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Cancro do ovário: O diagnóstico ainda chega tarde demais

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© Cláudia Fraga
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O desejo fundamental de quem recebe um diagnóstico oncológico é simples e profundamente humano: encontrar o melhor tratamento possível para a doença, que lhe permita viver mais tempo e com qualidade. No cancro do ovário, este desejo confronta-se com uma dura realidade. É um dos cancros ginecológicos mais graves, diagnosticado frequentemente em estadios avançados, com uma das taxas de mortalidade mais elevadas entre os cancros que afetam as mulheres.

Como alguém que vive esta doença e preside a uma associação dedicada aos cancros ginecológicos, sei bem o que significa receber este diagnóstico. Tentar compreender resultados complexos, navegar um sistema de saúde fragmentado e procurar garantir que se está a receber o melhor tratamento disponível, o que nem sempre é uma certeza fácil de obter.

Um dos aspetos que mais urge mudar é o do diagnóstico tardio. Por ter sintomas inespecíficos e não existir um método de rastreio fiável e eficaz, a maioria dos casos de cancro do ovário é diagnosticada em fase avançada, o que condiciona profundamente as opções terapêuticas e os resultados. Aumentar o conhecimento sobre os sinais de alerta junto das mulheres, mas também dos profissionais de cuidados de saúde primários, é uma responsabilidade que deve ser partilhada e pode fazer a diferença entre um diagnóstico precoce e uma doença avançada.

A desigualdade atravessa também outras dimensões. No cancro do ovário, os resultados dependem muito de onde e por quem a mulher é tratada. O elevado número de hospitais onde se realizam estas cirurgias significa que nem todas são feitas por equipas verdadeiramente especializadas. Ora, isto tem implicações muito concretas no tratamento subsequente, na resposta às terapêuticas e, em última análise, nos resultados em saúde.

Ao falar diariamente com mulheres com este diagnóstico, esta realidade levanta uma pergunta simples, mas incómoda: como podemos falar de tratamentos cada vez mais sofisticados se não garantimos, desde logo, que todas são acompanhadas e operadas no local certo, pela equipa certa? Como é que ainda não temos, em Portugal, centros de referência para os cancros ginecológicos?

A lotaria do código postal não pode ditar quem acede ao melhor tratamento. É também por isso que defendo que a ginecologia oncológica deve ser reconhecida como uma especialidade própria, e não apenas como uma subespecialidade da ginecologia e obstetrícia. A complexidade destes cancros, das cirurgias e das decisões terapêuticas exige formação dedicada, experiência acumulada e equipas altamente diferenciadas.

Outra questão igualmente relevante prende-se com a hereditariedade. Uma percentagem significativa dos cancros do ovário associa-se a mutações genéticas hereditárias, nomeadamente nos genes BRCA1 e BRCA2. Além de beneficiar a doente, os testes genéticos são determinantes para a escolha das terapêuticas mais adequadas e podem ser vitais para que os seus familiares diretos tomem decisões informadas sobre a sua própria saúde. Em Portugal, o acesso ao aconselhamento genético e aos testes necessários continua desigual e, sobretudo, demorado. Não podem ser tratados como um complemento opcional e têm de chegar a todas as mulheres com este diagnóstico.

A informação funciona igualmente como uma forma de equidade. Na MOG, verificamos que muitas mulheres sentem constrangimento em fazer perguntas aos médicos. Ignoram que podem pedir esclarecimentos ou que têm o direito de participar de forma informada nas decisões sobre o seu tratamento. Algumas tendem a achar que pedir uma segunda opinião pode ser mal visto.

É um facto que a literacia em saúde não se distribui de forma igual e que essa desigualdade se traduz em consequências clínicas reais. Traduzir a ciência para a vida concreta de cada mulher, construir redes de apoio entre pares e defender direitos com conhecimento fundamentado define o trabalho das associações de doentes todos os dias.

As decisões terapêuticas devem também respeitar a pessoa como um todo. Para algumas mulheres, a prioridade reside em viver mais; para outras, em viver melhor; para muitas, em encontrar equilíbrio entre os dois aspetos. Reduzir toxicidade, bem como preservar autonomia e qualidade de vida correspondem a objetivos legítimos que devem entrar nas decisões, como parte integrante dos cuidados.

