
Um milhar de antigos estudantes da Universidade do Minho (UMinho) reuniu-se na noite deste sábado para a 10.ª edição do Encontro Caixa Alumni, no Multiusos de Guimarães. A iniciativa contou com um concerto de José Cid, além de nove espaços de degustação de ex-estudantes, animação com Saud’Arte e Tun’Obebes, raspadinhas com prémios, projeções multimédia, área de fotos, jantar volante e after-party com o DJ Artur Ferreira.
Os primeiros no recinto foram Dulce Ramos e o marido Manuel. “Só faltámos a uma edição e vale sempre a pena vir, por tudo o que oferece – a alegria das pessoas, os reencontros, a música, os stands, a envolvência”, salientou Dulce, mestre em Património Geológico e doutorada em Administração Escolar.
Logo depois, chegaram Ana Maria Peixoto e o marido José, totalistas das dez edições. Ana Maria revê a cada encontro colegas do curso de Ensino de Físico-Química de 1982, vindos de várias geografias, além de colegas doutorados da fornada de 2003.
O evento teve o tema geral “Ficamos por onde passamos”, aludindo à ligação dos mais de 80.000 diplomados à sua alma mater. O reitor realçou com orgulho “o caminho notável” dos 51 anos da UMinho. “Impactou a região, o país e o mundo – e isso deve-se a todos os nossos professores, investigadores, técnicos e, em especial, estudantes e antigos estudantes, a quem deixo um enorme agradecimento”, disse Rui Vieira de Castro. “Temos razões para acreditar num futuro brilhante desta instituição, que contou sempre com uma imensa rede de parceiros”, anuiu.
José Cid fez uma viagem de mais de 60 anos de carreira, mostrando em 30 canções e duas horas e meia porque é um dos músicos portugueses mais ecléticos, ativos e intergeracionais. Houve sucessos recriados após tantos anos, desde “Cai neve em Nova Iorque” em tom jazz, “A cabana, junto à praia” mais disco ou “Como o macaco gosta de banana” em bossa-nova. Não tardaram o público de pé, as vozes e palmas no ar ou o comboinho na versão “Amanhã de Manhã” das Doce.
O pianista de 83 anos entregou-se à causa, sem playbacks e com uma banda que até levu cavaquinho, gaita-de-foles ou flauta para homenagear o legado lusófono, a música brasileira, o poeta Teixeira de Pascoaes ou as raízes de José Cid e a esposa deste. “Sou o cantor português mais premiado, o que teve mais músicas censuradas e o que deu mais concertos solidários; aceito tocar em favor dos bombeiros de Guimarães, se quiserem”, desafiou. O convidado da noite foi o saudoso cantor Mário Mata, com o seu hino “Não há nada p’ra ninguém”.


