Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, a vereadora Olga Pereira e o presidente da Junta de Freguesia de São Victor, Ricardo Silva, visitaram a já terminada obra de requalificação do percurso pedonal entre a Praça Flávio Sá Leite e o Parque Desportivo da Rodovia.
De acordo com Ricardo Rio, “impunha-se a criação de um percurso pedonal aprazível e seguro numa zona densamente habitada, sendo que agora a passagem é efetuada por um local naturalizado e muito mais atrativo”. “Este é um percurso bastante utilizado pela população e que merecia esta renovação”, acrescentou o autarca.
Aumentou-se a largura do passeio, tornando-o mais aberto, ladeando-o por zonas verdes e substituíram-se os pavimentos por betão drenante colorido, igual ao existente na proximidade. Foi também requalificado o túnel que interliga o percurso pedonal e os campos da rodovia, onde se colocou ainda uma chapa metálica anti-derrapante para permitir a travessia de bicicletas.
De acordo com o Município de Barcelos, “a Festa das Cruzes é a primeira grande romaria do Minho que teve início no século XVI, associada a uma lenda, quando, no ano de 1504, o sapateiro João Pires regressado da missa observou na terra, em pleno Campo da Feira, uma cruz de cor preta. O que considerou ser ‘um sinal sagrado’ depressa se transformou num acontecimento popular, que fez nascer a devoção ao ‘Senhor da Cruz’, materializada na construção do Templo do Bom Jesus da Cruz hoje epicentro da Festa das Cruzes”.
Ramiro Brito, empresário bracarense e CEO do Grupo Érre, foi eleito presidente da Associação Empresarial do Minho (AEMinho), na Assembleia Geral eletiva que decorreu esta terça-feira, nas instalações do IPCA, em Braga.
Depois de, nos últimos três anos, ter exercido o cargo de primeiro vice-presidente da associação, Ramiro Brito sucede a Ricardo Costa, mantendo o foco de “corporizar o Minho como um motor de desenvolvimento económico do país”.
Natural de Braga e licenciado em Relações Internacionais, Ramiro Brito é empresário há mais de 20 anos, atuando no mercado em várias áreas de negócio, como as Tecnologias de Informação, a Consultoria de Ambiente, Sistemas de Informação Geográfica e Design e Comunicação. Recentemente tornou-se sócio da Sonae Sierra no projeto Mesa na Praça, localizado no Mercado Municipal de Braga, com o objetivo de revigorar aquela zona da cidade. É também um apaixonado por desportos motorizados, sendo oficial de prova internacional FIA.
“A AEMinho nasceu com este espírito ímpar, de projetar o Minho no país, e o país no mundo. Fomos independentes e acutilantes sem nunca perder o norte, o tal que tanto nos orgulha, mas não nos cega. Fomos ponto de convergência e diálogo entre todos os agentes económicos da região e do país, de governantes a personalidades relevantes da comunidade económica, política e social, todos construíram relações com a associação e nela sentiram a abertura e o acolhimento, mas também a acutilância de quem quer construir, inovar, progredir. Nós somos, assumidamente, pela positiva”, destaca Ramiro Brito, renovando este “compromisso de convergência, independência e desenvolvimento” para o próximo triénio 2024-2027.
“Temos vetores que servem de ponto de partida para este mandato e que queremos endereçar. Fomentar o crescimento das empresas, fomentar a criação de riqueza, promover a valorização dos minhotos e dos portugueses, a produtividade como fator de desenvolvimento económico e social, a transição digital, energética associadas à economia circular e à sustentabilidade. Teremos também a especial missão de nos mantermos na ordem do dia, falando e promovendo soluções para os temas que vão surgindo com o decorrer do tempo. Contem connosco sempre para acrescentar”, acrescenta.
“O protagonista da nossa missão é o sucesso das empresas. Procuraremos inspirar todos os que nos são próximos com esta visão sobre empresas. Associados, não associados, governantes e sindicatos. Não há́ nós e os outros. As empresas são uma organização viva em que todos têm um papel a desempenhar. Podem contar com o nosso desagrado sempre que alguém tente tirar partido da visão tradicionalista dos patrões versus os trabalhadores, seja qual for a motivação do oportunismo ou populismo”, afirma o novo presidente da AEMinho, Ramiro Brito.