Numa altura em que assinalamos o Dia Mundial do Cancro do Ovário, importa reconhecer os avanços científicos reais, as novas terapêuticas disponíveis e a esperança genuína que representam. Mas essa esperança só se torna transformadora quando chega a todas as mulheres, independentemente de onde vivem, do hospital onde recebem tratamento ou do seu nível de literacia em saúde. O caminho constrói-se em rede, entre ciência, cuidados de saúde e associações de doentes, para que nenhuma mulher fique para trás.

Póvoa de Lanhoso acolheu Encontro Anual de Provedores do Idoso

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© CM Póvoa de Lanhoso
© CM Póvoa de Lanhoso

A Póvoa de Lanhoso acolheu o Encontro Anual de Provedores do Idoso, promovido pela Comissão de Proteção ao Idoso. O presidente da Câmara Municipal, Frederico Castro, e a vereadora com o Pelouro das Famílias e Seniores, receberam a comitiva, nos Paços do Concelho.

Na oportunidade, o autarca deu a conhecer de que forma as políticas municipais da Póvoa de Lanhoso “olham e trabalham com a população sénior”. “Sempre que desenvolvemos alguma ideia ou projeto que nos ajude a fazer melhor o nosso trabalho, também nos sentimos bem com isso, porque faz diferença na vida das pessoas. Todos queremos que as pessoas que estão nos nossos territórios vivam melhor, sejam mais bem acompanhadas e tenham bem-estar no dia a dia”, destacou.

Este encontro reuniu, para além do Provedor do Idoso da Póvoa de Lanhoso, Arlindo Coimbra, a Provedora Fátima Peixoto de Vila Verde e os Provedores Carlos Figueira de Vieira do Minho e Adelino Sousa de Amares. A Direção da CPI esteve representada pelo presidente, Eduardo Duque, e pela tesoureira, Maria do Carmo Rodrigues. Esteve ainda presente a coordenadora do Pelouro dos Provedores do Idoso na CPI, Armandina Conde.

Fortalecer os laços entre Provedores, entre estes e os Municípios, entre os técnicos que acompanham a sua missão e a própria Comissão foram os objetivos, bem como “permitir a aproximação, a partilha de experiências e o conhecimento das particularidades dos territórios”.

Depois de uma receção oficial no Salão Nobre dos Paços do Concelho, que englobou a entrega de lembranças em filigrana, símbolo da Póvoa de Lanhoso, seguiu-se uma visita ao Theatro Club, a principal sala de espetáculos da Póvoa de Lanhoso, ao Centro Interpretativo Maria da Fonte, espaço de conhecimento dedicado a esta figura da Póvoa de Lanhoso, e ao Centro de Competências da Filigrana – CINDOR, onde os participantes puderam conhecer a arte da filigrana e até experimentar a sua produção.

Atletas de Famalicão vencem quatro medalhas no Torneio Olímpico Jovem e Regional Sub-16

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© Escola de Atletismo Rosa Oliveira

A Escola de Atletismo Rosa Oliveira, em Joane, Famalicão, participou, nos dias 9 e 10 de maio, no Torneio Olímpico Jovem Regional e no Campeonato Regional Sub-16, tendo vencido quatro medalhas com os seus jovens atletas.

Em destaque esteve Tiago Silva, atleta sub-18, ao vencer os 800 metros do Torneio Olímpico Jovem. Luísa Castro alcançou o terceiro lugar na mesma competição.

No Campeonato Regional Sub-16, Tomás Ramos conquistou dois terceiros lugares, nas provas de 1.500 metros e 800 metros.

Participaram ainda na competição Mafalda Ferreira, Ana Oliveira, Ana Silva, Mafalda Mendes, Margarida Barbosa, Luís Neto e Henrique Silva.

GNR identifica 300 casos de burlões que se fazem passar funcionários de serviços públicos ou autoridades

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A GNR registou, nos primeiros três meses de 2026, cerca de 300 burlas por “Falso Funcionário” e mais de 670 burlas informáticas com obtenção ilegítima de dados.

