
A Iniciativa Liberal visitou a Mundos de Vida, IPSS que atua nas áreas da infância, educação e apoio à terceira idade, sediada em Lousado, concelho de Vila Nova de Famalicão.
A delegação liberal, composta por Olga Batista, Paulo Lopes, Joana Pereira, Sandra Lobo e Miguel Fidalgo, deslocou-se à instituição com o objetivo de”conhecer boas práticas, ouvir os desafios concretos no terreno e reforçar o compromisso com políticas públicas que promovam a liberdade de escolha, a autonomia das instituições e o foco nos resultados”.
Durante a visita às valências de creche, jardim de infância, ensino básico e lar de idosos, a comitiva destacou “a qualidade do trabalho desenvolvido e a forma como a liberdade e a autonomia permitem inovar e servir melhor”. “Foi possível observar de perto um modelo de ensino bilingue (português e inglês) desde o 1.º ano, com aulas de mandarim a partir do 2.º ano, e a implementação do Método de Singapura na matemática, com manuais próprios desenvolvidos pela escola devido a restrições impostas pelo Estado. A instituição também desenvolve um projeto pioneiro de consciencialização para o uso responsável de tecnologias, com um compromisso assinado pelos pais que limita o uso de telemóveis até aos 12 anos, promovendo uma vivência familiar mais presente”, refere o partido.
“A liberdade pedagógica e a organização das salas, com zonas abertas e mesas em grupo, permitem um ensino mais personalizado e centrado no aluno. A Mundos de Vida disponibiliza também acompanhamento psicológico e terapia da fala, essencial para crianças com dislexia, défice de atenção e autismo, mas que, na maioria dos casos, não é comparticipado pelo Estado, obrigando as famílias a suportar esses custos”, acrescentaram os membros.
No lar de idosos, os representantes da Iniciativa Liberal presenciaram “a forma como é promovida a dignidade dos utentes”. “As famílias têm acesso livre aos seus familiares através de um sistema de código digital, os quartos são personalizados e a identidade de cada idoso é respeitada. Recusam-se práticas que infantilizam os residentes, como o uso de babetes ou fardas. No entanto, a instituição alertou para o subfinanciamento crónico: o Estado comparticipa apenas cerca de um terço do custo real de um lugar em lar. Foram ainda apontadas limitações legais à prestação de cuidados de saúde: muitos médicos de família não se deslocam aos lares, e os médicos das instituições não têm autorização para prestar um serviço completo”, reforça a Iniciativa Liberal.
A comitiva ficou também a par do projeto “Procuram-se Abraços”, que promove o acolhimento familiar de crianças em risco. “A direção alertou para os entraves criados pelo modelo de decisão, que impede acolhimentos entre concelhos próximos que sejam de distritos diferentes, por questões meramente administrativas. A Iniciativa Liberal concorda que a lógica de acolhimento deve ser centrada na qualidade da resposta, e não em fronteiras burocráticas. Ao longo da visita, foram igualmente partilhadas críticas ao excesso de burocracia da Segurança Social, à ausência de diferenciação no financiamento em função da qualidade dos serviços prestados, e ao modelo centralizado de gestão que ignora a realidade de cada território. Foi ainda sublinhado que sai mais caro ao Estado manter uma criança numa escola pública do que apoiar uma instituição privada com liberdade de escolha”, sustentam os membros da IL.
No final da visita, os representantes da Iniciativa Liberal reforçaram “a necessidade de um novo modelo para o setor social: mais liberdade, mais autonomia e mais foco em resultados”. “O Estado deve garantir o acesso aos serviços essenciais como a educação e os cuidados a idosos, mas não deve ser o único prestador. A pluralidade e a liberdade geram soluções mais humanas, mais eficazes e mais sustentáveis”, disse ainda.
Foi destacado por Olga Batista, número dois da Iniciativa Liberal por Braga que a Mundos de Vida “representa um exemplo concreto do que é possível realizar quando o Estado não interfere negativamente”. Defende que “todas as instituições, sejam públicas ou privadas, devem ter a mesma liberdade para inovar e servir”.