Os órgãos sociais eleitos contam com a recondução de José Teixeira (DST) como presidente da Mesa da Assembleia Geral, Helena Paínhas (Paínhas) como presidente do Conselho Fiscal e Ricardo Costa (Bernardo da Costa) que ocupa agora a função de presidente do Conselho Geral.
A nova comissão executiva é também alargada a oito elementos, sendo constituída por Ramiro Brito (Grupo Érre) como presidente, Ricardo Salgado (DSTelecom) como 1.º vice-presidente, Isabel Carneiro (Nau Verde), Gonçalo Pimenta de Castro, Patrícia Santos (ZOME), Nuno Mota (Banco BIG), João Pinho de Almeida (Encontre) e Graciete Lima (Infinit Label) como vice-presidentes.
A tomada de posse formal dos novos órgãos sociais ocorrerá por ocasião da celebração do terceiro aniversário da AEMinho, este ano com o fórum “Estado da Arte” a ser subordinado aos temas da inteligência artificial e da humanização da tecnologia, em Guimarães, a 24 de maio.
A Festa das Cruzes já se vive em Barcelos. As festas arrancaram na manhã desta terça-feira com a inauguração dos Arcos de Romaria da Festa das Cruzes e da parte da tarde foi a vez dos tapetes de pétalas de flores naturais, no Templo do Senhor Bom Jesus da Cruz.
As festividades continuam com a atuação das Bandas na Romaria a partir das 22:00. Segue-se o arraial no Jardim das Barrocas a partir das 23:00 com o “Bamos às Cruzes” e as atuações de Victor Rodrigues, Rafman e Lilas Cruz.
À meia-noite será lançada uma grande sessão de fogo de artifício no Largo da Porta Nova.
Esta quarta-feira, 1 de maio, Dia do Trabalhador, a RTP vai transmitir em direto o programa “Aqui Portugal”, a partir das 10:00, com atuações musicais frente ao Templo do Senhor Bom Jesus da Cruz. Às 22:00 os Xutos & Pontapés sobem ao palco da frente ribeirinha.
Fernando Daniel cancelou o concerto na Festa das Cruzes, em Barcelos, agendado para o dia 3 de maio. O músico encontra-se com pneumonia.
“Infelizmente não trago boas notícias. Tenho estado doentes nos últimos dias e hoje tive que voltar ao hospital onde, depois de vários exames, foi-me diagnosticada uma pneumonia”, anunciou Fernando Daniel.
“Esta pneumonia vai impossibilitar-me de estar presente pelo menos no próximo concerto que tinha agendado na sexta-feira, na Festa das Cruzes em Barcelos, o que muito lamento”, acrescentou.
O concerto Fernando Daniel será substituído por Ivandro no dia 3 de maio.
“Barcelos, espero que compreendam e que tenhamos a oportunidade de estar juntos muito em breve”, finalizou.
Os Mão Morta estão de regresso aos palcos com “Viva La Muerte!”, um espectáculo que junta os 50 anos do 25 de Abril e os 40 anos de existência da banda. A digressão passará por Braga, Lisboa, Faro, Aveiro, Ourém e Guimarães, entre setembro e novembro.
“Numa época em que o perigo do regresso do fascismo se torna palpável, os Mão Morta não podiam deixar de se manifestar e de denunciar o ar dos tempos. A banda propõe-se, assim, a criar um espectáculo de comemoração e de alerta, com a composição de temas que irão buscar referências a autores como José Mário Branco, Adriano Correia de Oliveira, Zeca Afonso ou Ary dos Santos, que viveram o fascismo salazarista e encontraram nessa opressão e censura a motivação para criar arte. Por outro lado, irão beber também às temáticas do fascismo contemporâneo, como o ultranacionalismo bélico, as teorias racistas da ‘grande substituição’, a globalização das teorias conspiracionistas, o ódio ao conhecimento científico e às instituições do saber ou o apelo ao pensamento único, de vocação totalitária”, refere a banda em comunicado.
É sobre este “recrudescimento das forças maléficas anti-democráticas e do seu comportamento arruaceiro” que os Mão Morta querem fazer um espectáculo, deixando claro “os perigos que corremos e em que a democracia incorre”. “É o contributo da banda para os festejos do 25 de Abril, esse ato fundador dos dias radiosos em que Portugal cresceu nos últimos 50 anos. E também a maneira mais digna de celebrar os 40 anos da banda, dizendo presente quando a sociedade democrática em que vivemos e nos acolhe mais precisa, como é dever de qualquer artista e intelectual, enquanto trabalhador do espírito”, acrescentam.
