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Banco de Portugal lança moeda de coleção “50 Anos do 25 de novembro”

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© Banco de Portugal
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O Banco de Portugal coloca hoje em circulação uma moeda de coleção com o valor facial de 2,50 euros, designada “50 Anos do 25 de novembro”.

A distribuição ao público será efetuada por intermédio das instituições de crédito, das tesourarias do Banco de Portugal e das lojas da Imprensa Nacional-Casa da Moeda.

A moeda “50 Anos do 25 de novembro” apenas tem poder liberatório em Portugal e apresenta no anverso as legendas «25 NOVEMBRO», «50 anos», «1975.2025» e «Portugal» e a representação estilizada do escudo de armas de Portugal. Na orla inferior, à direita, um ramo de oliveira.

No reverso tem um caminho de folhas de árvore soltas, à esquerda do qual se encontra o valor facial, e à direita a legenda «Liberdade e Democracia».

Na orla superior apresenta o ano de emissão, a legenda “Casa da Moeda” e a indicação do autor.

Foi definido o limite de emissão de 25.000 moedas com acabamento normal.

GNR alerta para furtos em veículo. Braga somou 522 casos em 2025

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A GNR alertou para o fenómeno de furtos no interior de veículos, que tende a intensificar-se com a aproximação da época estival. Apesar de em 2025 se ter registado uma diminuição de 7,6% no número de crimes em comparação com o ano anterior, a GNR intensificou a sua resposta operacional, registando um aumento de 160% no número de detenções por este ilícito. Em Braga, no ano passado, foram registados 522 casos.

“Este tipo de crime ocorre prioritariamente em zonas de maior densidade populacional e junto à orla costeira, aproveitando os períodos de lazer e a maior afluência de turismo sazonal. Os autores direcionam a sua atuação para viaturas em parques de estacionamento de praias, centros comerciais, palácios e museus”, refere a Guarda.

Em 2025, a GNR registou um total de 5.667 crimes, menos 470 do que em 2024, sendo o Porto o distrito com o maior volume de ocorrências (1440). Em Setúbal registou-se 722 crimes, houve em Lisboa, 629 em Faro, 573 em Aveiro e 522 em Braga.

A GNR afirma que a prevenção “é a primeira barreira de segurança”. “Muitos destes furtos ocorrem por oportunidade, ao serem deixados bens visíveis do exterior. Nesse sentido, recomenda-se que tranque sempre o veículo, verifique janelas, vidros e tetos de abrir, mesmo que se ausente por pouco tempo; não deixe objetos visíveis do exterior. Se tiver de guardar bens na bagageira, faça-o antes de chegar ao local de estacionamento, para não indicar onde os mesmos se encontram; opte por estacionar em locais seguros, com preferência por locais iluminados, movimentados ou com vigilância; ative o alarme e, se possível, utilize aplicações de localização em equipamentos eletrónicos (tablets, computadores, telemóveis. Caso detete sinais de arrombamento no seu veículo evite a contaminação do local do crime para preservar vestígios que auxiliem a investigação; contacte as autoridades facultando o máximo de informação (local, descrição dos bens, suspeitos ou viaturas estranhas que tenha avistado). A descrição detalhada e fotografias dos bens furtados são essenciais para uma possível recuperação”, alerta a GNR.

A Guarda Nacional Republicana sublinha que mantém um patrulhamento reforçado nestas áreas críticas, reafirmando que “a segurança de todos começa com a responsabilidade e prevenção de cada cidadão”.

Famalicão comemora Dia Mundial da Criança no Parque da Devesa

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© CM Famalicão
© CM Famalicão

No fim de semana de 30 e 31 de maio, o Parque da Devesa, em Vila Nova de Famalicão, vai transformar-se num “Lugar do Sonho”, com atividades para  animar os mais novos. A iniciativa celebra o Dia Mundial da Criança, que se assinala a 1 de junho.

Teatralização de histórias, ateliers, animação com jogos, pinturas faciais, muita música, dança, ioga e oficinas de leitura, são algumas das atividades a decorrer durante o fim de semana, das 10:00 às 12:30 e das 15:00 às 19:00.

TUB com autocarros a 1 euro para a Braga Romana

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© Braga Romana - Reviver Bracara Augusta
© Braga Romana – Reviver Bracara Augusta

Os Transportes Urbanos de Braga (TUB) voltam a assegurar soluções de mobilidade para a Braga Romana.