Segundo a Guarda, “estes números revelam uma profissionalização crescente dos grupos criminosos, que recorrem agora à técnica de spoofing e a mecanismos de manipulação psicológica para induzir as vítimas em erro. Só no primeiro trimestre, 86% das tentativas de burla que simularam Agentes de Autoridade foram efetivamente consumadas”.

“No âmbito da sua missão de proteção de pessoas e bens, a Guarda tem acompanhado com preocupação a evolução das burlas informáticas e nas comunicações. A crescente digitalização trouxe benefícios inegáveis, mas permitiu também o surgimento de criminosos altamente especializados que exploram a Engenharia Social — a arte de manipular psicologicamente o ser humano para que este comprometa a sua própria segurança”, refere a GNR.

Os burlões utilizam narrativas estruturadas para induzir erros de segurança, recorrendo fundamentalmente a seis fatores de motivação: urgência, escassez – promovendo oportunidades limitadas no tempo -, falsos testemunhos, simpatia e interesse comum, intimidação ou o fator autoridade.

“A técnica de autoridade está frequentemente aliada ao spoofing. Este conceito define-se pela falsificação da origem de uma comunicação para simular uma fonte legítima e confiável. Através da manipulação técnica, o burlão, por exemplo,  faz com que no visor do telemóvel da vítima apareça um nome ou número que aparenta ser de uma instituição oficial, sendo as principais tipologias: Caller ID / SMS Spoofing: Manipulação do identificador de chamadas ou remetente de mensagens curtas; Email Spoofing: Falsificação do endereço de e-mail para que este pareça provir de um domínio oficial (ex: bancos ou serviços públicos); eIP Spoofing: Técnica mais complexa que falsifica o endereço IP de um computador para contornar sistemas de segurança. Num mesmo ‘ataque’ a vítima pode ser alvo de spoofing e phishing”, alerta a GNR.

O crime de spoofing é habitualmente classificado/tipificado para efeitos de contabilização na forma dos crimes de “Burla por falso funcionário” ou “Burla Informática/Comunicações por obtenção ilegítima de dados do utilizador”, uma vez que a técnica de falsificação da identidade serve o propósito último de induzir a vítima em erro para a obtenção de dados pessoais, credenciais bancárias, palavras-passe e ou pagamentos.

Os dados da GNR revelam a persistência deste fenómeno, com especial incidência na obtenção ilegítima de dados bancários.

No que concerne especificamente à Burla por Falso Funcionário registada no início de 2026, os criminosos focaram-se na simulação de Bancos (Falso Bancário): 44 ocorrências (75% consumadas); Agentes de Autoridade (GNR/PSP/PJ): 36 ocorrências (86% consumadas); Serviços de Energia (EDP): 16 ocorrências; e na Saúde e Segurança Social: 20 ocorrências acumuladas.

No âmbito da repressão, a GNR efetuou duas detenções no primeiro trimestre de 2026 relacionadas com estas tipologias, após a realização de diligências de análise técnica e cooperação com instituições bancárias e operadoras de telecomunicações.

A GNR, no âmbito da sua missão de prevenção e combate à criminalidade, alerta a população para “a necessidade de adotar comportamentos segurança, nomeadamente a verificação da autenticidade de contactos e a não partilha de dados pessoais ou bancários sem confirmação prévia”.

Jorge Campos correu de Barcelos até ao Santuário de Fátima para ajudar seis crianças

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© BestMove
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Jorge Campos correu de Barcelos até ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima num ato solidário para angariar fundos a favor da Associação ASLA.

O objetivo de Jorge Campos era angariar 6000 euros durante os 248 quilómetros percorridos para ajudar seis crianças com dificuldades cognitivas.

Jorge conseguiu juntar 5500 euros, faltando 500 euros para completar a meta em ajudar cada criança com 1000 euros.

As doações para a Associação ASLA ainda podem ser feitas aqui.

José Abílio Gonçalves e Anita Costa são campeões nacionais de Boccia

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© SC Braga
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José Abílio Gonçalves e Anita Costa sagraram-se campeões nacionais de Boccia. O SC Braga esteve em destaque, este fim de semana, no Campeonato Nacional Individual Feminino e Masculino, que decorreu em Aveiro.