Paralelamente ao espetáculo de palco, os Mão Morta propõem “um momento de partilha de conhecimento e de saber em conferências com politólogos, filósofos e historiadores, lançando perguntas pertinentes: Quais as características dos fascismos actuais? Quais os seus perigos explícitos e implícitos? O que se mantém do fascismo histórico nos nacionais-populismos de hoje? Qual a relação dos fascismos actuais com as democracias liberais? Quais as liberdades que estão, nos novos fascismos, seriamente ameaçadas?”, em debates moderados por elementos da banda.
As letras de “Viva La Muerte!” são da autoria de Adolfo Luxúria Canibal, a música de Miguel Pedro e António Rafael e os arranjos de Mão Morta. As conferências terão a participação de Carlos Martins, doutorado em Política Comparada pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, com uma dissertação de doutoramento sobre a ideologia de líderes de movimentos fascistas, Manuel Loff, doutorado em História e Civilização pelo Instituto Universitário Europeu em Florença, professor associado do Departamento de História e Estudos Políticos e Internacionais e investigador no Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, Sílvia Correia, doutorada pela Universidade Nova de Lisboa, com uma tese sobre as políticas de memória da Primeira Guerra Mundial em Portugal, professora na Universidade do Porto e especialista em História Contemporânea de Portugal e da Europa e Luís Trindade, doutorado e Investigador em História Contemporânea, Investigador e Director do Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa / IN2PAST.
“Viva La Muerte!” inicia a sua jornada no Theatro Circo, em Braga, no dia 28 de setembro, passando pela Culturgest, em Lisboa, no dia 3 de outubro, pelo Teatro das Figuras, em Faro, no dia 11, pelo Teatro Aveirense, em Aveiro, no dia 17, pelo Teatro Municipal de Ourém no dia 23 de novembro e terminando no Centro Cultural de Vila Flor, em Guimarães, no dia 30 do mesmo mês.
Maio significa o regresso das Feiras Francas a Fafe. A edição deste ano mantém o Parque da Cidade como centro das comemorações e oferece um programa de cinco dias preenchido com os concertos de Quim Barreiros, Ana Malhoa e Dino D’Santiago.
O cartaz conta ainda com cantares ao desafio, festival de folclore, fado, animação de rua, cenas da vida rural, concurso pecuário, chega de bois e corrida de cavalos.
O Município de Fafe desenhou uma programação popular e festiva que privilegia a ruralidade e as tradições locais, mas que não esquece os mais jovens a quem são dedicados muitos momentos de animação noturna.
As Feiras Francas arrancam na quarta-feira, véspera de feriado, dia 15 de maio, com a inauguração da Expo Rural, às 18:00, seguindo-se momentos de animação a cargo dos Bombos da CERCIFAF, Rusga de Concertinas, Cantares ao Desafio com Liliana Oliveira. O dia termina com a atuação da cantora Ana Malhoa no palco principal do Parque da Cidade, às 22:00, seguida da atuação dos DJ’s Ricardo Mendez e Dj John Dyas.
No feriado municipal, 16 de maio, o programa arranca com a realização da Feira de Gado Cavalar no Parque da Cidade, a partir das 09:00. Os Bombos animarão a cidade durante a manhã e ao início da tarde, acontece o tradicional e muito acarinhado, Festival de Folclore. A Chega de Bois, que terá lugar no Parque da Cidade, está marcada para as 16:30.
Ao fim de tarde, inicia-se um programa musical com a atuação do grupo Ribeiro e as Concertinas e momentos dedicados ao Fado.
Quim Barreiros, um dos mais populares e queridos músicos pelo público, atua no Palco Principal, às 21:30. O dia encerra com o lançamento de fogo de artifício, na Torre do Relógio, às 23:00.
Na sexta-feira (17), o programa contempla o Concurso Pecuário, a tradicional Corrida de Cavalos a passo-travado e o Festival Folclore. Durante todo o dia, as crianças das escolas do concelho terão oportunidade de visitar a Expo Rural, envolvendo as escolas na comemoração das Feiras. Para o público jovem, e não só, está prevista, a partir da meia noite, a atuação do Dj Kyd3n e Dubio dj set.
