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Mais de 300 queixas dirigidas às casas de apostas não reguladas

© Portal da Queixa

Desde o início do ano, chegaram ao Portal da Queixa mais de 1.000 reclamações relacionadas com Casinos e Casas de Apostas Online. Entre estas, 28% das queixas são dirigidas às empresas de jogo online não regulado em Portugal. Problemas com o levantamento dos valores (reaver o prémio/dinheiro), burla e contas bloqueadas são os principais motivos de reclamação apontados pelos consumidores. Bettilt, 1xBet, 22bet, Ice Casino e MostBet estão entre as casas de apostas não reguladas com maior número de queixas.

Portugal tem atualmente um mercado regulado para as empresas de jogo online, assistindo-se ao aumento da oferta de plataformas de apostas online, reguladas e não reguladas. E foi nestas últimas que soou o alarme no Portal da Queixa, com o relato de consumidores a reportar vários problemas e a denunciar prejuízos em milhares de euros.

De acordo com a análise efetuada pelo Portal da Queixa, entre os dias 1 de janeiro e 4 de outubro, foram registadas 1.241 reclamações dirigidas à categoria Casinos e Casas de Apostas, sendo que, 347 das queixas (28%) estão relacionadas com casas de apostas não reguladas em Portugal.

Nesta subcategoria, a principal queixa dos apostadores refere-se a problemas com o levantamento dos valores, ou seja, em reaver o prémio/dinheiro. Este é o motivo invocado em 232 reclamações (67%).

Relacionadas também com as casas de apostas não reguladas estão 47 reclamações por alegada burla (14%) e 21 queixas por conta bloqueada/cancelada (6%).

Segundo apurou a análise, no Top 5 das casas de apostas não reguladas com mais reclamações figuram: a Bettilt (91), a 1xBet (79), a 22bet (58), o Ice Casino (43), e a MostBet a absorver 17 queixas.

Relativamente à empresa mais reclamada, a avaliação aos indicadores de performance revela que a Bettilt é uma marca que se preocupa com a resolução dos problemas que lhe são reportados, registando um Índice de Satisfação pontuado em 84.3 (em 100), e com uma taxa de solução de 99% e taxa de resposta de 100%.

Portal da Queixa ajuda consumidores a jogar de forma mais segura 

Atento a este cenário crescente de reclamações e para ajudar os consumidores a escolher as melhores casas de apostas online, o Portal da Queixa passou a disponibilizar recentemente uma funcionalidade designada: “TOP Casas de Apostas Reguladas em Portugal”. A nova ferramenta foi idealizada para facultar maior informação sobre o contexto e o funcionamento do mercado regulado de apostas online e contribuir para que os apostadores joguem de forma mais consciente e segura, de forma a evitar más experiências.

Para além da regra número um: para serem as melhores, têm de ser casas de apostas reguladas – com licença do Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ) -, o Portal da Queixa partilha na plataforma alguns dos critérios que podem pesar na eleição do consumidor quando decide apostar:  variedade de mercados para um desporto; ferramentas como cash out e live stream; diversidade nos métodos de pagamento; facilidade de contactar o apoio ao cliente; missões ou desafios com bónus ou apostas grátis e reputação e prestígio internacionais.

“Portugal tem atualmente um mercado regulado para as empresas de jogo online, no entanto, nem todas as casas de apostas são confiáveis. A prova está nas reclamações que temos vindo a receber por parte de quem aposta em casas de apostas não reguladas. Isto leva-nos a voltar a levantar duas das grandes bandeiras do Portal da Queixa: o pesquisar antes de tomar uma decisão e a aposta na literacia digital para combater casos de engano e fraude. Foi também neste sentido, que criamos o ‘TOP Casas de Apostas Reguladas em Portugal’, de forma a evitar más experiências e proporcionar aos consumidores um jogo mais seguro e consciente.”, salienta Pedro Lourenço, fundador do Portal da Queixa.

De referir que, nos primeiros seis meses do ano, o jogo online movimentou em Portugal um volume de apostas superior a 5000 milhões de euros. Este crescimento do setor coloca desafios para identificar dinheiro ilícito. Até junho, o regulador (SRIJ) mandou bloquear 105 sites ilegais. As apostas renderam receitas de 305 milhões às donas das plataformas.

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