Num recanto de fé e devoção da cidade de Barcelos, ergue-se a Capela da Senhora do Bom Sucesso, um pequeno templo de grande valor religioso e arquitetónico, situado junto ao cemitério, que há gerações acolhe as preces, promessas e esperanças de muitos fiéis.
Contudo, este espaço sagrado, que deveria ser cuidado como um verdadeiro testemunho da fé da comunidade, encontra-se atualmente num estado que merece a atenção e a reflexão de todos. A fachada da capela apresenta sinais visíveis de degradação, com os azulejos marcados e danificados pelo fumo das velas e dos círios colocados pelos devotos. O antigo espaço destinado à colocação das velas, que permitia uma prática mais organizada e respeitadora do património, terá sido retirado, deixando o local mais vulnerável.
Uma cidadã alertou para a situação preocupante, revelando imagens que mostram a porta da capela aberta e dezenas de recipientes vazios de círios acumulados, dando ao espaço uma aparência de abandono e desrespeito por um lugar destinado à oração e ao encontro espiritual.
Mais do que apontar responsabilidades, este é um momento para despertar consciências. A fé manifesta-se não apenas nas promessas cumpridas, nas velas acesas ou nas orações feitas em silêncio, mas também no cuidado que demonstramos pelos lugares onde essa mesma fé habita.
A Capela da Senhora do Bom Sucesso é um património que pertence à memória e ao coração de muitos barcelenses. Embora se trate de um espaço privado, a preservação do seu ambiente exterior e interior pode ser também uma expressão de carinho por parte daqueles que ali procuram conforto, proteção e esperança.
Redes Sociais – A capela antes de ser negligenciada
Na tradição religiosa, Nossa Senhora do Bom Sucesso é venerada por muitos fiéis que acreditam na sua intercessão e que continuam a dirigir-lhe pedidos, agradecimentos e promessas. Por isso, o mínimo que se pede é que este pequeno santuário seja tratado com dignidade, respeito e amor.
Que este alerta sirva não como uma crítica, mas como um convite à união da comunidade. Que todos aqueles que encontram naquela capela um lugar de fé possam também contribuir para que ela permaneça limpa, cuidada e acolhedora.
Porque respeitar uma capela é respeitar a fé de todos os que ali rezam. E cuidar de um lugar sagrado é também uma forma de agradecer as bênçãos que nele se procuram.
A freguesia de Esporões, em Braga, celebrou este domingo a tradicional procissão em honra de São Tiago, num percurso marcado pela devoção dos fiéis,
A celebração teve início pelas 17:30, na igreja paroquial, com a participação da Fanfarra do Agrupamento 544 de Esporões do Corpo Nacional de Escutas, das confrarias e de diversos andores, entre os quais os do Menino Jesus, São José, São Bento, Santa Marta das Cortiças, Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora de Fátima e São Tiago. Integraram ainda o cortejo os estandartes das várias associações religiosas da freguesia, a cruz processional, o pálio de seis varas, autoridades civis e religiosas e dezenas de fiéis.
A procissão percorreu várias artérias da freguesia, terminando cerca das 19:00, junto à igreja paroquial. As festividades prosseguiram com a atuação do Grupo Folclórico Semear Alegria, de Celeirós.
Carlos Dobreira, ambientalista de Braga, esteve presente nestas celebrações e referiu que a procissão saiu mesmo com “elevadas temperaturas e pela utilização de pirotecnia, que suscitou preocupações ambientais”.
O ambientalista lembra que a área envolvente integra ecossistemas aquáticos e terrestres de elevado valor ecológico e considera que “o património natural também faz parte da herança que devemos preservar para as futuras gerações”.
Carlos Dobreira defende que as tradições religiosas podem manter toda a sua beleza e simbolismo recorrendo a alternativas mais sustentáveis, conciliando a expressão da fé com a proteção da biodiversidade e a segurança das populações.
O Comando Territorial de Braga da GNR deteve 28 pessoas entre os dias 20 e 26 de julho, no âmbito das ações de prevenção e combate à criminalidade e da fiscalização rodoviária realizadas em todo o distrito.
Das detenções efetuadas, 16 foram por condução sob o efeito do álcool e seis por condução sem habilitação legal.
No mesmo período, a GNR detetou 479 infrações rodoviárias, destacando-se 118 por falta de inspeção periódica obrigatória, 51 por excesso de velocidade, 35 por condução com taxa de álcool superior ao permitido, 30 por falta de seguro, 26 por utilização do telemóvel durante a condução e 23 por estacionamento indevido. Foram ainda registadas 23 infrações por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança ou sistemas de retenção para crianças.