O fim de semana leva mais animação a Fafe, com destaque para o espetáculo de Dino D’Santiago na noite de sábado. O dia será dedicado, sobretudo, à música com atuações dos Bombos, ARPIFAFE, AAPAEIF, Tuna Masculina IEES, Tuna Feminina IEES, Memórias Vivas, Liliana Oliveira com Banda, Dj Cozta e Dupla Mete Cá Sets.
O último dia das Feiras Francas fica, como habitual, marcado pelas atuações da Banda Filarmónica de Revelhe e da Banda Filarmónica de Golães, na Arcada.
A Expo Rural e a Praça dos Petiscos fazem parte do programa ao longo dos cinco dias, oferecendo momentos de lazer e convívio aos visitantes.
“Valorizar as conquistas sociais e humanistas da nossa democracia, sem deixar que as voltemos a perder” é o grande desafio que pessoas de diferentes áreas de atividade deixaram hoje às novas gerações, numa tertúlia organizada por alunos da Escola Secundária de Vila Verde, sobre a Revolução do 25 de Abril.
Liberdade, paz e segurança, democracia, justiça, solidariedade, igualdade e inclusão, desenvolvimento e progresso social são “valores conquistados e que é preciso continuar sempre a proteger e a fomentar”, como frisou a presidente da Câmara Municipal de Vila Verde, Júlia Rodrigues Fernandes.
Na iniciativa integrada no programa comemorativo dos 50 anos da Revolução do 25 de Abril, participaram também os vilaverdenses Teresa Lago, Salvador Sousa e Nídio Silva, que partilharam as vivências no período da ditadura e no dia da Revolução, salientando as diferenças ao nível das condições de vida, tanto no seio da família, como nas escolas, no trabalho ou nas suas comunidades.
Como convidado especial do grupo de alunos do “GIF J” – organizadores da sessão –, o antigo militar Cândido Barbosa descreveu as emoções vividas em Lisboa à frente de um batalhão de carros de combate, durante as operações comandadas por Salgueiro Maia, na quinta-feira de 25 de abril de 1974, e que consumaram o fim do Estado Novo.
“É importante manter viva a história, para percebermos a importância da Revolução e continuarmos a ‘alimentar’ as conquistas conseguidas e pelas quais temos sempre de lutar”, alertou Júlia Rodrigues Fernandes.
A autarca apelou que “não seja necessário perder o que temos hoje, para valorizarmos os valores conquistados”. Exemplificou com o que acontece com a água ou a luz: “só lhes damos importância quando não sai nada da torneira ou falha a eletricidade”.
Com o objetivo de promover a transmissão de conhecimentos e vivências da Revolução entre gerações, o programa comemorativo dos 50 anos do 25 de Abril em Vila Verde desafiou de forma especial todas as escolas do concelho. Na última ação do mês de abril – num programa que vai prosseguir ao longo do ano –, a presidente da Câmara traçou um balanço extremamente positivo.
“Foi um sucesso. Obrigada a todos. Honramos Abril. Tivemos grandes eventos, com forte mobilização das instituições e da população. Atingimos 25 iniciativas durante o mês de abril. E vamos fazer 50 iniciativas ao longo do ano que assinala os 50 anos da Revolução. Agora o desafio é continuar Abril, sempre”, apontou Júlia Rodrigues Fernandes.
O Festival Política está de regresso com a “Intervenção” como tema central da programação. Em Braga, o Festival Política ocupa o Centro de Juventude já a partir de quinta-feira, de 2 a 4 de maio.
A programação do Política em Braga combina 24 atividades gratuitas em três dias, incluindo cinema, performances, música, humor, exposições e conversas. No ano em que se assinalam os 50 anos do 25 de Abril, a programação convoca artistas, criadores, académicos e ativistas a desenvolver propostas e reflexões focadas na necessidade de fomentar a participação dos cidadãos nos atos eleitorais e o envolvimento com as instituições e as suas comunidades.
Entre os principais destaques da programação para o Centro de Juventude de Braga estão a estreia do documentário de Tiago Pereira “Onde Está o Zeca?” (4 de maio, 18:00) e o novo espetáculo de Hugo van der Ding (4 de maio, 21:30). Em “O que importa é participar” Hugo van der Ding percorre, de forma humorada, as participações especiais da História de Portugal que comprovam a importância da participação. “Onde está Zeca”, que resulta de uma coprodução do Festival Política e A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria, apresenta uma reflexão inédita sobre a herança de Zeca Afonso no panorama musical atual.