Nos dias 22 e 23 de maio, os cidadãos poderão estacionar gratuitamente em parques periféricos e utilizar o transporte público para aceder ao centro histórico.

O serviço funcionará entre as 20:00 e as 01:00 a partir dos interfaces do Minho Center, E.Leclerc e Estádio Municipal.

Luís Montenegro em Braga para o 5.º aniversário da AEMinho

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© PSD
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A AEMinho – Associação Empresarial do Minho, em parceria com o Observador, e com o apoio do Município de Braga, organiza a Cimeira da Indústria Observador, no próximo dia 26 de maio, no Theatro Circo, em Braga.

No âmbito da Cimeira, será assinalado o 5.º Aniversário da AEMinho, sublinhando “o percurso da associação na promoção da competitividade empresarial e do desenvolvimento económico da região”.

O evento reunirá líderes empresariais, decisores públicos e especialistas. Na abertura estará presente o primeiro-ministro Luís Montenegro. “Será um espaço de reflexão estratégica sobre os principais desafios e oportunidades da indústria em Portugal, com especial enfoque na escala e competitividade, nas tendências globais, nos custos de contexto e nas estratégias para ultrapassar obstáculos ao crescimento”, refere a AEMinho.

O primeiro painel, dedicado ao tema “Escala e Competitividade”, terá como keynote speaker Carlos Moreira da Silva, presidente da Business Roundtable Portugal. Seguir-se-á um painel de debate com Luís Aguiar Conraria, presidente da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, Carlos Jardim, administrador da Bosch Braga, e João Pedro Oliveira e Costa, presidente do BPI, centrado na relação entre escala, produtividade e competitividade empresarial.

A reflexão sobre “Os desafios dos gestores no mundo atual” será conduzida por António Brochado Correia, presidente da PwC Portugal, numa intervenção dedicada às transformações e exigências da liderança empresarial no atual contexto global.

No painel “Tendências Decisivas”, participarão Luís Dinis, diretor Strategy & Program Delivery Portugal da Tabaqueira, Sofia Tenreiro, CEO da Siemens Portugal, e Maria Luísa Cabral, Diretora para o Emprego de Qualidade, Condições de Trabalho e Diálogo Social da Comissão Europeia, que irão analisar os principais fatores de transformação global, incluindo inovação, tecnologia, talento, sustentabilidade e competitividade.

Durante a tarde, o tema “Custos de Contexto” contará com Gonçalo Matias, ministro adjunto e da Reforma do Estado, como keynote speaker, seguindo-se um painel com Isabel Furtado, CEO da TMG Automotive, Pedro Carreira, presidente da Continental Mabor, e Vítor Abreu, CEO da Endutex, centrado no impacto da burocracia, da regulação e da centralização na competitividade das empresas.

O painel “Ultrapassar os Obstáculos” terá como keynote Gonçalo Regalado, CEO do Banco Português de Fomento. No debate participarão João Pinto, diretor da Católica Porto Business School, Joana Carvalho, CEO da SFGo, Ana Pinheiro, administradora da Mundotêxtil, e José Teixeira, presidente do DST Group, que irão partilhar estratégias de adaptação, inovação e crescimento em contextos adversos.

A cimeira contará ainda com a presença de Rui Moreira, embaixador de Portugal na OCDE, como keynote speaker.

A AEminho aguarda ainda a presença de António José Seguro, presidente da República, para a sessão de encerramento.

No âmbito da iniciativa, terá ainda lugar um almoço dedicado à diplomacia económica — AEMinho Business and Diplomatic Partnerships — exclusivo para associados da AEMinho e convidados da Cimeira, com o objetivo de “promover oportunidades concretas de internacionalização e colaboração entre empresas e mercados estratégicos”.

Durante o almoço será também assinalado o 5.º aniversário da AEMinho, num ambiente que pretende “reforçar relações institucionais e empresariais, bem como fomentar novas oportunidades de colaboração”.

Fafe dá a conhecer história da arte da palha

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No âmbito da edição de 2026 do Programa “Experimentar o Têxtil”, irá decorrer no próximo dia 23 de maio, no Museu da Palha em Golães, em Fafe, uma oficina/convívio para dar a conhecer a história da arte da palha.

A iniciativa contará com conversas sobre a relevância deste saber no território, que faz parte do processo de aprendizagem junto dos artistas António Jorge, Ana Leandro e Mónica Faria.