Ao nível da sinistralidade, o distrito registou 168 acidentes, dos quais resultaram uma vítima mortal, sete feridos graves e 56 feridos ligeiros.
Na fiscalização geral, a GNR levantou 49 autos de contraordenação, sendo 21 no âmbito da legislação policial, 18 relacionados com proteção da natureza e do ambiente e 10 por consumo de produtos estupefacientes.
O Largo 25 de Abril, em Merelim S. Pedro, em Braga, recebeu na noite de sábado mais uma edição da Noite de Fados, iniciativa promovida pela Junta da União de Freguesias de Merelim (S. Pedro) e Frossos, que reuniu dezenas de pessoas num serão dedicado à música tradicional portuguesa.
O espetáculo contou com as atuações das fadistas Conceição Brito e Isabel Maria, acompanhadas pelos músicos José Carlos Moreira e Manuel Alves, que interpretaram um repertório de temas emblemáticos do fado.
A presidente da Junta, Adélia Silva, fez um balanço positivo da iniciativa, destacando a forte adesão da população e a importância de aproximar a oferta cultural dos residentes. A autarca sublinhou ainda que a freguesia continuará a apostar na realização de eventos que promovam o convívio e valorizem a identidade cultural local.
A Noite de Fados integrou a programação cultural desenvolvida ao longo do ano pela Junta de Freguesia, com o objetivo de dinamizar os espaços públicos e proporcionar momentos de lazer e partilha à comunidade.
A campanha de sensibilização ambiental “Não Faças da Caldeira uma Lixeira” passou este fim de semana pelo concelho de Braga, com uma ação na Avenida da Liberdade.
A iniciativa pretende alertar para o uso indevido das caldeiras das árvores como locais de deposição de resíduos, onde são frequentemente encontrados plásticos, vidro, beatas de cigarro e dejetos de animais, colocando em causa a limpeza urbana e a saúde das árvores.
A sensibilização foi acompanhada por uma sessão de plogging – atividade que combina caminhada com recolha de lixo, durante a qual foram recolhidos resíduos das caldeiras das árvores. A ação foi documentada, permitindo mostrar a evolução da recolha e sensibilizar a população para a adoção de comportamentos mais responsáveis.
A iniciativa integra o trabalho desenvolvido no âmbito da distinção de Personalidade do Ano – Prémio Cidade+ 2025, atribuída pela Associação Limpeza Urbana, e faz igualmente parte da preparação do dossiê de candidatura aos Forbes Green ESG Awards 2027.
Os banhistas da praia do Portinho da Arrábida foram surpreendidos, este sábado, por visitantes pouco habituais. Um grupo de javalis apareceu junto ao areal, aparentemente à procura de comida, acabando por provocar alguns momentos de susto e também de boa disposição.
Sem grande timidez, os animais selvagens aproximaram-se dos veraneantes e chegaram mesmo a tentar “inspecionar” mochilas e sacos de praia, na esperança de encontrar algo para petiscar.
A inesperada visita apanhou muitos banhistas de surpresa, levando alguns a afastarem-se rapidamente, enquanto outros aproveitaram para registar o momento em vídeo.
Ao que tudo indica, os javalis trocaram, por instantes, a floresta pelo areal, numa espécie de “operação caça ao piquenique”. Felizmente, a incursão terminou sem incidentes, ficando apenas a recomendação habitual: por muito curiosos que pareçam, os animais selvagens não devem ser alimentados nem incentivados a aproximar-se das pessoas por ser considerado um animal perigoso.
A PSP está a alertar para uma nova variante da burla do falso acidente, um esquema que tem vindo a evoluir e que já provocou prejuízos superiores a 200 mil euros nas primeiras dezenas de casos investigados.
Apesar de as participações terem diminuído no primeiro semestre deste ano, a polícia considera que os burlões estão a recorrer a métodos mais elaborados e potencialmente mais lesivos para as vítimas.
O esquema começa, regra geral, junto de parques de estacionamento de superfícies comerciais. Os suspeitos abordam os condutores, alegando um alegado toque na viatura ou um atropelamento, e pressionam-nos a pagar uma indemnização no local, evitando que sejam chamadas as autoridades ou a seguradora.
A principal novidade passa pela utilização de um terminal de pagamento. Enquanto a vítima introduz o código PIN, os burlões trocam discretamente o cartão bancário por outro semelhante. Já na posse do cartão verdadeiro, efetuam levantamentos em caixas multibanco antes de o titular conseguir bloquear a conta.