Na programação musical estão agendados concertos de Lucas Pina e Fado Bicha. Lucas Pina, que atuará na rua do Castelo (3 de maio, às 18:00), é um cantor são-tomense que ficou conhecido do grande público depois da participação no Got Talent Portugal, com Rapazes do Milongo em dupla com Moreno. Lançou no dia 8 de março, “Mamã”, uma ode às ações e gestos da mãe para os seus filhos. Já o espetáculo “Fado Bicha mata o Fado, com amor” (3 de maio, às 21:30), no Centro de Juventude, é um concerto intimista, de voz e guitarra elétrica, em que a dupla Lila Fadista e João Caçador revisita fados antigos e tradicionais e nos falam da história do fado e de histórias dentro do fado, evocando Hermínia Silva, Pedro Homem de Mello ou António Ferro.
O Política conta com várias performances ao longo dos três dias de programação. Graças à parceria com o RESISTANCE! – Youth Festival of Modern European History, serão apresentadas performances de vários países: de Itália, chega “Lost” (2 de maio, 17:30) que pensa sobre a História; de Portugal, “Notícias de última hora” (2 de maio, 21:30) consiste num espetáculo em que o público é convidado a debater os direitos fundamentais prometidos pela democracia estão ainda por cumprir; dos Países Baixos, “Resistance Redux” (3 de maio, 17:00) apresenta uma interpretação visual, musical e física da vivência dos molucanos nos Países Baixos; da Eslovénia, “You are what you eat” (3 de maio, 18:30) apresenta um verdadeiro compêndio de rebeliões: desde as mais banais até às grandes críticas no contexto da antiga Jugoslávia; da República Checa, os eventos históricos em torno da Primavera de Praga em 1968 são o ponto de partida para “When Spring is Over” (4 de maio, 15:00); de França chega “Revolution is a sexually transmitted infection” (4 de maio, 16:30) em que cinco jovens mulheres discutem a educação e a herança que receberam das gerações anteriores em termos de sexualidade e passagem para a idade adulta. O RESISTANCE! – Youth Festival of Modern European History é um projeto europeu de artes performativas que acontece em Portugal, Itália, França, República Checa, Eslovénia e Países Baixos. Em Portugal, o RESISTANCE! tem como parceiro associado o Teatro Circo de Braga EM SA e está a ser desenvolvido no contexto da preparação da Capital Portuguesa da Cultura.
A secção de cinema é composta por uma seleção de 6 produções, entre curtas e longas-metragens, ficção, animação e documentários. Destaque para a sessão do Parlamento Europeu, com a exibição de “A Sala de Professores” de Ilker Çatak (2 de maio, às 19:00), que recentemente recebeu o prémio LUX Audience Award. A sessão de cinema Maiores de 18 integra o documentário “Maghreb’s hope”, de Bassem Ben Brahim (4 de maio, 23:15), que consiste num retrato das experiências de pessoas queer do Magrebe.
O programa inclui conversas, oficinas e outras atividades: será estreado em Braga o conceito de debate Beers&Politics, com o tema “Precisamos de maior participação política e cívica?”, com António Fernando Tavares, diretor do Departamento de Ciência Política na Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho (2 de maio, 18:00). Ao longo do dia 4 de maio (sábado) haverá 3 oficinas: duas da responsabilidade da Plataforma do Pandemónio: “Encontra a tua voz” e “Vozes do mundo: um canto de protesto”; e outra organizada pela designer e professora de yoga Rosa Soares, “O que significa comunidade?”. Estão agendadas várias apresentações (“Reconhecer o Padrão”, “Faz-te Ouvir” e da exposição “História LGBT+ em Portugal”), como também uma visita guiada evocativa do advento do regime democrático na cidade de Braga.
Nesta edição de Braga do Festival Política será possível visitar três exposições: “História LGBT+ em Portugal”, iniciativa estudantil da Universidade do Minho que promove o convívio e consciencialização da comunidade LGBTQIA+, consiste num panorama histórico da comunidade LGBT+ em Portugal; “Afinal quantas pessoas se abstêm em Portugal?” é uma análise aos números oficiais da abstenção; e “Polarização afetiva: causas e implicações para o sistema democrático” baseia-se em papers científicos sobre o fenómeno.
A restante programação já está disponível para consulta e pode ser acedida através do site festivalpolitica.pt.