieira de Almeida teve o valor de 20.000 euros e vai reconhecer a cada dois anos estudos inovadores na educação pré-escolar e do 1º ciclo. “Esta distinção tem ainda um significado especial porque leva o nome de Ana Maria Vieira de Almeida, alguém à frente do seu tempo e que arriscou fazer diferente em termos pedagógicos”, acrescenta Fernanda Leopoldina Viana, do Centro de Investigação em Estudos da Criança (CIEC) da UMinho.
A primeira edição do prémio teve 24 obras candidatas e foi também ganha, ex-aequo, pela brasileira Jeane Costa Amaral, com um estudo sobre a cidade e o património na educação infantil. A menção honrosa coube a Cristina Sylla, também do CIEC, por desenvolver manipuladores digitais pedagógicos para o contexto pré-escolar.