O convite está feito para meter as mãos na palha, no entrançado, no produto certificado, símbolo de resistência da herança cultural, com as pessoas que melhor conhecem esta técnica ancestral, as artesãs de Fafe.

Esta é uma iniciativa da Contextile/Ideias Emergentes e do Município de Fafe, em parceria com a Junta de Freguesia de Golães e a Sol do Ave (CLDS de Fafe).

A entrada é gratuita mas é necessária inscrição através do e-mail [email protected].

Oferta de casas para arrendar diminuiu 3% em Braga

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O stock de habitação disponível para arrendar em Portugal desceu 13% no primeiro trimestre de 2026, face ao mesmo período do ano anterior.

A oferta de casas para arrendar aumentou em 13 das 19 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas no último ano. Faro foi a cidade onde o stock mais cresceu (50%), seguida de Viana do Castelo (41%), Ponta Delgada (37%), Bragança (36%) e Vila Real (26%).

Registaram-se ainda aumentos da oferta no Funchal (22%), Beja (18%), Setúbal (17%), Évora (16%), Leiria (11%), Viseu (7%), Santarém (7%) e Aveiro (1%).

Em sentido contrário, a oferta de casas para arrendar diminuiu em seis capitais. Porto (-35%) e Coimbra (-31%) registaram as quedas mais acentuadas, seguidas da Guarda (-29%), Lisboa (-18%), Castelo Branco (-16%) e Braga (-3%).

Póvoa de Lanhoso organiza IV Desfile de Marchas Populares da Terra do Ouro

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© CM Póvoa de Lanhoso
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A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso está a preparar mais uma edição do Desfile de Marchas Populares da Terra do Ouro. Este evento agregador das populações, freguesias e outras entidades do território, realiza-se no dia 20 de junho.

“A expectativa é de que, este ano, participem ainda mais pessoas, ultrapassando as cerca de 400 registadas na edição de 2025”, refere a Câmara Municipal.

As Marchas são uma iniciativa da Autarquia, integrada no projeto municipal “Póvoa Dança”. No culminar de horas e horas de ensaios e de preparação, os grupos exibem figurinos, adereços, coreografias e marchas originais, mas também a animação, a alegria, a criatividade, o colorido, o movimento e a sonoridade desta manifestação da cultura popular.

“O sucesso que as marchas têm registado, ano após ano, confirmam que a primeira edição, em 2023, rapidamente se revelou ter sido uma aposta ganha: pela participação, pela qualidade e pelo público. Na sua quarta edição, o Desfile visa valorizar e preservar as tradições culturais locais, bem como fomentar a participação da comunidade e reforçar o sentimento de pertença. Este evento já conquistou o seu espaço próprio de afirmação no âmbito da programação anual do Município. Ao longo dos anos, tem contado com centenas de participantes, provenientes dos Centros de Convívio, das Juntas de Freguesia/Uniões de Freguesia e de IPSS’s. As Marchas da Terra do Ouro continuam a abraçar o desafio da inclusão, através do convite à participação de entidades com intervenção na área social, mais especificamente no âmbito do trabalho com a deficiência”, reforça o Município.

Ao promover e patrocinar a realização das Marchas Populares da Terra do Ouro, o Município tem diz ter em conta “a importância social, cultural e etnográfica do evento, bem como o incentivo às entidades locais para que promovam dinâmicas multiculturais e multigeracionais, estimulando as comunidades ao envolvimento numa manifestação social e cultural que se deseja participada e com qualidade”.

“Juntando-se” à multidão que é esperada no local, a comunidade Povoense espalhada pelo país e pelo mundo também poderá assistir a estas marchas através das redes sociais da Autarquia, numa transmissão que pretende “alimentar e reforçar a ligação e a proximidade à Póvoa de Lanhoso”.

Reformados de Braga defendem aumento de pensões

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O MURPI – Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos e da Inter- Reformados de Braga vai promover a iniciativa “Dia da Indignação e Protesto” junto ao Centro Distrital da Segurança Social de Braga, esta quinta-feira, dia 21 de maio, às 15:00.

Os reformados vão defender o aumentos de pensões e o direito a uma vida digna. “Os reformados deste distrito pretendem reclamar o aumento intercalar das pensões, no valor de 5% e de 75 euros para as mais baixas, uma vez que os 2,8% atribuídos pelo atual Governo são há muito insuficientes para fazer face ao grande aumento de preços dos bens e serviços essenciais, que os reformados bem querem travar”, refere o MURPI.

