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Nuno Miguel Henriques candidata-se a presidente do PSD

Nuno Miguel Henriques

Nuno Miguel Henriques apresentou-se como candidato a presidente do PSD durante o Conselho Nacional realizado no sábado, em Aveiro. O candidato disponibilizou-se para “apresentações em todo o país e a participar em todos os debates”, não tendo tocado na discussão de datas das eleições e do congresso ou sobre as quotas, não deixando de admitir que “os estatutos precisam de uma revisão adaptada aos tempos contemporâneos”.

O candidato, que vai agora debater com os outros dois candidatos, começou por dizer “Portugal merece muito mais e melhor. Esse desígnio só é possível, no atual contexto, pelas mãos dum verdadeiro Partido Social Democrata, unido, sério, credível, sapiente, mas respeitável, positivo, votável e com saber e experiência sobre as reais necessidades dos portugueses, de todos e não só de alguns”.

“Aquilo que nos une, sociais-democratas, deve ser sempre superior, aquilo, que nos separará. Precisamos urgentemente de um partido que contribua para a solução e não para a complicação”, acrescentou.

“Sou militante há cerca de três décadas, neste partido, que partilhamos, com afinco, com críticas construtivas, que devem ser internas e não de tal forma públicas, que só nos prejudica.  Participei em todas as estruturas do PSD, da JSD, dos ASD e dos TSD, em órgãos concelhios, distritais e nacionais.  Fui autor de moções a congressos nacionais, que foram aprovadas e que para nada serviram. Cresci lado a lado, com o partido.  Aprendi o que deve ser o rumo certo no PSD e para onde não devemos, de todo, caminhar. Enganei-me algumas vezes, verdade, acertei outras tantas. Muitas outras, mesmo com a certeza de que, o que defendia e acreditava, era o mais correto, não consegui ter os votos para concretizar alguns projetos e ideias”, referiu o candidato, lembrando que “ajudei bastantes, a alcançar êxitos e triunfos, despercebidamente”.

Justificando a sua postura em 2021, Nuno Miguel Henriques afirmou que “estudei, percorri o país, conheci muitas realidades e tenho hoje um pensamento próprio, sem sectarismos inconsequentes, estruturado, com conhecimento e provas dadas em vários domínios, entre eles o social, não só por formação superior, mas por trabalho de facto e voluntariado, no setor cultural, com uma carreira que fala por si, sem precisar de padrinhos ou subsídios, no associativismo, como empreendedor turístico e artístico, como autor, no ensino como professor, tal como especialista e docente de Protocolo Autárquico, para mais de 400 autarquias em todo o país, ao longo de anos, o que continuo a fazer com orgulho, com assinalável sucesso. Portanto, poderei dizer que tenho uma vida pública, mas não mediática”.

“Por incumbência de missão e por imperativo de consciência, por representar os muitos militantes, que tal como eu, precisam de ter Voz no partido, estou aqui, para colocar e disso deixar testemunho público, de que desejo auxiliar a fazer um PSD diferente, melhor e que seja o mais credível partido português, para governar com excelência, Portugal”, salientou.

Falando do país, disse que “teremos de pensar na qualidade de vida das pessoas e dos trabalhadores, tendo preocupações ambientais e ecológicas, uma política cultural inclusiva e dimensional, uma saúde com prevenção e saudável, uma segurança interna e de defesa, efetiva e não de estatísticas, uma política económica, que dinamize a economia, sem dilemas ideológicos, uma reforma fiscal correta, um encargo atlântico, onde o Mar e as suas riquezas sejam valorizados de facto, ao lado da agricultura moderna, uma valorização das Forças Armadas e do prestígio da pátria portuguesa, sem complexos históricos, com elevação nos negócios estrangeiros, uma justiça célere, simplificada e acessível, que passa por termos a capacidade de criar, redigir e mudar legislação para a descomplicar e ser eficaz, uma educação com planos de estudos e currículos apetecíveis e a irem ao encontro da sociedade contemporânea, impulsionando a ciência, tendo a política de segurança social, sem ser uma misericórdia estatal, para quem precisa ou não, depende dos casos, e um trabalho sério, sólido sem desvarios nas infraestruturas e empresas públicas, enfim, precisamos de mais e melhor”.

Depois de falar sobre o partido internamente, alertou que “esta divisão entre as partes, não favorece o PSD e o país, mas a existir, sentimos a necessidade de haver uma terceira via alternativa, que não é vã, oca ou incapaz, bem pelo contrário é firme, determinada e resiliente, pelas pessoas, que para nós, estão facto, em primeiro lugar. Não pode haver no partido, militantes e concelhias de primeira e de centésima categoria. Connosco todos serão bem tratados, pelo seu mérito, não haverá filhos e enteados”.

“Vamos unificar e trabalhar com todos, como espero que todos, usufruam e trabalhem connosco. Sabemos o que queremos, o que fazemos e onde estamos agora e para onde pretendemos levar o PSD, com uma maioria a curto e médio prazo em todo o país, que não é só o Porto ou Lisboa, onde sou militante, mas igualmente as nossas ilhas, que bem conheço, como as Beiras, o Alentejo, o Algarve, o Minho, o Oeste, o Ribatejo, Trás-os-Montes, a Bairrada, o Litoral ou dito Interior, que se existe em Portugal, é só um estigma na cabeça de alguns pseudo-intelectuais urbanizados, porque interior, interior é Madrid. E eu nasci e cresci na Beira Baixa, na Covilhã, cidade que faz inveja a muitas terras”, ressalvou o candidato.

Considerando os pressupostos apresentados em síntese, perante a “necessidade de uma mudança de paradigmas estratégicos em termos de política de centro-direita”, afirmou dentro de uma matriz social-democrata, que “sou mesmo candidato a presidente do PSD em 2021”.

“Quando se vai à luta, pode não se ganhar sempre. Mas quem não vai, perde com certeza. E só perde, quem não luta. O meu adversário, não está no nosso partido. Está lá fora. É a Abstenção em primeiro lugar e depois os outros partidos, os incompetentes, os que não amam e sentem Portugal”, finalizou Nuno Miguel Henriques. 

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