Segunda-feira, Maio 27, 2024
16.6 C
Braga
EducaçãoInstituto CCG/ZGDV da UMinho celebrou 30 anos de existência

Instituto CCG/ZGDV da UMinho celebrou 30 anos de existência

© CCG/ZGDV Institute

Instituto CCG/ZGDV (Centro de Computação Gráfica / Zentrum für Graphische Datenverarbeitung e.V.) comemorou, no dia 10 de novembro, 30 anos de existência com uma cerimónia no auditório nobre do campus de Azurém, em Guimarães, onde participaram mais de 25 individualidades académicas, empresariais e políticas do panorama nacional e internacional.

Atualmente, este Instituto de investigação aplicada e inovação tecnológica, está envolvido em seis Agendas Mobilizadoras de Inovação e uma TestBed do PRR, com um volume total de investimento CCG de mais de 15 milhões de euros. No âmbito do projeto da bioeconomia sustentável do sector têxtil, está a desenvolver, em parceria com outras entidades, o passaporte digital do produto têxtil.

No discurso de abertura, o presidente do CCG/ZGDV, Ricardo J. Machado, referiu que “ao longo destes 30 anos, criámos soluções tecnológicas que afetaram todos os aspectos da economia nomeadamente no que diz respeito à indústria do software, à indústria de processos industriais e de bens de equipamento, à indústria da defesa e da aeronáutica, à indústria florestal e à agricultura de precisão, à economia circular e à energia, bem como soluções tecnológicas que se relacionam diretamente com as nossas vidas enquanto cidadãos, designadamente nos domínios da saúde e do ambiente, das cidades inteligentes e da mobilidade urbana, do turismo, da educação e da cultura”.

A sessão contou ainda com a intervenção do presidente da Agência Nacional de Inovação (ANI), António Grilo, onde sublinhou a importância do CCG/ZGDV considerando-o “um exemplo nacional” na procura de “soluções inovadoras” em prol da economia e da sociedade em geral. “O Centro de Computação Gráfica, que foi criado em Coimbra e que registado uma grande evolução desde que passou para a Universidade do Minho, é um exemplo nacional da visão de que Portugal é capaz de ter uma grande ambição face ao futuro”, disse António Grilo.

Durante a cerimónia foi transmitida a mensagem gravada pelo secretário de Estado da Digitalização e da Modernização Administrativa, Mário Campolargo, que desafiou o CCG/ZGDV a ser um “berço de ideias e inovação para os próximos 30 anos”, com “novas propostas de futuro para as estratégias do país”.

A eurodeputada Maria da Graça Carvalho, na sua intervenção sobre as políticas europeias relacionadas com a investigação e inovação para a transição digital, defendeu a importância das instituições que cobrem todo o ciclo de investigação. “Ainda são raros os casos em Portugal de instituições de investigação que o conseguem fazer com a mesma eficácia do CCG/ZGDV”, salientou. O combate à iliteracia digital, através da sensibilização das empresas para “o investimento crítico” no saber e na inovação e da afirmação das mulheres no mundo da inovação tecnológica, foi um dos desafios futuros apontados pela ex-ministra da Ciência e do Ensino Superior.

Mais de duas dezenas de oradores provenientes do meio académico, empresarial e político (nacional e internacional), participaram em três painéis: “Parcerias e cooperação internacional”; “O papel da investigação e inovação na competitividade empresarial”; e “A importância dos clusters na dinamização económica setorial”.

Na sessão de encerramento, foi prestado um tributo ao fundador luso-alemão deste Centro de Tecnologia e Inovação, o cientista de computação gráfica, José Luís Encarnação, tendo sido nomeado “Presidente Honorário do CCG/ZGDV”.

A cerimónia terminou com o discurso do presidente da Câmara de Guimarães, Domingos de Bragança, que salientou a estreita ligação entre o Município e as interfaces da Universidade do Minho, como é o caso do CCG/ZGDV, e a sua importância para um futuro que se pretende que seja de consolidação da digitalização da economia, com vista à “Fábrica do Futuro”.

PARTILHE A NOTÍCIA

LEIA TAMBÉM

PUBLICIDADE

NEWSLETTER

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

REPORTAGEM

POPULARES