Neste sentido, apelam os promotores a que “os reformados, bem como os representantes das suas associações, se concentrem naquele local, fazendo ouvir o seu protesto e indignação perante as dificuldades cada vez maiores do custo de vida pois só o aumento intercalar das suas pensões poderá ajudar a aliviar alguns encargos com a mesma”.

“Atento o atraso nas consultas e cirurgias médicas, os reformados não deixarão de defender o Serviço Nacional de Saúde e o seu reforço com mais investimentos, a criação de uma Rede Pública de Equipamentos Sociais de apoio aos idosos bem como a ampliação da Rede de Cuidados Continuados, a gratuitidade dos medicamentos, reclamando também uma Rede Pública de Lares, mais Apoio Domiciliário e Centros de Dia e Transportes Públicos com Passes Gratuitos em todo o país”, acrescenta o MURPI.

Apelando à concentração dos reformados junto da Segurança Social de Braga, os promotores lembram que “as instituições devem apoiar e respeitar o Movimento Associativo do Reformados, Pensionistas e Idosos”.

Trabalhar muito ou ganhar pouco? A confusão portuguesa

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© José Rosa
© José Rosa

Em Portugal há uma frase que todos já ouvimos, repetida até à exaustão entre cafés e jantares de família: “Lá fora trabalham mais do que cá.” Normalmente vem acompanhada de um encolher de ombros, como quem aceita uma verdade absoluta, quase genética.

Mas convém desmontar este mito com alguma frontalidade.

Os trabalhadores portugueses no estrangeiro não trabalham mais por algum chip escondido no ADN. Trabalham, isso sim, em contextos onde o esforço é reconhecido, onde o salário compensa e onde o sacrifício tem retorno. É uma diferença simples, mas que muda tudo. Porque motivação não nasce do discurso, nasce do respeito. E, muitas vezes, esse respeito mede-se ao fim do mês.

Cá dentro, continuamos a alimentar a narrativa cómoda de que o problema está do lado do trabalhador. Falta produtividade, falta empenho, falta isto e aquilo. A conversa do costume. O que raramente se discute com a mesma energia é o resto da equação.

Há um problema estrutural evidente: um tecido empresarial ainda demasiado preso a modelos de baixo valor acrescentado, com pouca aposta na inovação, na qualificação e na diversificação de negócios. Continuamos, em muitos casos, a competir pelo preço, que é a forma mais rápida de estacionar salários e expectativas.

Depois há o lado económico mais amplo, onde se insiste em espremer sempre os mesmos. Sempre que há crise, aperto, incerteza ou simplesmente necessidade de “ajustar”, a solução parece recair, inevitavelmente, sobre quem trabalha. Mais horas, mais carga, mais pressão. E, do outro lado, uma evolução salarial que anda ao ritmo de um relógio avariado. Não pode ser sempre assim.

Um empresário conhecido da região de Braga, daqueles que não fala para agradar, disse há dias algo que devia ficar escrito à porta de muita empresa: “…trabalhadores não faltam. Metam o dinheiro em cima da mesa que eles aparecem…”. Curto, direto, sem floreados e, sobretudo, difícil de rebater.

Não podem ser sempre os trabalhadores a pagar a fatura. Seja a fatura da crise, da falta de competitividade, da ausência de estratégia ou da incapacidade de antecipar mudanças. Há um limite para esta lógica de empurrar responsabilidades para baixo, e, verdade seja dita, estamos perigosamente perto dele há demasiado tempo.

É preciso dizer com clareza: o problema não se resolve com moralismos sobre esforço individual. Resolve-se com decisões. Com investimento sério na modernização das empresas. Com visão económica que vá além do imediato. Com liderança capaz de perceber que valor não se cria à custa de esmagar quem produz, mas sim criando condições para produzir melhor.

Porque, no fim, a questão não é saber se os portugueses trabalham mais ou menos. Essa discussão já devia estar ultrapassada.

A questão é outra: estamos, enquanto país, a dar motivos suficientes para que as pessoas queiram trabalhar cá e ficar?

Enquanto essa resposta for um silêncio desconfortável, continuaremos presos ao mesmo ciclo: exigir mais, pagar pouco, e depois admirar-nos quando os melhores fazem as malas.

E, sinceramente, já começa a não haver desculpa para tanta repetição.