Entre janeiro e junho deste ano, a PSP registou 140 denúncias deste tipo de burla, menos 24,3% do que no período homólogo de 2025. Ainda assim, a polícia alerta que o impacto financeiro dos casos tem aumentado devido a esta nova forma de atuação.
A força de segurança recomenda que nunca sejam feitos pagamentos imediatos após alegados acidentes, que os cartões bancários não sejam entregues a desconhecidos e que qualquer situação suspeita seja comunicada de imediato às autoridades.
A segunda etapa da Volta a Portugal à Vela levou este domingo a frota de Vila Nova de Gaia até à Figueira da Foz, num percurso marcado por excelentes condições de vento que proporcionaram uma regata rápida e competitiva.
As 31 embarcações partiram às 10:00 e percorreram cerca de 70 milhas náuticas ao longo da costa portuguesa, com vento favorável do quadrante norte. A embarcação Makai, de Miguel Fonseca, foi a mais rápida a completar a etapa, terminando em primeiro lugar após 6h36m de navegação.
Na classificação geral da classe ORC, o Makai lidera a competição, enquanto na classe ANC o primeiro lugar pertence ao Anthea, seguido do Funbel/Nacex e do Mad Max/Hacker Kitchen.
Depois da chegada à Figueira da Foz, as tripulações aproveitaram para conhecer a cidade anfitriã antes da próxima etapa. A competição prossegue esta segunda-feira com uma regata costeira em frente ao Porto da Figueira da Foz, antes da frota retomar a viagem rumo ao sul do país.
A equipa feminina de voleibol do SC Braga vai continuar a contar com Beatriz Manso, que renovou contrato com o clube até 2027.
Natural de Braga, a zona 4 prolonga assim a ligação às Gverreiras por mais uma temporada, mantendo-se no projeto desportivo arsenalista.
Em declarações aos meios do clube, Beatriz Manso mostrou-se satisfeita por continuar a representar o SC Braga, destacando o orgulho em vestir a camisola da cidade onde nasceu. A atleta garantiu ainda que a ambição passa por continuar a lutar pela conquista de títulos e honrar o emblema bracarense.
Com esta renovação, o SC Braga assegura a continuidade de mais uma peça do plantel de voleibol para a temporada 2026/27.
Todos nos deparamos com abusos no trânsito na cidade de Braga, tal como noutras localidades. No entanto, por cá, sofremos diariamente com situações que afetam a nossa qualidade de vida, pelo que convém recordar algumas regras essenciais do Código da Estrada.
1. Uso indevido de sinais sonoros (buzina)
A buzina deve ser utilizada apenas em casos de perigo iminente ou fora das localidades para avisar um condutor da intenção de ultrapassagem. O uso para saudações, protestos ou manifestações de pressa é totalmente ilegal.
Legislação: Artigo 22.º do Código da Estrada (Sinais sonoros).
Regras Básicas: Dentro das localidades, os sinais sonoros são proibidos, exceto em caso de perigo iminente. À noite, devem ser substituídos por sinais de luzes (comutação curta de médios para máximos).
Coima: De €60 a €300.
Pontos na Carta: Não retira pontos (contraordenação leve).
2. Estacionamento em cima do passeio
O passeio é uma zona reservada exclusivamente à circulação de peões. Estacionar ou parar o veículo nesta zona põe em causa a segurança de quem caminha, afetando especialmente carrinhos de bebé, idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
Legislação: Artigo 49.º, n.º 1, alínea f) do Código da Estrada (Proibição de paragem ou estacionamento).
Regras Básicas: É expressamente proibido parar ou estacionar nos passeios e demais locais destinados ao trânsito de peões. A única exceção ocorre se houver sinalização vertical ou marcas no pavimento que o autorizem expressamente.
Coima: De €60 a €300.
Pontos na Carta: Não retira pontos (é classificada como leve no passeio geral, tornando-se grave apenas se for praticada numa passadeira de peões, salvo regulamentação municipal mais severa ou obstrução grave).
O impacto financeiro: Se um condutor em Braga estacionar em cima do passeio e a viatura for removida pela PSP ou pela Polícia Municipal, a conta no próprio dia será pesada: coima mínima (€60) + taxa de remoção (€119) + um dia de depósito no parque (€12), totalizando €191.
3. Estacionamento em segunda fila
Estacionar ou parar em segunda fila perturba gravemente a fluidez do trânsito, bloqueia os veículos legalmente estacionados e obriga os outros condutores a manobras de desvio muito perigosas.
Legislação: Artigo 49.º, n.º 1, alínea a) do Código da Estrada.