Na categoria BC3 Masculino, José Abílio Gonçalves, acompanhado por Paulo Correia, sagraram-se campeões nacionais, ao garantirem o 1.º lugar. Já Luís Costa, com Ana Rita Barbosa, terminaram a competição na 8.ª posição.

Na prova BC3 Feminino, Anita Costa, acompanhada por Débora Guimarães, conquistaram o título de campeãs nacionas, ao alcançarem o 1.º lugar. Ainda nesta categoria, Eunice Raimundo, acompanhada por Mariane Medeiros, terminaram na 4.ª posição, enquanto Joana Pereira, acompanhada por Ana Catarina Francisco, alcançaram o 5.º lugar.

Beatriz Leite esteve em destaque na categoria BC1 Feminino, alcançando o 2.º lugar, sagrando-se vice-campeã nacional. Na categoria BC2 Masculino, Paulo Oliveira concluiu a competição na 5.ª posição da classificação nacional.

Na categoria BC4 Masculino, Domingos Vieira alcançou o 2.º lugar, conquistando o título de vice-campeão nacional, enquanto Carlos Lopes terminou em 5.º lugar. Por fim, na categoria BC5 Masculino, Ivo Oliveira encerrou a sua participação com um 5.º lugar na classificação nacional.

CHEGA propõe criação do Provedor Municipal do Idoso em Braga

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© CHEGA
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O vereador do CHEGA na Câmara Municipal de Braga, Filipe Aguiar, vai apresentar, na próxima Reunião do Executivo, uma proposta para a criação da figura do Provedor Municipal do Idoso no concelho, defendendo “um reforço dos mecanismos de proximidade, proteção e acompanhamento da população sénior”.

“A proposta surge na sequência da recente aprovação da figura do Provedor do Animal pelo Município, entendendo o CHEGA de Braga que, com ainda maior densidade social e humana, se justifica a criação de uma entidade dedicada exclusivamente à defesa dos direitos e bem-estar dos idosos”, refere em comunicado.

O documento destaca “o envelhecimento demográfico, a vulnerabilidade acrescida de muitos idosos e a necessidade crescente de respostas municipais de proximidade capazes de identificar situações de isolamento, negligência, dificuldades no acesso a serviços e outras fragilidades sociais”.

Segundo o vereador Filipe Aguiar, “a criação do Provedor Municipal do Idoso constitui uma medida de boa governação local, centrada na dignidade humana, na prevenção de vulnerabilidades e no reforço da capacidade do Município para ouvir, sinalizar e responder às necessidades da população sénior”.

A proposta prevê que “esta figura tenha natureza não executiva e independência na emissão das suas recomendações, funcionando como elo entre os idosos, as famílias, as instituições sociais e o Município”. Entre as competências propostas destacam-se “a receção de queixas, denúncias e participações relacionadas com direitos e bem-estar dos idosos; encaminhamento de situações para entidades competentes; emissão de recomendações e propostas de melhoria; sinalização de problemas estruturais relacionados com mobilidade, acessibilidade, saúde, habitação e isolamento; promoção de proximidade e mediação institucional; elaboração de relatórios periódicos sobre a realidade sénior no concelho”.

O CHEGA de Braga recorda que “vários municípios portugueses já implementaram esta figura, incluindo Guimarães, pioneiro na criação do Provedor do Idoso em Portugal, bem como Amares, Vieira do Minho, Póvoa de Lanhoso e Vila Verde.

Para o CHEGA, esta medida representa “um compromisso claro com a dignidade, proteção e valorização da população idosa, reforçando a necessidade de políticas municipais mais humanas, próximas e eficazes”.

Pingo Doce associa-se à Campanha Pirilampo Mágico 2026

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© Compra Solidária
© Compra Solidária

O Pingo Doce associa-se novamente à Campanha Pirilampo Mágico 2026, promovendo nas suas lojas de Portugal Continental e Ilhas uma das mais antigas e reconhecidas iniciativas de solidariedade social em Portugal, que apela ao contributo para a inclusão das pessoas com deficiência.

Organizada pela Federação Nacional das Cooperativas de Solidariedade Social (FENACERCI), e realizada anualmente desde 1987, a Campanha Pirilampo Mágico tem como objetivo informar e sensibilizar a opinião pública para a causa da deficiência e inclusão e angariar fundos a favor das CERCI e outras organizações congéneres.