Regras Básicas: É proibido parar ou estacionar ao lado de outros veículos já parados ou estacionados junto à berma ou passeio.
Coima: De €60 a €300.
Pontos na Carta: Não retira pontos (contraordenação leve, a menos que cause uma obstrução total da via que impeça a marcha dos restantes veículos).
4. Estacionamento em lugar reservado a pessoas com deficiência
Aqui a legislação é implacável, fruto de uma alteração profunda para proteger os condutores com mobilidade reduzida.
Legislação: Artigo 145.º, n.º 1, alínea q) do Código da Estrada (introduzido pela Lei n.º 47/2017 de 7 de julho).
A Gravidade: Parar ou estacionar em lugar devidamente assinalado e reservado a veículos de pessoas com deficiência condicionada na sua mobilidade, por quem não tenha o respetivo dístico legal, é uma contraordenação grave.
Coima e Sanções: De €60 a €300. Implica a perda imediata de 2 pontos na carta de condução e sujeita o condutor à inibição de conduzir de 1 a 12 meses (sanção acessória), além da remoção imediata da viatura.
5. Quando se podem ligar os “quatro piscas” (sinal de perigo)
Os quatro piscas (luzes de aviso de perigo) não servem para legitimar uma infração, como estacionar em segunda fila ou no passeio para “ir num instante” ao multibanco, aos correios ou ao café. Devem ser usados estritamente em situações de emergência ou perigo real.
Legislação: Artigo 63.º do Código da Estrada.
Quando se deve utilizar: Em caso de avaria mecânica ou acidente (se o veículo constituir perigo); quando o veículo está a ser rebocado; em caso de redução súbita de velocidade devido a congestionamento; ou na paragem para carga e descarga (apenas se a sinalização local o permitir e o veículo constituir um obstáculo temporário inevitável).
Coima por Uso Indevido: De €60 a €300 (contraordenação leve, sem perda de pontos).
A descentralização e a realidade policial em Braga
O ordenamento do trânsito em Braga é o espelho vivo da descentralização de competências do Estado. Ao contrário de outros municípios que rejeitaram o fardo, a autarquia de Braga, sob a presidência de Ricardo Rio, decidiu aceitar o pacote de descentralização do Governo de António Costa (conforme o Decreto-Lei n.º 107/2018). Isto permitiu às câmaras municipais assumirem em pleno a competência para processar e aplicar as coimas de trânsito em vias sob jurisdição municipal.
O resultado prático está à vista
Com a Polícia Municipal a assumir o ordenamento estático (paragens, passeios, passadeiras, segundas filas, etc), a Esquadra de Trânsito da PSP sofreu um forte desinvestimento em termos de efetivo operacional para patrulhamento preventivo. Hoje em dia, os poucos elementos que restam nessa valência estão quase exclusivamente dedicados ao NID (Núcleo de Investigação de Crimes em Acidentes de Viação), focados na vertente pericial e criminal (investigação de atropelamentos e acidentes graves).
Coube, assim, à Polícia Municipal dar a cara pela disciplina no trânsito urbano. Embora a PSP possa intervir sempre que o entenda, dentro da sua competência de polícia generalista, tirar os carros dos passeios ou acabar com as segundas filas tornou-se numa missão de gestão local e não de segurança nacional.
A divisão prática de tarefas e horários
Ficou desenhada uma fronteira muito clara na cidade:
A Polícia Municipal gere o ordenamento do espaço público, sendo a força visível que autua o “comodismo” do dia a dia no centro urbano.
A PSP (através do modelo de policiamento geral e das Equipas de Intervenção Rápida) é chamada para a vertente da segurança rodoviária dinâmica, como as Operações STOP de fiscalização criminal (álcool, estupefacientes, falta de carta) e a tomada de conta de sinistros.
No entanto, a PSP assume a totalidade das ocorrências nas horas em que a Polícia Municipal está inativa. O horário de serviço atual da Polícia Municipal estende-se das 07h00 da manhã às 03h00 da madrugada de terça-feira a sábado. Contudo, aos domingos e às segundas-feiras, os serviços da PM encerram mais cedo, às 20h00, ficando o policiamento inteiramente a cargo da força nacional, a PSP.
.Muito mais haveria para dizer sobre o trânsito na cidade, mas a crónica já vai longa. Cabe a cada um de nós cumprir as regras do Código da Estrada e conduzir com civismo, em prol do bem comum e da fluidez do trânsito. Às polícias compete fazer cumprir essas regras, cabendo a cada leitor avaliar, pela sua experiência diária, a forma como essa missão é desempenhada.