Ao associar-se a esta campanha pelo quarto ano, o Pingo Doce contribui para alargar o alcance da iniciativa, facilitando a participação solidária de milhares de pessoas que visitam diariamente as suas lojas. “O Pingo Doce assume um papel próximo das comunidades, colaborando diariamente com diversas instituições de solidariedade social em todo o país que apoiam pessoas em situação de maior fragilidade. Sendo esta uma iniciativa de grande relevância em Portugal, torna-se essencial ampliá-la e dar-lhe visibilidade, de forma a chegar a um público cada vez mais alargado”, sublinha Filipa Pimentel, diretora de Desenvolvimento Sustentável e Impacto Local do Pingo Doce.

Através de diferentes iniciativas e apoios, o Pingo Doce procura “contribuir ativamente para as comunidades onde está presente através da capacitação das instituições cujo objetivo é promover a igualdade de oportunidades.” 

Paralelamente, o Pingo Doce, através do Programa Incluir, promove a integração no mercado de trabalho de pessoas com deficiência ou incapacidade. Este programa de empregabilidade e desenvolvimento de competências “tem contribuído para a criação de oportunidades de trabalho nas Companhias do Grupo Jerónimo Martins, em particular no Pingo Doce, promovendo a igualdade de oportunidades e a inclusão social”.

Dia Mundial da Consciencialização do Ego: quando a vaidade de quem governa esquece a voz do povo

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© Jenny Santos e Sandra Ataíde
© Jenny Santos e Sandra Ataíde

Desde sempre o Ego exacerbado levou à arrogância, ao culto da personalidade, à falta de empatia e à recusa em ouvir conselhos rodeando-se de bajuladores.

Ao longo da História, o Ego inflamado tem sido o principal factor na queda de líderes poderosos: Herodes, Calígula, Nero, Ivan o Terrível, Luís XIV, Sadam Hussein entre tantos outros cultivaram a vaidade extrema levando ao isolamento e à negação da realidade. Tem sido também um dos principais obstáculos à compreensão do outro e a lideranças mais justas.

O Dia Mundial da Consciencialização do Ego foi criado para as pessoas perceberem o impacto negativo do Ego nas relações interpessoais. O Ego exacerbado gera arrogância e controle e, quando ferido, provoca vitimização. Além disso, rejeita ideias inovadoras e prejudica o desenvolvimento pessoal. Cria um ambiente de tal modo tóxico que a prioridade passa a ser a ambição pessoal e não o bem comum. 

É fundamental para uma convivência saudável, para uma liderança justa e democrática, para a construção de uma sociedade mais feliz que o Ego não nos retire a consciência. Que não nos cegue em relação ao nosso papel na sociedade, numa empresa ou instituição. Que não blinde o nosso coração aos problemas dos outros. Que não apague o altruísmo do espírito. Que não nos faça esquecer os ensinamentos de Cristo que é Amar e Servir.

Hoje, ouvimos relatos de humilhação nas diversas instituições. Assistimos a tristes atitudes por parte de quem nos governa. Não nos referimos apenas a propostas reprovadas sem serem devidamente apreciadas, mas também a olhares irónicos de superioridade, a palavras que humilham e revelam total desrespeito e a gestos que traduzem uma tremenda falta de humildade.

Neste dia percebam que Governar é Escutar, que a liderança é Entrega e não Vaidade. Que o maior erro de um governante é achar que algo lhe pertence. 

Não queremos um Ego com razão queremos Soluções. Não queremos um Ego com poder queremos Serviço. Não queremos um Ego aplaudido queremos Resultados.

Hoje celebramos a consciência de que o poder só faz sentido para elevar os outros e não para nos elevarmos a nós mesmos.

SC Braga vence 102 medalhas no Torneio ANMinho 2026

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© SC Braga
© SC Braga

O SC Braga venceu 102 medalhas no Torneio ANMinho 2026, que decorreu este fim de semana, em Guimarães.

44 atletas do SC Braga competiram, alcançando 149 recordes pessoais em 172 provas. Em termos coletivos, o clube terminou em 1.º lugar no medalheiro geral com 46 de ouro, 34 de prata e 22 de bronze.